JBranco

Literacia Financeira

6 publicações neste tópico

Boa noite

Sou novo neste fórum, por isso algum erro que cometa, agradeço que me avisem, apesar de ter lido os tópicos referentes às regras.

Com a vinda do FMI a Portugal pela terceira vez num espaço de 30 anos, será que daqui a 10 ou 15 anos não estaremos a recorrer novamente a um fundo de estabilização qualquer?

De acordo com o momento actual, põem-se algumas questões.

Será que estamos a conseguir transmitir a sabedoria adquirida com os erros cometido?

Estaremos a preparar as crianças de maneira adequada para um futuro nada promissor?

Terá a população em geral falta de conhecimentos relativos a finanças?

Na minha opinião, as respostas a estas questões assombram-nos!

No presente momento, encontro-me a estudar um programa de ensino no âmbito da Literacia Financeira dirigido às crianças, denominado "Finanças para a Vida".

Este tópico não têm âmbito comercial, já que o programa não pode ser adquirido por indivíduos, é um programa de ensino a ser implementado nas escolas. Pretendia apenas recolher o feedback de terceiros relativos a esta temática.

No seguinte link podem consultar mais informações relativas ao programa.

http://iesfatlantico.web.simplesnet.pt/

Mas, resumidamente, o programa encontra-se implementado em algumas escolas do concelho de Vila Nova de Gaia, em mais de 20 turmas, a alunos do 3º e 4º ano.

O programa encontra-se estruturado de maneira a educar as crianças em temas como o dinheiro, os salários familiares, a poupança, o investimento, entre outros.

O programa é por demais importante tendo em conta o presente momento, e o desconhecimento de muitas famílias sobre esta temática.

Além de educar as crianças, por via indirecta será possível levar estes temas às famílias, muitas delas carenciadas e com falta de conhecimentos.

Assim, qual é a vossa opinião sobre este tema e qual a importância de um programa deste género no momento actual?

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Com a vinda do FMI a Portugal pela terceira vez num espaço de 30 anos, será que daqui a 10 ou 15 anos não estaremos a recorrer novamente a um fundo de estabilização qualquer?

De acordo com o momento actual, põem-se algumas questões.

Será que estamos a conseguir transmitir a sabedoria adquirida com os erros cometido?

Estaremos a preparar as crianças de maneira adequada para um futuro nada promissor?

Terá a população em geral falta de conhecimentos relativos a finanças?

Na minha opinião, as respostas a estas questões assombram-nos!

O programa encontra-se estruturado de maneira a educar as crianças em temas como o dinheiro, os salários familiares, a poupança, o investimento, entre outros.

O programa é por demais importante tendo em conta o presente momento, e o desconhecimento de muitas famílias sobre esta temática.

Além de educar as crianças, por via indirecta será possível levar estes temas às famílias, muitas delas carenciadas e com falta de conhecimentos.

Assim, qual é a vossa opinião sobre este tema e qual a importância de um programa deste género no momento actual?

Na minha opinião não me parece que nos proximos 10 anos venha novamente o FMI, até porque ele vai ficar cá durante 5 anos (salvo erro, o que eu acho que é pouco tempo).

Não estamos a transmitir a sabedoria com a vinda do FMI (pelo menos a quem governa portugal) simplesmente porque eles não aprendem, não vale a pena porque eles so pensam em amealhar o maximo, em derrapar nos orçamentos das obras publicas para meter o dinheiro no bolso e deixar o pais como está.

A resposta a segunda questão posso dizer que estamos a educar as crianças para a vida real, não as mimando e depois quando chegam ao mercado de trabalho têm bastantes realidades a adequarem-se a vida real que eles vão ter.

Na terçeira pergunta posso dizer que SIM! As pessoas dantes faziam creditos por tudo e por nada, não se pode pagar, faz-se um credito. Este pensamento levou-nos aonde estamos actualmente. Ainda a pouco tempo li um texto de uma pessoa que trabalha na worten em que chegou lá um casal para pagar uma tv de 500€ a crédito, perguntou ao casal o porque de comprar a tv e eles responderam: porque os nossos vizinhos compraram tambem uma.

As pessoas têm de ser ensinadas a contar os tostoes e quando não se tem para gastar, não se gasta.

Pessoalmente penso que vá acontecer o mesmo que aconteceu quando na escola me ensinaram a atravessar na passadeira, a reciclar etc etc em que chegava a casa, dizia a minha mae e dias mais tarde a minha mae ensinava-me a passar fora das passadeiras e a não reciclar porque dava muito trabalho etc etc.

Tal como eu podem existir muitos casos assim e com as finanças podem ocorrer o mesmo.

Felizmente em relação a finanças sei o basico e controlo muito bem as finanças.

Nos temos e um grande problema, eu estou actualmente em economia do ensino secundário e não aprendi grande coisa de economia, a professora não tinha mão na turma.

Felizmente gostei quando fui a um dia aberto de uma escola de economia e estavamos a fazer uma reunião de accionistas da Brisa em que ninguem sabia o que eram activos nem passivos, uma vergonha! Tive que lhes estar a explicar o que era...

Ainda a uns dias tavamos a ter uma aula de filosofia e ele estava-se a queixar que na bolsa não se cobravam impostos. Apercebeu-se que eu estava a abanar a cabeça e perguntou-me se era verdade. Respondi claramente que não e lá tive de explicar o imposto cobrado, a isenção e etc...

Posso garantir que existe muita iliteracia em relação a financas.

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Relativamente aos fundos de estabilização, pelo que estamos a ver da Grécia, pode não ser solução, apesar da Grécia conseguir suplantar-nos em relação a viver acima das posses.

A grande diferença desta vez é que o controlo das taxas de juro directoras e da moeda já não está nas nossas mãos, aí não podemos mexer e ficamos mais limitados em relação às medidas a implementar.

Pessoalmente concordo com a enorme iliteracia que existe no campo financeiro.

Detalhando um pouco mais o programa, este está implementado neste momento num agrupamento considerado como de risco, no que se refere à situação financeira das famílias.

Saber que as aulas de Economia no Secundário também são dadas de uma maneira leviana também não são boas notícias e demonstram que a base do problema com que nos deparamos é muito profunda.

Obrigado pelo contributo!

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Não estamos a transmitir a sabedoria com a vinda do FMI (pelo menos a quem governa portugal) simplesmente porque eles não aprendem, não vale a pena porque eles so pensam em amealhar o maximo, em derrapar nos orçamentos das obras publicas para meter o dinheiro no bolso e deixar o pais como está.

É preciso não esquecer que "eles" somos todos nós. Os problemas de pagamento de crédito não são só do Estado, há muitos portugueses nessa situação; uns metem ao bolso o dinheiro das obras, outros metem ao bolso o que não pagam de impostos; e por aí adiante.

E finalmente, a culpa é de todos nós porque, mesmo que saibamos fazer melhor do que "eles", não tivemos a "coragem" que eles tiveram de seguir a vida política e deixámos as coisas chegar ao ponto a que chegaram.

Parte da solução está justamente em perceber que não lhes compete só a "eles" resolver o problema, mas a todos. E das mais variadas formas, e a questão da literacia financeira tem a ver com isso também...

Agora voltando ao tópico, por acaso nos últimos anos tenho feito parte de um programa de voluntariado onde, entre outros, também se abordam estas questões. O porgrama é da Junior Achievment e chama-se Aprender a Empreender - Economia para o Sucesso.

Basicamente em cada ano dou meia dúzia de aulas a uma turma do 8º ou do 9º ano onde se fala de vários temas desde o que se gosta ou não se gosta, percurso nos estudos e na vida profissional, orçamento familiar, crédito, seguros, etc.

Apesar de não estar muito tempo com eles as aulas são muito interativas e discutimos muita coisa e dá para perceber que, apesar de serem miúdos de meios menos favorecidos (ou talvez justamente por causa disso) estão muito por dentro da situação do país. Por exemplo, na aula sobre créditos, quando estamos a jogar um jogo, há cada vez mais miúdos que fogem do crédito como o diabo da cruz, mesmo nos casos em que isso lhes daria uma vantagem no jogo.

Neste, como noutros temas, no entanto, os miúdos tendem a mostrar conhecer os temas apenas muito superficialmente - se é verdade que há muitos cuidados a ter com a contratação de um crédito, também não é menos verdade que há situações em que pode ser a melhor opção. E importa saber distingui-las. Ou então, quando se fala nos impostos e eles começam a repetir o que ouvem em casa como "ficam-nos com o dinheiro do nosso trabalho para meter todo ao bolso" importa lembrar que a maior parte desse dinheiro vai para manter a funcionar as escolas e os centros de saúde e outras coisas que também iriam reclamar se falhassem.

Ao fim e ao cabo eles vão estando por dentro das coisas, precisam é de aprofundar algumas noções. Mas afinal, ainda são miúdos de 13 e 14 anos, é perfeitamente normal. Na idade deles, não tenho ideia de que na minha turma se tivesse tanta noção sobre alguns destes temas como eles têm hoje em dia. Mas também cada vez mais esta informação (mesmo que incompleta) nos entra pelos olhos adentro, é difícil passar completamente ao lado :)

Para além das aulas propriamente ditas, uma coisa que tenho tentado fazer passar junto dos professores é justamente a ideia de tentarem voltar a estes temas em anos seguintes. A Junior Achievment não chega a todas as escolas e de uns anos para os outros vai mudando de umas para outras, por isso cabe depois também às escolas terem o cuidado de incluir estes temas nos seus currículos. E sendo certo que não há nenhuma disciplina em particular em que estas questões se enquadrem (ok, na matemática podem-se ensinar a calcular juros, mas isso só por si não chega, todos sabemos) também é verdade que ouço falar de cada vez mais escolas que aproveitam a "disciplina" de projeto ou mesmo as aulas de substituição, quando os professores faltam, para abordar este tipo de questões alternativas. Programas como este da Economia para o Sucesso ou das Finanças para a Vida começam a ser cada vez mais frequentes.

E se eu tenho um "programa" para leccionar que a Junior Achievment me dá e nem todos os professores se sentem preparados para falar deste tipo de questões, também já chegámos à conclusão que muitas vezes basta por os miúdos a falar sobre estes temas para perceber o que importa esclarecer. E tanto eu como os professores temos aprendido sempre mais algumas coisas com os miúdos também - porque eles têm em casa experiências de vida diferentes uns de outros e diferentes das nossas também.

Voltando à minha réplica inicial, se estou a dar formação financeira às pessoas, quero que elas tenham a coragem de querer seguir o caminho em que possam aplicar o que aprendem. E não que tenham medo de o fazer apenas porque virão a ser mais um dos "deles". Sei lá se um dos miúdos que me têm passado "pelas mãos" não é um dos futuros deputados deste país  :D

Por acaso esta semana começo a dar aulas a uma turma nova. Estou com alguma curiosidade de ver que tipo de alunos me vão sair na rifa este ano ;D

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Com a vinda do FMI a Portugal pela terceira vez num espaço de 30 anos, será que daqui a 10 ou 15 anos não estaremos a recorrer novamente a um fundo de estabilização qualquer?

De acordo com o momento actual, põem-se algumas questões.

Será que estamos a conseguir transmitir a sabedoria adquirida com os erros cometido?

Estaremos a preparar as crianças de maneira adequada para um futuro nada promissor?

Terá a população em geral falta de conhecimentos relativos a finanças?

Na minha opinião, as respostas a estas questões assombram-nos!

Assim, qual é a vossa opinião sobre este tema e qual a importância de um programa deste género no momento actual?

Mas a explicação para a actual situação económica ainda é mais assombrosa (Henrique Medina Carreira explica as verdadeiras razões da crise económica portuguesa ):

Relativamente à importância de um programa do género tal como explicado, é essencial para que a "juventude" se aperceba aos poucos dos meandros da economia em que um dia se vai ter de desenvencilhar!...

Ainda há muitos que acham que o dinheiro vem das caixas do multibanco e a comida dos hipermercados e por ai fora!...

PS - Como se pode obter o conteudo e demais material dos programas aqui mencionados? Tem custos? Estive a ver os sites referidos e os programas não estão disponiveis!...

É uma boa iniciativa!  ;)

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PS - Como se pode obter o conteudo e demais material dos programas aqui mencionados? Tem custos? Estive a ver os sites referidos e os programas não estão disponiveis!...

Estive a ver o site que o JBranco indicou e os programas e currículo estão lá disponíveis.

Quanto ao programa em que eu sou voluntário, tanto quanto sei, não está disponível em lado nenhum. No início do programa entregam-nos uma maleta com todos os materiais (livros para os alunos, guia para o voluntário, fichas e material para as atividades, etc) e está lá tudo o que precisamos.

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