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Há mais mulheres no mercado de trabalho

5 publicações neste tópico

"Portugal é um dos países europeus onde há mais mulheres nos locais de trabalho. Mas os lugares de topo ainda são ocupados por homens"

Fonte: Eurostat

As mulheres portuguesas que trabalham fora de casa representam 61,7%.

Estranho esta percentagem, pois não é que as italianas são só 45% e as espanholas 51,2%?

França, Alemanha e Irlanda também têm menos mulheres a trabalhar. Somos ultrapassadas por: Reino Unido, Holanda, e Noruega (quase 72% a trabalhar) ;D

O que significarão estes resultados? Termos vivido muito anos em que só o homem  trabalhava e tinha mais habilitações académicas? Ou temos mais necessidade?

Triste é mesmo que as mulheres com mais habilitações, académicas e profissionais, não concorram em pé de igualdade com os homens, estes , apesar de serem menos, ocupam ainda os lugares de topo  >:(. Bem , o exemplo vem de cima, como é costume dizer. Se olharmos para a Assembleia da Repúlica..... está tudo dito ???

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Do ponto de vista das empresas / patrões, é dificil puxar para cargos superiores as mulheres pois estas, pela sua condição de possíveis futuras mães, podem ter que suspender as suas funções durante vários meses. Por exemplo, imagina que uma mulher é a chefe de uma equipa de projecto com meia dúzia de pessoas. O projecto dura 1 ano, mas ao fim de 8 meses ela entre em licença de parto, justamente na parte final do projecto... como a equipa é pequena não só se perde uma parte importante dos recursos, como ainda por cima tem que se passar pela tarefa de escolher novamente alguém para a liderar.

Outras mulheres há que optam conscientemente por evitar certos cargos justamente porque não se compatibilizariam com o seu projecto de vida familiar. Querem ter filhos e querem ficar mais tempo em casa a acompanhá-los. Isso não é compatível com ter um emprego em que saem de casa de manhã e voltam já depois do jantar e, por isso, evitam esse tipo de cargos.

As mulheres têm uma forma diferente de analisar os problemas. Em cargos de chefia tomam decisões de forma diferente dos homens (genericamente falando, e a julgar pelas conclusões de vários estudos). Nas áreas que ainda são "dominadas" pelos homens pode não haver a capacidade de reconhecer essa diferença como sendo uma coisa boa e haver a tendência a manter o mesmo tipo de pensamento do passado.

Há também questões de hábito - da mesma forma que achamos estranho um homem a fazer limpezas ou como professor e uma mulher como polícia ou motorista de autocarro, os próprios são capazes de pensar duas vezes antes de tentarem enveredar por esse tipo de empregos. Pegando no exemplo da AR, quando alguns partidos implementaram o sistema de quotas, houve círculos em que foi complicado arranjar pessoas para preencher todas as vagas - não havia candidatos suficientemente interessados.

(e antes que as mulheres me acusem do que quer que seja, eu não partilho necessariamente de todos estes pontos de vista, acho apenas que são algumas das muitas formas de ver uma questão que tem muitas causas...)

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...da mesma forma que achamos estranho um homem a fazer limpezas ou como professor e uma mulher como polícia ou motorista de autocarro,

Paulo,

Permite-me discordar; acho que já ninguém estranha qualquer uma das situações acima....... ;)

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Paulo,

Permite-me discordar; acho que já ninguém estranha qualquer uma das situações acima....... ;)

Algumas pessoas estranham, porque continuo a ver reportagens do género, de vez em quando...

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Se alguém chefiar uma equipa, mesmo pequena, faltar, mulher ou homem, terá que existir alguém na retaguarda. Também não é precisa uma gravidez, basta uma doença prolongada. Aliás, embora nos 1ºs meses os bebés dependam da mãe, os papás também podem usar o tempo que a lei lhes confere de licença de paternidade. E sei que já a usam. E como seria se eles estivessem a liderar uma equipa e faltassem para usarem essa licença?

Não ter cargos de chefia por opção própria é outra história. Têm um projecto de vida onde dão prioridade ao acompanhamento dos filhos e família. Há países que até incentivam isso. Mas, isso é uma opção, espero que consciente. Não tem a ver com o facto de ter capacidades e lhe serem vedados os cargos de topo só por ser mulher.

Na verdade havia profissões de homem e profissões de mulher. Hoje já não se liga tanto a isso. O facto de, ainda,  haver reportagens é por falta de notícias melhores ;)

Há mulheres que não querem/não gostam de cargos de chefia. É também uma opção. Vedar-lhe essa opção é que é errado. Não admira que não queiram, às vezes é absolutamente desumano conciliar trabalho, família, casa, responsabilidades.

Já há muitos homens que participam nas tarefas de casa, mas quase sempre na posição de "ajudantes". É comum ouvir: o que é que queres que faça? O que vai vestir o......? Ou então, ó ...... dá aqui uma ajudinha!!! Desculpem a franqueza :)

Para terminar, há dias uma amiga minha foi a uma entrevista de trabalho. Entre muitas perguntas, mais ou menos naturais, perguntaram-lhe se namorava, se pretendia casar e por último se pretendia ter filhos. E não tinha a ver com a necessidade de mobilidade >:(

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