vudkaa

NECESSITO DE AJUDA - DECISÃO

12 publicações neste tópico

Exmos. Srs.

Venho por este meio solicitar a vossa ajuda e aconselhamento para a minha situação, uma vez que abordando o assunto com os bancos, sei que eles só têm interesse nos seus produtos e em nada defender/melhor as condições do cliente.

Tenho 25 anos e sou licenciado em Eng. Civil, estando já a trabalhar à 3 anos na área sem nenhum interregno, embora na actual empresa à 2 anos.

Encontro-me portanto efectivo na actual empresa e com um salário líquido de 1.150,00€ + sub. alimentação (pago à factura).

Vivo em união de facto com uma rapariga de 25 anos, Licenciada em Serviço Social e trabalha à cerca de 2 anos numa instituição, com um salário líquido de 800,00€.

Antes de vivermos em união de facto e eu entrar na actual empresa, como na altura não tinha quaisquer encargos comprei um automóvel a leasing, nas seguintes condições:

Valor do Equipamento: 26.998,00 €

Entrada: 4.498,00 €

Valor Residual: 6.749,50€

Tx Nominal: 8,192000%

Resultando uma prestação a 5 anos de aprox. 370 €

Como a vida dá imensas voltas, ao entrar nesta empresa foi-me disponibilizada uma viatura, levando a que esta compra tenha sido inútil. Mesmo assim tenho pago a viatura e a minha cara metade é que tem usufruindo.

Como as casas para arrendar estão a preços altíssimos, eu e a minha cara metade decidimos comprar uma casinha para iniciarmos a nossa vida (Jan09) e vivermos até melhorarmos as nossas condições profissionais, nomeadamente a efectividade.

Assim sendo, procedemos à compra de um pequeno T1 de 1985 remodelado, nas seguintes condições:

(Com a ajuda dos pais de ambos como fiadores)

Valor da Avaliação: 75.000,00 €

Valor de Compra: 73.500,00 €

Montante Empréstimo: 67.950,00€   

Prazo: 480 Meses

Mensalidade: Aprox. 199,0€

Spread: 0,9%

Euribor a 3 Meses

Tx Nominal: 1,638%

TAE: 1,65035

TAER: 2,838%

Agora a minha questão é a seguinte:

Passado um ano e uma vez que estamos a efectivos nos respectivos empregos, decidimos dar um pulo na vida e procurar um T2 / T3 para a vida, como tal temos vindo a pesquisar alguns dentro dos valores de 200.000€.

Uma vez que ainda me faltam 3 anos para terminar de pagar o automóvel, o que me aconselham a fazer?

1 - Pagar 1º o automóvel, e só depois disso permutar este T1 e comprar um T2/T3?

2 - Tentar já junto de algum banco, compilar o crédito do carro com o futuro T2/T3? Se sim, Quanto ficaria +/- a pagar? O carro ficava em meu nome e podia vende-lo quando quiser?

3 - Permutando este T1 com outro T2/T3 poderia ficar com o mesmo spread ou até melhora-lo? (uma vez que já estamos a efectivos e com trabalho certo).

4 - Tentar junto do Vendedor negociar a casa...de modo a pagar o crédito automóvel?...

4 - Agradecia que me dessem dar contactos de pessoas / Bancos que me poderiam ajudar e com melhores condições.

Muito grato com a vossa ajuda,

Melhores Cumprimentos

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Estás a pensar mudar para uma casa de 200k mas não é urgente, és novo e se calhar ainda falta algum tempo para serem pais, portanto, na minha opinião, ainda podes esperar um bocado para dar o pulo, e enquanto esperas pagas primeiro o automóvel.

As casas não encarecem, aliás, com a escassez de recurso a crédito, mais dificuldade têm em arranjar compradores. Para um construtor, casas por vender não pagam dividas. Com sorte ainda reduzem a margem de lucro e fazem uns preços mais apeteciveis.

Ainda por cima, se tentasses permutar agora o imóvel, manter ou melhorar o spread seria muito dificil. Mas nada como simular.

Ou seja, basicamente até poderias fazer o que pensas, estando os 2 efectivos e com fiadores, mas na minha opinião esperava mais um pouco, pelo menos até te livrares da prestação do automovel.

É como tu dizes, a vida dá muitas voltas, quanto mais espaço de manobra tiveres (desafogado) melhor.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Subscrevo completamente os comentários do fsousa.

Os tempos que se avizinham não vão ser fáceis. A possibilidade de perda de emprego de um dia para o outro é algo que não podemos descartar.

Actualmente já contam com a fiança dos vossos pais - possivelmente porque a vossa situação financeira já não era suficiente para na altura em que fizeram o CHabitação, o fazerem  sozinhos (já nessa altura esticaram um pouco a corda).

Esticar a corda ainda mais não me parece aconselhável. Bem sei que não é isto que querias ouvir, porque queremos sempre evoluir para melhor, mas creio que é o que a prudência aconselha.

Por vezes é preferível dar passos mais pequenos mas mais sólidos do que passos maiores que depois nos obriguem a voltar atrás. A situação actual é para "desalavancar" (reduzir o passivo/divida) - é isso que estão a fazer os Bancos e as Empresas que podem - não é altura (na minha opinião) para aumentar endividamento e taxas de esforço relacionadas.

Há ainda um aspecto que independentemente de eu to poder dizer nesta fase da tua vida, tu só o vais apreender verdadeiramente mais tarde (há coisas que apenas o tempo nos mostra o quão verdade são) e que é: "o Crédito Prende-nos". Acumular Credito automovel com credito habitação (de montante consideravel) num contexto económico dificil não só te prende a um trabalho (que hoje podes gostar mas que daqui a 1 ano, se calhar não) como pode transformar-se num peso insuportável. Assim, aquilo que hoje te parece ajudar ao teu bem estar e à vossa felicidade pode vir a jogar contra e a tornar-se insuportavel no futuro. Já para não falar nas fianças existentes dos vossos pais: as fianças que os pais dão aos filhos (fazem-no com toda a boa vontade e para ajudar os filhos) podem correr mal - em caso de dificuldade dos filhos em fazer face às dividas - e colocar também em causa a relação familiar entre pais e filhos; estar a aumentar essa fiança é estar a pedir aos pais ainda mais apoio, o que na minha opinião, não só pode correr mal como não me parece muito justo - porque se calhar os proprios pais não compraram para eles casas de 200 k quando tinham a vossa idade (e alguns nem mesmo depois).

Enfim, são apenas conselhos bem intencionados que espero que tenham valor acrescentado. Caso contrário podes sempre optar por ignorá-los.

Abraço,

sinbad

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

sensatas palavras, as do sinbad: subscrevo a 100%.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Também as subscrevo.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Obrigado pelas rápidas e oportunas respostas ao meu pedido de ajuda.

Creio que vou seguir os Vossos conselhos.

Cumprimentos

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Boa tarde...

sim sem duvida concordo com as opiniões aqui apresentadas.

Mesmo com o carro pago penso que enquanto puder deve ser cauteloso e dar esse passo somente quando considerar que é o momento oportuno. enquanto isso junta mais alguns trocos o que o ajudará certamente na nova aquisição e o valor da divida contraida será também menos.

Continuação

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Sábios conselhos acima apresentados...

Abraço

Speedbird

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

O que eu aconselho sempre é as pessoas durante uns 6 meses tentar por de lado aquilo que estariam dispostos a pagar de prestação para ver como é que se adaptam  a esse nível de compromisso mensal. Como bónus ficam com uma poupança e ficam a saber na prática se a prestação que estavam a pensar pagar é comportável.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites
O que eu aconselho sempre é as pessoas durante uns 6 meses tentar por de lado aquilo que estariam dispostos a pagar de prestação para ver como é que se adaptam  a esse nível de compromisso mensal. Como bónus ficam com uma poupança e ficam a saber na prática se a prestação que estavam a pensar pagar é comportável.

Boa ideia :)

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Salvo a melhor opinião e dado a incerteza (mercado de trabalho e previsível aumento das taxas de juro):

1º Pagar o carro

2º Tentar vender a casa, pagar o empréstimo da mesma e só depois com as mais-valias realizadas entrar para a casa nova.

Não contarir novos empréstimos. Um passo de cada vez.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Salvo a melhor opinião e dado a incerteza (mercado de trabalho e previsível aumento das taxas de juro):

1º Pagar o carro

2º Tentar vender a casa, pagar o empréstimo da mesma e só depois com as mais-valias realizadas entrar para a casa nova.

Não contarir novos empréstimos. Um passo de cada vez.

Não poderia estar mais de acordo. quando pensamos em dar um passo temos de ter certeza absoluta que se irá conseguir suportar todas as despesas inerentes. já diz o ditado Mais vale prevenir que remediar

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Este conteúdo terá de ser aprovador por um moderador

Visitante
Está a comentar como Visitante. Se já se registou, por favor entre com o seu Nome de Utilizador.
Responder a este tópico

×   Colou conteúdo com formatação.   Remove formatting

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor