Nico

Jornal do Fórum

7 publicações neste tópico

Podemos criar aqui um "jornal do fórum", em que vamos postando artigos que encontremos por essa Internet fora e que tenham a ver com os temas que debatemos por aqui e achemos interessantes. Boa ideia?

Temos é sempre de colocar a fonte, caso não seja um artigo produzido pela própria pessoa.

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Gostei deste artigo do Sr. João Cândido da Silva, sobre o actual agravamento do endividamento das famílias. É um artigo de introdução do caderno Investidor Privado, do Jornal de Negócios, mas achei interessante.

Grão a Grão

O que leva uma família de rendimentos médios a contrair 11 empréstimos e a utilizar dez cartões de crédito até se atolar numa situação de sobreendividamento que a obriga a prosseguir uma vida espartana, de forma a poder pagar os encargos?

O mistério de um dos casos relatados na edição da semana passada da revista "Sábado" é tão grande e insondável como o de tentar perceber como grandes instituições bancárias foram imprudentes na gestão do risco ao ponto de colocarem a sua sobrevivência e a do restante sistema financeiro em causa.

Há a explicação óbvia de atribuir tudo ao dinheiro barato e de fácil acesso que caracterizou boa parte da década actual. Aparentemente, todos ganhavam. As entidades financeiras porque vendiam dinheiro e conseguiam, através do recurso à titularização, passar o risco dos empréstimos para outros que, por sua vez, pegavam no pacote e o passavam a quem estivesse disponível para o aceitar. Mas, também, os clientes que, antecipando rendimentos futuros através do crédito, podiam desfrutar já aquilo que demoraria anos a alcançar após uma esforço de poupança, exigente em auto-controlo e disciplina.

Por detrás deste fenómeno que colocou um número crescente de famílias em apertos, há uma mudança de mentalidade, do oito para o 80. É bem visível em Portugal. Das gerações para quem ter dívidas era mal visto e poupar representava uma virtude socialmente correcta, evoluiu-se para a pressa em enriquecer, mesmo que apenas na aparência. A taxa de poupança não parou de descer, enquanto o "stock" da dívida das famílias acabou por superar o valor da produção do país num ano inteiro. Ou seja, mesmo que os portugueses trabalhassem durante um ano para amortizar os empréstimos contraídos, este período de tempo não seria suficiente para honrar todos os compromissos.

Se não vai a bem, vai a mal. Um número crescente de famílias vê-se na contingência de mudar hábitos de vida e cortar em despesas supérfluas ou, mesmo, essenciais, para conseguirem evitar a ajuda de uma consolidação de créditos. Esta é uma solução para casos desesperados, que comporta um alívio mas, também, custos acrescidos quando se olha para a factura final.

As despesas relacionadas com a habitação absorvem uma boa parte dos orçamentos familiares, o que justifica uma análise com o objectivo de identificar áreas em que os custos possam ser reduzidos. Os seguros de vida relacionados com os créditos para a compra de casa podem ser uma fonte de poupança. Não conte que as seguradores lhe chamem a atenção para o facto, mas o simples acto de actualizar, ano após ano, o valor em dívida já pode permitir uma redução no prémio. Nesta edição, fomos ver como estão os preços e quanto pode poupar. Leia e verifique se está a fazer aquilo deve pela sua saúde financeira.

By João Cândido da Silva, in Jornal de Negócios

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Mais um artigo do Jornal de Negócios, este sobre o medo de investir e de como este sentimento em particular afecta as decisões (ou não decisões) de investimento.

O medo de investir

De todas as emoções que nos tornam humanos, poucas são tão poderosas como o medo. A nossa resposta às ameaças físicas é, como é compreensível, imediata e dramática. Ver uma cobra ou sentir que um objecto voador vem direito a nós faz com que, sem pensarmos um minuto, façamos aquilo que for necessário para nos livrarmos do perigo.

Do ponto de vista da sobrevivência, o medo é uma coisa positiva. Hesitar, nem que seja por uma fracção de segundo, pode representar a diferença entre a vida e a morte. Lutar ou fugir faz parte do nosso subconsciente.

Se a ameaça ao nosso bem-estar é financeira, são desencadeadas, exactamente, as mesmas reacções. No entanto, quando se trata de preservar o nosso capital em vez da nossa vida, o medo nem sempre é desejável. Apenas pontualmente pode o pânico tornar-se a resposta certa para um investidor.

Jason Zweig, que dedica ao medo um capítulo inteiro do seu excelente livro "Your Money and Your Brain" ("O seu dinheiro e o seu cérebro"), afirma que as pessoas sentem instintivamente medo, não apenas de perigos físicos como, também, de qualquer sinal social que faça disparar um alarme.

Para os seres humanos que são igualmente investidores, o problema é que somos melhores a pressentir o perigo do que a avaliá-lo. A evolução ensinou-nos a acompanhar o rebanho, quando os grandes ganhos dos investidores provêm, muitas vezes, do facto de seguirem um caminho diferente.

O problema de um investidor acabar por se comportar como um ser humano, é que o medo pode provocar o caos nas suas poupanças. Uma coisa é uma pessoa lembrar-se de que se queimou numa frigideira a ferver e evitar que o mesmo volte a acontecer de novo. Outra coisa completamente diferente, é lembrar-se do trauma provocado pelo "crash" da bolsa em 1987 e, em simultâneo, permitir que a memória acabe por condicionar a sua subsequente tomada de decisões durante vários anos.

Em 1988, precisamente um ano depois do "crash" da bolsa, os investidores nos Estados Unidos retiraram mais 15 mil milhões de dólares dos fundos de investimento do que o montante que neles investiram. As compras de fundos de acções não recuperaram até 1991. Um só acontecimento dramático traumatizou de tal modo os investidores que o seu comportamento não recuperou durante mais de três anos. Custou-lhes caro. Entre o início de 1988 e Setembro de 1991, o índice norte-americano de referência S&P500 registou uma valorização de 50%.

Jason Zweig propõe três formas de controlar o medo dos investidores:

Em primeiro lugar, descontraia-se: "dê um passeio, vá ao ginásio, telefone a um amigo, brinque com os seus filhos".

Em segundo lugar, contrarie as imagens aterrorizadoras que o mercado lhe transmite com perguntas calmas: "de que outras provas necessito para afirmar que estas são realmente más notícias?".

Por último, escreva um diário. É possível que um registo das suas emoções mostre que se torna mais entusiasta quando os preços (e também os riscos) aumentam, e mais negativo quando os preços (e também os riscos) diminuem.

Se investir o deixa apreensivo, é provável que esteja no bom caminho. Quanto mais ansioso estiver para entrar no mercado, maior a probabilidade de este cair.

Historicamente, avaliações atractivas e medo têm-se demonstrado uma combinação favorável para investir.

in Jornal de Negócios

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Podemos criar aqui um "jornal do fórum", em que vamos postando artigos que encontremos por essa Internet fora e que tenham a ver com os temas que debatemos por aqui e achemos interessantes. Boa ideia?

Temos é sempre de colocar a fonte, caso não seja um artigo produzido pela própria pessoa.

Boas!

Não é na internet, mas num jornal.

Esta semana o Semanário Económico traz um suplemento de 24 páginas sobre poupança.

Além de dicas para melhorar o orçamento familiar, apresenta soluções para aplicar o dinheiro e muito mais informação ao tema "poupança"....

apesar de ainda não ter terminado a leitura, parece-me muito interessante e adequado a ser divulgado neste forum!

;)

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Euribor a 6 meses já caiu quase 75 pontos no espaço de três semanas e meia

As Euribor voltaram a perder “terreno”, pela 19ª sessão consecutiva. A taxa interbancária a seis meses acumula já uma descida de quase 75 pontos base, no espaço de pouco mais de três semanas e meia. Fixou-se hoje nos 4,716%, enquanto a taxa a três meses registou um novo mínimo de Março.

Estas taxas, que são utilizadas como indexantes nos crédito, especialmente, à habitação, estão a descer, consecutivamente, desde 10 de Outubro. Segundo a European Banking Federation, a Euribor a três meses registou uma quebra de 4 pontos base para 4,663%, atingindo o nível mais baixo desde 18 de Março.

A taxa a seis meses, a mais utilizada em Portugal, também voltou a recuar e acumula já uma descida de 73,3 pontos base em 19 sessões consecutivas de queda. A Euribor desceu para 4,716%, enquanto a taxa interbancária de mais longo-prazo, a doze meses, está agora nos 4,464%.

Continua, assim, a assistir-se a uma correcção dos máximos históricos atingidos nos últimos meses, em resultado da crise financeira. As Euribor continuam, no entanto, a negociar a prémio face à taxa directora do Banco Central Europeu (BCE), de 3,75%, que serve de base para estas taxas interbancárias (as taxas cobradas entre os bancos nos empréstimos que fazem entre si). Amanhã, os juros deverão voltar a descer, para 3,25%.

Mas, apesar das quebras, o mercado interbancário continua a não funcionar correctamente. Há ainda falta de liquidez. Mantém-se a aversão das instituições em emprestar dinheiro a outros bancos (receando o incumprimento no pagamento dos empréstimos), um sinal que é demonstrado com os recordes sucessivos no valor dos depósitos que são efectuados, diariamente, junto do BCE.

in Jornal de Negócios

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Como poupar mais de 2.500 euros nos impostos

Organize-se antes do ano acabar

Com o ano a acabar, convém começar a pensar na entrega do IRS. Se conseguir beneficiar das deduções máximas, em cada categoria, poderá poupar mais de 2.500 euros, diz o «Diário Económico».

Entre as deduções mais comuns e fáceis de contabilizar estão as despesas de saúde, educação, habitação e informática. Só estas três últimas permitem uma poupança de 1.517,6 euros no IRS. O número só não é superior porque as despesas de saúde, que não têm limite de dedução, não entram para estas contas.

Diz também o «DE» que os Planos Poupança Reforma (PPR) são também conhecidos pelos benefícios fiscais associados. Existem ainda outros benefícios fiscais associados às energias renováveis, donativos e mecenato ou com investimento em acções, dividendos, juros, entre outros. O ideal é que aproveite ao máximo as deduções e evitar erros.

Mas não se esqueça de pedir a senha atempadamente e confira a declaração que já está pré-preenchida na Internet.

Já em contagem decrescente para o fecho de 2008 comece a organizar-se. Arranje uma pasta e guarde os documentos comprovativos das despesas e receitas que obteve ao longo do ano. A desorganização pode ser uma razão para algumas vezes se esquecer de pôr aquele recibo no IRS.

in Agência Financeira

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Estava eu aqui a olhar para post antigos e vejo esta noticia! Ainda se lembram de quando a euribor estava nestes valores? Foi a apenas à um ano!!

Como acham que vai estar em Novembro de 2010??

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