joaocastilho

Contas Poupança

12 publicações neste tópico

Ora viva, tenho andado a seguir o vosso blog de finanças pessoais e assuntos no forum regularmente e decidi colocar algumas questões que preciso de esclarecer.

Vou começar agora a minha vida profissional e quero desde já a colocar de lado cerca de 30% a 40% do meu salário numa conta de poupança a longo prazo de forma a por o dinheiro a render. Estes 40% é mais por ainda me encontrar a viver em casa dos meus pais e por isso não ter muitas despesas mais tarde esta percentagem irá descer.

Queria fazer algumas questões:

1) Que tipo de contas poupanças os bancos oferecem ou que alternativas deverei também olhar para por o meu dinheiro a poupar de forma rentável e com baixo risco?

2) Para saber as taxas de juro que me são concedidas no depósito a prazo terei que visitar as páginas individuais de cada banco? Não há nenhum local onde essa informação se encontre actualizada e centralizada?

3) Eu já possuo uma conta poupança num banco (ainda não tenho a certeza da percentagem que está a render pq foi uma conta criada pelos meus pais qd nasci) mas será que rende mais por nesta conta a percentagem que quero poupar ou criar uma nova se a taxa de rendibilidade for superior no outro banco? (Não sei se me expliquei bem)

Espero ouvir bastantes opiniões e críticas construtivas :)

Abraços

João Castilho

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Uma vez que estive na tua situação recentemente vou atrever-me a lançar umas postas de pescada ao ar.

Penso que em primeiro lugar tens de definir qual o objectivo da poupança e o prazo temporal. um carro daqui a 1 ano, uma casa daqui a 2 anos, preparar a reforma que virá dentro de 50 anos?

é com base no horizonte temporal definido que deves escolher a tua estrategia de investimento. No geral, se o teu horizonte de investimento for longo podes pensar em aplicar $ em instrumentos financeiros de maior risco (mercado de acções, futuros, etc) onde, historicamente, as rendibilidades são superiores. O contrario também é verdade.

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O objectivo é ter uma conta que sirva para emergencias e outra para a reforma.

Pelo que disseste quanto mais horizonte temporal for o investimento mais risco devo colocar o meu investimento. Isso não me faz muito sentido .. se quero começar a investir na minha reforma quero garantir que ao final dos meus 50 anos ou os que forem de trabalho tenha algum acumulado. Estou a pensar mal?

Para uma conta de emergencias .. que tipo de investimento é que faz sentido?

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Para um fundo de emergencia eu coloquei no poupança banif e esta neste momento a 5.35 a 181 dias e 5.45 a 365 dias. podes fazer reforços sempre que queiras inclusive fazer poupança programada.

Tb tens os depositos a prazo mas esse já não te permite reforços. O banif tem em campanha um agora de 6.75% a 120 dias o que não é nada mau....

Atenção que estas aplicações e estas taxas são para quem possui o banifast ( ou seja a constituição é online e as taxas não para constituições on line) ao balcão as taxas já são inferiores.

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O objectivo é ter uma conta que sirva para emergencias e outra para a reforma.

Pelo que disseste quanto mais horizonte temporal for o investimento mais risco devo colocar o meu investimento. Isso não me faz muito sentido .. se quero começar a investir na minha reforma quero garantir que ao final dos meus 50 anos ou os que forem de trabalho tenha algum acumulado. Estou a pensar mal?

Para uma conta de emergencias .. que tipo de investimento é que faz sentido?

João, a questão temporal é muito importante porque o risco vai sendo diluído ao longo do tempo. Imagina que tinhas comprado acções há 6 meses e agora as tinhas de vender, possivelmente perderias uma soma significativa. Mas agora imagina que tinhas comprado acções há 5 anos e decidias que agora as tinhas de vender, neste cenário as tuas rentabilidade já seriam bem diferentes.

Em suma, quando tens um horizonte temporal mais alargado ficas mais protegido dos períodos de quedas. Isto não é 100% verdade, mas é o geralmente aceitável e costuma corresponder à máxima de que no longo/muito longo prazo os investimentos accionistas têm taxas de retorno muito interessantes.

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1) Que tipo de contas poupanças os bancos oferecem ou que alternativas deverei também olhar para por o meu dinheiro a poupar de forma rentável e com baixo risco?

Com baixo risco tens tipicamente os depósitos a prazo e o investimento em obrigações. Tipicamente há um ligeiro risco associado a este último que é o caso da empresa falir. Há também alguns fundos mais conservadores onde a percentagem deste tipo de investimentos é relativamente alta. Seja como for deves ler sempre com atenção a descrição do produto.

Por serem os produtos de mais baixo risco são os que têm menos potencial de rendibilidades elevadas; mas também são aqueles em que menos arriscas a perder dinheiro.

2) Para saber as taxas de juro que me são concedidas no depósito a prazo terei que visitar as páginas individuais de cada banco? Não há nenhum local onde essa informação se encontre actualizada e centralizada?

Basicamente, sim. Há um tópico neste fórum com isso (http://www.pedropais.com/forum/index.php/topic,162.0.html) mas a folha de cálculo lá indicada está desactualizada (há uns meses). No entanto, dá para ficares com uma ideia, o panorama não se alterou muito, apenas subiram as taxas. E há muita gente que lá vai colocando as novidades, tens é que ter paciência para ler as páginas todas :)

3) Eu já possuo uma conta poupança num banco (ainda não tenho a certeza da percentagem que está a render pq foi uma conta criada pelos meus pais qd nasci) mas será que rende mais por nesta conta a percentagem que quero poupar ou criar uma nova se a taxa de rendibilidade for superior no outro banco? (Não sei se me expliquei bem)

O mais provável é que valha a pena levantares o dinheiro dessa conta e colocá-lo numa mais rentável. A taxa de juro deve ser mínima, informa-te...

O objectivo é ter uma conta que sirva para emergencias e outra para a reforma.

Pelo que disseste quanto mais horizonte temporal for o investimento mais risco devo colocar o meu investimento. Isso não me faz muito sentido .. se quero começar a investir na minha reforma quero garantir que ao final dos meus 50 anos ou os que forem de trabalho tenha algum acumulado. Estou a pensar mal?

Para uma conta de emergencias .. que tipo de investimento é que faz sentido?

Para uma conta de emergência tipicamente faz sentido um depósito a prazo. Tens o dinheiro sempre disponível quando necessário e uma rentabilidade assegurada.

O conselho do lothar_m pode parecer não fazer muito sentido mas é mais ou menos isso que vais ouvir da maior parte dos entendidos: para investimentos a longo prazo vais encontrar muitas recomendações para investir em investimentos com maior risco. O facto de um investimento ter um risco mais elevado significa que o potencial de perder dinheiro é mais alto, certo. Mas como quem não arrisca não petisca, significa também que, em caso de ganhos, podes ganhar mais do que num tradicional depósito a prazo.

Por exemplo, se investires na bolsa há sempre dias em que as acções sobem e dias em que as acções descem. A longo prazo, no entanto, e se souberes gerir bem a tua carteira de acções, a tendência normal é de subida... mas lá está - há sempre o risco de gerires mal a carteira de acções e perderes mais do que o que ganhas, mesmo num mercado em subida...

Realmente não queres arriscar perder o dinheiro que poupas para a reforma. É por isso que uma carteira de investimento deve ser diversificada - apostar em acções talvez sim, mas tendo um fundo de salvaguarda em depósitos ou fundos de investimento mais conservadores. O peso de cada um destes componentes na tua carteira de investimento deve depender do risco que estás disposto a assumir e isso também vem em grande parte do horizonte temporal do investimento (se vais precisar do dinheiro daqui a 6 meses, é capaz de não ser boa ideia investir o dinheiro em algo que só te pode dar dinheiro num prazo de 2 ou 3 anos)

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Penso que em primeiro lugar tens de definir qual o objectivo da poupança e o prazo temporal. um carro daqui a 1 ano, uma casa daqui a 2 anos, preparar a reforma que virá dentro de 50 anos?

é com base no horizonte temporal definido que deves escolher a tua estrategia de investimento. No geral, se o teu horizonte de investimento for longo podes pensar em aplicar $ em instrumentos financeiros de maior risco (mercado de acções, futuros, etc) onde, historicamente, as rendibilidades são superiores. O contrario também é verdade.

Estou de acordo com o lothar_m, tens de definir objectivos e construir um plano (mesmo que seja apenas na tua cabeça) para os atingir. No caso da conta para uma situação de emergência, os depósitos a prazo são boas opções. Faz uma pesquisa e encontras logo as melhores ofertas. Além disso, não tens dificuldades para levantar o depósito a qualquer altura. Na maioria dos casos perdes os juros referentes à última renovação, mas também não é um grande custo. Se calhar, e como estás no início da tua vida profissional, tal como eu, aconselharia a apostares em prazos mais baixos e ires renovando, para assim haver menos possibilidade de, ao levantares o depósito, perderes os juros todos. Por exemplo: num DP a 1 ano, se fazes o levantamento ao 355º dia, perdes os juros todos. Se o fizeres por 30 dias ou 90 dias, guardas os juros e o levantamento só te faz perder os juros do último mês ou último trimestre.

O Santander tem bons depósitos a prazo nos DP NetBanco, com uma boa taxa.

O objectivo é ter uma conta que sirva para emergencias e outra para a reforma.

Pelo que disseste quanto mais horizonte temporal for o investimento mais risco devo colocar o meu investimento. Isso não me faz muito sentido .. se quero começar a investir na minha reforma quero garantir que ao final dos meus 50 anos ou os que forem de trabalho tenha algum acumulado. Estou a pensar mal?

Para uma conta de emergencias .. que tipo de investimento é que faz sentido?

Para esta última pergunta, já dei a minha sugestão.

Relativamente à questão do risco e do tempo, de facto, para horizontes temporais alargados, o mais lógico é ter uma maior exposição ao risco. É que, tal como o Pedro Pais disse, o risco dilui-se ao longo do tempo. Torna-se menos arriscado a longo prazo. Repara: pelo que eu já conheço dos investimentos em acções, apenas uma pequena percentagem dos dias em que estás investido em Bolsa consegue fazer a maior parte da rentabilidade que hás-de ter no final. É tipo a regra dos 80-20 nas vendas, em que 20% dos clientes representam 80% das vendas. Na Bolsa, essa relação ainda é mais acentuada. Então o que acontece é que, se estiveres apenas 6 meses investido, é muito menos provável que consigas apanhar os tais dias em que se constrói a maioria da rentabilidade. Contrariamente, se alargares o prazo, podes apanhar muitos mais desses dias. Podes estar sujeito a mais perdas, mas acaba por ser mais compensador. A História mostra isso.

O que tenho ouvido dizer e aconselhar é fazer isto: aos 100% do investimento, alocas 100% - (própria idade) em investimentos de maior risco e o restante em menor risco. À medida que o tempo vai passando, vais fazendo os ajustamentos necessários.

Num plano a longo prazo, tens de ir construindo os investimentos. Ou seja, se calhar não é bom, ao começares o investimento com, let's say, 500€, desatar a diversificar os investimentos, só com 500€. Percebes onde quero chegar? É muito importante diversificar, não há dúvida, mas dentro do bom senso, também.

João, a questão temporal é muito importante porque o risco vai sendo diluído ao longo do tempo. Imagina que tinhas comprado acções há 6 meses e agora as tinhas de vender, possivelmente perderias uma soma significativa. Mas agora imagina que tinhas comprado acções há 5 anos e decidias que agora as tinhas de vender, neste cenário as tuas rentabilidade já seriam bem diferentes.

Em suma, quando tens um horizonte temporal mais alargado ficas mais protegido dos períodos de quedas. Isto não é 100% verdade, mas é o geralmente aceitável e costuma corresponder à máxima de que no longo/muito longo prazo os investimentos accionistas têm taxas de retorno muito interessantes.

Pedro, não quero ser o advogado do Diabo  :D, até porque o exemplo é muito útil e acertado, mas, por curiosidade, se olharmos para o PSI-20, quem comprou há 5 anos atrás está agora com uma valorização de apenas 2% ou 3% no investimento, no total do prazo. De qualquer maneira, quem comprou há 6 meses atrás, está com uma desvalorização à volta dos 40%. É uma diferença muito significativa! Apesar dos 2% ou 3% positivos não serem a rentabilidade que alguém procura a 5 anos, a verdade é que a longo prazo se conseguem performances bastante superiores às de curto prazo.  ;)

E joaocastilho, atenção a uma coisa: quando tiveres um plano na tua cabeça para esse investimento a longo prazo, todo limado e bem pensado, é importante teres a força mental para saberes agarrar-te ao plano na maioria dos casos ou então saber fazer alterações estratégicas de fundo, quando for caso disso.

Eu dou-te o meu exemplo. Eu já estou a trabalhar há quase 3 anos. Depois dos primeiros 6 meses já tinha uns trocos de lado e queria investi-los, para eles estarem durante algum tempo a trabalhar para mim. Seria um plano a médio/longo prazo. Então, decidi experimentar a Bolsa, estava cada vez mais fascinado, tinha tempo para estudar e acompanhar q.b. e aí fui eu. Só que depois apercebi-me de como é difícil conviver com as emoções diárias de ver os investimentos a subir e a descer diariamente se não se tem um plano bem definido, coerente e concreto. Isto varia de pessoa para pessoa, cada um lida com o dinheiro e com os investimentos de forma diferente. Se calhar por ainda estar no início, era o meu primeiro dinheiro mais a sério as perdas afectarem-me de uma forma mais acentuada, o que pode não suceder contigo ou com as outras pessoas. O que digo é que: se é um plano de médio/longo prazo, não te podes deixar afectar muito com algumas perdas iniciais, por exemplo. Ou pensar em desistir do plano sem lhe dar uma oportunidade, só porque as coisas não estão a correr lindamente.

Ao pessoal do fórum, desculpem estar sempre a bater nesta mesma tecla, já não devem poder ler-me, mas a minha pouca experiência até agora revelou-me que eu não estava nada ciente de todas as emoções e sentimentos e dúvidas que se têm quando se investe em acções. É só um alerta para quem se inicia nos investimentos.

Espero ter ajudado.

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Pelo que disseste quanto mais horizonte temporal for o investimento mais risco devo colocar o meu investimento. Isso não me faz muito sentido .. se quero começar a investir na minha reforma quero garantir que ao final dos meus 50 anos ou os que forem de trabalho tenha algum acumulado. Estou a pensar mal?

o q acontece é q, no geral,

maior rentabilidade = maior risco

portanto para usufruires de uma rendabilidade superior à dos depósitos a prazo tens de ir para aplicações financeiras em que podes, no limite, perder (quase) tudo (acções, fundos) se fores "obrigado" a vender num periodo de "crise". O facto de estares a investir num periodo longo permitirá que tenhas margem de manobra para vender num periodo em que o valor das acções seja alto.

Imaginemos o seguinte: tinhas comprado, em outubro de 2007, umas acções do BCP como o objectivo de as manter por 1 ano pois nessa altura ias precisar do dinheiro. Ou seja, irias vende-las, o mais tardar, até outubro de 2008.

Imaginemos que durante o ano todo as acções do BCP não valorizaram o q esperavas pelo que, as foste mantendo na esperança de uma subida. Entretanto chegamos a outubro de 2008 e as bolsas andam pela hora da morte com as acções do BCP a desvalorizarem muito. Irias vender com enorme prejuízo.

No entanto, se o teu horizonte temporal for mais longo podes tentar aguentar que a tempestade passe e as acçoes valorizem para um valor que te permita vender com lucro razoável. o problema é q ninguem sabe quando é que isso irá acontecer. pode levar meses, pode levar anos. por isso quanto mais longo for o teu prazo de investimento mais tempo tens para esperares pelo momento oportuno para vender.

Para uma conta de emergencias .. que tipo de investimento é que faz sentido?

Considerando uma situação de emergencia como aquela em precisas do dinheiro em 3, 4 dias deves escolher algo de baixissimo risco e elevada liquidez. sugiro um deposito a prazo, a 3 ou 6 meses e automaticamente renovável. tambem podes optar pelos certificados de aforro se preferires a solidez do estado.

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Muito obrigado a todos os participantes no meu tópico :).

Tenho andado a ler outros tópicos e a tentar compreender melhor as condicionantes dos DP existentes.

Acho bastante estranho que revistas/jornais como a Exame, Carteira ou o DE não produzam pelo menos mensalmente uma lista que englobe estas condições incluindo TANB's, Prazos, Mínimos e Máximos e se permitem reforços ou não. Basicamente a mesma lista que o Pedro Aguiar disponibilizou mas actualizada e disponível publicamente.

Obrigado também pela explicação da distribuição de risco em investimentos de longo prazo. Foi bastante clara.

Umas questões assim mais especificas. Certos depositos a prazo não possuem renovação automática. Isso signfica que no final do prazo teremos que ir ao banco recolher o dinheiro e dizer que queremos uma nova conta a prazo? E isto tem de ser feito mesmo no dia em que termina, ou seja, tenho mesmo que estar atento aos prazos de forma a agir num dia? Não sei se me fiz entender.

Outra questão é .. quando um banco diz que a taxa do DP é de 3% e se a taxa de inflação nesse ano for de 3% isso signfica que basicamente não me rendeu nada? Fiquei com o mm "poder de compra" que tinha ou esta taxa é para além de inflação?

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Certos depositos a prazo não possuem renovação automática. Isso signfica que no final do prazo teremos que ir ao banco recolher o dinheiro e dizer que queremos uma nova conta a prazo? E isto tem de ser feito mesmo no dia em que termina, ou seja, tenho mesmo que estar atento aos prazos de forma a agir num dia?

O "ir ao banco" hoje em dia é um bocado relativo - podes fazê-lo através da tua conta de home banking ;)

Mas sim, é mais ou menos isso. Com a diferença que tipicamente só tens o dinheiro à ordem no dia seguinte, acho eu. E não tens que o fazer no próprio dia... mas quanto mais tempo o dinheiro estiver parado, menos rende :(

Sempre que fizeres um depósito desses ganha o hábito de colocar um alerta no telemóvel ou na agenda (ou no que uses para esse tipo de coisas) que dispare no dia em que tenhas o dinheiro disponível para investir outra vez. Assim não te esqueces.

Outra questão é .. quando um banco diz que a taxa do DP é de 3% e se a taxa de inflação nesse ano for de 3% isso signfica que basicamente não me rendeu nada? Fiquei com o mm "poder de compra" que tinha ou esta taxa é para além de inflação?

A inflação não tem nada a ver. Portanto, se o depósito tiver uma taxa líquida de 3% e a inflação for de 3% sim, não perdeste poder de compra, mas também não ganhaste. Aliás, a inflação é um bom motivo para termos o nosso dinheiro a render...

Já agora, a taxa anunciada obrigatoriamente é a TANB (taxa anual nominal bruta). Aquilo que o banco te deposita na conta tipicamente corresponde apenas a 80% desse valor (uma vez que é feita retenção de IRS). Portanto, se o tal depósito fosse anunciado com uma TANB de 3%, na realidade só irias ganhar 2,4% líquidos.

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Umas questões assim mais especificas. Certos depositos a prazo não possuem renovação automática. Isso signfica que no final do prazo teremos que ir ao banco recolher o dinheiro e dizer que queremos uma nova conta a prazo? E isto tem de ser feito mesmo no dia em que termina, ou seja, tenho mesmo que estar atento aos prazos de forma a agir num dia?

Normalmente os depositos a prazo na maioria dos bancos estão associados a contas à ordem, isto é, se quiseres fazer um deposito a prazo tens de ter conta à ordem no mesmo banco.  deste modo quando termina um deposito a prazo, o banco deposita o cacau na conta à ordem. não sei se isto é assim em todos os bancos mas creio q sim.

Outra questão é .. quando um banco diz que a taxa do DP é de 3% e se a taxa de inflação nesse ano for de 3% isso signfica que basicamente não me rendeu nada? Fiquei com o mm "poder de compra" que tinha ou esta taxa é para além de inflação?

A inflacção é uma consequencia do actual sistema financeiro. Podes considerar a inflacção como um "imposto" sobre o dinheiro que possuis uma vez que reflecte a desvalorização que o dinheiro sofre em consequência das politicas financeiras e monetárias dos governos.

a tx  de juro não é para além da inflacção, ou seja, se o teu dinheiro render 2% de juro liquido ao ano e a inflacção nesse ano for de 2,5% então o teu dinheiro sofreu uma desvalorização de 0,5% nesse ano.

Relativamente a estas questões tomo a liberdade de te recomendar um documentário sobre estes problemas. Trata-se de um filme em inglês com cerca de 50 minutos de duração que foi feito por um individuo chamado Paul Grignon. Não sendo eu um especialista em questões monetárias, não possuo bases para corroborar ou refutar muitas das ideias nele expressas pelo que recomendo que seja visto com espirito critico.

Pode ser visto aqui (precisa de flash).

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Relativamente a estas questões tomo a liberdade de te recomendar um documentário sobre estes problemas. Trata-se de um filme em inglês com cerca de 50 minutos de duração que foi feito por um individuo chamado Paul Grignon. Não sendo eu um especialista em questões monetárias, não possuo bases para corroborar ou refutar muitas das ideias nele expressas pelo que recomendo que seja visto com espirito critico.

Pode ser visto aqui (precisa de flash).

WOW. Por ironia do destino eu, antes sequer de ter sido criado o teu post, já tinha visto o documentário que sugeriste no dia em que criei o meu post. Até coloquei o video no meu mp3 e revi este fim de semana e só hoje segunda é que vi o teu post. Incrível  :o

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