Carla Moreira

Prazo mínimo para renegociação das condições de crédito

8 publicações neste tópico

Boa noite.

Por motivos relacionados com o meu divórcio, nomeadamente para efeitos de tornas ao meu ex-marido, fiz um crédito complementar ao CH que tenho no Banif. Foi um processo que demorou mais de um ano e meio (um ano devido ao atraso do meu ex-marido em obter a licença de habitação que o banco requeria e meio ano por atraso do próprio banco). No final desse tempo foi-me apresentado o contrato pronto para escriturar com condições muito pouco interessantes (nomeadamente um spread de 3,5%), mas optei por prosseguir, uma vez que já tinha passado muito tempo e precisava de acertar contas (para além disso, estava a pensar em pedir uma transferência de crédito, o que acabou por não se concretizar, uma vez que na outra entidade bancária - Barclays - me disseram que o referido crédito complementar estava escriturado de uma forma que não permitia aglutinação com o primeiro CH, pelo que as más condições que tenho no Banif em relação a ele teriam de se manter e, sendo assim, não me compensava, pois agravaria o 1.º CH, que até nem está mal).

O que pergunto é: posso, apesar de ter passado pouco mais de um mês da data da escritura, pedir uma renegociação das condições deste crédito complementar ou há um prazo mínimo de tempo em que tenho de respeitar o estabelecido e só depois pedir a renegociação?

Obrigada.

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Não há prazo para isso. Mas naturalmente, se não apresentares argumentos novos que os levem a rever o teu caso provavelmente não conseguirás ir longe...

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Não estou a ver que argumentos apresentar, além da dificuldade em suportar a prestação... Por um crédito de 200000€ estou a pagar uma prestação de 503€ e pelo crédito complementar (60000€) pago 300€, ou seja, mais de metade do 1.º CH, quando o valor é de cerca de 1/4.

Tenho os pagamentos de água, luz, telefone, internet por débito directo; tenho a conta ordenado; tenho cartão de crédito, apesar de raramente lhe dar uso... Não sei que mais 'oferecer'.

Sinto que se aproveitaram do meu 'desespero' face à demora de todo o processo e do meu desconhecimento da linguagem bancária para me fazerem aceitar estas condições. Mas não posso alegar nada disso.

Fiquei também intrigada por no Barclays me terem dito que este crédito complementar não é dedutível em IRS, devido à forma como foi escriturado. Disseram que havia possibilidade de ter sido escriturado ao abrigo do Decreto-Lei do CH, o que não aconteceu, prejudicando-me... É assim? Ou terá sido apenas uma forma de despacharem uma cliente que não lhes interessava?

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Não estou a ver que argumentos apresentar, além da dificuldade em suportar a prestação... Por um crédito de 200000€ estou a pagar uma prestação de 503€ e pelo crédito complementar (60000€) pago 300€, ou seja, mais de metade do 1.º CH, quando o valor é de cerca de 1/4.

Tenho os pagamentos de água, luz, telefone, internet por débito directo; tenho a conta ordenado; tenho cartão de crédito, apesar de raramente lhe dar uso... Não sei que mais 'oferecer'.

E ainda a alimentação, transportes!...

Não estará próxima da insolvência?

Só procurou no Barclays?

O processo de divórcio já se consumou?

Qual foi a divisão estipulada?

A casa fica toda para si, assim como o pagamento desta?

O seu vencimento comporta todas estas despesas?

Sabe qual a sua taxa de esforço actual?

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Boa tarde. O processo de divórcio está consumado há ano e meio, fiquei com a casa e, obviamente, com as despesas a ela associadas. O meu vencimento dá para aguentar as despesas, mas não tenho grande margem de manobra. Se as contas se fazem como penso, a taxa de esforço é de 50%.

A minha dúvida prende-se com o crédito complementar que, como disse, resultou de um processo demorado: quando ficou resolvido e tive conhecimento das suas características, não tive como recusar.

As características são:

- 60000€ por 36 anos

- spread de 3,5%

- finalidade do empréstimo: contrato conexo sem finalidade específica

- Euribor a 6 meses

- TAN: 4,724%

- TAE: 5,672%

- prestação (actual) de 300€

Poderei, a qualquer altura, solicitar uma revisão do contrato a fim de obter uma redução do spread? Ou terei de esperar algum tempo, uma vez que passou pouco mais de um mês desde que foi feita a escritura?

Vou transcrever o que diz o meu contrato a propósito da alteração de spread:

"O Banif, mediante o seu exclusivo critério comercial, e mediante solicitação expressa e comprovação das condições pelo Mutuário, poderá reduzir a título de bonificação o spread ora contratado e supra indicado, pelas percentagens eventualmente previstas na cláusula primeira, caso este contrate algum ou alguns produtos ou serviços aí indicados (Vendas Associadas)".

Acontece que na cláusula primeira, no ponto das vendas associadas, consta 'não aplicável', pelo que deduzo que não haja abertura para negociação do spread. Será assim?

Quando disse que tinha os pagamentos de água, luz, telefone e internet por débito directo, não estava a salientar as despesas em si, mas o facto de já ter estes pagamentos domiciliados no banco, uma vez que estes são os tipos de produtos que os bancos exigem quando fazem alterações de spread: em troca pedem algo, mas eu já lá tenho tudo...

Outra coisa que me preocupa foi o que me disseram no Barclays: que, devido ao facto de estar escriturado 'sem finalidade específica', nunca conseguirei, em caso de transferência, juntar este crédito ao CH e que, pelo mesmo motivo, não teria dedução em IRS. É mesmo assim?

Só procurei o Barclays, porque é o único que conheço e que tem balcões nos Açores que ainda suporta as despesas de transferência.

Haverá algo que possa fazer para melhorar as condições deste crédito complementar e diminuir a prestação mensal?

Obrigada a todos pela atenção.

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Tem disponibilidade para ir investigar na concorrência? Efectue umas simulações e exponha o problema do segundo crédito para ver o que lhe dizem. Provavelmente a concorrência perante a possibilidade de ter um cliente com um CH no valor total de 260 mil euros, não se importará de pagar as despesas de transferência e de lhe oferecerem um spread mais em conta!...

Relativamente a produtos, provavelmente ainda pode aderir a um PPR com entregas mensais de um determinado valor. Pode aderir a seguros (vida e de recheio), mas provavelmente já os tem associado a este CH, embora não os tenha referido.

Mas um factor determinante para lhe baixarem o spread seria a apresentação de simulações da concorrência, com valores melhores do que lhe oferecem nessa entidade bancária.

Se perante estes "argumentos" não forem sensiveis, mude-se para a concorrência se lhe for mais vantajoso!

Portanto, mãos à obra!...  ;)

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Ir à concorrência faz milagres.

Tente BBVA , Caixa Galicia,Popular e Deutch.

Costumam ter condições interessantes.

Leve os seus papéis , para que possam fazer uma simulação exata. Explique o caso desse empréstimo atípico que fez.

Speedbird

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Obrigada pelas sugestões, mas nenhum desses bancos tem balcões em S. Miguel (Açores). Mesmo o Barclays, só recentemente abriu. Os mais frequentes por estes lados, além do Banif (antigo Banco Comercial dos Açores) são a CGD, o BES, o Montepio, o Crédito Agrícola e BPI. Já experimentei o BES, o BPI e a CGD (antes de obter o crédito complementar) e não tinham propostas nada interessantes. No Barclays, deram-me aquelas informações que me assustaram e que tb me fizeram pensar que um cliente como eu não interessa. Daí que até em ameaçar com a concorrência tenho dificuldades. Vou tentar os outros que referi, a ver se têm posições diferentes.

Obrigada e bom domingo.

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