Gaelic

Esquema de poupança obrigatória

18 publicações neste tópico

O Dr. Silva Lopes, numa entrevista ao Caderno de Economia do Expresso desta semana, vem dizer que os Portugueses se endividaram bastante e que devem passar a poupar. A sua sugestão é favorável a um esquema de poupança obrigatória!

E explica como: obrigar a poupar, através de uma combinação com a Segurança Social em que parte do rendimento mensal seria retirada e capitalizada por gestão do Estado e privados!

Digo eu: quem ganha tão pouco que não lhe chega para o mês, como será exequível esta ideia! E não são assim tão poucos os Portugueses!

Venham daí comentários, pessoal!...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Concordo plenamente. Até porque punha-se a questão - como ter depois acesso ao que se "poupou" quando fosse preciso? Seria só chegar à SS e pedir dinheiro? É preciso não esquecer que nem toda a gente tem uma repartição à porta...

O Estado já dá hipótese de descontar um montante para aquilo que eles chamaram de PPR público. Mas espero que continue a ser opcional, cada um deve ser livre de poupar como quiser... até porque há vários investimentos bem mais rentáveis do que esse certamente seria.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Em primeiro lugar devo dizer que simpatizo bastante com Dr. Silva Lopes e gosto muito de o ouvir falar. Posto isto:

i) obrigar as pessoas a poupar seria concerteza benéfico para a saude financeira das pessoas mas "obrigar" é excessivo. deveria ser incentivado mas nao "obrigatório" (é apenas uma questão de liberdade individual);

ii) os bancos não têm verdadeiro interesse em que as pessoas poupem. Têm interesse em que as pessoas se endividem o mais possivel desde paguem os emprestimos obviamente!

iii) ao contrario de muitos politicos, economistas e banqueiros, reconheço ao Dr. Silva Lopes autoridade moral para falar, neste momento de crise, na necessidade de poupar pois ele já defende essa posição há bastante tempo ao contrário de outros;

iv) como o Gaelic já sublinhou, existe por ai muito boa gente que tem actualmente muita dificuldade em chegar ao fim do mes com a cabeça fora de água quanto mais poupar;

v) Por último existe uma possibilidade forte, diria eu, que a inflacção tenha tendencia para subir nos proximos meses/anos. Isto significa mais dificuldades orçamentais para as familias (especialmente pensionistas, reformados, trabalhadores por conta de outrém ou desempregados) e ainda mais dificuldades em conseguir poupar.

Tomo a liberdade de postar aqui a transcrição parcial de uma entrevista da jornalista Helena Garrido ao Presidente do Montepio. Esta entrevista foi feita em Agosto de 2007 quando a crise do subprime nos Estados Unidos começou a fazer vitimas no sistema bancario. Não sei é qual o foi o jornal que a publicou.

******************************************************************************

Entrevista a Silva Lopes 2007-08-16 00:05

"Esta é a maior crise financeira dos últimos anos"

Para o presidente do Montepio Geral e histórico economista não há dúvidas: o crédito vai ficar mais caro para todos.

Helena Garrido

O preço do financiamento da banca, das empresas e dos clientes em geral vai aumentar na sequência desta crise com origem no crédito à habitação nos Estados Unidos, afirma Silva Lopes. Actualmente a presidir o Montepio Geral, afirma que os bancos em geral andaram a medir mal o risco. A partir de agora vai aumentar a diferença entre a taxa de juro cobrada a um cliente de elevado ricos e outro menos arriscado. Nos últimos tempos estes ‘spreads’ estavam demasiado estreito. O que significa que, mesmo sem o BCE aumentar as taxas de juro, o custo do financiamento pode subir, com efeitos na banca, nas empresas e nas famílias. Na sua opinião, os lucros da banca portuguesa já não vão ser tão positivos no segundo semestre. E lembrando a crise de 1929, considera que o sector financeiro devia ser mais regulamentado. Esta é, diz, a maior crise financeira dos últimos anos,

Considera que Portugal corre o risco de enfrentar uma crise como a que foi desencadeada pelos Estados Unidos com a ‘subprime’ [ crédito à habitação concedido a famílias com reduzidos rendimentos]?

Não. Como sou pessimista depois tenho sempre muitas surpresas agradáveis. Pensava que com o aumento do desemprego iríamos ter problemas de crédito malparado na banca, por via da habitação, em grande quantidade. O que não está a acontecer. Há alguns sinais de degradação da situação com o aumento das taxas de juro, mas não é muito. Para mim tem sido uma surpresa.

Mas a banca portuguesa também concedeu empréstimos a famílias de rendimentos reduzidos como nos Estados Unidos?

Não sei comparar o que se fez aqui com os Estados Unidos. A concorrência no crédito à habitação tem levado a oferecer condições que não são positivas.

O que é que isso significa? Que a banca enfrenta elevados riscos?

Na minha opinião, a relação entre o risco e o preço [taxa de juro cobrada pelo banco] não é adequada. Quando o risco é elevado o ‘spread’ deve ser alto. Embora os bancos tenham modelos de ‘pricing’ baseados no risco não confio muito neles.

Isso significa que o crédito malparado não aumentou até agora mas vai subir a prazo?

Não sei. Se a tendência for a dos últimos anos, podemos estar tranquilos. Mas um problema de ‘subprime’ tem maior risco de ocorrer em Espanha. Em Portugal o que podemos é ser afectados por uma crise espanhola. Em Espanha os bancos estão a emprestar a imigrantes, uma classe de elevado risco.

Como é que podíamos ser contagiados por Espanha?

Uma crise económica em Espanha afectava logo Portugal. E a instabilidade financeira contagia-se rapidamente. Aliás, estou convencido que a banca portuguesa não vai apresentar lucros tão positivos no terceiro trimestre deste ano.

A banca portuguesa depende significativamente do sector da construção, financia a construção e a compra de casas, num circuito está fechado. O sector está em queda há cinco anos. Vemos casas à venda por todo o lado. Como se explica que isso não seja visível nas contas dos bancos?

Os preços das casas não baixaram… Bem, nos Estados Unidos também não. Mas aqui há muito negócio bancário de transferência de crédito à habitação.

E do lado do crédito concedido às empresas de construção?

Mas esse crédito está a abrandar. Mesmo os empréstimos para habitação estão a crescer menos. Hoje já ninguém financia projectos marginais. A banca continua a financiar a construção de casas em Lisboa, mas à volta da cidade não.

Mas entretanto já o fizeram no passado.

Sim, mas de uma maneira geral os construtores conseguiram vender as casas. Quando não o conseguem damos uma dilatação do crédito. Em geral são três anos para a construção e dois para a venda das casas. E são poucos os eu não cumprem.

Porque diz então que os resultados da banca não vão ser tão bons em Setembro?

Por causa dos mercados financeiros. Hoje o mercado de crédito, com os derivados e os diversos intervenientes, é um edifício tão complexo que já ninguém sabe o que é aquilo. A Bear & Stearns [banco de investimento que foi dos primeiros a ser afectado por esta crise de crédito] confessou que não sabia quanto é que estava a perder com esta crise. Os modelos são de tal forma complexos que já ninguém sabe os seus efeitos. Por exemplo uma família americana compra uma casa com crédito, esse crédito é vendido a outra instituição com uma titularização, estes títulos são comprados um ‘hedge fund’ que por sua vez faz um crédito sobre aquilo… É criada uma rede que ninguém conhece. Nos anos 90 registou-se a falência do ‘Long Term Capital Management’ que tinha entre os seus gestores um Prémio Nobel. Os modelos matemáticos são muito bonitos, mas falha um pormenorzinho e cai tudo. Neste momento há muitos títulos que não se conseguem vender. E o sinal de que o problema é grave está na intervenção dos bancos centrais.

Os bancos centrais intervieram de forma muito significativa…

Esperemos que consigam resolver o problema. A minha convicção é que [com esta crise] vão acabar os reduzidos ‘spreads’ que estamos a aplicar nos empréstimos ou que temos tido na obtenção de financiamento. Os bancos portugueses conseguem financiamento com ‘spreads’ face às obrigações do tesouro alemãs [bunds] de 15 a 30 pontos base. O Montepio faz emissões com ‘spreads’ de 22 pontos face às obrigações do Tesouro alemães [‘bunds’]. Isto vai-se alargar. Nunca mais voltamos a beneficiar destas margens. Os ‘spreads’ vão aumentar de uma forma permanente e os bancos e os clientes terão alguns problemas com isso. O crédito aos consumidores e às empresas vai ser mais caro.

Significa que vai existir uma maior ligação entre o custo do financiamento e o grau de risco.

Sim, maior do que existia. O que acontecia até agora em todo o mundo era que a diferença entre os ‘spreads’ de dívida muito boa, com rating ‘AAA’ e menos boa, como BBB, eram de tal maneira pequena que mesmo os devedores com risco elevado conseguiam empréstimos baratos. Daqui para a frente já não vai ser assim.

Porque diz isso?

Pelo que se passou nesta crise. Demonstrou-se que a avaliação do risco é importante. E o risco estava a ser mal medido nos mercados financeiro e, provavelmente, na relação entre os bancos e os clientes.

Esta crise de crédito pode traduzir-se numa crise económica ou os bancos centrais conseguirão controlar o problema?

Não sei. O problema é bastante sério. É um problema maior que a crise do ‘Long Term Capital Management’ [em 1998 que impôs uma intervenção da Reserva Federal]. E a do 11 de Setembro não foi uma crise financeira. Esta é provavelmente a maior crise financeira dos últimos anos. Esperemos que os bancos centrais consigam que a situação se ultrapasse. O sistema é de tal forma complicado que não se sabe bem o que pode acontecer. Os banco centrais têm de ter o mercado mais regulado.

Mais regulado do que é hoje?

Exactamente. Têm de reforçar a regulação deixando apenas o mercado livre para quem não utiliza o dinheiro do público. Se for milionária e quiser aplicar o dinheiro num ‘hedge fund’ extremamente arriscado, ninguém pode impedir.

Mas se esse fundo se for financiar na banca?

Aí já não deve ser permitido. É preciso isolar as actividades de elevado risco das outras. Aliás foi o que se fez a seguir à crise de 1929. Mais tarde é que se desregulou tudo. Sou um economista antigo, vejo as regulações que tínhamos e que hoje já não existem e fico um bocado preocupado.

Essas regulamentações foram consideradas excessivas e desnecessárias.

Vamos ver se agora não chegamos à conclusão que afinal são necessárias.

Foi a conclusão a que se chegou em 1929, após um período de desregulamentação?

E a crise de 1929 gerou a regulamentação de que nos livrámos nos anos 80. E agora vamos ver.

Temos novos sistemas de informação como Basileia II, as NIC e ao mesmo tempo consideramos que não conseguimos conhecer bem o que se passa dentro da caixa do sistema financeiro. Porquê?

Porque os produtos derivados nunca foram bem regulados. São de tal forma complexos que nem os próprios administradores conseguem saber quanto estão a perder.

**********************************************************************************

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Eu acho que se deve incentivar as pessoas a poupar e ñ obriga-las, até agora andou se a fazer o contrario e agora pensam que é a obrigar que as coisas mudam ou então é mudar o carril e as pessoas passam a poupar. Isso tem de começar na educação dos putos assim como muitas outras coisas que as nossas chefias só se lembram qd acontece desgraças...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Obrigar a poupar, até parece que voltamos ao tempo da outra senhora.

Primeiro "oferecem-nos" crédito sem ser preciso sair de casa. Agora "poupança obrigatória"

Concordo que o hábito de poupar é uma questão de educação. Vai ser difícil dizer não às criancinhas que tudo querem e a quem vamos dando tudo e

que não estão habituados a fazer sacrifícios.

Livremente poderemos tomar essa opção, aliás, acho que não temos alternativa.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Ha exactamente 4 dias telefonaram-me do banco a "oferecerem-me" 1000€  ;D e ainda dizem que os bancos estão de boa saude, estão estão....

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Viva Lothar_m!

Também eu nutro pelo Dr. Silva Lopes a maior das simpatias e lhe reconheço toda a moral do mundo, para opinar neste contexto difícil. Mas contudo, a notícia aé está na pagina 5 do Caderno de Economia do Expresso de 25 de Outubro!...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Eu também concordo em poupar faz parte da minha educação.

Mas vamos cá ver: se pouparmos, não gastamos, se não gastarmos, as empresas não têm a quem vender, se as empresas não têm a quem escoar os produtos, temos desemprego, se temos desemprego...

Como é que vamos sair da crise e possível recessão?

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

JUstamente Su 77, esse é o grande problema - a brutal diminuição da economia, gerará inevitavelmente desemprego e consequentemente todos os problemas sociais associados! Li algures, há dois ou três dias, quais os sectores em que já se faz sentir esse efeitos (em Portugal) mas não me recordo onde, mas lembro-me de que no quadro publicado, vinha à cabeça, a prestação de serviços indiferenciados .

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites
Eu também concordo em poupar faz parte da minha educação.

Mas vamos cá ver: se pouparmos, não gastamos, se não gastarmos, as empresas não têm a quem vender, se as empresas não têm a quem escoar os produtos, temos desemprego, se temos desemprego...

Como é que vamos sair da crise e possível recessão?

Poupar nao significa nao gastar. Gastar moderadamente pode significar poupar, agr se nao ou se fores esbanjador provavelmente não iremos livrar-nos desta chamada "crise".

Ha que haver moderação senao vejamos, damos todos numa de consumistas, endividamo-nos e n temos dinheiro para continuar a consumir. Se nao temos, não gastamos, se não gastarmos, as empresas não têm a quem vender, se as empresas não têm a quem escoar os produtos, temos desemprego, se temos desemprego...

Daí nao concordar que com o poupar nao gastamos

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

:)

É uma forma de ver as coisas. A tal pescadinha com o rabo na boca ;)

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Como é que vamos sair da crise e possível recessão?

Minha solução: subir as taxas de juro de modo a OBRIGAR a malta a deixar de se continuar a endividar.

Há um ditado muito esclarecedor: "Quando estás num buraco, a primeira coisa a fazer é deixar de cavar"

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Minha solução: subir as taxas de juro de modo a OBRIGAR a malta a deixar de se continuar a endividar.

Há um ditado muito esclarecedor: "Quando estás num buraco, a primeira coisa a fazer é deixar de cavar"

Tens a noção da implicação financeira e económica dessa tua proposta?

O ideal, o óptimo, será, de facto as pessoas não se endividarem, mas eu acho que não se pode ir por aí! A cabeça de cada um é que tem de interiorizar a ideia de que quanto mais "cavamos" crédito, mais nos afundamos!

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

O Estado já dá hipótese de descontar um montante para aquilo que eles chamaram de PPR público. Mas espero que continue a ser opcional, cada um deve ser livre de poupar como quiser... até porque há vários investimentos bem mais rentáveis do que esse certamente seria.

O "PPR" do Estado é bem que os PPR privados. Só pode ser levantado na idade da reforma e não tem capital garantido. Como muita gente não sabe bem quando se vai reformar e não é possível resgastar o capital antes dessa altura, pode-se perder dinheiro... Os outros sempre permitem resgatar aos 60.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Tens a noção da implicação financeira e económica dessa tua proposta?

O ideal, o óptimo, será, de facto as pessoas não se endividarem, mas eu acho que não se pode ir por aí! A cabeça de cada um é que tem de interiorizar a ideia de que quanto mais "cavamos" crédito, mais nos afundamos!

Tenho ALGUMA ideia... significa que ha politicos e governantes que hipotecam as suas carreiras por terem de tomar umas das medidas mais impopulares de todos os tempos, significa que as classes medias ficam com uma corda aos pescoco AINDA mais apertada, significa que o cresimento economico abranda (ate pode significar que a economia recue, provavelmente). Tambem significa que foram colocados travoes A SERIO na ilusao vendida que o futuro vai ser muito melhor e muito maior em termos de riqueza.

A pergunta que te faco e´, QUAL e a solucao que tu apresentas? Diminuir a taxa de juro? Adiar o problema para as geracoes futuras (sim, eu ainda sou relativamente novo, acabei de entrar na populacao activa, eu "sou" uma geracao futura)? Eu nao me sinto bem em saber que vou andar a pagar facturas de gestoes danosas e caprichosas de malta vaidosa que o que quer e grandes carros e viver de aparencias!

O que eu acho e que a maioria dos frequentadores de foruns de financas pessoais sao pessoas conscientes e com alguma intencao "frugal", por isso grande parte das minhas ideias nao se colocam para gente "como nos".

Acho que ja contei esta historia mas quando fui ao banco para liquidar algumas das minhas poupancas estava la uma "tia de Cascais" a falar com um gestor de conta a queixar-se da crise e a crise e a crise. No entanto, pela conversa dela (e dele) apercebi-me que ela estava la para contrair um emprestimo para comprar um Mercedes e ainda se meteu a discutir com o homem se o Mercedes era suficientemente bom ou se o X3 da BMW seria uma aposta melhor. E o gestor de conta, feito vendedor, estava ali para vender o que custasse mais...

A triste realidade e que vai-se apertar o cinto "nestes proximos tempos" (1-2 anos, possivelmente ainda menos tempo!) e depois vamos voltar ao mesmo. A maior parte das pessoas tem memoria curta e vai voltar aos seu habitos "gastadores" em pouco tempo.

Basta ver o discurso dos politicos... ha uns tempos estavamos mergulhados numa das maiores crises de todos os tempos e nao sei que mais... agora ja ha indicadores de que as coisas estao a melhorar?

Das duas uma, ou a maior crise de todos os tempos era minorca ou nos andam a mandar toneladas de areia para os olhos... olhando para o que se vai passando no mundo e no que nos trouxe a esta crise, eu prefiro acreditar que a areia para os olhos e realmente imensa! Atentem que eu nao estou a por em causa "a capacidade dos lideres"... estou a por em causa as suas decisoes e a achar que as decisoes deles sao politicamente motivadas de caracter moralmente dubio.

Bem, a verdade e que nao me sinto capaz de dar uma solucao a crise que nos leve a bom porto sem sobressaltos. Sou apenas um pobre ex-estudante que comecou a trabalhar ha bem pouco tempo. Mas consigo ter algumas luzes e raciocinar um pouco para ver que as medidas de "deixar a economia crescer com promessas potencialmente vazias" nao e a melhor solucao.

Outra sugestao para "minimizar" a crise: o aeroporto e o TGV devem continuar nao por eu achar que sao necessarios mas e importante haver postos de trabalho para toda a gente que vai perder os empregos como resultado desta crise. Outra decisao que vamos ser forcados a acatar por causa de caprichos. :(

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Minha solução: subir as taxas de juro de modo a OBRIGAR a malta a deixar de se continuar a endividar.

Há um ditado muito esclarecedor: "Quando estás num buraco, a primeira coisa a fazer é deixar de cavar"

Cito esta tua mensagem , porque falas em subir as taxas de juro!

Quando comentei o teu post, foi exactamente, porque acho qua a subida ia a ter um efeito bastante perverso! Como é que ficariam as pessoas que têm obrigações junto da Banca? E as empresas, com mais esse aumento nos custos de produção, logo os produtos a sairem mais caros para o consumidor final, que tu e eu somos? O que pretendi dizer foi, no fundo, indo de encontro ao que preconizas (as pessoas deixarem de se endividar), que há que interiorizar que o consumismo, esta aí de forma avassaladora e que cada um e todos nós devemos dizer: não já chega, isto não me faz falta! ...Quando tiver possibilidades, comprarei!... O carro é um espectáculo, mas não lhe posso chegar!...

Foi esta a minha intenção!...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Atençao... eu nao levei a mal o teu comentario. Alias, estou altamente receptivo a solucoes e discutir solucoes para a crise. Nao subir as taxas de juro e, para mim, adiar o problema. Com a agravante que adiar o problema e torna-lo maior.

Acham possivel que a crise passe sem falencias em massa, despedimentos em massa, inflacçoes a dispararem?

Veja-se o caso da Islandia que ja disparou as taxas de juro para valores astronomicos (comparado com a Euribor). Ontem vi uma reportagem de um tuga nos States que ja trabalhou em Wall Street a dizer que as coisas devem demorar cerca de 4 semestres a endireitarem-se. Demora 4 semestres para os especuladores, os tomadores de risco na melhor da hipoteses.... Para o resto do mundo, nao acredito que em dois anos as coisas se endireitem. E sinceramente tenho medo que as coisas voltem ao que estao...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Viva mim!

É claro que não fiquei com essa ideia! Todos somos poucos para reflectir sobre a crise e as melhores formas de a superar!

Nem me parece que essa ideia, por parte desta família do Blog, colha dividendos! Somos pessoas que tratamos os assuntos de forma construtiva e não pode haver lygar para constrangimentos e muito menos sentimentos de "prima donna"!

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Este conteúdo terá de ser aprovador por um moderador

Visitante
Está a comentar como Visitante. Se já se registou, por favor entre com o seu Nome de Utilizador.
Responder a este tópico

×   Colou conteúdo com formatação.   Remove formatting

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor