pauloaguia

As medidas da Troika

12 publicações neste tópico

O Expresso publicou o memorando de entendimento, com a lista de medidas acordadas entre a troika e o governo:

http://downloads.expresso.pt/expressoonline/PDF/memo_troika.pdf (em inglês)

No blog Economia e Finanças foi publicaod um artigo com o resumo das principais medidas.

http://economiafinancas.com/2011/05/memorando-de-entendimento-fmibceueportugal-divulgado-pelo-expresso/

É certo que isto pode não ser a versão final (supostamente ainda estão em curso as negociações com os outros partidos) mas não deve andar muito longe. E sempre é melhor que a quantidade astronómica de rumores e boatos que têm chegado aos jornais nas últimas semanas (e que depois dão "direito" ao primeiro ministro a fazer um discurso de "vitória - afinal não é tão mau como todos diziam" :P)

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As medidas que me fazem mais confusão:

* privatização de algumas empresas como a REN e a REFER - estas não operam em mercados com concorrência, são as que asseguram serviços que têm de existir, como a rede de energia ou a rede de caminhos de ferro. Privatizar a EDP e a CP, por exemplo, é uma coisa, mas sem REN e REFER como é que essas empresas funcionariam? E se a gestão privada levar estas empresas de rede à falência, quem é que vai pagar a conta - o Estado... então porque não continuar a manter o controlo sobre elas em primeiro lugar?

* algumas reduções expressivas de dezenas de %, como a da ADSE - como se concretizam estas poupanças? É que as pessoas não vão deixar de ficar doentes...

* o facto dos trabalhadores independentes passarem a ter subsídio de desemprego, quando trabalhavam para uma mesma entidade. Não é que não ache justo, mas como se financia uma mudança de paradigma destas? Será que a redução do limite máximo da duração do subsídio e as durações à medida que o tempo passa são suficientes? E se hoje em dia não se fiscaliza convenientemente o cenário em que um trabalhador a recibos verdes trabalha para uma empresa, quem diz que vai passar a fiscalizar-se bem se for para pagar o desemprego? E serão as empresas chamadas a financiar este subsídio, já que empregavam um "falso recibo verde"?

* a redução das contribuições para a SS por parte das empresas. Vi que estão previstas algumas fontes de financiamento alternativas, mas a compensação será exata? Quantos anos a mais ou a menos dá de sustentabilidade ao sistema?

* Redução do número de conselhos e freguesias. Concordo com a medida, mas lá que vai dar muita dor de cabeça e guerrilha vai. Mas se calhar até menos do que daria se fosse feita noutra altura ;)

* Aumento das taxas moderadoras, sobretudo quando acompanhado da redução do número de isenção das mesmas e da redução da dedução das despesas de saúde.

* Redução do IMT - se a ideia é incentivar o arrendamento, acho que a medida vai no sentido contrário. A maior parte das pessoas, quando pensa em comprar casa, olha para o que tem de pagar na hora, não para os impostos que vai pagar no futuro (o IMI vai aumentar, já agora). Não percebo a lógica da medida...

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Olha, já conseguiste mais do que eu que ainda não digeri a "conferência" de imprensa do P.M.

Os jornais e televisão deixam muito a desejar. Ele são entrevistas de catedráticos, bancários .....tudo gente que sabe muito e muda muito também!! Aumentaram o meu cepticismo.

Há muitas coisas que não entendi ainda, aguardo explicações.....mas acho que muita gente está enganada quando afirma que afinal não é como diziam!!! Este marketing político ultrapassa a minha inteligência!

Falas na Refer e Ren, entre outras, e quando ouvi fiquei perplexa. Não entendo! Estou a aguardar sem precipitações mas se calhar ainda demora um tempo, pois com a venda da banha da cobra na campanha eleitoral não devo ficar a saber nada!

Irra  >:(

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Olha, já conseguiste mais do que eu que ainda não digeri a "conferência" de imprensa do P.M.

Os jornais e televisão deixam muito a desejar. Ele são entrevistas de catedráticos, bancários .....tudo gente que sabe muito e muda muito também!! Aumentaram o meu cepticismo.

Eu acho que o único problema foi a especulação toda que se foi fazendo nas últimas semanas. Uma pessoas fica sem saber em quem acreditar.

O Sócrates capitalizou isso e fez a brilhante conferência de imprensa de 3ª feira para anunciar o acordo e safar-se sem conseguir sequer dizer o que estava no acordo - só disse o que não estava. Ora, se a imprensa tivesse ficado calada nos dias anteriores, sem dizer o que ainda não se sabia, ele não ia conseguir fazer este discurso de "encher chouriços".

Quanto a não perceber bem tudo, é natural :) São muitas medidas (mesmo a imprensa só tem discutido algumas, mais uma vez, muitas vezes à base de especulação - ontem num dos telejornais um dos jornalistas dizia que o arroz ou a massa podem passar para a taxa máxima do IVA - mas alguém no seu perfeito juízo acha que é isso que está em causa na revisão das tabelas do IVA?).

Sugestão - se houver alguma que queiras perceber melhor abre o documento e faz uma pesquisa (obriga é a ter uma noção do termo a pesquisar em inglês). Se estiver melhor explicado, encontras lá a explicação. Mas também há várias que continuam demasiado abstratas para o meu gosto :-\

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privatização de algumas empresas como a REN e a REFER

E pensam nas águas também...

algumas reduções expressivas de dezenas de %, como a da ADSE - como se concretizam estas poupanças? É que as pessoas não vão deixar de ficar doentes...

As pessoas ficam na mesma doentes, até mais, mas pagam muito mais pelo que antes era quase um valor justo.

A ADSE é um seguro de saúde justo (não aumenta com a idade, não causa problemas em limite de tratamentos), mas querem acabar com ele...

Redução do número de conselhos e freguesias.

O Antonio de Lisboa, já andava a tratar disto antes de o ser....

http://www.freguesiasmaisfortes.net/

novo_mapa.jpg

Agora cuidado na provincia, senão colocam sedes a centenas de Kms sem transportes nem forma de chegar onde é preciso...

Aumento das taxas moderadoras

Ao sabor da inflação... lógico, acho eu...

redução do número de isenção das mesmas

nem precisam reduzir, embora ache bem, podem apenas fiscalizar, com isso mais de 50% de quem tem deixa de ter, em especial um grupo de abusadores

redução da dedução das despesas de saúde

Possivel, lógico e até facil....

Uma medida facil é proibir a transcrição de exames prescritos num qualquer serviço privado por um médico do SNS

Outra medida é avaliar o trabalho que se faz...

Deixo um exemplo simples, realizado por quem está na área e não num escritório longe do activo:

usfw.jpg

usf1.jpg

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Ainda bem que a Troika veio.Pena que não tenha vindo antes e que só fique 5 anos.

Por mim ficava cá para sempre. Conseguiram identificar em 15 dias os nossos problemas , coisa que o governo nunca conseguiu fazer.

Acho que agora vão se empenhar em estudar bem as condições da Troika a ver se conseguem descobrir brechas para dar a volta ao texto.

È esperar para ver.

Speedbird

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Era um sector intocável... com boas margens. Bendita troika

Mesmo assim fica a faltar fiscalização aos médicos com consultas privadas que cobram 70 a 100 por 5 minutos de consulta e que nem recibo passam.

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Por mim ficava cá para sempre. Conseguiram identificar em 15 dias os nossos problemas , coisa que o governo nunca conseguiu fazer.

Os problemas estavam identificados, alguns deles há vários anos (e, verdade seja dita, vários deles até estavam a ser resolvidos na primeira parte do governo do Sócrates).

O que a troika fez foi propor medidas para resolver ou minorar esses problemas. E isso só por si não resolve nada, compete agora ao próximo governo levar essas medidas a cabo.

Mesmo assim fica a faltar fiscalização aos médicos com consultas privadas que cobram 70 a 100 por 5 minutos de consulta e que nem recibo passam.

Essa fiscalização cabe, em primeiro lugar, aos próprios doentes. Se toda a gente exigir recibo, esses casos não existem. E pessoalmente acho que até nem é precisa grande fiscalização: a partir do momento em que as despesas de saúde se podem deduzir no IRS, toda a gente quer o recibo para pagar menos imposto :)

Ah, mas é verdade, a troika quer reduzir as deduções no IRS... :-\

(toda a medalha tem um reverso)

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Os problemas estavam identificados, alguns deles há vários anos (e, verdade seja dita, vários deles até estavam a ser resolvidos na primeira parte do governo do Sócrates).

Estavam? deve ser por isso que um certo ministro das finanças do Sócrates bateu com a porta ao fim de 3 meses no cargo...

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Habitação O que a “troika” vai mudar na sua casa

O acordo veio limitar benefícios fiscais associados à compra de casa mas ao mesmo tempo inclui medidas para dinamizar o arrendamento.

Desincentivar a compra de casa e tornar o arrendamento uma opção mais atractiva. Esta frase resume um dos objectivos definidos no memorando de entendimento estabelecido entre a "troika" e o Governo português que não vai mexer apenas nos moldes do funcionamento do mercado imobiliário como também no seu bolso.

No caso da aquisição de casa, o acordo prevê duas áreas de actuação. O objectivo é eliminar as deduções em sede de IRS de despesas com juros e amortizações pagos no âmbito do crédito à habitação, mas também das despesas com rendas pagas pelos inquilinos. Mas este processo será gradual.

Inicialmente serão eliminados os benefícios fiscais associados à amortização de créditos já contratados. No caso dos juros e rendas este benefício mantém-se, mas será reduzido de forma gradual a partir de 2012.

No caso dos novos contratos de crédito à habitação já não será possível fazer quaisquer deduções do valor das amortizações e juros. Actualmente, os contribuintes podem deduzir 30% das despesas associadas à compra de casa- entre juros, amortizações e rendas- até um limite de 591 euros, que poderá ser majorado até 886,5 euros para o caso dos agregados familiares com rendimentos muito baixos.

Também o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), será alvo de alterações. Em 2012 será feita uma actualização do valor patrimonial tributário com vista à sua aproximação aos valores do mercado, um processo que passará a ser feito regularmente. Já os prazos de isenção previstos na lei- que vão desde quatro a oito anos- vão ser encurtados, cabendo ao próximo Governo a tomar posse definir os moldes em que essa redução será feita.

No memorando de entendimento estão ainda previstas algumas medidas de incentivo e dinamização do mercado de arrendamento. Nomeadamente, medidas que permitam agilizar os despejos de inquilinos incumpridores ou a liberalização gradual das rendas antigas.

Económico 

16/05/11

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Queremos que o nosso querido e bem amado Socras, vença as próximas eleições para que nos possa continuar a mentir todos os dias do ano, pois nós gostamos é que nos enganem com promessas que iremos ter uma vida melhor. Queremos continuar a viver no país das maravilhas. Força Socras. Não te vaz embora querido lider.

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