Visitante MariaDias

CH - MANTER REGIME GERAL OU PASSAR A DEFICIENTE - O que fazer?

6 publicações neste tópico

Olá a todos!

Tenho um CH regime geral com um spread de 0,4. Recentemente foi-me diagnosticada doença oncológica e conferido um grau de incapacidade temporária de 60% o que me permite usufruir do CH - regime deficientes pelo prazo de 5 anos (se tudo correr bem, findo esse tempo, a incapacidade baixa).

Sei que isto não é um forúm de astrologia  :D  pelo que ninguém me conseguirá dizer o que reserva o futuro em termos de alteração de leis, contudo, queria as vossas opiniões sobre se será prudente alterar para esse regime pois a lei actual (que está desactualizada) não prevê as reavaliações (após os 5 anos) que já estão a ser presentemente praticadas.......... Resultado, como me salvaguardar ... não vá o banco depois alterar o spread dramaticamente.. :P  Mto Obg desde já!

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Durante 5 anos a troca é vantajosa porque a taxa do crédito a deficiente é a taxa a que o banco "compra" o €€€ e a que está a pagar neste momento será uma EURIBOR + 0,4%.

Em relação à questão da mudança e da eventual reavaliação só posso falar por experiência própria e nunca em termos de futurologia. A minha esposa também tem uma incapacidade superior a 60% devido a doença oncológica (e no caso dela também remoção de um orgão, estomago) e comprámos casa com recurso ao crédito a deficiente. Entretanto ela foi à junta médica fazer a reavaliação (a incapacidade continua superior a 60%), mas da parte do banco nunca nos foi pedido qualquer comprovativo, nem sequer abordaram a questão relativa à reavaliação.

Ou seja, eles não se preocupam muito com isso, mas na prática teriam e têm base legal para o fazer, por isso, há sempre um risco de isso acontecer e após 5 anos já não poder usufruir das condições especiais. Nesse caso o crédito passaria para regime geral com a respectiva actualização das condições (aumento). No entanto, relativamente àquilo que tem neste momento, seria pura futurologia dizer que ia ser melhor ou pior. ninguém sabe.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Obrigada Spirit pela sua resposta. Lamento a reavaliação a 60% pois isso significa que a doença ainda persiste  :(

Relativamente ao que disse, sei que os bancos não pedem comprovativo, pelo simples facto que a legislação actual lhes assegura que o estado suporta a diferença que nos é retirada da prestação mensal...

O problema está em quando a lei for mexida e isso for alterado... aí os bancos irão seguramente pedir comprovativos e partindo do principio que a doença aí já não existirá então mexem no nosso empréstimo quase a seu belo prazer...

será que o banco aceitaria uma clausula, aquando da passagem para o regime deficiente, tipo...

Caso, aquando de verificação, o mutuário já não tenha uma incapacidade de 60% não reunindo as condições para permanecer em regime deficiente, retornará ao regime geral em que anteriormente se encontrava, retomando as condições de crédito existentes à altura...

Era interessante não? assim ficava salvaguardada... :)  Que lhe parece?

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Não acredito que o banco aceite tal clausula, visto que eles (bancos) aproveitam todas as oportunidades para mudar (aumentar) as condições dos clientes para as actuais, caso sejam mais vantajosas (para eles).

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Pois eu tb não sei o que vai dar mas. no entanto, vou propor!!

Obrigada Spirit!

Se houver por aí alguém que queira partilhar mais opiniões acerca deste tópico, ou esteja presentemente com um regime destes, agradecia imenso..  :)

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Boa Noite, antes demais queria lhe desejar as rápidas melhoras. Sou bancário e também eu tive uma doença oncológica em 2008 o qual me foi atribuido 10 anos de grau de invalidez com reavalidação no fim. Quanto à questão que coloca e em face de não lhe ser atribuida a invalidez definitiva mas apenas por 5 anos, não deve optar pelo regime de deficiência mas sim deixar estar com o spread de 0.4%.  Se alterar na prática iria ganhar durante 5 anos pois a taxa ou spread é zero e é mesma que os empregados bancários têm. No fim dos 5 anos o banco vai passar o seu empréstimo para o spread que tiver na altura e que neste momento estamos a falar de 4 ou 5 % de spread o que iria aumentar a sua prestação em 200 ou mesmo 300%. Assim o pouco que iria ganhar em 5 anos, rápidamente iria perder  apenas em poucos meses e com consequências bastantes más. O banco vai sempre olhar para o seu caso como uma excelente oportunidade para alterar o spread a médio prazo. Espero que isto a ajude e desejo o melhor e uma cura rápida para a senhora.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Este conteúdo terá de ser aprovador por um moderador

Visitante
Está a comentar como Visitante. Se já se registou, por favor entre com o seu Nome de Utilizador.
Responder a este tópico

×   Colou conteúdo com formatação.   Remove formatting

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead