RuiMCosta

PPR ainda compensa?

11 publicações neste tópico

Muito se fala sobre PPR, e segundo muitas opiniões as vantagens não são grandes. Sendo assim, passo a inumerar algumas das vantagens, pois considero um investimento muito inteligente.

1- A Segurança Social tem actualmente um desiquilibrio brutal entre Receitas\Despesas. Quem tem hoje entre os 20 e 30 anos deverá apenas receber 50% do seu salário na reforma. Hoje trabalhe até aos 60, daqui por uns anos será até aos 70. Começar a preparar a sua reforma é crucial. (Na minha oponião o melhor é esquecer a segurança social, e fazer uma poupança que lhe dê 100% do seu salário na sua reforma)

2- A tributação fiscal dos PPR é uma excelente vantagem a médio-longo prazo. Penso que os investidores sofrem do sindrome do curto prazo. É importante relembrar que no PPR NUNCA PAGA IMPOSTOS, SÓ PAGA NO DIA DO RESGATE, e se cumprir as condições a tributação é de 8% (muito diferente dos 21.50%). Já fizeram as contas a uma poupança em que durante 20 ou 30 anos não paga impostos? A diferença é assustadora. (nem falo nas deduções

3- Atenção que o PPR não deve ser o único produto onde canalizar poupanças.

4- O PPR a escolher deve ter componente accionista.

5- Trata-se de uma poupança que deve ser feita entre 20 anos e 35 anos. Ou seja o tempo de vida actica. (É facil encontrar no mercado PPR sobre o formato de FIM com rentabilidades nos últimos 20 anos de 5% (ano, sem nunca pagar imposto). A inflação em Portugal nos últimos 20 anos foi de 3.2% (fonte:INE). Ou seja, está a ganhar dinheiro. Sem pagar 1 centimo em impostos! Se resgatar apenas paga 8%!

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Mas, os PP têm taxas de juros inferiores aos depósitos a prazo.

E se a SS pode falir tb as entidades que gerem o PPR.

Eu tenho o meu "PPR" pessoal que colocar dinheiro de lado e investir em depósitos a prazo.

Qd os PPR tinha benefícios fiscais era interessante.

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BENEFÍCIO FISCAL 2011

(Fundos de Pensões PPR e Fundos Abertos, excluindo PPA)

A Lei do Orçamento de Estado para 2011 veio introduzir limitações aos Benefícios Fiscais, que passam a variar de acordo com o escalão de Rendimento Colectável do agregado familiar.

Para saber qual o seu rendimento colectável, consulte a Nota de Liquidação do seu IRS.

1º e 2º Escalões de Rendimento Colectável:

Até 7.410 Eur de rendimento colectável anual, o Benefício Fiscal mantém-se igual a 2010, ou seja, é possível deduzir à colecta do IRS 20% do valor aplicado por cada sujeito passivo em PPR e Fundos de Pensões Abertos, excepto PPA, com o limite de 300 Eur, 350 Eur ou 400 Eur, consoante o sujeito passivo tenha mais de 50 anos, entre 35 a 50 anos ou menos de 35 anos, respectivamente.

Escalões Seguintes:

Acima de 7.410 Eur de rendimento colectável, os limites de dedução aplicam-se ao conjunto de todos os Benefícios Fiscais utilizados pelo Agregado Familiar, designadamente Seguros de Saúde, Donativos, Certificados de Reforma, Equipamentos de energias renováveis, Encargos com reabilitação de imóveis arrendados ou localizados em áreas de reabilitação urbana.

Escalão de rendimento colectável anual (agregado familiar) Investimento para dedução máxima (por agregado familiar, considerando o conjunto dos Benefícios Fiscais) Dedução máxima (por agregado familiar, considerando o conjunto dos Benefícios Fiscais)

Acima de 7.410 Eur até 18.375 Eur     aplicação de 500 Eur Beneficio  de 100 Eur

Acima de 18.375 Eur até 42.259 Eur     Aplicação de 400 Eur Beneficio    de 80 Eur

Acima de 42.259 Eur até 61.244 Eur     aplicação de300 Eur         Beneficio    de 60 Eur

Acima de 61.244 Eur até 153.300 Eur    aplicação de250 Eur Beneficio    de50 Eur

Acima de 153.300 Eur                       aplicação de 0 Eur    Beneficio    de0 Eur

A dedução permitida relativamente a PPR ou Fundos de Pensões Abertos não PPA é de 20% das contribuições, sujeita aos limites indicados, e só se aplica a residentes em território português, não reformados.

A fruição do benefício relativo aos PPR ou Fundos de Pensões Abertos não PPA implica que as subscrições que lhe dêem origem não sejam reembolsadas sem invocação de um dos motivos definidos na lei nem antes de decorridos 5 anos, excepto em caso de morte do participante.

Esta informação provém da interpretação da lei fiscal em vigor e destina-se a elucidar os Participantes mas não vincula a Futuro. Em caso de dúvidas, prevalecerá sempre a interpretação dada pela Administração Fiscal.

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A poupança para a reforma é uma poupança de longo-prazo, e deverá ser igual (se possível) aos anos que essa pessoa teve de vida activa. Ou seja, períodos sempre superiores a 25 anos. Para estes prazos de investimento devem ser escolhidas aplicações (PPR sob o formato de Fundo de Investimento) com uma exposição de pelo menos 35% aos mercados accionistas. Isto porque historicamente as acções são o activo mais rentável, quando comparado com taxas de juros ou mesmo matérias-primas. As acções também são o melhor activo a bater a inflação (isto é, acompanha o custo real do dinheiro). É certo que as acções tem mais riscos, e que os mercados em maus anos accionistas podem cair 10%, 20% e 30%. Sim. Mas também é certo que os mercados accionistas a médio prazo recuperam dessas quedas e acrescentam valor ás carteiras.

Segue um exemplo de uma excelente aplicação para poupar para a Reforma (na minha opinião a melhor em Portugal) BPI Reforma Acções: http://www.bpiinvestimentos.pt/Fundos/FichaProdutoBPI.asp?CodFundo=877&CodGestora=1 Este PPR investe numa carteira entre 40% a 55% de acções, e tem rentabilidade desde o lançamento de 6.06% (bruta, sem nunca ter sido tributada). Recordo que os PPR só são tributados no momento do resgate, e caso sejam dentro das condições apenas pagam 8%! Este produto foi lançado em 2005, e nos últimos 5 anos a médios dos depósitos andou na casa dos 3%.

http://espacopoupanca.blogspot.com/

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Tenho um PPRE antigo (subscrito em 2003/4, penso) da Zurich, que fiquei agora a saber em 2010 teve uma rentabilidade de 7,45%! 8)

Infelizmente, ja' nao aceitam reforcos. O meu gestor disse-me que nos ultimos dias nao tem conta os clientes que ja' lhe perguntaram isso :D

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Tenho um PPRE antigo (subscrito em 2003/4, penso) da Zurich, que fiquei agora a saber em 2010 teve uma rentabilidade de 7,45%! 8)

Infelizmente, ja' nao aceitam reforcos. O meu gestor disse-me que nos ultimos dias nao tem conta os clientes que ja' lhe perguntaram isso :D

2003/4, antigo? Depende da idade do usufrutuário!...  :D

7,45% líquidos? Muito bom sim senhor. Mas sendo um PPR, continua a admitir reforços todos os anos, ou acabou?

Se acabou, devem substituir por outro semelhante mas com rentabilidade inferior!...  :P

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Os PPRE deixaram de ser aceites para efeitos de benefícios fiscais em 2007 (se não me engano).

Por isso, nessa altura constituí um PPR normal, que tenho vindo a reforçar desde então. Este também tem tido rentabilidades razoáveis, mas este ano ficou-se pelos 3,50%.

--------------------

         PPRE     PPR

--------------------

2007 4,50%  5,40%

2008 3,14%  5,00%

2009 4,50%  4,50%

2010 7,45%  3,50%

--------------------

Há ainda uma outra diferença importante. O PPRE não tem taxa de gestão, enquanto o PPR tem (1%).

De qualquer forma, parece-me que a Zurich tem conseguido dos melhores resultados, em PPRs com capital e taxa mínima garantidos.

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Os PPRE deixaram de ser aceites para efeitos de benefícios fiscais em 2007 (se não me engano).

Por isso, nessa altura constitui um PPR normal, que tenho vindo a reforçar desde então. Este também tem tido rentabilidades razoáveis, mas este ano ficou-se pelos 3,50%.

Há um que se chama supermealheiro cuja rentabilidade anual garantida é de 4,5%. Para o ano, logo se vê!...  ;)

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Os PPRE deixaram de ser aceites para efeitos de benefícios fiscais em 2007 (se não me engano).

Continuam a dar benefício fiscal (pois têm uma componente de PPR). Mas quem tirar partido do benefício fica restrito às regras de movimentação do PPR apenas; se se movimentar para efeitos de educação algum montante investido depois da mudança da lei (seja 2007, não fui confirmar), tem que se devolver os benefícios. Ou seja, é como se fosse apenas um mero PPR.

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Relativamente aos resgates extraordinários para fins previstos são actualmente três:

Em vigor:

1- Desemprego de longa duração (mais de 1 ano)

2- Invalidez permanente

3- Doença grave

Nota: Contudo as entregas de PPR feitas até final de 2005 podem ser reembolsadas para fins de educação. Estas são as entregas que se designam muitas vezes por PPRE. Contudo, qualquer uma entrega feita em PPR até essa data pode ser resgatada para esses fins.

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