m.elis

No topo das estatísticas

7 publicações neste tópico

Numa altura em que aparecemos sempre no "andar de baixo" eis umas estatísticas que nos "favorecem":  :)

Os dados do Eurostat sobre os "jovens adultos" na UE, referentes a 2008, revelam que, em Portugal, 47,6 por cento dos homens entre os 25 e os 34 anos e 34,9 por cento das mulheres na mesma faixa etária vivem ainda em casa dos pais, sendo em ambos os casos dos valores mais elevados na União.

No conjunto dos 27 Estados-membros, em média, apenas 19,6 por cento das mulheres e 32 por cento dos homens nessa faixa etária continuam a viver com os pais.

Quanto aos jovens com idades compreendidas entre os 18 e 24 por cento, cerca de 8 em cada 10 mulheres (82,8 por cento) e 9 em cada 10 homens (91,6 por cento) em Portugal ainda vivem com os pais, sendo também neste caso os valores mais elevados que a média comunitária (respectivamente 71 e 81,5 por cento).

http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/Metade+dos+homens+portugueses+entre+os+25+e+34+anos+vive+em+casa+dos+pais.htm

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Eu até tenho tendência para procurar o copo meio cheio, mas em que é que essa estatística nos favorece? Para mim apenas quer dizer que em Portugal se consegue a independência mais tarde que nos outros países (embora não acredito que uma coisa implique necessariamente a outra...)

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Esta estatística não nos favorece em nada. Se reparares bem, até usei o termo entre aspas. Era pura ironia  :)

Motivos para tal acontecer? São inúmeros.....

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Se reparares bem, até usei o termo entre aspas. Era pura ironia  :)

Ok, confesso que me passou despercebido. Assim já faz mais sentido ;)

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acho que devemos resistir à tendência de dizer mal de tudo o que somos ou é nosso: eu não vejo esta questão como muito negativa  e encontro algumas explicações, nomeadamente

a) culturais - o sentido de familia é muito mais arreigado e institucionalizado entre nós e particularmente nos países do sul do que nos países do norte e nos de cultura anglo-saxónica. Nestes últimos os pais "empurram" os filhos porta fora lá pelos seus 18 anos, seja enviando-os para universidades no outro extremo do país seja mandando-os trabalhar e alugar um quarto. Depois é vê-los a tiritar de frio, mal vestidos,  nos metropolitanos, a comer pizzas e outras comidas rápidas embrulhadas em papel pardo, parecendo uns miseráveis. Fazem uma certa pena.

E, nos países ricos (alemanhas, suécias, etc) isso vai ao ponto de o Estado lhes pagar uma mensalidade para estudarem e alugarem casa própria (mas se nós dizemos aqui que o Estado Social está gordo demais certamente não desejamos isso para nós) saindo de casa dos pais. Eu, sinceramente, acho o nosso conceito de familia melhor e mais sólido, mas é uma opinião.

B)económicas evidentemente que não devemos escamotear que com os níveis salariais que se praticam em Portugal muitos jovens já empregados vão-se mantendo enquanto podem afim de poupar dinheiro e porque preferem o "seu quarto" em casa dos pais do que o "quarto alugado" em casa de um estranho e que no fim iria dar ao mesmo - aliás iria ser pior !

Mas actualmente já há, nas cidades, muitos jovens que se juntam em grupos de 3 ou 4 e alugam uma casa partilhando os custos e assim saem da casa paterna, isso hoje já se vê bastante.

Mas há uma estatistica que eu gostaria de ver que era a comparação entre Portugal e os países do Mediterrâneo, e não da UE: aí os valores eram capazes de ser muito mais próximos uns dos outros, penso eu, pois em Itália, Espanha e Grécia p.ex. essa é também uma situação corrente, já para não falar da Turquia, p.ex., que é um país extremamente "jovem" e onde as familias, incluindo os velhos, vivem juntas em muito maior número do que entre nós.

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Eu também não vejo a saída tardia da casa dos pais como muito negativa, mas poderá ser, quando os filhos, apesar de empregados, adultos, vivem à custa dos pais com fracos (ou muitos) recursos. Quando olhamos à nossa volta vemos a toda a hora exemplos desses. Os pais esfolam-se a trabalhar e os filhos poupam para a “ noite”. De quem é a culpa? Talvez dos próprios pais mas também da tal cultura de família tão enraizada. Defendo a responsabilização, a autonomia e a independência. 

Hoje, é difícil a independência, especialmente económica, mas acho que muita gente não luta por ela (para quê? Se os pais não ajudarem, ajuda o tal Estado social). É mais fácil chegar a casa e ter a roupa lavada, a comidinha feita, etc. Pensava eu que toda a gente desejava ter uma “vida sua”, com companhia ou não, mas parece que já não é assim!

Há vários outros factores que explicam essa saída tardia. Os pais, hoje, são mais liberais, logo os filhos já não precisam sair de casa nem pedir autorização para nada. Então para quê sair? A protecção em demasia só faz mal. Temos que preparar os nossos jovens para o mundo real e a caminhar pelos próprios pés.

Vou dar um exemplo. Há dias encontrei uma antiga formanda com um ar muito desgostoso. A razão desse ar foi a colocação na universidade na Covilhã, sendo ela do Norte. Desistiu, nunca tinha estado longe de casa! Claro que não estou a aconselhar ninguém de 18 anos a “sair” de casa. É só um exemplo da falta de autonomia/adaptação, por excessiva protecção dessa tal família.

Não se julgue, pelo meu comentário, que não considero a família importante. É. Mas, recuemos uns anos. Essa tal cultura era, especialmente para as mulheres, castradora, pois que mulher se atrevia a viver sozinha antes de se casar? Era considerada uma doidivanas (para ser simpática no adjectivo). Ainda hoje acontece!

Como em tudo, cada caso é um caso. Eu, que defendo o que escrevi, não gostei nada que a minha filha tivesse saído de casa  :'(  :'(

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sim, eu isso concordo, é mais confortável ter a mesinha posta para jantar em casa da mamã... e a roupinha lavada e engomada! E como hoje basta dizer "no sábado não venho dormir a casa" isso, de facto, contribui para esse fenómeno embora a base da questão esteja, provavelmente, nos tais vencimentos que se praticam hoje mesmo para jovens licenciados. Mas sabe, eu tenho a idade que tenho e ainda hoje qdo. vou ver a minha mãe (90...) ela me vem sempre com um copinho de leite !! Acho que é a maneira de ser das mães portuguesas...!  :D

já a questão da recusa de ir para a Covilhã estudar por ser noutra cidade acho-a um caso extremo e que deve ter poucos aderentes, são casos de "dependência psicológica" extremos tanto dos filhos como dos pais: esses necessitam e facto que os "empurrem" borda fora para se libertarem disso. O problema é que há pais que tb. não o sabem fazer, deve ser um caso desses.

No meu caso os meus dois filhos fizeram ambos um ano de Erasmus no estrangeiro e não morreram embora só tenham abandonado a casa paterna para "viver com a namorada" , mas isso já com $$ por conta deles e diploma na mão...

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