tiopatinhas

Investir 200.000 euros

11 publicações neste tópico

Tenho cerca de 200.000 euros em Certificados de Aforro série B.

Pretendo investir parte ou até mesmo a totalidade desse capital em produtos mais rentáveis.

Não pretendo correr grandes riscos pelo menos para a maior parte do dinheiro a investir.

Metade do capital poderei investir  num prazo superior a 5 anos pelo que já ponderei ir para os Certificados do Tesouro. A outra parte poderei diversificar em produtos a curto ou médiodio prazo.

Agradeço todas as vossas sugestões.

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Para além de certificados de tesouro e para quem não queira correr grandes riscos, aconselho depósitos a prazo a 1 ano (as melhores taxas encontram-se no site economia & finanças ou no money gps) e obrigações da caixa geral de depósitos que se podem comprar no banco big que vencem em maio de 2013 e que têm uma rendibilidade de 6,517 ou as que vencem em fevereiro de 2014 e que rendem 7,17%

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Obrigado pelo seu interesse e pelas sugestões. :)

Só não percebi era que as obrigações CGD eram vendidas pelo Banco Big! importa-se de especificar e se possível colocar o link.

Abraço

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Ok obrigado.

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Olá bom dia.

Na minha opinião voce consultaria pessoalmente alguns balcões da sua região porque na grande maioria das vezes consegue excelentes taxas que não são publicadas, pelo simples motivo que como os bancos querem liquidez para novos recursos fazem taxas bem apelativas só para não perderem o cliente. Conheço um caso assim. Já tem algum tempo uma pessoa que conheço foi a uma instituição bancaria e fez uma pesquisa para determinado montante e ofereceram-lhe 4,... tendo em conta que os depositos que apresentavam nao passavam os 2%.

Penso que me fiz entender

Cumprimentos

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Aprendiz ou Paulo,

Essas obrigações são de taxa fixa e retorno garantido? Ou seja, a taxa apresentada é a taxa bruta aplicável na data de maturidade?

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Essas obrigações são de taxa fixa

Sim. Tanto quanto sei estas obrigações pagam o respectivo cupão até à data de vencimento.

e retorno garantido?

não. se, na data de vencimento, o emissor não tiver guito para pagar, o credor pode ficar "agarrado" parcial ou totalmente. Portanto, o risco de não pagamento é o risco de default do emissor das obrigações.

Existe mt gente neste forum (e na imprensa especializada) que olha para a divida soberana como algo de uma segurança a toda a prova. no entanto a historia mostra que os defaults (parciais ou totais) não são acontecimento raro.

A Alemanha tem defendido várias vezes, nos últimos meses, que os PIIGS devem fazer um default parcial da respectiva divida.

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Aprendiz ou Paulo,

Essas obrigações são de taxa fixa e retorno garantido? Ou seja, a taxa apresentada é a taxa bruta aplicável na data de maturidade?

As taxas que o Aprendiz Financeiro indicou são os Yelds, ou seja, a rendibilidade esperada.

Uma obrigação tem um determinado valor nominal (que representa o dinheiro que ela custou e foi emprestado à entidade que emitiu a obrigação) e uma taxa de cupão, que representa a taxa de juro que será paga (tipicamente todos os anos). A ideia é: todos os anos o emitente vai pagando os juros; quando chega ao fim do prazo devolve o dinheiro inicialmente emprestado (juntamente com o juro desse último ano, claro). O único risco da operação é no caso do emitente abrir falência, que deixe de poder pagar aos seus credores (entre os quais se encontram quem lhe emprestou esse dinheiro).

Ou seja, a taxa é fixa, sim. O retorno é tão garantido quanto a probabilidade de o emitente entrar na bancarrota (se achas que a CGD pode ir à falência antes de 2014, não invistas nessas obrigações).

Quem comprou a Obrigação pode depois vendê-la no mercado secundário. Nos exemplos que o Aprendiz Financeiro deu, o que se passa é que elas estão a ser vendidas abaixo do preço original (ou seja, quem comprou uma obrigação de 50.000€ pode estar agora a vendê-la a 95% do seu preço, por exemplo). Quem compra essa obrigação a 95% do seu preço, vai à mesma ter direito a receber os 50.000€ por cada obrigação no fim. Ou seja, para além da taxa de juro tem ainda uma rentabilidade adicional (motivo pelo qual a taxa de cupão é de 4,375% enquanto que o yeld - o lucro esperado - é de 6,28%)

A única dúvida é saber porque é que alguém estaria disposto a vendê-la abaixo do preço de custo. E para isso há alguns motivos:

* receio de que o emitente não venha a conseguir cumprir com as suas obrigações. Neste caso prefere-se perder os 5% do que o resto do dinheiro

* necessidade de liquidez - precisa-se do dinheiro antes do prazo que se esperava. Nesse caso, vendendo a baixo preço, é mais fácil de conseguir atrair potenciais compradores e consegue-se a liquidez que se precisa para agora

* já se comprou a um preço ainda mais baixo. Por exemplo, se se conseguiu comprar a alguém a 90% e agora se vende a 95% do preço original, só aí estás-se a lucrar, independentemente do que se tenha ganho em juros ou não.

* há outros investimentos mais atractivos - por exemplo, se o emitente lança nova série de obrigações a uma taxa de 5%, quem tenha obrigações a render apenas 2,5% é capaz de considerar perder algum dinheiro com a venda para passar a tirar partido da nova taxa, mais alta.

(A título de curiosidade, é mais ou menos o que se está a passar com a dívida nacional - há muita gente que tem obrigações ou certificados de aforro a taxas baixas e os anda a vender ao desbarato por causa das novas emissões com taxas mais altas, como os certificados do tesouro; ao vender ao desbarato, faz subir as yelds no mercado secundário, logo, se o emitente quiser que os investidores comprem dívida nova, tem que aproximar as taxas de juro das que são praticadas no mercado secundário, senão os investidores vão preferir aquelas yelds mais altas, do que as taxas de juro baixas das novas obrigações)

No site do BIG tem algumas destas explicações, também, vale a pena percorrer os links do lado direito...

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Muito obrigado pelas explicações esclarecedoras e detalhadas!

Uma pergunta mais...as taxas de juro apresentadas são brutas, certo?

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Uma pergunta mais...as taxas de juro apresentadas são brutas, certo?

Certo.

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