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CH na conjutura atual

11 publicações neste tópico

Boa tarde.

Eu e a minha namorada estamos na casa dos 25 anos e neste momento andavamos a ver imóveis para arrendamento.

O que se passa é que a imobiliária nos apresentou um empreendimento em que o construtor  faliu e o banco está à frente dos negócios (os apartamentos estão terminados, faltando pequenos toques, como um rodapé, ou uma louça na casa de banho, no entanto o banco assume isso).

Embora as condições nos pareçam vantajosas (spread 1,5% durante a vigência do contrato + financiamento a 100%) as simulações mostram uma prestação inferior ao mercado de arrendamento na zona.

As dúvidas que nos pairam na cabeça são o pior cenário. Devido a nossa formação na área das tecnologias, e vida profissional temos de fazer cenários para investimentos. Por isso pensamos neste caso a falência do país, ou de Itália e Espanha.

Tendo isso em mente como se agravaria o crédito?

Taxas de juro a bater 10, 12%?

Uma desvalorização brutal da futura moeda?

Compensa agora o risco, mesmo tendo prespetivas de emprego estáveis?

Como contraponto mediante a simulação, se projetarmos o período do crédito x a prestação "apenas" pagarámos o apartamento 1,5 vezes.

Opiniões... Bom, mau, normal?

Acho que para já são as dúvidas "esotéricas", e desde já parabéns por este espaço!

Cumprimentos

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Sinceramente, enquanto o indexante for a Euribor, duvido que a coisa chegue a valores desses. A título de comparação, o meu pai, há uns vinte e tal anos atrás, pagava a casa a taxas de juro da ordem dos 20%! Mas desde que acriação do Euro, a Euribor nunca passou acima dos 5,6%.

Atirar valores em caso de catástofre acho que ninguém pode. Mas a verdade é que a Euribor está extremamente baixa e, mesmo que não seja já, a médio prazo só há um caminho possível, que é subir.

Sugiro que pegues nas condições de empréstimo que te ofereceram e simules subidas das taxas para os 5% e não nos valores que os bancos te indicam. Se conseguirem suportar uma prestação dessas, é sinal que talvez haja condições para avançar... A verdade é que esse será o "pior cenário", a taxa também não sabe assim de um dia para o outro...

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O que sugeres é a utilização da taxa nominal a 5% ao invés do que está presente nas simulações?

Como não tenho essa prespectiva histórica, a vossa ajuda é fundamental. :)

Dos pontos conhecimentos económicos e financeiros que tenho, vejo a coisa ainda a piorar um ponto porque ainda não purgamos o país de todas estas sanguessugas. Pelo que tenho observado o BCE tem mantido as taxas baixas para o mercado financeiro continuar a fluir. Tenho perfeita noção que num espaço de uma década as taxas irão subir, no entanto existe também a prespetiva dos salários aumentarem (a não ser que haja outro modelo económico)... No então estou a entrar no aspeto da futurologia! :)

Obrigado pela tua indicação, vou ter esse valor em consideração nas minhas simulações na folha de cálculo!

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Respondendo a algumas das tuas questões começo por dizer que acho a idade demasiado precoce para um investimento desta envergadura, não só pela questão económica, mas também pela questão de que iram ficar geograficamente presos à casa o que vos pode afetar a nível profissional e há um acréscimo de encargos face ao arrendamento (IMI, reparações, condomínio, seguros, etc...) já para não falar que hoje estamos muito bem com a parceira e amanhã podemos não estar e é mais um (enorme)problema para resolver.

Uma vez que estou em fase idêntica à tua vou-te mostrar o meu caso, atualmente tenho o custo médio de cerca de 32,5% dos rendimentos mensais contabilizando renda e despesas inerentes(água, tv, internet, gás, etc...). Tivesse eu optado pela compra e para ter essa percentagem de gasto com a casa tinha que ir para algo a mais de 35 anos, ou seja, hipotecar a minha vida pela certa até aos 60+anos, impensável, mas não parece ser o vosso cenário. Arrendando casa consigo na mesma poupar algum dinheiro e tenho sempre a hipótese de me adaptar com muito maior facilidade do que se tivesse comprado casa, aliás por motivos geográficos nos últimos 5 anos mudei de casa mais que uma vez, se tivesse comprado casa no primeiro local teria custos acrescidos de tempo e dinheiro.

Fugindo da questão social e financeira e falando objetivamente sobre o imóvel, um construtor quando começa a ficar apertado também começa a cortar na qualidade do seu trabalho e isso pode-se refletir na qualidade e durabilidade do imóvel em questão.

É claro que depois tudo depende do valor do imóvel, do prazo de pagamento e da prestação. Mas por muitos cálculos que se façam na minha opinião não há nada melhor que optar pela opção com menos risco.

Assumindo o pior cenário da euribor, a vossa prestação corresponderia a que percentagem do vosso rendimento? E em quantos anos planeariam paga-la? Estar a pagar casa e ter filhos a estudar não será fácil, pensem também nisso.

Cumprimentos.

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O que sugeres é a utilização da taxa nominal a 5% ao invés do que está presente nas simulações?

...

Obrigado pela tua indicação, vou ter esse valor em consideração nas minhas simulações na folha de cálculo!

Sim, era isso que estava a sugerir. Mas também com 4% e 2% e 10%, já agora :) - não quer dizer que tenham que aguentar com tudo isso, mas é importante perceberem de que forma a variação das taxas afeta a prestação. Qual o valor a considerar suportável... bem, isso já fica ao critério de cada um (mas 5% parece-me uma referência aceitável)

Também acho que o Tiago levanta questões bem pertinentes: comprar uma casa pressupõe um compromisso muito grande com aquele lugar. Cada vez mais (e isso nem tem a ver só com a crise) se trabalha hoje num dia, amanhã noutro. Conheço até várias pessoas que vão mudando de país a cada ano que passa...

Prever pelo menos soluções possíveis em caso de necessidade de mudar de lugar é algo que toda a gente devia ponderar ao comprar uma casa...

Dos pontos conhecimentos económicos e financeiros que tenho, vejo a coisa ainda a piorar um ponto porque ainda não purgamos o país de todas estas sanguessugas. Pelo que tenho observado o BCE tem mantido as taxas baixas para o mercado financeiro continuar a fluir. Tenho perfeita noção que num espaço de uma década as taxas irão subir, no entanto existe também a prespetiva dos salários aumentarem (a não ser que haja outro modelo económico)... No então estou a entrar no aspeto da futurologia! :)

A maior parte das pessoas esquece-se que se mandarmos as "sanguessugas" todas embora, não ficaria cá ninguém (nem os próprios, em muitos casos). A esse título hoje vi publicada uma tabela onde se analisava o que os países da União Europeia pensavam sobre quem eram os mais trabalhadores, mais corruptos, etc. É curioso verificar que toda a gente acha que os mais trabalhadores são os alemães com excepção dos gregos, que acham que são eles próprios (e segundo as estatísticas são-no - não rendem é tanto como os trabalhadores de outros países) e onde muitos países acham que os mais corruptos são eles próprios - cá acontece mais ou menos o mesmo: percepção de corrupção não é corrupção efetiva.

Pessoalmente acho que o problema neste país não é o dinheiro que cada um mete ao bolso (a menos que estejamos a falar de quem recebe os subsídios indevidamente, por exemplo, e mesmo aí nem devem ser montantes tão extraordinários assim) mas acho antes que o nosso problema é sobretudo má gestão do dinheiro (gastá-lo onde não se devia). Desculpa o off-topic, mas custa-me ver alguém novo, que até aparenta ter as ideias no sítio, embarcar no mesmo discurso riscado de que a culpa está sempre nos outros...

E quanto a essa história dos salários aumentar, há 30 anos também aumentavam uns 10% ou 20% ao ano que era para acompanhar a inflação e as taxas de juro... se tudo o resto aumenta, o facto do salário aumentar é apenas uma ilusão - na verdade não ficas assim com tão mais dinheiro disponível...

Relativamente às taxas de juro também concordo - o BCE mantém-as baixas porque a inflação está mais ou menos controlada e para tentar estimular a economia (convenhamos, a maior parte das empresas precisa de empréstimos para ter dinheiro para investir e crescer - e quanto mais barato for o dinheiro, mais facilmente crescem). Quando deixarmos este clima de recessão e a Europa começar a crescer, as taxas subirão... e esse crescimento não se prevê que arranque muito depressa. Só espero é que Portugal consiga estar também na onda dos que crescem... porque se as taxas começam a subir e nós continuamos em recessão, isto ainda vai ficar bem pior :-/

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Uma vez que estou em fase idêntica à tua vou-te mostrar o meu caso, atualmente tenho o custo médio de cerca de 32,5% dos rendimentos mensais contabilizando renda e despesas inerentes(água, tv, internet, gás, etc...). Tivesse eu optado pela compra e para ter essa percentagem de gasto com a casa tinha que ir para algo a mais de 35 anos, ou seja, hipotecar a minha vida pela certa até aos 60+anos, impensável, mas não parece ser o vosso cenário. Arrendando casa consigo na mesma poupar algum dinheiro e tenho sempre a hipótese de me adaptar com muito maior facilidade do que se tivesse comprado casa, aliás por motivos geográficos nos últimos 5 anos mudei de casa mais que uma vez, se tivesse comprado casa no primeiro local teria custos acrescidos de tempo e dinheiro.

Fugindo da questão social e financeira e falando objetivamente sobre o imóvel, um construtor quando começa a ficar apertado também começa a cortar na qualidade do seu trabalho e isso pode-se refletir na qualidade e durabilidade do imóvel em questão.

Antes de mais, excelente resposta do TiagoF.

Dá para ficar com uma ideia bastante clara das diversas obrigações que se tem ao adquirir uma casa. Acredito que hoje em dia, o facto do valor das casas estar "aparentemente" baixo (ainda deve descer mais) faz com que crie a ilusão em muitas pessoas de que será um bom negócio.

Comprar uma casa é um dos maiores negócios que se faz. Como tal, deve ser muito bem ponderado. Fazer algumas projecções em diferentes cenários ajuda na tomada de decisão.

Tiago se a tua renda + despesas representam apenas 32,5% do teu rendimento mensal é de facto surpreendente (Parabéns). Se tivermos em conta que os jovens gostam de gastar (eu a falar assim até pareço velho :D ) ainda não cheguei aos 25 anos. Sendo assim, a situação que demonstras só é possível com um rendimento acima da média nacional mesmo com um bom controlo/gestão das despesas.

Relativamente a uma das questões do pmni: "Falência de Portugal, Itália ou Espanha". Se porventura Itália ou Espanha falirem isso significaria o fim do Euro. Se pensarmos que um resgate nestes países teria custos tão superiores ao que teve uma grécia e Portugal junto dá para ficar com uma ideia da "catástrofe". Contudo, a especulação é muita nesta altura, portanto, qualquer previsão que se faça não passará disso mesmo (alguma até pode estar correcta).

Pessoalmente aconselho-vos a possuir um fundo de emergência correspondente a 6 Meses (mínimo) se efectuarem o CH.

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Cardoso24 gasto 32,5% porque é a dividir, de outra maneira estaríamos a falar de 65% do meu rendimento, já ficava muito difícil.

O controlo de despesas é também uma areá que permite uns euros a mais no bolso, há que escolher bem os contratos e saber escolher se vale a pena ter alguns 'luxos' como as boxes com funções xpto ou o  valor a mais na carteira ao fim do mês. Tive a sorte de o prédio onde estou atualmente ter daqueles contratos antigos de Tvcabo com cerca de 35 canais de modo que apenas optei por colocar Adsl, só aí foram logo pelo menos 20€ a menos por mês. :laugh:

Acabámos por fugir um bocado do tema mas penso que ficam algumas ideias para quem eventualmente se cruzar com este tópico.

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Mesmo assim é uma percentagem excelente! É fundamental que apliquem a diferença que poupam pelo facto de terem optado pelo arrendamento, caso contrário não é uma opção válida. (Existem muitas simulações/discussões sobre a questão arrendar vs comprar. Na minha opinião depende dos objectivos de cada pessoa).

Não acredito que tenhamos fugido ao tópico pelo simples facto que na tomada de decisão do CH (ou em qualquer outra decisão) existem muitas variáveis com impactos grandes impactos. Neste caso, não é apenas o spread que conta.

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Também poderias optar pela Taxa Fixa, e aí já sabias que pagarias sempre o mesmo e durante o tempo contratado, tem esse lado "bom" mas tem o lado psicológico "mau", que é ver durante os próximos anos a taxa Euribor em baixo e estares a pagar um valor substancialmente maior!

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Boa tarde a todos os utilizadores do fórum.

Neste momento estou +/- na mesma situação que o user que iniciou este tópico.

Tenho procurado por casa e estive com a hipóteses de optar por arrendamento de um T2, mas o valor pedido era alto. Neste momento existe a possibilidade de um T3 c/parqueamento para 2 carros, por 150mil €. Esta casa já tem cerca de 7anos desde que foi construída, mas nunca foi habitada (tem valor de avaliação nas finanças de 200mil €). A agencia imobiliária tem parceria com o BCP, e propõem um SPREAD de 1% ao longo do todo o empréstimo (duração de 40 anos), c/ financiamento a 100% e euribor a 3M.

A renda mensal simulada era de 415€, existe alguma maneira de conseguir baixar este valor ou melhor as condições com o banco?!

Ou nesta altura é muito arriscado avançar para um empréstimo deste tipo?

Cumprimentos.

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Bruno está preparado para ficar até aos 60+ a pagar uma casa? Não me leve a mal mas acho um grande erro pedir empréstimo a 40 anos.

Quanto à sua pergunta parece-me demasiado obvia para lhe dar uma resposta, olhe para a Europa, o que lhe parece?

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