sombrio

FMI e dinheiro no banco

31 publicações neste tópico

Bom dia. Preciso que me explique uma coisa. Se Portugal for a falência e se o FMI vier para cá corro riscos de perder os depósitos a prazo e o dinheiro que tenho na conta a ordem?

Obrigado pela sua atenção. cumprimentos

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Andei por aí a investigar faz tempo e parece que ninguém tem muita certeza do que se pode passar. Estou para abrir conta no activobank7 para subscrever o depósito start e fico na dúvida sobre o caminho a tomar...

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Também tenho curiosidade em saber????

??? ??? ??? ??? ??? ???

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Mais um curioso....se não houver certezas que venham daí os palpites ::)

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Mais um curioso....se não houver certezas que venham daí os palpites ::)

Eu sou de certeza totalmente contra a intervenção do FMI, mas perdoem-me a franqueza, se eles intervierem é que de certeza a única coisa que está protegida são os investimentos no banco... já que do lado dos impostos, os contribuintes e o Estado vão ficar literalmente a saque! >:(

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Meus caros,

a muito referida vinda do FMI, como agente financiador do governo portugues, nao implica intervençao directa nos bancos a actuar na praça nacional. O governo portugues usa os mercados (agentes investidores) internacionais para obter financiamento para as suas necessidades financeiras. Do mesmo modo que os srs quando fazem um deposito num qualquer banco, e estao a emprestar dinheiro a essa instituiçao, estudam os juros desses depositos mas sempre tendo em atençao a segurança (risco) do depositante. Os srs estao informados que existem bancos a pagar taxas de juro muito mais interessantes do que os bancos onde colocam as suas poupanças, mas no entanto nao confiam nessas instituiçaos, porque o investidor racional quer sempre a melhor relaçao risco/retorno. Ora os investidores destes mercados (nacionais e internacionais) pensam tambem desta forma, e actuam conforme o seu apetite de risco e de necessidades de rentabilidades. Dito isto, quando nao se sentem confortaveis com o risco dos activos onde investem (divida portuguesa neste caso), começam a vender esses activos - quando há mais vendedores que compradores o preço do activo desce, e no caso das obrigaçoes do estado (instrumentos de divida que usam para se financiarem), isso provoca aumentos dos juros (pensem numa obrigacao como deposito num banco que rende juros, mas que pode ser vendido a outras pessoas... ora, se os srs quisessem vender esse deposito a uma terceira pessoa, e essa pessoa tivesse a mesma percepçao de risco que os srs, de certeza que ia oferecer um valor mais baixo pelo deposito... ex: deposito de 10000 euros a render 4% - o deposito era comprado pela terceira parte por 9500 euros - a terceira parte, alem dos juros a 4%, ainda ia receber mais 500 euros no final - ao somar os 500 euros aos 4%, daria concerteza uma rentabilidade maior do que os 4% - ora este é mais ou menos o mecanismo das obrigaçoes). Ora, com o preço da divida a aumentar o estado portugues tera de buscar alternativas de financiamento e é ai que pode entrar o FMI. Empresta mais barato, mas tambem define as regras de gestao (medidas de austeridade, etc). Deste modo, impacto directo sobre os bancos nao devera haver, o unico receio prende-se com o financiamento do BCE... esse sim, se acabar ou começar a ficar mais caro pode provocar danos sobre a banca portuguesa. E aconselho-vos a ver o website www.fgd.pt (Fundo de Garantia de Depositos) e tirarem as vossas ilaçoes. O tamanho do fundo é de mil milhoes e o tamanho de depositos abaixo de 100 mil euros (garantidos pelo fundo) no sistema portugues é de cerca de 30 mil milhoes... isto é quem se estiver a fiar no FGD vai ter azar, porque é tudo politico.... façam as vossas contas e aprendam a ler balancos dos bancos (ja aqui afirmei quais sao os unicos bancos capazes de pagar todos os depositos dos seus clientes em caso de ruptura do sistema bancario - BIG e CCAM)...

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Na revista Exame do mês de Novembro, no suplemento Banca e Negócios vêem os dados que nos permitem perceber quais os bancos mais seguros numa situação dessas. De facto o Tier 1 do Banco BIG é brutal, ronda os 30%  :o

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Com os comentários de cima fico sem saber se o melhor é colocar as poupanças nos bancos ou em certificados de Aforro ou Tesouro, pois se o estado também entrar em incumprimento, lá se vai.

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Gostava de perguntar ao " Aprendiz Financeiro" como estava o indicador do Banco best, pois tenho lá conta e planeava investir algum em DP.

Obrigado.

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johnnyboy exelente post.

Eu tenho a minha massa toda no Santander Totta, o que achas deste banco se acontecer alguma desgraça à economia Portuguesa? É fiável? Pode ir à falência também e eu perder o guito que lá tenho? Será que o Santander Espanhol garante o depósitos? Será melhor levantar tudo e depositar no barclays que é um banco Inglês e não uma subsidiária a operar cá?

Obrigado

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Gostava de perguntar ao " Aprendiz Financeiro" como estava o indicador do Banco best, pois tenho lá conta e planeava investir algum em DP.

Obrigado.

O BEST por pertencer ao grupo BES não tem dados independentes. Também tenho dinheiro no BEST para além do BIG. No entanto, corrijam-me se estiver enganado mas se tivermos fundos de bancos estrangeiros no BEST, a garantia é fundamentalmente do banco emitente. Se estivermos a falar de depósitos, é diferente.

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johnnyboy exelente post.

Eu tenho a minha massa toda no Santander Totta, o que achas deste banco se acontecer alguma desgraça à economia Portuguesa? É fiável? Pode ir à falência também e eu perder o guito que lá tenho? Será que o Santander Espanhol garante o depósitos? Será melhor levantar tudo e depositar no barclays que é um banco Inglês e não uma subsidiária a operar cá?

Obrigado

A garantia é do Santander português,não do espanhol, tal como o Deutsche Bank aliás. No entanto, o Santander é provavelmente o grande banco mais sólido a operar em Portugal, dado o seu tamanho (do Grupo Santander), a percentagem de crédito malparado (baixa) e o Tier 1 superior ao do BES, CGD, BPI ou BCP.

E não, não sou cliente do Santander... mas estou a pensar ser no futuro  :-\ também tenho andado a pensar nestes assuntos ultimamente.  :-[

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Mas então achas que não devo preocupar-me com o Santander Totta? Achas melhor transferir o dinheiro para o barclays que garante os depósitos com o FGD inglês?

Obrigado pela atenção

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Qualquer das duas opções parece-me segura mas não tenho dados sobre o Barclays.

O fundo de garantia de depósitos é mais uma maquilhagem política para acalmar as pessoas do que uma verdadeira garantia pois os montantes não chegariam para toda a gente se houvesse um colapso do sistema financeiro.

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[quote author=radical_pt link=topic=3762.msg30506#msg30506

Eu sou de certeza totalmente contra a intervenção do FMI, mas perdoem-me a franqueza, se eles intervierem é que de certeza a única coisa que está protegida são os investimentos no banco... já que do lado dos impostos, os contribuintes e o Estado vão ficar literalmente a saque! >:(

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Alguem sabe se na grecia com a entrada do FMI as pessoas que tem dinheiro no banco podem mexer nesse dinheiro ou as contas estao congeladas?

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O fundo de garantia de depósitos é mais uma maquilhagem política para acalmar as pessoas do que uma verdadeira garantia pois os montantes não chegariam para toda a gente se houvesse um colapso do sistema financeiro.

O mesmo se pode dizer sobre se todos os clientes de um banco la fossem levantar o seu dinheiro.

No entanto, em ambos os casos, se nao houver dinheiro fica uma divida perante o cidadao. A obrigacao nao se extingue pela falta de dinheiro.

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Alguem sabe se na grecia com a entrada do FMI as pessoas que tem dinheiro no banco podem mexer nesse dinheiro ou as contas estao congeladas?

Enviei um email a um amigo grego que vive em Atenas para responder a minha pergunta e ele respondeu:

Yes we have access to our money in banks (or else i'd be buttraped myself). The only problem is that they are still afraid to give loans to people.
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Alguém me disse que o FMI em Portugal pode criar medidas graves, como reter 5% do nosso dinheiro (sim, o que temos na conta) e que nunca mais o vemos...

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Alguém me disse que o FMI em Portugal pode criar medidas graves, como reter 5% do nosso dinheiro (sim, o que temos na conta) e que nunca mais o vemos...

O FMI pode fazer  o que bem entender, desde que seja legislador português o autorize, legislando nesse sentido e sempre em concordância com a Lei, nomeadamente a "mãe de todas as Leis" a Constituição da República Portuguesa.

Cumprimentos

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johnnyboy exelente post.

Eu tenho a minha massa toda no Santander Totta, o que achas deste banco se acontecer alguma desgraça à economia Portuguesa? É fiável? Pode ir à falência também e eu perder o guito que lá tenho? Será que o Santander Espanhol garante o depósitos? Será melhor levantar tudo e depositar no barclays que é um banco Inglês e não uma subsidiária a operar cá?

Obrigado

Caro Oliv,

no caso de alguma acçao concertada sobre as poupanças dos clientes dos bancos portugueses, todos serao afectados, independentemente do nome da instituiçao (sera algo definido pelo governo)... a probabilidade de um cenario destes é muito baixa... o que nos devera preocupar é uma geraçao hipotecada (nossos filhos) por causa de um conjunto de pessoas que esteve (esta) a frente do nosso sistema finaNceiro (bancarios, reguladores e governantes) E é PREMIADO POR ISSO!!

O tOTTA É UM BOM BANCO...

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Bom tópico!

Esta pergunta está na cabeça de todos os que conheço que têm poupanças nos bancos. Aliás, conheço quem tenha ido todos os dias ao multibanco levantar o máximo permitido. Ao princípio tomei esta atitude por paranóia, mas agora dou por mim a pensar em também ter algum de parte para prevenir algum contra-tempo.

Não é que tenha muito, mas odiava ter restrições impostas ao dinheiro que tanto me custou a poupar..

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Eu gostava que o Pedro Pais viesse aqui dar a sua opiniao.

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nestas ocasiões florescem sempre os piores receios das pessoas, boatos e propagação de falsidades com intuitos malévolos por parte de pessoas ou entidades com interesse nisso - desde entidades financeiras até entidades políticas.

evidentemente que o FMI não vai mandar tirar dinheiro a ninguém, isso seria um roubo: quanto muito poderia ser criado um imposto extraordinário, de emergência, sobre o património - e não apenas sobre o dinheiro pois nesse caso seriam penalizados os cidadãos que tivessem o seu património em dinheiro e beneficiados os que o tivessem sobre outra forma - casas, quintas, obras de arte , ferraris,  etc. o que criaria uma situação de injustiça social geradora, essa sim, dos maiores problemas e convulsões.

Mas não creio que isso se venha a dar - aliás a resposta do "amigo grego" é exacta e repõe as coisas como elas são na realidade: o acesso ao dinheiro torna-se mais dificil, apenas isso, além evidentemente de todas as outras penalizações que já temos (corte de subsidios sociais, corte nos salários, redução da despesa pública, corte nos investimentos públicos etc. etc.etc. )

A mim, pessoalmente, parece-me que (isto falando nos Bancos e não no Estado ) a boa estratégia estará em diversificar as relações bancárias - eu posso dizer que antes da crise tinha 90% do meu dinheiro num só banco e agora tenho uma partição de 60%/40% entre dois bancos, tendo diminuido num e aumentado no outro, e estou a pensar em meter ainda 20 ou 30% num terceiro banco - ou seja, no fundo ao diversificar as relações bancárias penso estar a diminuir o risco associado, embora os bancos com que trabalho sejam grandes bancos e com hipóteses reduzidas (penso eu...) de incumprimento (aliás um deles é a CGD, portanto...este sim, só se o País falir é que deixará de pagar, provavelmente)

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Eu gostava que o Pedro Pais viesse aqui dar a sua opiniao.

Eu tenho estado a olhar para este tópico a ver se consigo dizer alguma coisa útil, mas sinceramente não me ocorre nada, até porque não conheço em detalhe a forma como o FMI costuma intervir, quais as condições para o fazer e quais as restrições a que está sujeito.

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