carlosramos

Obama começa já com aumento de 15% para 28% nas mais valias

7 publicações neste tópico

Ora aí está ,que grande esperteza aumenta as mais valias de 15% para 28% ,só que esquece a fuga imediata dos capitais para outros mercados mais favoraveis e aí em vez de fumentar os mercados  do seu Pais leva-os a dar uns valentes trambolhões nos próximos tempos.

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Acho que não é uma questão de esperteza ou de falta dela. É mais uma questão de ser um Estado mais ou menos capitalista ou mais ou menos socialista.

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Ora aí está ,que grande esperteza aumenta as mais valias de 15% para 28% ,só que esquece a fuga imediata dos capitais para outros mercados mais favoraveis e aí em vez de fumentar os mercados  do seu Pais leva-os a dar uns valentes trambolhões nos próximos tempos.

Está chocado que Obama, aumente a tributação em Mais Valias?

Sabe como se referem os ingleses ao "surplus value" - mais valia)? "Gains which comes with the wind"!

Logo, bastando estar sentado num sofá e ver o seu dinheiro multiplicar-se, sem qualquer esforço, parece-me justo que as grandes aplicações de capital sejam tributadas mais fortemente!

As "dores" dos americanos representados por MacCain (porque era disto que ele falava, quando criticava Obama pelo aumento da fiscalidade), não me incomodam, antes fico satisfeito, por verificar que o novo Presidente se preocupa com uma sociedade diferente, onde haja uma mais equitativa repartição da riqueza! Se o deixarem!... É que há sempre a possibilidade da repetição do acontecido em Dallas (nos anos sessenta) com John F. Kennedy!

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Está chocado que Obama, aumente a tributação em Mais Valias?

Sabe como se referem os ingleses ao "surplus value" - mais valia)? "Gains which comes with the wind"!

Logo, bastando estar sentado num sofá e ver o seu dinheiro multiplicar-se, sem qualquer esforço, parece-me justo que as grandes aplicações de capital sejam tributadas mais fortemente!

As "dores" dos americanos representados por MacCain (porque era disto que ele falava, quando criticava Obama pelo aumento da fiscalidade), não me incomodam, antes fico satisfeito, por verificar que o novo Presidente se preocupa com uma sociedade diferente, onde haja uma mais equitativa repartição da riqueza! Se o deixarem!... É que há sempre a possibilidade da repetição do acontecido em Dallas (nos anos sessenta) com John F. Kennedy!

Em termos teóricos, toda a gente concorda que se tribute mais fortemente o homem que fica no sofá ou no computador a fazer a sua riqueza através de aplicações de capital do que o homem que se levanta todos os dias a horas que não lembram ao diabo, passe o dia todo a trabalhar, dando o seu esforço físico e/ou mental.

O problema é que o dinheiro em si é também um recurso e tal como com os outros recursos, se a carga fiscal é mais elevada relativamente a esse recurso, ele entra em menos abundância no país. "Vai fazer a sua vida para outros lados", como dizia o outro. É como estar a aumentar a carga fiscal sobre, let's say, tapeçarias persas ou champanhe francês: se num mercado os impostos são mais elevados, então eles vendem-se melhor noutros em que não haja tantos impostos. A questão é que não é com tapeçarias persas ou champanhe francês que se desenvolve a economia.

É muito como diz o Pedro Pais: ou se quer um Estado mais capitalista ou se quer um Estado mais socialista. Depende de como cada um acha que se consegue uma melhor qualidade de vida para as pessoas.

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Mas desde quando é que um Estado deixa de ser capitalista por tributar de uma forma (penso que progressiva), as mais valias? Aqui não se trata de deixar de ser capitalista para ser socialista! De qualquer forma, estado socialista, é um eufemismo, seja o de Estado da ex-União Soviética ou o da social democracia! Que eu saiba, "mais valia" é uma criação do capitalismo!

Acho eu (mas posso estar a raciocinar mal), que o que o homem pretende nos E.U.A. é alguma regra, algum decoro, naquela sociedade, algum respeito por todos os americanos e não só por meia dúzia); bom, se isto é socialismo, então aquilo que aprendi sobre ciência política, já não é o que me ensinaram!...

Eu percebo a lógica, quando se afirma que poderá haver fuga de capitais! ... Sendo Os E.U.A a essência do capitalismo e o seu depositário, mesmo que esses capitais saiam, depressa regressam; pois, não são os E.U.A. a pátria do dito cujo, da livre iniciativa?

Para mim, (mas não estou na cabeça do futuro Presidente dos E.U.A.!), o que se pretende é que de uma vez se acabe com o capitalismo de casino, selvagem e que passe a haver regras! Quando há reformas, há sempre anti-corpos! Sempre foi assim e será! Não me parece que Obama, tenha na sua mente, a germinação de um Estado Socialista!

Já agora e isto é só para reflectir: donde virão os 700 mil milhões (salvo erro) para o Plano "Paulson", aprovado pelo Congresso e pelo Senado?

Eu já reflecti e tenho a certeza que não virá do céu aos trambolhões! Não terão que ser as grandes fortunas a pagar a crise, que eles próprios geraram? Eu não conheço o país, mas é bom que de uma vez para sempre se acabe com situações perfeitamente burlescas, como aquela da multimilionária que em testamento deixou a fortuna ao seu adorado cão, quando em simultâneo, milhões de pessoas, passam privações! Quando a massa crítica dum país, aceita situações como esta, então meus senhores, vive-se numa sociedade profundamente doente!

E, cuidado, isto não é a apologia de socialismo nenhum (devo dizer que não me identifico com ideologias, já que, hoje por hoje, estão perfeitamente esvaziadas de conteúdo... contudo cheias de forma)! É tão só a apologia de que mesmo em regime capitalista, se pode ser menos egocêntrico e pensar que ao meu lado, adoece ou morre alguém, (porque não tem assistência na doença ou tem fome)! Tal dicotomia ( o muito rico e o muito pobre), é um verdadeiro flagelo, para as sociedades modernas! Pactuar com isto, é andar para trás na História!

Podem-me vir com as maiores máximas da teoria macroeconómica, que as coisas são tão simples quanto isto: está na mão do Homem, fazer com que o sofrimento de muitos, seja minorado por poucos! Chame-se-lhe isso o que se quiser!... O chavão pouco diz, a quem precisa!

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Mas desde quando é que um Estado deixa de ser capitalista por tributar de uma forma (penso que progressiva), as mais valias? Aqui não se trata de deixar de ser capitalista para ser socialista! De qualquer forma, estado socialista, é um eufemismo, seja o de Estado da ex-União Soviética ou o da social democracia! Que eu saiba, "mais valia" é uma criação do capitalismo!

Não deixa, como é óbvio. Agora, à partida, um Estado que aumenta o imposto de 15% para 28% nas mais valias das aplicações de capital deixa de ser tão capitalista como o era antigamente. Nem que seja só por uma questão simbólica.

Acho eu (mas posso estar a raciocinar mal), que o que o homem pretende nos E.U.A. é alguma regra, algum decoro, naquela sociedade, algum respeito por todos os americanos e não só por meia dúzia); bom, se isto é socialismo, então aquilo que aprendi sobre ciência política, já não é o que me ensinaram!...

Do meu ponto de vista, não é pelo facto de se aumentar um imposto sobre mais valias de 15% para 28% que se mostra "respeito por todos os americanos". Mais uma vez, funciona bem como uma sinalização de intenções, mas pouco mais. Mostrar-se-ia mais "respeito por todos os americanos" se as instituições financeiras, se o sistema financeiro em geral fosse mais bem regulado do que foi até aqui, porque dizerem-me que agora eu é que vou ter de contribuir para limpar a brincadeira do subprime porque uns senhores se lembraram que seria boa ideia conceder empréstimos a quem não tem dinheiro para comer e ainda alavancarem esses produtos é inconcebível. É bom que haja mais regras e fiscalização, concordo, mas acho que não é por aumentar o imposto sobre mais valias que se resolve alguma coisa.

Eu percebo a lógica, quando se afirma que poderá haver fuga de capitais! ... Sendo Os E.U.A a essência do capitalismo e o seu depositário, mesmo que esses capitais saiam, depressa regressam; pois, não são os E.U.A. a pátria do dito cujo, da livre iniciativa?

Sim, mas não é por me dizerem que historicamente os E.U.A são a pátria do capitalismo e da economia de mercado que eu como investidor vou lá pôr o meu dinheiro. Se noutros lados existirem melhores condições (continua a ser difícil que isso aconteça, OK, mas pondo a hipótese) então é lá que eu invisto o meu dinheiro. Nem que o país se chame Irão. O dinheiro vai para onde lhe pagarem melhor.

Para mim, (mas não estou na cabeça do futuro Presidente dos E.U.A.!), o que se pretende é que de uma vez se acabe com o capitalismo de casino, selvagem e que passe a haver regras! Quando há reformas, há sempre anti-corpos! Sempre foi assim e será! Não me parece que Obama, tenha na sua mente, a germinação de um Estado Socialista!

Naturalmente que não. Mas já expliquei o meu ponto de vista relativamente a isso: aumentar os impostos sobre mais valias é um fantástico sinal de que vai haver mudanças, mas não é mais do que isso. Concordo que o Sr. Obama pretenda sinalizar que quer acabar com o capitalismo de casino e estou de acordo, mas aumentar os impostos sobre mais valias só por si não resolve nada.

Já agora e isto é só para reflectir: donde virão os 700 mil milhões (salvo erro) para o Plano "Paulson", aprovado pelo Congresso e pelo Senado?

Eu já reflecti e tenho a certeza que não virá do céu aos trambolhões! Não terão que ser as grandes fortunas a pagar a crise, que eles próprios geraram? Eu não conheço o país, mas é bom que de uma vez para sempre se acabe com situações perfeitamente burlescas, como aquela da multimilionária que em testamento deixou a fortuna ao seu adorado cão, quando em simultâneo, milhões de pessoas, passam privações! Quando a massa crítica dum país, aceita situações como esta, então meus senhores, vive-se numa sociedade profundamente doente!

Situações como essa nunca vão acabar, seja nos E.U.A seja onde for. Ok, dir-me-ás que se pode fazer legislação para evitar essa situação em concreto, mas logo haverão outras formas ainda mais rocambolescas de exprimir essa natureza humana. É como pensar nas milhares de toneladas de cereais que se atiram ao mar quando em África e noutros lugares há crianças a morrer de minutos a minutos porque não têm o que comer. De qualquer maneira, todo e qualquer esforço para evitar situações semelhantes são sempre benéficas. Não se irá acabar com esse tipo de comportamentos, mas podem-se minorá-los.

E, cuidado, isto não é a apologia de socialismo nenhum (devo dizer que não me identifico com ideologias, já que, hoje por hoje, estão perfeitamente esvaziadas de conteúdo... contudo cheias de forma)! É tão só a apologia de que mesmo em regime capitalista, se pode ser menos egocêntrico e pensar que ao meu lado, adoece ou morre alguém, (porque não tem assistência na doença ou tem fome)! Tal dicotomia ( o muito rico e o muito pobre), é um verdadeiro flagelo, para as sociedades modernas! Pactuar com isto, é andar para trás na História!

Sim, de acordo.

Podem-me vir com as maiores máximas da teoria macroeconómica, que as coisas são tão simples quanto isto: está na mão do Homem, fazer com que o sofrimento de muitos, seja minorado por poucos! Chame-se-lhe isso o que se quiser!... O chavão pouco diz, a quem precisa!

Sim, é verdade. Só que a natureza humana não o tem permitido, infelizmente. Será que alguma vez o permitirá?

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Viva Nico!

Gostei da forma como abordaste os vários pontos! E concordo contigo, sobretudo, numa coisa, é que sem uma regulação da economia (global penso eu), nunca mais o equilíbrio chegará! Na minha humilde opinião, até agora os ilustres economistas, que têm "governado" o Mundo viram só os números, quando a sua atenção se deveria ter virado para a tal necessidade de equilíbrio!

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