sousap

por onde distribuir poupanças (cerca de 30k) face a um cenário de bail-out

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"boas noites"

nao sou muito conhecedor de finanças nem de economia e, dia após dia, estou cada vez mais apreensivo com o nosso futuro.

colocava aqui esta questão no sentido de me decidir em re-restruturar e redistribuir as minhas "parcas" poupanças:

num cenário de bail-out (pedirmos ajuda externa BCE/FMI) o que é que pode acontecer aos fundos, juros DP e outros investimentos (não falo em ações porque nao jogo neste campeonado)?

tenho no BPI um fundo de tesouraria: BPI liquidez com cerca de 25k e 6k distribuirdos por outros 3 fundos: BPI brasil, BPI europa e BPI global

tenho um CH de valor considerável a 38anos... cuja prestaçao nao me preocupa face aos vencimentos que temos

cenario 1: manter fundos

cenário 2: manter fundos e amortizar parte da divida (com reduçao de prazo ou valor da prestaçao)

cenário 3: constituir DP (puros=garantia)

cenário 4: adquirir títulos de mercadorias de refugio com ouro ou prata (ultimamente tenho pensado seriamente nisto)

cenario 5: um misto dos outros

cumps

PS

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Acerca do cenário 4: já li no diário económico algumas noticias sobre estarmos perante a criação de uma bolha em relação ao ouro e à prata. Segundo essas noticias ambos estão à tanto tempo a subir, e de uma forma vertiginosa, que a qualquer momento aquilo (valor) vem por ali a baixo.

Não estou a dizer que o cenário 4 é mau, estou é a demonstrar uma outra perspectiva desse investimento...

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só te posso dar esta opinião (tb. sou cliente do BPI):

a) BPI Liquidez desfiz-me de tudo o que tinha pois o seu rendimento está neste momento abaixo dos depósitos a prazo - já olhaste para o rendimento disso ?

B) BPI Global idem - desfiz-me de tudo por razões mais ou menos idênticas - não compensa, tinha há alguns anos, desfiz-me de tudo

c) BPI Brasil, BPI Europa e BPI América, BPI Restruturações tenho ganho umas massas com esses Fundos - quando ganho chego ao fim do ano e retiro os lucros para depósitos a prazo, deixo ficar só o capital investido. Quando perco...perco.

mas eu penso que nesse cenário que descreves o teu dinheiro é capaz de não sofrer muito - quem sofre é o país, as empresas e as pessoas mas como colectivo - ou seja os juros sobem, a economia piora ainda mais, os sacrificios aumentam - mas o nosso dinheiro continua no banco. A tragédia não é essa, a tragédia seria sairmos do Euro, o que também não se me afigura muito provável. Nesse caso mais valia gastar o dinheiro todo em activos de raiz (andares, terrenos) e não em ouro ou prata, acho eu, pois esses activos estão agora desvalorizados mas num cenário após crise valorizarão muito mais e além disso não estão sujeitos a uma erosão tão grande como o dinheiro.

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BPI Brasil, BPI Europa e BPI América, BPI Restruturações tenho ganho umas massas com esses Fundos - quando ganho chego ao fim do ano e retiro os lucros para depósitos a prazo, deixo ficar só o capital investido. Quando perco...perco.

carlos2008, já agora por curiosidade, este teu investimento tem compensado? Tens ideia da taxa média de rentabilidade que tens conseguido com estes 3 fundos combinados?

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Taxa média combinada sinceramente não tenho ideia, o que eu faço normalmente é investir em fundos e colocar tudo (cada Fundo) numa folha de excel e ir acompanhando mês a mês. Procuro ter vários Fundos, p.ex. na semana passada comprei UP's de BPI Obrigações Alto Rendimento Alto Risco e agora vou aguardar 1 ano e ver o resultado...

depois nunca resgato nada antes do período de isenção de comissão de resgate ( 6 meses ou 1 ano), normalmente nunca resgato antes de feito 1 ano ou mais.

em 2010 eu obtive sensivelmente 5,3% no BPI Brasil / 12,4% no BPI América / uns 14% no Restruturações (mas este fundo tinha tido grande perca anteriormente, e teve uma boa recuperação) / e cerca de 8% no Europa (isto são taxas anualizadas por mim às datas em que adquiri as UP's mais ou menos, máquina de calcular... )

ou seja, isto são tudo contas minhas, da tal folha de excel. No Brasil e no América já fiz resgate de lucros, nos outros não.

Já agora o que achas do método ?  Quero dizer, o que achas de resgatar os lucros e deixar lá ficar o capital investido ?  Claro que há anos maus, foi o que se passou com o Restruturações anteriormente, teve uma grande quebra...

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Obrigado pela informação. Parecem-me rentabilidades bastante boas, embora claro se existirem anos com perda há que ter isso em consideração ao avaliar a rentabilidade global.

O teu método parece-me interessante, pois garante a salvaguarda dos lucros. Mas confesso que o investimento em produtos de rentabilidade variável ainda é para mim uma ciência que desconheço (mas não nego à partida :D). Nenhum desses fundos garante o capital investido, pois não?

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não, claro que não, estes fundos são sem garantia de capital investido.

mas repara que mesmo a maioria dos PPR também são - aliás parece que até o PPR do Estado o é pois investe no mercado de acções - e os que não são apresentam rentabilidades geralmente baixas

a questão, penso eu, é não colocar mais do que uns 30% a 35% do dinheiro que temos disponível nestes instrumentos, reservando o restante para aplicações sem risco ou com menos risco. E uma coisa que tenho feito desde a crise é ter uma maior variedade de Fundos em vez de apostar só em 2 ou 3: menos dinheiro em cada um deles procurando dispersar o risco.

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E uma coisa que tenho feito desde a crise é ter uma maior variedade de Fundos em vez de apostar só em 2 ou 3: menos dinheiro em cada um deles procurando dispersar o risco.

Sim, mas também aumentas a probabilidade de investires num que dê prejuízo. No fundo, trocas o possível "tudo ou nada" por uma maior probabilidade de ganhos médios.

Isto não é uma crítica e sei que é a abordagem habitual ao investir em produtos com risco. Mas penso que costuma ser apresentada como a receita milagrosa, quando na realidade até pode ter maus resultados. Imagina que tinhas tudo investido num só fundo que no final do ano acaba por ter um bom lucro e decidiste diversificar passando 50% para um fundo que acaba por dar prejuízo. ;)

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sim, isso que dizes é verdade, aceito e sei que assim é: trata-se de uma diversificação do risco, no fundo, equivalente a por exemplo, se tu tens muito dinheiro (imagina um Cristiano Ronaldo ou um Luís Figo p.ex.) investires X em Bolsa, Y em Imobiliário, Z em negócios diversos, K em depósitos a prazo, M em Rolls Royces (aqui o Ronaldo investe muito...) , e assim sucessivamente: não imagino um Ronaldo ou um Figo a investirem tudo o que têm em Bolsa, p.ex. e nada em imobiliário ou no mundo dos negócios - hotelaria, representações, etc. - esta estratégia preserva um mínimo dos activos, não arrisca tudo, garante alguma estabilidade mínima. O contrário tal como dizes pode dar mais margem se for uma aposta certa mas tb. pode deitar tudo a perder se correr mal... e isso acho que ninguém de bom senso estará disposto a fazer.

no fundo trata-se de transportar este raciocínio para o nosso nível de pessoas comuns que não investem milhões mas milhares...

um abraço e bons investimentos ! 

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Olá Carlos,

A sua idéia de investimento está correta.È claro que quando se investe em renda variável há sempre risco. Mas vc está correto em investir apenas 30 a 35% do seu dinheiro e está correto também em diversificar sem over diversificar.

Esse dinheiro que investe deve ser um dinheiro de que não necessite no médio / longo prazo , o que parece é o caso.

A exposição ao risco também deve diminuir com a idade e proximidade da reforma , por causa do menor tempo para recuperação caso algo corra mal.Diz-se que essa redução deve começar nos últimos 10 anos antes da reforma.

Considerando que já passou dos 50,55(acho) deveria reduzir a sua exposição ao risco , mas como ao final de cada ano resgata as mais valias , acho que a redução à exposicão de risco está bem equilibrada.

Os fundos que escolheu também são , dentro dos fundos de risco , algo moderados.Os fundos BPI tem uma classificação de risco de 4/5.

Espere mais volatilidade neste e ano e esteja especialmente atento ao segundo semestre de 2012 e primeiro de 2013.

Se lhe vale a minha opinião , acho que tem uma boa relação risco/diversificação, ou seja, money managment.

Speedbird

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