davidmleal

Juros, dividendos e mais-valias tributados a 25%

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Juros, dividendos e mais-valias tributados a 25% para compensar menos cortes nos subsídios

A maioria parlamentar vai propor aumentar de 21,5% para 25% as taxas liberatórias para compensar a perda de 130 milhões de euros com as mudanças nos limites a partir do qual começam a cortar nos subsídios de Natal e férias.

De acordo com o líder parlamentar do PSD, Luis Montenegro, a mudança nos limites a partir do qual os subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e pensionistas começa a ser cortado - que passa de 485 para 600 euros - e o limite a partir do qual se perde por completo os dois subsídios - passa de 1000 para 1100 euros - irá custar ao orçamento 130 milhões de euros.

Citado pelo DN, Montenegro disse que a elevação das fasquias de rendimentos para cortes parciais e totais dos subsídios da função pública aumentará de dez mil para 50 mil o número de funcionários isentos desses cortes. Segundo disse, 1,9 milhões de pensionistas (78% dos beneficiários da Caixa Geral de Aposentações) ficarão isentos de cortes nos seus 13º e 14º mês.

As propostas de alteração ao OE-2012 foram entregues hoje de manhã pela maioria PSD/CDS. Para compensar este corte, a maioria parlamentar apresentou hoje, uma semana após terminar o prazo para o fazer, novas propostas, entre elas o aumento das taxas liberatórias sobre juros, dividendos e mais-valias para 25%.

Estas taxas foram actualizadas no passado orçamento de 20% para 21,5%, com excepção das mais-valias mobiliárias que se mantiveram nos 20%, mas o orçamento já previa o seu aumento para o mesmo nível das restantes taxas.

"São tributados autonomamente, à taxa de 25%, os lucros distribuídos por entidades sujeitas a IRC a sujeitos passivos que beneficiam de isenção total ou parcial, abrangendo, neste caso, os rendimentos de capitais, quando as partes sociais a que respeitam os lucros não tenham permanecido na titularidade do mesmo sujeito passivo, de modo ininterrupto, durante o ano anterior à data da sua colocação à disposição e não venham a ser mantidas durante o tempo necessário para completar esse período", pode ler-se na proposta apresentada pelos dois partidos, sobre os rendimentos sujeitos a IRC.

No caso dos rendimentos singulares, o impacto é semelhante, com a proposta dos dois partidos a aumentar para 25% a tributação sobre as mais-valias.

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http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=522275

Juros, dividendos e mais-valias tributados a 25% para compensar menos cortes nos subsídios

A maioria parlamentar vai propor aumentar de 21,5% para 25% as taxas liberatórias para compensar a perda de 130 milhões de euros com as mudanças nos limites a partir do qual começam a cortar nos subsídios de Natal e férias.

De acordo com o líder parlamentar do PSD, Luis Montenegro, a mudança nos limites a partir do qual os subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e pensionistas começa a ser cortado - que passa de 485 para 600 euros - e o limite a partir do qual se perde por completo os dois subsídios - passa de 1000 para 1100 euros - irá custar ao orçamento 130 milhões de euros.

Citado pelo DN, Montenegro disse que a elevação das fasquias de rendimentos para cortes parciais e totais dos subsídios da função pública aumentará de dez mil para 50 mil o número de funcionários isentos desses cortes. Segundo disse, 1,9 milhões de pensionistas (78% dos beneficiários da Caixa Geral de Aposentações) ficarão isentos de cortes nos seus 13º e 14º mês.

As propostas de alteração ao OE-2012 foram entregues hoje de manhã pela maioria PSD/CDS. Para compensar este corte, a maioria parlamentar apresentou hoje, uma semana após terminar o prazo para o fazer, novas propostas, entre elas o aumento das taxas liberatórias sobre juros, dividendos e mais-valias para 25%.

Estas taxas foram actualizadas no passado orçamento de 20% para 21,5%, com excepção das mais-valias mobiliárias que se mantiveram nos 20%, mas o orçamento já previa o seu aumento para o mesmo nível das restantes taxas.

"São tributados autonomamente, à taxa de 25%, os lucros distribuídos por entidades sujeitas a IRC a sujeitos passivos que beneficiam de isenção total ou parcial, abrangendo, neste caso, os rendimentos de capitais, quando as partes sociais a que respeitam os lucros não tenham permanecido na titularidade do mesmo sujeito passivo, de modo ininterrupto, durante o ano anterior à data da sua colocação à disposição e não venham a ser mantidas durante o tempo necessário para completar esse período", pode ler-se na proposta apresentada pelos dois partidos, sobre os rendimentos sujeitos a IRC.

No caso dos rendimentos singulares, o impacto é semelhante, com a proposta dos dois partidos a aumentar para 25% a tributação sobre as mais-valias.

Este aumento de impostos nos juros, irá promover menos incentivo à poupança a longo prazo.

Mas nos proximos meses veremos o impacto real dessas medidas terão na nossa economia.

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É sempre a meter a mão no bolso.

Quem tem meia duzia de poupanças cada vez tem menos.

Não deveria também ser taxada em função do global que cada um tem de forma progressiva?

Fica a ideia.

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É sempre a meter a mão no bolso.

Quem tem meia duzia de poupanças cada vez tem menos.

Não deveria também ser taxada em função do global que cada um tem de forma progressiva?

Pode sê-lo - basta optar pelo englobamento.

Quem está num escalão inferior a 21,5% já hoje pode incluir este tipo de rendimentos na sua declaração de IRS para reaver o que lhe foi sendo retido na fonte a uma taxa superior...

Independentemente disso, quem tem uns trocos em poupanças quase nem sente este aumento, enquanto que quem vive dos rendimentos (os mais ricos) acabaria por ter uma taxa 3,5% superior... Embora ainda não seja uma taxa igual à que teria se estes rendimentos fossem tributados como os outros...

Isto, claro, partindo do princípio que esta medida é aprovada... hoje em dia eu já deixei de acreditar nos "vai propor", "poderá", "seria"...

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Se o aumento dos limites para retirar subsídios de Natal e de férias for definitivamente aceite, então é muito provável que esta medida também vá para a frente, para equilibrar as contas.

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Se o aumento dos limites para retirar subsídios de Natal e de férias for definitivamente aceite, então é muito provável que esta medida também vá para a frente, para equilibrar as contas.

Por aquilo que tenho lido, é mais ao contrário - esta é que tem de ser aprovada para terem folga para mexer nos limites dos subsídios de Natal e Férias... :)

Parto do princípio que ambas fazem parte da mesma proposta de alterações - e se não acredito que alguém contestasse um aumento dos referidos limites, já este novo aumento dos impostos é capaz de ser polémico...

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Nunca percebi isso do englobamento.

Um exemplo se eu ganhar à volta de 18000 brutos anuais e tiver 20000 a prazo posso ainda reaver alguma coisa?

Se o meu exemplo não servir podes dar um por alto em concreto?

Obrigado.

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"englobar" quer dizer juntar os rendimentos de juros ao teu rendimento de trabalho e declarar tudo para ser taxado segundo as regras do IRS.

para isso o banco teria que te entregar a respectiva declaração de juros que te pagou num dado ano, a qual tu juntarias ás da tua entidade patronal e de outros rendimentos que tivesses e declararias no IRS tudo por junto. Se não englobares os rendimentos de juros não os declaras no IRS, é o mais habitual.

isso só se justifica para quem ganhe muito pouco - repara, na tabela abaixo,

http://www.online24.pt/escaloes-de-irs-2012/

que no teu caso (18000 euros) tu irás ter uma fatia do teu rendimento taxado a 24,50% : como a taxa liberatória é de 21,5% isso quer dizer que pagarias mais imposto pelos juros do dinheiro a prazo do que pagarás se não englobares (ou seja, se pagares apenas o que o Banco desconta ao pagar-te os juros e entrega ao Estado)

a questão é esta, meu caro: 18.000 euros /14 = 1.290 /mês, mais ou menos: em padrões nacionais o Estado considera-te "rico" e taxa-te a 25% o teu rendimento do trabalho !  Que nome lhes dás ?  Eu também....!

olha, é a vida.... 

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No fundo é uma questão de fazer contas e ver se compensa ou não.

Este ano talvez fique só pelos 15000 brutos. Tenho de ver então, mas já fica a dica.

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desculpa um lapso meu:

tu de facto disseste 18.000 brutos e não "colectáveis" : o principio que enunciei mantém-se na totalidade, basta agora fazeres as tuas contas, como dizes, em face do teu rendimento colectável.

abraço /

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Se não mexerem mais nos escalões de IRS e forem para a frente com esta medida, então até ao 3º escalão passa a valer a pena optar por englobamento, ainda que por pouco.

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a questão é esta, meu caro: 18.000 euros /14 = 1.290 /mês, mais ou menos: em padrões nacionais o Estado considera-te "rico" e taxa-te a 25% o teu rendimento do trabalho !  Que nome lhes dás ?  Eu também....!

Disparate, os ricos são os do último escalão... quando muito dos dois ou três últimos... e esses têm taxas de mais de 40%!

Só mais uma coisa - é preciso não esquecer que o IRS é um imposto progressivo. Nem todo o rendimento é taxado à mesma taxa. Quem ficar no escalão dos 24,5%, muitas vezes nem pagará 20% do seu rendimento coletável para este imposto...

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Estas "pequenas" percentagens somadas acabam por destruir a classe média.

Não tendo qualquer regalia de funcionário público, sendo um mero contratado, sofro à mesma:

  • Corte entre os 3,5% e 10%
  • Corte de 100% do subsídio de férias e de natal

O banco quer-me cobrar spreads de 4% por empréstimo habitação.

Viro-me para o aluguer. O arrendatário exige-me fiadores, irs anual e rendas adiantadas.

Disciplinado financeiramente, tento colocar o extra-renda em depósito a prazo, e agora o estado pensa em passar de 21,5% para 25% as taxas liberatórias!!

Isto acaba onde? Já nem me atrevo pensar em ter filhos..

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Estou como o colega foussa..i.e., somos duplamente prejudicados com essas alterações, subsidios cortados à mesma em 100% e poupanças a minguar, com o aumento da retenção, agora, só falta é voltar o escudo e perdermos 30% do valor da poupança!

É que nem dá para investir em habitação própria, pois o C.H. com spread's entre os 4-6% é um convite ao suícidio financeiro.

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Talvez procurar algo mais em conta e de acordo com as posses!...

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De acordo com as posses, mais vale arranjar um cão que não me gasta fraldas  :D

Sim, tens razão no que dizes, nunca se deve dar um passo maior que a perna. Aliás,sou apologista de viver abaixo das possibilidades, arranjando espaço de manobra para um dia que precise. O meu post foi mais um desabafo.

Em relação à possível subida das taxas, fala-se muito no endividamento dos portugueses e falta de cultura financeira, depois aplicam-se estas medidas que retiram interesse por instrumentos de poupança..

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  Eu só não percebo porque é que juros de dep. a prazo, mais valias e dividendos da bolsa e afins têm de ir tudo para o mesmo dos 25%!

  então digam-me lá se o perfil de quem investe nuns e noutros instrumentos de poupança ou investimento não é completamente diferente?

  ninguém investe em DP para especular ou fazer fortuna! por mais rico que seja!

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De acordo com as posses, mais vale arranjar um cão que não me gasta fraldas  :D

Sim, tens razão no que dizes, nunca se deve dar um passo maior que a perna. Aliás,sou apologista de viver abaixo das possibilidades, arranjando espaço de manobra para um dia que precise. O meu post foi mais um desabafo.

Em relação à possível subida das taxas, fala-se muito no endividamento dos portugueses e falta de cultura financeira, depois aplicam-se estas medidas que retiram interesse por instrumentos de poupança..

E que não ladre, e morda, muito!...  ;D

Reflexões: http://www.forumfinancas.com/index.php?topic=1742.msg32798#msg32798

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de 21,5% para 25%? de uma assentada? já se sabia que tinham aberto a época de caça aos patos, mas agora nem se dão ao trabalho de disfarçar a coisa.

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de 21,5% para 25%? de uma assentada? já se sabia que tinham aberto a época de caça aos patos, mas agora nem se dão ao trabalho de disfarçar a coisa.

Disfarçaram - puseram toda a gente a olhar para o facto de haver mais alguns que afinal vão receber subsídio de Natal... Assim até parece menos mau :P

No caso das mais-valias a subida foi mesmo de 20% para 25%

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Estas "pequenas" percentagens somadas acabam por destruir a classe média.

Não tendo qualquer regalia de funcionário público, sendo um mero contratado, sofro à mesma:

  • Corte entre os 3,5% e 10%
  • Corte de 100% do subsídio de férias e de natal

O banco quer-me cobrar spreads de 4% por empréstimo habitação.

Viro-me para o aluguer. O arrendatário exige-me fiadores, irs anual e rendas adiantadas.

Disciplinado financeiramente, tento colocar o extra-renda em depósito a prazo, e agora o estado pensa em passar de 21,5% para 25% as taxas liberatórias!!

Isto acaba onde? Já nem me atrevo pensar em ter filhos...

A propósito deste desabafo, deixo aqui um artigo escrito há algum tempo pelo jornalista João Pereira Coutinho sobre a meritocracia: http://www.forumfinancas.com/index.php?topic=1742.msg22282#msg22282

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Os juros dos depósitos sempre vão ser taxados a 25%? Tem efeito em juros recebidos a partir de 1 de Janeiro?

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Os juros dos depósitos sempre vão ser taxados a 25%? Tem efeito em juros recebidos a partir de 1 de Janeiro?

Parece-me que ainda não está decidido!...  :-X

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Se for como o ultimo aumento, então entra em vigor logo em vigor a 1 Janeiro sobre o momento que é pago os juros bancarios.

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Se for como o ultimo aumento, então entra em vigor logo em vigor a 1 Janeiro sobre o momento que é pago os juros bancarios.

Tenho um depósito a prazo (1 ano) que vence dia 2 Janeiro. Sendo assim a retenção é de 25% sobre o total de juros ou é feito um "pro-rate" sendo que os juros correspondentes até 31 Dezembro são taxados a 21,5% e os dois dias restantes a 25%?

Pode parecer uma pergunta irrelevante mas como ainda é uma quantia elevada a diferença é significativa  :-\

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