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IRS 2012 - ENGLOBAMENTO?

24 publicações neste tópico

Boa tarde.

Recebi, neste inicio de ano um email do meu banco sobre a opção do englobamento. Desde há 5 anos que negoceio em bolsa, mas como os resultados anuais sempre foram próximos do nulo, nunca senti necessidade de optar pelo englobamento.

No entanto, este ano sofri perdas consideráveis no mercado bolsista, pelo que considero essa opção.

As perdas bolsistas foram de 5000€.

O meu rendimento classe A: 10000€

O meu rendimento classe B: 4000€

Acham que compensa optar pelo englobamento?

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Penso que compensa optar sempre que as perdas bolsitas sejam superiores a quaisquer outros rendimentos de capitais que tenha.

Ou seja, a menos que tenha 5000€ de juros de outras aplicações financeiras, penso que valerá sempre a pena.

Mas não há nada como usar um simulador para saber quanto beneficia.

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É um direito seu optar ou não pelo englobamento,

mas se o fizer fica obrigado a englobar uma série de rendimentos - ex. juros de depósito, juros de suprimentos, lucros, etc.

Por outro lado, da leitura do seu email, aparentemente, percebi que queria compensar as menos-valias realizadas em 2011 com os seus outros rendimentos - categorias A e B.

Ora isto não é possível! Era bom era...

Infelizmente, o que acontece é que fica com a possibilidade de utilizar esse saldo negativo nos 2 seguintes - o chamado reporte - compensando um eventual saldo positivo em qualquer um desses anos.

E para poder fazer este reporte nos dois anos seguintes é que o Legislador impõe-lhe o englobamento.

Em resumo, cada caso é um caso, mas não costuma ser uma boa opção!

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Obrigado pelas respostas.

O facto de as taxas aplicáveis ás mais valias bolsistas ter aumentado para 20%, faz com que ao optar pelo englobamento fique sujeito á taxa de irs aplicável ao meu rendimento que neste caso é bastante inferior a 20%. No caso de ter mais valias parece-me bastante vantajoso, porque pago menos imposto.

Agora, se tenho menos-valias e não posso agregar aos rendimentos de classe a e b, que me interessa optar pelo englobamento? Englobando ou não, irei pagar o mesmo imposto.

Ou estou a ser muito simplista, ou não estou a perceber o objectivo do englobamento, num cenário de menos valias.

Graças

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Agora, se tenho menos-valias e não posso agregar aos rendimentos de classe a e b, que me interessa optar pelo englobamento? Englobando ou não, irei pagar o mesmo imposto.

Ou estou a ser muito simplista, ou não estou a perceber o objectivo do englobamento, num cenário de menos valias.

Não te vai influenciar em nada no imposto a pagar este ano. Mas dá-te a hipótese de descontares nas mais valias dos anos seguintes, desde que optes novamente pelo englobamento.

A ideia é evitar que as pessoas só optem pelo englobamento como forma de fugir ao imposto quando têm menos valias e continuem a ser taxadas a taxas liberatórias quando têm mais valias. Assim vai haver alguns anos em que as mais-valias são taxadas da mesma forma que o resto dos rendimentos (depois de deduzidas as menos-valias deste ano). Parece uma troca justa. Se o será ou não, só vendo caso a caso (e claro, tens a hipótese de não optar pelo englobamento).

O facto de as taxas aplicáveis ás mais valias bolsistas ter aumentado para 20%, faz com que ao optar pelo englobamento fique sujeito á taxa de irs aplicável ao meu rendimento que neste caso é bastante inferior a 20%. No caso de ter mais valias parece-me bastante vantajoso, porque pago menos imposto.

Neste caso provavelmente compensa-te sempre optar pelo englobamento, independentemente de teres tido menos-valias a abater ou não...

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Mas dá-te a hipótese de descontares nas mais valias dos anos seguintes, desde que optes novamente pelo englobamento.

Depreendo então que, ao englobar num ano, não tenho obrigatoriamente que o fazer no(s) seguinte(s), correcto? Mesmo tratando-se de menos-valias? Posso fazê-lo apenas se for vantajoso nesses anos seguintes?

Obrigado.

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Gostaria de saber se o englobamento contribui para o apuramento da taxa de imposto a aplicar? Por exemplo, eu estou no quarto escalão, mas tenho menos valias com ações equivalentes a um terço do rendimento bruto. O meu único benefício é poder deduzir nos próximos 2 anos os juros com depósitos, ações e afins?

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Não propriamente. Fazer englobamento das menos valias agora apenas serve para ir abater nos rendimentos dos próximos anos se englobar novamente.

Ao fazer englobamento este ano, vai entrar em conta com todos os juros dos depósitos e afins. As menos-valias transitam para o próximo ano. Nesse ano, ao englobar, vai novamente incluir todos os depósitos e afins, bem como possíveis mais-valias de acções. As menos valias das ações do 1º ano vão abater aqui neste ponto.

Logo só é benéfico se o montante das menos-valias for claramente superior ao dos juros dos depósitos e se estes não o fizerem subir de escalão já neste ano. Pois se tiver muitos juros de depósitos, vai ter de declarar um rendimento maior que não é compensado pelas menos-valias das asções.

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e por falar em englobar rendimentos hoje recebi declaração do banco de obrigações que tinha(21,5%)de irs de 2011 e qual não foi o meu espanto que reteram IRS de um ano inteiro ,quando as comprei já tinham dois terço do ano corrido e respetivos juros e passarm declaração de retenção de um ano e de juros que eu nunca recebi. Reclamei dizendo que só deviam passar documento de  um terço do ano e de juros com o respectivo IRS que foi o periodo que as tive e nada . Lá foram 1000 euros que reteram a mais e outros 1000 que deixei de receber , será que eles sabem o que estão a fazer ! se fôr verdade isto é de loucos.....................

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Eu não entendo disso das obrigações... mas o facto de se poderem comprar e vender a qualquer altura com prazos de juros decorridos pelo meio, torna o sistema mais confuso.

Olhe este tópico e o primeiro comentário do Pauloaguia... a ver se será por causa disso e possa estar aí qualquer confusão na sua interpretação.

http://www.forumfinancas.com/index.php?topic=4909.0

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na verdade não consegui ficar esclarecido

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Quando comprou as obrigações pagou o valor das obrigações mais os juros corridos, não foi?

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quando as comprei foi diretamente pela net num dos 2 bancos aí da concorrencia , na verdade não sei . Sei é que se qualquer um de nós vender com alguns juros decorridos paga 25% sobre esse referidos juros e portanto a outra parte que compra nunca pode pagar um ano inteiro , senão haveria uma dupla tributação , ou estarei enganado!

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Eu acho que funciona assim...

Por exemplo:

A obrigação tem um valor de 100 euros...

o juro anual de 6% vence no dia 31..

E compramos no dia 30/09...

Então a negociação de compra é feita por 100 + uma espécie de compensação pelos juros vencidos até 30/09 que é +/- 3,38 líquidos.

Então a pessoa compra por 103,38... Isto é uma negociação à parte aqui não haverá retenção na fonte, é apenas um valor atribuído para que o anterior dono não perca os juros até à data da venda.

O novo dono é que no dia 31/12 recebe a totalidade dos juros 6 euros, os quais sofre retenção na fonte ficando 4,5 líquidos.

E assim tem um lucro de juros de 4,5 - 3,38 (o valor que pagou ao anterior dono) = 1,12 que é o correspondente ao período desde o dia da compra (30/09) até ao dia que vence os juros (31/12).

Agora você tem de ver bem que juros lhe foram depositados na conta, porque certamente devem lhe ter depositado a totalidade dos juros na data de vencimento. Só que houve parte desses juros que você pagou como compensação no preço de aquisição ao anterior dono.

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mas eu até posso exemplificar com os valores reais, comprei 2 obrigações da parpublica com 2 terços do ano de juro corrido ficando só para mim 1 terço desse ano e desse rendimento; o juro é 3,5% ao ano no valor de 100.000 dando um juro de 3500 euros . Resultado passam declaração de IRS de 3500 euros de juro e 21,5% de IRS retido. Como é que é possivel se só as tive um terço do ano ter que pagar ao fisco um ano inteiro de IRS

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Mas pagaram os 3500 - 21,5% (752,5) = 2747,50 ? depositaram-lhe este valor total?

Agora pense... quanto pagou por essas duas obrigações... e depois do vencimento dos juros com quanto ficou... e imagine se fosse um investimento de 1/3 do ano quanto lhe rendia... estes valores têm de coincidir.

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pode estar tudo correto mas eu nunca posso levar ao fisco um IRS retido 21.5%  da totalidade do ano quando só as tive 1 terço do ano. Logo á partida fico prejudicado com o aumento global de rendimento ao ponto de pagar uma taxa global muito maior que o previsto para quem opta por englobamento e faz simulação previa

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tou a perceber a pergunta do afer.

A questao penso que seja, que está a pagar 21.5% sobre dinheiro que ele deu directamente ao anterior comprador pelas obrigacoes e que nao devia estar sujeito a retencao dos juros . é isso?

Se tiveres 100.000€ a render no banco num DP a taxa de 3.5%, tens um rendimento bruto de 3500€ certo?

Se tirares 21.5% ( nas obrigacoes é 21.5% e nao 25% como nos DP ? ) entao tens 2747.50€

As obrigacoes é o mesmo, no final tas a receber os juros as obrigacoes. Apenas as obrigacoes estás sujeito

a um mercado. Tu é que adiantaste o dinheiro ao bacano que te vendeu o que é dele por direito - os juros dele que decorreram para ele. Tu no fim nao recebes os juros de 1/3 do ano mas sim de 3/3 do ano.

A coisa aqui de diferente é que tu podes ter um bom negocio se comprares mais obrigacoes pelo mesmo dinheiro que o bacano a quem tu vais comprar comprou ou fazeres um mau negocio se pagares mais pelas

mesmas obrigacoes que foram compradas inicialmente.

Exemplo : As da cgd a 2016 quando comprei tavam 8% com compra a 96%+/- . Agora para comprares axo

que tao a 102%. Bom para eu vender, mau para alguem comprar. No entanto quer eu quer quem compra agora recebe no mesmo de juros embora eu receba €€ nas obrigacoes porque agora valorizam mais.

Neste ultimo caso de receber mais pelas quais comprei, nao sei se isso constitui mais valias.

Se comprares as obrigacoes logo quando a parpublica lancou, pagas 100.000 em 2 obrigacoes e todos os anos rende-te 3500€ e na maturidade rende-te os juros e devolvem-te os 100.000€

Agora algo que nao sei nas obrigacoes e peço que alguem me esclareça é:

- no big aparece juros iliquidos. é isso que depositam na conta á ordem?

- as obrigacoes tem que impostos? 21.5% ou 25% ?

- na maturidade da obrigacao, alem dos juros do ultimo ano, ao receber os 100.000 neste caso investidos - comissao do banco é preciso declarar algo no irs?

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Compreendo... a questão é essa e o facto de caso optar pelo englobamento os juros de todo o ano entrarem para o bolo influenciando o escalão de irs, podendo prejudicá-lo.

Na primeira questão acho que é um caso do valor da compra. Se ele pagou o juro por inteiro ao anterior dono e caso seja prejudicado na tributação ficando sem os 21,5 % da retenção, então aí talvez se possa considerar que pagou demais pelo juro. Mas teria de ver isso quando adquiriu... para ver se compensava o investimento. Penso que seja assim.

- Juros ilíquidos são os juros antes da retenção. Depois de aplicada a taxa liberatória, são juros líquidos.

- 21,5 em 2011, 25 a partir de 2012

- Talvez anexo G das mais valias? onde se vai declarar que vendeu por x e comprou por y, contando as despesas e encargos. Mas aqui não sei, é sem certeza.

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aqui a questão que se põe não é bem isso que referiram. Quando se compra uma obrigação ten-se sempre que comprar os juros decorridos ao vendedor mas não de pode pagar-lhe  o IRS ao fisco desse mesmo periodo senão a minha previão de simulação de rendimentos é posta em causa isto é um vendedor em determinada altura que vende recebe os juros decorridos e é-lhe retido o IRS desses mesmos juros e nunca o que aconteceu que reteram pelo ano inteiro e se de facto ele vendedor pagou,então houve uma dupla tributação

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Mas pelo eu entendo... ao vendedor não lhe é retido irs dos juros decorridos que o comprador lhe pagou.

Assim a dupla tributação nunca acontecerá.

Os juros que o comprador paga ao vendedor acho que é uma especie de compensação pelo tempo decorrido. Nesta venda não há retenção de irs nos juros decorridos.

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se fosse assim toda a gente vai vender uns dias antes de vencer para não pagar IRS , não pode................

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Vende... se houver quem compre.

Quem compra tem de ver se o negócio lhe compensa.

No meu ponto de vista, o comprador tem de olhar para duas coisas:

-A "compensação" dos juros que vai pagar ao vendedor. Se pagar ao vendedor o juro por inteiro, ou seja, o juro iliquido... arrisca-se mais tarde, com a liquidação do irs, a só ficar com o juro liquido.  Juro liquido - Juro iliquido = prejuízo.

-E o valor da obrigação... numa perspectiva de obter um dia mais tarde uma mais valia, seja com a venda, ou com o reembolso das obrigações.

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