Maria João Nascimento

Aumento de spread

28 publicações neste tópico

Boa tarde, necessito da vossa ajuda: hoje fui contactada pelo banco onde tenho o meu emprestimo habitação (bcp) , desde o ano de 2006. O senhor disse-me em tom ameaçador que se até ao final do mês não voltar a domiciliar o meu vencimento, e fazer prova que continuo a ser sócia da liga dos bombeiros que perco o spread de 0,6% e passa para valores de 5%. Já há 2 anos que não tenho o vencimento domiciliado por preferência da minha entidade patronal, e nunca ninguem me disse nada. Não recebi nada por escrito, apenas o telefonema. Já confirmei com a minha escritura e realmente estão lá estes dois produtos. Estive a consultar a diversa matéria existente, e entendo que o decreto de lei 192/2009 , diz que se o banco durante 1 ano após o incumprimento não alterar o spread, já não o pode fazer. Isto é válido? como posso defender-me? durante 6 anos nunca me pediram nada. Quanto á condição de sócia dos bombeiros , sou obrigada a apresentar prova, tenho as quotas em atraso, e o banco não detectou o incumprimento no prazo de 1 ano... Obrigado!"

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Olá

Nas suas condições do crédito esses produtos são exclusivos, ou tem de ter por exemplo dois de entre uma lista de vários? Tente perceber se tem alguns outros que perfaçam aquilo que dá direito aos 0.6%

Depois, peça no banco a informação por escrito e no mesmo momento pode apresentar algo - que eles já sabem -, a data desde a qual deixou de ter domiciliado o ordenado. Se passou mais de um ano, não podem mesmo vir agora exigir, conforme o DL que indicou, acrescido de vários pareceres posteriores de casos similares ganhos pela DECO.

Existem casos em que se pode fazer um deposito na conta e informar que a codificação é como ordenado, assim contorna a situação também.

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Boa noite, não tenho mencionado mais nenhum produto na minha escritura. Apenas os dois que referi!

Sei que é possível efectuar um depósito com o código 08 que significa vencimento. No entanto, se passou mais de um ano não estou salvaguardada pela lei? Não basta dirigir-me ao banco e levar o decreto de lei e efectuar uma exposição ao banco. A minha ideia era apresentar para além da exposição, uma reclamação no livro de reclamações, enviar cópia para o banco de Portugal, e enviar mail ao provedor do cliente do banco.

Aguardo a sua resposta,

Obrigado!

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Creio que antes de partir para a "força" da lei, pode pedir um documento escrito com aquilo que disseram verbalmente. É provavel que nem se atrevam a isso.

Se o fizerem, aquilo que propoem é o caminho certo, reclamações com a lei anexa.

O site do banco de portugal tem um local apropriado:

http://clientebancario.bportugal.pt/pt-PT/Reclamacoes/Paginas/Formulariodenovareclamacao.aspx

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Conforme já lhe disse deve solicitar o livro de reclamações e colocar lá a sua situação e a cópia que recebe deve enviar por fax para o Banco de Portugal e depois obterá uma resposta! Assim como o link que ddascaldas lhe passou também pode utilizar para o mesmo efeito embora o pedido do livro terá um outro impacto no balcão como é óbvio.

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Neste momento encontro.me na mesma situação sempre recebi o ordenado pelo banco a quem pedi o empréstimo e nunca foi necessario conta ordenado agora ao fim de 5 anos enviaram-me uma carta que vão aumentar o valor do spread devido a não ter conta ordenado isto é possivel ao fim de 5 anos?

Recebo o ordenado com o codigo correto e eles sempre aceitaram o banco é o BPI.

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Já confrontou o balcão?

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Já confrontou o balcão?

Sim fui hoje ao balcão e falei no decreto de lei á Sra. E a resposta foi, não estou aqui para ler decretos de lei não está a cumprir vai ver o spread agravado, expliquei que recebo o ordenado pelo banco com o codigo de renumeração desde o inicio do empréstimo, então mandou-me fazer uma carta a explicar k nunca me tinham posto obstáculos nesse sentido e ver se podia continuar assim, e lá fiz a carta sem muita vontade mas enfim eles parecem ter a faca e o queijo na mão.

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Não está lá para ler decretos!? É cada artista! Mencionou o decreto na carta que escreveu?

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Não está lá para ler decretos!? É cada artista! Mencionou o decreto na carta que escreveu?

Sim mencionei, foi pena não poder anexar uma copia para facilitar os senhores.

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Boas,

como ficaram os visados destas situações?

Digo isto, porque só agora reparei que já não estou a cumprir as condições de certo à mais de um ano, agravado agora pelo fato de estar desempregado.

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Esta questão não tem qualquer duvida. O Banco apos um ano do cliente não cumprir com os produtos contratados já não pode agravar.

Mas atenção, pois parece-me haver alguma confusão, a data da escritura não é relevante. O que importa é a data a partir da qual o cliente deixou de cumprir com os produtos a que estava obrigado.

Pode ter o crédito há mais de 10 anos e se deixou de cumprir com um ou mais produtos há menos de um ano, o banco tem legitimidade para agravar o spread.

O Decreto lei é claro.

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Olá! Estou com um problema. Tenho um financiamento à construção em nome individual, este foi pedido para a construção de moradias para venda. O prazo do contrato sob escritura pública terminou o ano passado e tive de prorrogar por mais um ano e agora estou a tentar prorrogar novamente. O spread depois de vários aumentos, no ano passado estava em 3,75% e com a prorrogação passou a 6%, embora no contrato diga que o sread é actualizável pelo banco. Eles podem aumentar como eles quiserem? Não existe nenhum D.L. que permita um limite? Se existe indique, por favor. Ou se existe outra forma de proteção? Obrigada

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Boa noite, era colaboradora bancária e por causa de uma cabala que me armaram, o Banco acabou por me despedir com justa causa, eu ja impugnei a decisão judicialmente e estou a espera do julgamento. A minha questao aqui é: enquanto bancaria tinha condições extremamente favoraveis ao abrigo do actv. Agora o Banco despediu-me e fiquei desempregada e perdi a condição de actv associada aos emprestimos de bancarios. Na escritura diz que caso cessem as condições de ACT o spread a aplicar passa para o maximo legal, que no caso, parece ser de 5%!!! É incomportavel pagar 600 eur so de juros. A minha questao é: saiu alguma lei do Banco de Portugal que proiba o aumento de spread nos casos de desemprego? Obg

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Boa noite, era colaboradora bancária e por causa de uma cabala que me armaram, o Banco acabou por me despedir com justa causa, eu ja impugnei a decisão judicialmente e estou a espera do julgamento.

A minha questao aqui é: enquanto bancaria tinha condições extremamente favoraveis ao abrigo do actv. Agora o Banco despediu-me e fiquei desempregada e perdi a condição de actv associada aos emprestimos de bancarios. Na escritura diz que caso cessem as condições de ACT o spread a aplicar passa para o maximo legal, que no caso, parece ser de 5%!!! É incomportavel pagar 600 eur so de juros.

A minha questao é: saiu alguma lei do Banco de Portugal que proiba o aumento de spread nos casos de desemprego? Obg

Não.

Os colaboradores bancários usufruem de condições muito mais favoráveis, nomeadamente o ACTV que referiu, que os contribuintes em geral não têm.

Como deixou de ser colaboradora bancária e estando a situação prevista no contrato, é natural o procedimento do banco. Passa a ser um contribuinte como outro qualquer e sujeita-se às taxas que os bancos fazem!...

Sugestões:

1. aguentar as prestações até ser reintegrada no banco (depois deverá ser ressarcida da diferença de valores nas prestações) caso a sentença lhe seja favorável;

2. renegociar o prazo do contrato;

3. recorrer ao regime extraordinário de proteção;

4. entregar o imóvel ao banco (nem todos aceitam) - dação em cumprimento;

5. "trocar de imóvel", pagando uma renda mais barata - verificar se o banco tem essa possibilidade;

6. vender e comprar/arrendar um mais acessivel;

7. penhora de bens... declarar insolvência (durante 5 anos cumpre um plano de pagamentos... tal como a "troika" faz...).

Pode ler algo mais neste tópico (esquecendo a situação dos fiadores, que não deve ser o seu caso): http://www.forumfinancas.com/index.php?topic=3681.msg103186#msg103186

Não sei a viabilidade desta sugestão mas creio que não perde nada em tentar:

- averiguar se alguma outra entidade bancária aceita o seu CH em condições ligeiramente melhores que as atuais!...

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Não sei a viabilidade desta sugestão mas creio que não perde nada em tentar:

- averiguar se alguma outra entidade bancária aceita o seu CH em condições ligeiramente melhores que as atuais!...

Desempregada não me parece viável! Existe outro proponente no crédito?

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A minha questao é: saiu alguma lei do Banco de Portugal que proiba o aumento de spread nos casos de desemprego?
~

O Banco de Portugal não escreve leis mas o aumento de spread de forma unilateral é proibido, sim.

Creio que há algumas restrições em caso de desemprego, sim, só que neste caso não há um aumento de spread - há um cumprimento das condições do contrato... e essa condição é que é um bocado alarmante. Por isso, só resta mesmo tentar renegociar o contrato para um spread mais "normal".

Ou então optar por uma qualquer das alternativas que o ABCD sugeriu...

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... neste caso não há um aumento de spread - há um cumprimento das condições do contrato...

Neste caso há um aumento de spread devido à cessação de uma das condições que constam no contrato.

Se essa condição voltar a ser satisfeita, o spread deve voltar ao valor original!...

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Ok, eu devia ter escrito "não há um aumento unilateral de spread".

Este aumento foi definido no início do contrato e ela concordou com as condições quando o assinou. Não se trata de o banco tentar impor um novo spread por causa de uma renegociação nem nada do género que é o que tenho ideia que chegou a haver legislação a proibir, no caso de desemprego.

É um pouco como quando o spread está mais baixo por causa da contratação de alguns produtos e depois sobe quando se deixa de ter alguns desses produtos. Se já estiver previsto desde o início do contrato é perfeitamente legal que ele mude automaticamente nesse caso.

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Uma curiosidade...

Tenho um familiar que viu o spread aumentado em 2010 possivelmente porque deixou de subscrever algum produto que estava no contrato.

Ele não reclamou na hora e disseram que agora, passados 4 anos, mesmo que queira repor as condições, pode ser complicado porque passou o tempo que tinha para as repor...

É mesmo assim?

Existe alguma lei que fundamente isto?

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Tenho um familiar que viu o spread aumentado em 2010 possivelmente porque deixou de subscrever algum produto que estava no contrato.

Ele não reclamou na hora e disseram que agora, passados 4 anos, mesmo que queira repor as condições, pode ser complicado porque passou o tempo que tinha para as repor...

É mesmo assim?

Existe alguma lei que fundamente isto?

O DL 192/2009 impõe que "O direito de exigir o cumprimento de condição relativa à contratação de outros produtos ou serviços financeiros ... prescreve no prazo de um ano após a sua não verificação."

Embora este DL tenha sido escrito com a intenção de impedir os bancos de aumentar o spread depois de anos em que as condições não eram cumpridas e o cliente tivesse bases para supor que já não se aplicavam, da forma que aquele ponto está escrito, diria que pode ser interpretado nos dois sentidos.

Seja como for, acho que ele não devia de deixar de reclamar porque o texto desse DL diz claramente que o objetivo era evitar que os bancos abusassem das expetativas de não exigibilidade criadas nos consumidores pelo facto de o banco demorar a aplicar as penalizações. Ou seja, diria que o prazo se aplica mais aos bancos do que aos clientes...

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Uma curiosidade...

Tenho um familiar que viu o spread aumentado em 2010 possivelmente porque deixou de subscrever algum produto que estava no contrato.

Ele não reclamou na hora e disseram que agora, passados 4 anos, mesmo que queira repor as condições,

1. pode ser complicado porque passou o tempo que tinha para as repor...

É mesmo assim?

Existe alguma lei que fundamente isto?

Creio que sim. Decreto-Lei n.º 227/2012, de 25 de outubro:

O cliente bancário deve gerir as suas responsabilidades de crédito de forma responsável, alertando atempadamente as instituições de crédito para o eventual risco de incumprimento.

O cliente bancário deve colaborar com a instituição de crédito na procura de soluções para a regularização do incumprimento.

O cliente bancário deve responder de forma atempada às solicitações que lhe sejam dirigidas pela instituição de crédito e disponibilizar todas as informações e os documentos necessários. Caso não o faça, o cliente bancário pode deixar de beneficiar dos direitos e das garantias que lhe são conferidas pela legislação em vigor.

1. ... complicado mas não impossível. Solicite parecer do gestor do CH, face à vontade de repor as condições iniciais e aconselhamento na rede de apoio ao consumidor endividado (direção geral do consumidor, por exemplo).

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1. ... complicado mas não impossível. Solicite parecer do gestor do CH, face à vontade de repor as condições iniciais e aconselhamento na rede de apoio ao consumidor endividado (direção geral do consumidor, por exemplo).

 

A situação não é minha...

Ainda não passaram anos...

Vou dizer a pessoa interessada...

Mas acho que foi lá e disseram-lhe que so tinha 1 ano para reclamar, não reclamou, o spread subiu e vai ficar assim...

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A situação não é minha...

Ainda não passaram anos...

Vou dizer a pessoa interessada...

Mas acho que foi lá e disseram-lhe que so tinha 1 ano para reclamar, não reclamou, o spread subiu e vai ficar assim...

É natural, dai a necessidade dessa pessoa se dirigir a outras instituições, que referi como exemplo, para se aconselhar e proceder da melhor forma afim de melhorar a sua situação!...

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É natural, dai a necessidade dessa pessoa se dirigir a outras instituições, que referi como exemplo, para se aconselhar e proceder da melhor forma afim de melhorar a sua situação!...

A outras instituições como?

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