fernandosousa

Certificados de Aforro e o FMI

31 publicações neste tópico

Bom dia,

ontem em conversa na empresa ouvi uma notícia cujo tema e conteúdo me interessou. O tema o nosso conhecido do dia-a-dia "A Crise"; o conteúdo, a relação entre o pedido de ajuda externa e as poupança dos Portugueses em Certificados de Aforro.

Mas deixemos-nos de conversas e vamos directos ao assunto. A "discussão" estava associada à entrada do FMI e Portugal e suas exigências, eventualmente negociadas com a Sra Merkel.. peço desculpa pelo engano, negociadas com o governo de gestão Português. Uma das questões colocadas seria a de bloquear o levantamente deste instrumento financeiro durante uma determinado periodo de tempo, não sei mas 2 ou 3 anos.

Será isto viável?? ou até legislável?? Será que alguém tem alguma informação que possa negar ou corroborar esta hipótese?

De um modo sucinto, entra o FMI e não permite ao aforrista efectuar o resgate dos certificados de aforro (nada foi dito em relação ao CT) durante um periodo pré-definido. op titular mantém-se; apenas não pode resgatar o CA, mesmo em caso de necessidade!

E.. é tudo!!

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Em teoria tudo é possível, mas duvido que chegue a isso. O montante investido em CAs não é assim tão significativo, quando comparado com o resto da dívida. Mais depressa o FMI empresta mais um ou dois mil milhões de euros do que andar a alterar as condições da dívida.

Na prática, uma alteração desse género não seria muito diferente de uma renegociação da dívida, que é justamente o que se anda a tentar evitar...

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A base dessas declarações, sobre a possibilidade do congelamento das aplicações está relacionado com um conceito ecónomico "Poupança". A "Poupança" foi durante décadas ignorada pelo nosso país, e é um dos conceitos mais importantes da teorica económica e que não é praticado no nosso país. É uma forma da UE dizer a Portugal: Tu Tens Que Poupar! Se Portugal tivesse elevados indices de poupança não estavamos a passar por esta situação.

É importante ter a consciência, que poupar é emprestar dinheiro à economia. Tomemos o exemplo, se todos os portugueses tivessem 100.000€ na sua conta bancária, eramos um pais com muita capacidade de financiamento. Porque, os bancos iam ter dinheiro para suportar o crescimento economico via crédito e o Estado tinha reservas internas dos seus contribuintes. Pois esse dinheiro está sempre a ser emprestado ao mercado.

Penso que essas mensagem do FMI são um alerta para a Poupança.

http://espacopoupanca.blogspot.com/

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Ok, mas daí a mexer no que já está estipulado vai uma longa distância :-\ Continuo a achar altamente improvável que mexam nas regras dos CAs.

Desse ponto de vista, os CTs são um produto que convida justamente à poupança - as altas taxas de juro só se começam a fazer sentir depois de o dinheiro lá estar há vários anos... E tem havido bastante movimento de dinheiro dos CAs para os CTs. Portanto, mais uma vez, para quê mexer em algo que cada vez tem menos expressão?

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Concordo. Não deverão mexer em nada. Antes pelo contrário, o Governo deveria fazer uma campanha publicitária para os Certificados do Tesouro.

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A "discussão" estava associada à entrada do FMI e Portugal e suas exigências, eventualmente negociadas com a Sra Merkel.. peço desculpa pelo engano, negociadas com o governo de gestão Português. Uma das questões colocadas seria a de bloquear o levantamente deste instrumento financeiro durante uma determinado periodo de tempo, não sei mas 2 ou 3 anos.

faço só uma chamada de atenção para o seguinte: as decisões tomadas , sejam elas qual forem, para resolver o problema de finanças publicas serão sempre tomadas pelo governo português e não pelo FMI. não é o FMI que manda fazer e toma as decisões. É o governo português.

O que o FMI faz, é exigir que se tomem medidas de entre um conjunto de possibilidades. E para o FMI é indiferente que se opte por uma em detrimento de outra, desde que se atinjam os objectivos e se paguem as dividas aos credores (internacionais).

Assim, se no futuro, houver novamente penalização de quem poupa, a responsabilidade será do governo português em exercício.

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É relativo, tu vais pedir um emprestimo, e esse empréstimo tem regras para serem alcançadas as metas, se não as quiseres aceitar ficas com o problema por resolver. O Governo não tem outra alternativa se não aceitar (emboras tenhas razão, é sempre o Governo que toma as medidas). Contudo, o Governo Grego também não quer privatizações, mas vai ter que as fazer... É uma imposição indirecta.

RC

http://espacopoupanca.blogspot.com/

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faço só uma chamada de atenção para o seguinte: as decisões tomadas , sejam elas qual forem, para resolver o problema de finanças publicas serão sempre tomadas pelo governo português e não pelo FMI. não é o FMI que manda fazer e toma as decisões. É o governo português.

O que o FMI faz, é exigir que se tomem medidas de entre um conjunto de possibilidades. E para o FMI é indiferente que se opte por uma em detrimento de outra, desde que se atinjam os objectivos e se paguem as dividas aos credores (internacionais).

Assim, se no futuro, houver novamente penalização de quem poupa, a responsabilidade será do governo português em exercício.

Dois resultados possíveis: http://www.forumfinancas.com/index.php?topic=3104.msg35829#msg35829

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Segundo o IGCP o Estado no final de 2010 tinha 51.000. Milhões de dívida (dividida por BT, OT essencialmente) onde os Certificados de Aforro e do Tesouro apenas representavam menos de 1.000 Milhões. Ou seja, estes produtos de poupança não tem expressão na dívida pública do país. Não deverão ser penalizados. Quem nos dera que fosse o contrário, isto é, muitos milhões investidos em CA e CT.

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Segundo o IGCP o Estado no final de 2010 tinha 51.000. Milhões de dívida (dividida por BT, OT essencialmente) onde os Certificados de Aforro e do Tesouro apenas representavam menos de 1.000 Milhões. Ou seja, estes produtos de poupança não tem expressão na dívida pública do país. Não deverão ser penalizados. Quem nos dera que fosse o contrário, isto é, muitos milhões investidos em CA e CT.

Creio que parte da culpa é deste governo, deram cabo dos CA e com o atraso/congelamento/etc dos CTs no último mês colocaram os aforradores nacionais com o pé atrás.

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Creio que parte da culpa é deste governo, deram cabo dos CA e com o atraso/congelamento/etc dos CTs no último mês colocaram os aforradores nacionais com o pé atrás.

As duas situacoes sao completamente diferentes.

No primeiro caso afectaram os juros de montantes que ja' estavam investidos, pois aparentemente as condicoes do produto permitiam-no.

O segundo caso foi como se um banco avisasse com alguns dias de antecedencia "temos vindo a aumentar a taxa dos nossos DPs nos ultimos meses, mas no proximo vamos manter a taxa actual". So' afectou futuros investimentos, alguns dos quais provavelmente nao chegaram por isso a ser feitos.

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Parece-me uma excelente noticia... para vender jornais. "Leia mais na edicao impressa", pois claro.

Nao que seja impossivel acontecer, mas parece-me que neste momento estava mesmo era a faltar uma noticia "explosiva" ao JN.

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Só faltava esta:

Já não hà noticia que me alegre!!!!

Vou vender o pc, televisão, rádio e deixar de parar no café.

Um abraço para todos e umaz Páscoa feliz.

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Meus amigos, os certificados de aforro representam apenas 200 milhões de euros no stock de dívida pública!!! São trocos!!! Relaxem...

o que é que isso interessa? tanto perdem os grandes investidores como os pequenos .

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o que é que isso interessa? tanto perdem os grandes investidores como os pequenos .

Quem diz? O Jornal de Negócios? Não cheguei a comprar a edição impressa (como eles bem sugeriam) para ficar a saber mais ;)

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Quem diz? O Jornal de Negócios? Não cheguei a comprar a edição impressa (como eles bem sugeriam) para ficar a saber mais ;)

Nao interessa quem diz. Se houver reestruturacao da divida todos perdem (mesmo que os certificados da aforro e do tesouro sejam uma pequena quantia da divida publica)!

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Segundo o IGCP o Estado no final de 2010 tinha 51.000. Milhões de dívida (dividida por BT, OT essencialmente) onde os Certificados de Aforro e do Tesouro apenas representavam menos de 1.000 Milhões. Ou seja, estes produtos de poupança não tem expressão na dívida pública do país. Não deverão ser penalizados.

Deve ser por não ter "expressão" que se fala em cortar os subsídios para os reformados. E será que cortam nas despesas de representação, no orçamento da assembleia e nas gaitas de foles para as inaugurações nesta altura de crise? Tudo despesas que não têm "expressão" na dívida pública do País!...

De acordo com umas das últimas intervenções do Ministro das Finanças, "parece" que não há capital para além de Maio, quando em Janeiro não havia problema nenhum!...

Só faltava esta:

Já não hà noticia que me alegre!!!!

Vou vender o pc, televisão, rádio e deixar de parar no café.

Um abraço para todos e umaz Páscoa feliz.

:D  :D  :D

Não é caso para tanto, mas que eles andam desnorteados (e fazem de conta que não), lá isso andam!...

Páscoa Feliz

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A mim também já houve quem aconselhasse a resgatar o CA. Há sempre alguém que tem um conhecido em lugar seguro que diz isto ou aquilo. O facto que me preocupa é que havendo riscos em todo o lado (mesmo nos CA que eram considerados seguros), a pessoa vai resgatar o dinheiro que tem em CA para o colocar.... onde?

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A mim também já houve quem aconselhasse a resgatar o CA. Há sempre alguém que tem um conhecido em lugar seguro que diz isto ou aquilo. O facto que me preocupa é que havendo riscos em todo o lado (mesmo nos CA que eram considerados seguros), a pessoa vai resgatar o dinheiro que tem em CA para o colocar.... onde?

Debaixo do colchão.

Numa altura destas não sei se não é mesmo prudente ter um pé de meia em casa...só para o caso de isto der mesmo tudo para o torto!

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O problema do colchão é que o dinheiro em casa está sujeito a furto ou a transformar-se em carbono ;-)

Eu resgataria com alegria o dinheiro que tenho em CA, mas realmente em casa não o quero ter, e ainda não encontrei nenhuma pista sólida sobre qual a melhor instituição onde o depositar. Eventualmente num banco alemão... mas qual? Onde? Não sou experimentado em assuntos financeiros.

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FMI quer subsídio de Natal pago em títulos do Tesouro

"O impacto das medidas de austeridade previstas no PEC IV foi sobrestimado pelo Governo. Esta é a conclusão a que chegaram os técnicos da ‘troika' que estão em Portugal a avaliar as contas do País para depois negociar um pacote de ajuda. E perante os buracos encontrados, o Diário Económico sabe que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Comissão Europeia admitem avançar com medidas mais duras do que o inicialmente previsto estando já em cima da mesa a necessidade de o pagamento dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos passar a ser feito em títulos do Tesouro.

A concretizar-se esta medida, a partir deste ano, e até final do processo de consolidação orçamental e do programa ajuda externa, os funcionários públicos vão passar a receber o 13º e o 14º mês através de títulos do Tesouro, como certificados de aforro.

É quase um regresso ao passado, já que em 1983, aquando da última intervenção do FMI em Portugal, foi uma das medidas exigidas em troca do financiamento externo. Mas na altura o Fundo não tocou no subsídio de férias, apenas o de Natal foi pago em certificados de aforro. E nem foi o montante total, já que uma percentagem continuou a ser paga em dinheiro". In Diário económico

Estarão mesmo a referir-se ao certificados de aforro? Aqueles de juros baixinhos? Ó meu deus!

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