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PPR´S salvam-se se as falências chegarem?

10 publicações neste tópico

Embora as decisões de investimento sejem tomadas pela sociedade gestora, que tipicamente pertence a um banco, o património do fundo é autónomo. Ou seja, pertence aos investidores, que são os donos das unidades de participação, e não à sociedade gestora. Caso o banco a que ela pertença vá à falência, os investidores mantêm o património que têm no fundo. O novo banco que adquiriu a sociedade gestora passará a ser responsável pela gestão dos fundos. Estas regras aplicam-se a quaisquer fundos de investimento. O património dos planos comercializados pelas seguradoras também é autónomo, pelo que se aplica o mesmo princípio.

Estive basicamente a resumir uma opinião que li no Caderno de Economia do Expresso, há algumas semanas!

A minha questão é simples: será que a história não se repetirá?

Em 1929, as pessoas acorreram com os seus títulos aos bancos, depois do "crash" e ficaram com eles numa moldura, para que os netos testemunhassem, se é que não se suicidaram!...

Gostaria de ler opiniões sobre esta matéria!...

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Aprende-se muito com os erros. E da crise de 29 e de outras que já apareceram pelo caminho é que foram aparecendo várias entidades regulatórias e mecanismos de controlo de danos. Por exemplo, ainda há 30 anos não havia fundos de garantia de depósitos (pelo menos em Portugal) e hoje eles são uma realidade.

Isto não quer dizer que não haja problemas. Veja-se a Islândia, por exemplo, que está na bancarrota e onde já se fala em racionar comida e medicamentos. Os EUA ainda não chegaram a esse ponto mas também estamos em ano de eleições - o pior só se vai saber depois.

Voltando ao tópico, no caso concreto dos PPRs é como diz a notícia - o património do fundo pertence ao investidor. Agora, isso não quer dizer que ele não se possa desvalorizar, depende do tipo de investimentos que está subjacente a esse fundo. Por norma, eu diria que um PPR deve ter um factor de risco relativamente reduzido (ou não se devia enquadrar nessa categoria em primeiro lugar), apostando uma grande fatia em investimentos como as obrigações, por exemplo. Portanto, mesmo num cenário de desvalorização, não se repetirá o cenário de ver o dinheiro a desaparecer todo de um dia para o outro... quando muito perde-se algum dinheiro mas nada que não possa ser evitado a tempo ou atinja proporções de ruína.

Agora, com outro tipo de investimentos isso já pode não ser assim tão certo.

Seja como for, os que esquecem a história estão condenados a repeti-la. Devem-se contar pelos dedos as pessoas que viveram e compreenderam a crise de 1929 e ainda hoje estão aí para se preocupar com o seu dinheiro. Mas a verdade é que muita gente sobreviveu. E, se não forem este tipo de situações, não se aprendem algumas lições valiosas.

A minha opinião pessoal é que a crise não chegando a atingir o extremo da de 29, provocará algumas sequelas. Mas, como nas crises passadas e nas que se seguirão, ainda não é desta o fim do mundo ;)

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Viva pauloaguia!

O que é que sabes sobre as garantias de um PPR? Li num outro tópico qualquer, que já não me lembro qual, que o Fundo de garantia, não cobria os PPR´s; somente os depósitos! Será assim?...

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Viva pauloaguia!

O que é que sabes sobre as garantias de um PPR? Li num outro tópico qualquer, que já não me lembro qual, que o Fundo de garantia, não cobria os PPR´s; somente os depósitos! Será assim?...

Os PPR têm tipicamente um fundo ou um seguro associado cujos resultados reflectem a rendibilidade do produto. Nesse sentido não se enquadram no tipo de produtos cobertos pelo Fundo de Garantia.

Seja como for, o dinheiro investido num PPR não é do banco. Ele não pode fazer com ele o que quiser, o dinheiro está investido no tal produto subjacente. O banco é apenas a entidade gestora, fazendo entregas ou resgates conforme pedido pelos clientes e, quando muito, revendo a estratégia de investimento do tal fundo.

Nesse sentido, esse capital não pode responder perante dívidas do banco em caso de falência deste. O mesmo se passa, por exemplo, com as acções - elas estão em teu nome não no do banco.

Eventualmente estariam cobertos pelo outro fundo de garantia de que também já se falou por aqui e que cobre a eventualidade de um banco não conseguir responder a pedidos de levantamento de capital investido em acções ou fundos de investimento. Mas isso já não sei, não li ainda muito sobre o assunto...

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Obrigado pauloaguia!

Nesse caso a informação que eu tinha como segura, do Expresso de algumas semanas atrás, de que os PPR´s estavam assegurados pelo Fundo de Garantia dos Depósitos, não era correcta. Não tenho já o jornal comigo (o recorte da notícia), mas tenho a certeza de que a informação era essa! Resta, ir "rezando" para que o mercado financeiro recupere, já que só em Dezembro de 2012, é que posso levantá-lo. Fazer o resgate é um solene disparate, visto que a penalização, em termos fiscais é brutal!

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Mas... no portal do cliente bancário surge:

O Fundo de Garantia de Depósitos abrange todos os tipos de depósitos, nomeadamente, depósitos à ordem, com pré-aviso, a prazo, a prazo não mobilizáveis antecipadamente, em regime especial, poupança-habitação, poupança-emigrante, poupança-reforma, poupança-condomínio ou depósitos representados por certificados de depósito.

Ou seja, a ideia que eu tinha pode estar errada...

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Mas... no portal do cliente bancário surge:

Ou seja, a ideia que eu tinha pode estar errada...

Obrigado pela dica, pauloaguia!

Já estou outra vez a respirar melhor! Irra... que esta crise, põe-nos neuróticos!...

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Obrigado pela dica, pauloaguia!

Já estou outra vez a respirar melhor! Irra... que esta crise, põe-nos neuróticos!...

Paulo, mas quando o PPR é feito na Seguradora associada (neste caso FIdelidade Mundial), o FGD, continua a responder?

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Paulo, mas quando o PPR é feito na Seguradora associada (neste caso FIdelidade Mundial), o FGD, continua a responder?

Como acho que já deu para perceber, não sei muitos detalhes relativamente aos PPR e hoje em dia a minha disponibilidade para procurar essas coisas é mínima :(

Sugiro que mandes um mail directamente ao Banco de Portugal ou, já que se trata de uma seguradora, ao Instituto de Seguros de Portugal... ambos têm o contacto nos respectivos sites...

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Como acho que já deu para perceber, não sei muitos detalhes relativamente aos PPR e hoje em dia a minha disponibilidade para procurar essas coisas é mínima :(

Sugiro que mandes um mail directamente ao Banco de Portugal ou, já que se trata de uma seguradora, ao Instituto de Seguros de Portugal... ambos têm o contacto nos respectivos sites...

O.K. acho boa ideia!

Em tudo onde procurei não vi nada de concreto!

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