Nina

Comprar casa?

22 publicações neste tópico

Olá a todos

Antes de mais gostaria de felicitar quem teve a excelente ideia de criar este fórum e agradecer a todos os participantes a partilha de informações tão preciosas relativas a "dinheiros", assunto que hoje em dia cada vez mais faz parte das conversas entre família, amigos e desconhecidos ...

Eu gostaria de pedir uma opinião a quem perceba mais do que eu desta história de contrair um crédito habitação: eu e o meu namorado ( os 2 menos de 30 anos ) estamos a pensar comprar casa, vimos uma de que gostamos muito mas esta tem um valor um pouco elevado: 140.000 € :-\.

Ainda não contactamos nenhum banco porque pessimistas julgamos q poderemos estar a dar um passo maior do que a perna, o que me dizem? Temos um rendimento mensal conjunto de 1.700 € e infelizmente só agora acordamos para este objectivo pelo que não temos dinheiro para dar uma entrada ( portanto teríamos de ter 100% do valor de aquisição ), com estes dados podem ajudar-me a colocar os pés assentes na Terra?? ???

Obrigado

Nina

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Nina  :)

Necessitamos de mais algumas informações para a podermos aconselhar melhor, nomeadamente, o valor de avaliação do imóvel. 

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Olá Pipocas  ;D

Pois acontece que não demos esses passos ainda, só estamos ainda na fase de pensar no assunto, mas segundo a vossa opinião profissional ficaríamos a saber se será viável ou não andar com a ideia desta casa para a frente ou se será melhor pensar numa mais barata :'(

Obrigada

Nina

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Neste momento tá muito dificil financiamento a 100% e tudo o que tem uma LTV (relação entre o valor do imovel e o financiamento) acima dos 80% não consegue grandes condições. Mais as despesas que envolve a compra de uma casa, no regime geral dificilmente arranjariam alguma coisa abaixo dos 850€ mês de prestação...

O meu conselho é que juntem algum pelo menos para as despesas e então depois pensem em comprar de preferencia um imovel que por si só já lhes dê um bom LVT ou seja tem de ser uma boa compra ;)

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O meu conselho é que juntem algum pelo menos para as despesas e então depois pensem em comprar de preferencia um imovel que por si só já lhes dê um bom LVT ou seja tem de ser uma boa compra ;)

Palavras sábias.

Contudo não perdem nada em ir (pessoalmente ou on-line) a 2-3-4 bancos e fazer uma simulação, é grátis e ajuda a colocar os pés no chão.

Na minha opinião, k vale o k vale, mais do que 30% do rendimento afecto ao crédito habitação é estar a pedir sarilhos e vcs estão a ir para algo superior a 50%.

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sinceramente e não sendo preciso ser um expert na matéria, voçes ate podem comprar uma casa mas tem que ser de um valor bem inferior a essa. Já pensaram em adquirir uma usada? A nivel de construção são bem mais fiaveis do que as novas com todas as suas "mariquiçes" e conseguem ficar dentro do vosso orçamento familiar.

140000,00 para quem tem um rendimento global familiar de 1700 euros acho um absurdo. Pense que com esse ordenado não consegue suportar a renda nem despesas restantes inerentes a casa. o ideial é comprar uma casa em que o ordenado de um consiga suportar a maior parte das despesas conjuntas. O outro seria uma tabua de salvação.

Pense que com a instabilidade que se vive e com o desemprego que existe, se um dos dois deixar de trabalhar , o ordenado de apenas 1 não suporta definitivamente o custo da casa de 140000,00.

Regras fundamental da poupança e da independencia financeira, não viver acima das possibilidades é meio caminho andado para não ficar com a corda ao pescoço.

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Nina,

Uma vez que o capital disponível não é muito, não é a melhor altura para comprar casa. O acto de comprar uma casa envolve muitas despesas (impostos, comisões ao banco, escritura, etc) que requerem uma dose considerável de dinheiro à partida (qualquer simulação de empréstimo num banco tem por obrigação dar-te uma ideia da ordem de grandeza destes valores).

Se tiverdes essa possibilidade continuai a viver como agora. Se quiserdes mesmo arranjar um canto vosso então considerem seriamente a hipótese de alugar arrendar a casa. Dá muito menos trabalho, tem menos encargos iniciais e a renda também é tipicamente um pouco mais baixa que a prestação de um empréstimo bancário. Quando daqui por uns anos tiverdes dinheiro de lado para avançar com a compra de uma casa também não tens o problema de ter que vender a casa que comprasses agora para conseguir financiar a próxima.

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mas assim tb perdeu dinheiro com a renda, as rendas não são nada baratas e com um orçamento baixo mais vale pagar uma prestação dum empréstimo

nem q efectue uma compra mais amena agora, numa casa usada mais modesta, como mencionaram já, com uma componente de empréstimo mais virada para a venda daqui a 2-4 anos, ou seja, levando uma prestação amena, para q não perca dinheiro e possa vendê-la nessa altura para juntar aos ganhos e então se assim o entender investir nessa de 140K€ ou numa maior quem sabe :), perderá muito menos e o investimento não é em vão

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Olá,

Não esquecer tambem que a somar o custo fixo da prestação tambem têm que somar o valor do condomínio que pode ter um valor muito grande logo menos dinheiro disponível no fim do mês. E quem tem casa quer mobília... etc. Não digo que devam desistir da compra só que devem fazer umas simulações nos bancos para terem uma ideia do que podem comportar. Depois, poupar e estipular um prazo para determinado objectivo e continuar a procurar apartamentos dentro dos valores que podem pagar. Nunca se sabe quando se encontra uma boa oportunidade ;)

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mas assim tb perdeu dinheiro com a renda, as rendas não são nada baratas e com um orçamento baixo mais vale pagar uma prestação dum empréstimo

nem q efectue uma compra mais amena agora, numa casa usada mais modesta, como mencionaram já, com uma componente de empréstimo mais virada para a venda daqui a 2-4 anos, ou seja, levando uma prestação amena, para q não perca dinheiro e possa vendê-la nessa altura para juntar aos ganhos e então se assim o entender investir nessa de 140K€ ou numa maior quem sabe :), perderá muito menos e o investimento não é em vão

Podes corroborar o teu comentário com valores? Dizes que perderá muito menos, quão menos?

Cenário 1: Compro uma casa de 100 000€ pedindo o total do dinheiro ao banco. Segundo uma simulação feita num banco ao calhas, os encargos iniciais (impostos, escritura e comissões bancárias) ascendem a cerca de 2400€ (assumamos que eu tenho este dinheiro disponível e não o acrescento ao valor pedido, como muita gente faz). Num empréstimo a 30 anos fico com uma prestação de 642€. Como no início o que pago é quase só juros e pouco de amortização não me espantei quando vi que ao fim de 2 anos o capital em dívida era mais de 97 700€ (apesar de já ter pago 17 800€ - 2 anos de prestações + encargos iniciais) e ao fim de 4 anos ainda devo 95 200€ (tendo já pago 33 216€).

Cenário 2: Compro a mesma casa mas com um empréstimo a 50 anos, que hoje em dia também andam em voga. Os encargos iniciais são idênticos mas a prestação agora é de 576€. Ao fim de 2 anos já paguei 16 200€ (devendo ainda 99 470€) e ao fim de 4 anos o total pago ascende a mais de 30 000€ (devendo ainda 98 860€)

Cenário 3: Alugo a casa. Assumamos que o valor da renda é apenas 10% mais baixo que a prestação do crédito no cenário anterior. Ao fim de 2 anos paguei menos de 12 500€ de renda; ao fim de 4 anos paguei 24 900€ de renda. Entretanto, e porque quero poupar para quando puder comprar casa, pus os tais 2400€ que tinha (e não gastei nos encargos iniciais com a compra da casa) a render num depósito a prazo.

Agora se de repente eu quiser vender / deixar a casa para comprar uma casa nova tenho que fazer contas. Nos cenários 1 e 2 vou assumir que até consigo vender a casa por 105 000€ (o que é difícil - a maior parte das pessoas que vende casa ao fim de 2 anos já se teria dado por muito contente com este "rendimento" - na maior parte dos casos vendem pelo mesmo valor ou mais barato ainda!).

Cenário 1: vendendo ao fim de 2 anos, pego nos 105 000€ para pagar o que devo ao banco e sobram-me 7300€ para juntar à entrada da casa nova. Se fosse ao fim de 4 anos teria quase 10 000€.

Cenário 2: vendendo ao fim de 2 anos sobram-me pouco mais de 5500€. Ao fim de 4 anos sobram-me cerca de 6140€. Como até paguei menos de prestações, posso considerar que fui amealhando esse dinheiro e devo acrescentar esta mais-valia. Fico assim com 7100€ ao fim de 2 anos (mais 1600€) e ao fim de 4 anos fico com um total de 9350€.

Cenário 3: não tenho nada para vender. Entretanto, os 2400€ transformaram-se em 2635€ e ao fim de 4 em cerca de 2900€. Comparando com o cenário 1 poupei na "prestação" 5300€ nos 2 primeiros anos e 8300€ em 4 anos. Somando tudo dá-me uma liquidez de 7700€ ao fim de 2 anos e quase 11 000€ em 4 anos.

Ou seja, nestes cenários, perde-se menos dinheiro arrendando que comprando a casa. Claro que o valor da renda podia ser muito mais próximo do valor da prestação do empréstimo e as contas talvez já saíssem ao contrário. A renda é actualizada com a inflação e a prestação do crédito flutua ao sabor da Euribor. E tirei os dados de uma simulação, uma negociação dos valores do spread talvez levasse a valores de prestação mais baixos.

Mas é preciso não esquecer de quantificar o custo de vender a casa ao fim de 2-4 anos (vender uma casa gasta muito tempo, pelo menos - ou então há dinheiro a pagar a alguém para gastar esse tempo por nós), sobretudo de fazer coincidir essa venda com a compra da outra casa para termos o dinheiro disponível (senão tens que entrar com o custo de pagar 2 empréstimos ao mesmo tempo durante algum tempo). Tipicamente esta venda "à pressa" dá direito a maus negócios...

E os eventuais custos com pequenas reparações e obras que numa casa arrendada ficam a cargo do senhorio, numa casa comprada ficam por tua conta...

Não quero defender o arrendamento em detrimento da compra, cada caso é um caso. Só quero realçar que as contas devem ser bem feitas à partida, não me tentem convencer com afirmações deste género sem as sustentar com números ;)

Agora, a solução mais barata, sem dúvida nenhuma, é continuar a viver na casa dos pais (se for o caso) durante mais uns tempos e ir amealhando tanto quanto possível. Repara que em por ano se poupa mais de 6000€ em rendas / prestações ;)

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Cenário 3: não tenho nada para vender. Entretanto, os 2400€ transformaram-se em 2635€ e ao fim de 4 em cerca de 2900€. Comparando com o cenário 1 poupei na "prestação" 5300€ nos 2 primeiros anos e 8300€ em 4 anos. Somando tudo dá-me uma liquidez de 7700€ ao fim de 2 anos e quase 11 000€ em 4 anos.

Acho que me enganei nas contas >:( Nos cenários 1 e 2 os custos incluem os 2400 iniciais e depois fiz a diferença para esses valores. Os valores correctos seriam:

Cenário 3: não tenho nada para vender. Entretanto, os 2400€ transformaram-se em 2635€ e ao fim de 4 em cerca de 2900€. Comparando com o cenário 1 poupei na "prestação" 2900€ nos 2 primeiros anos e 5900€ em 4 anos. Somando tudo dá-me uma liquidez de 5300€ ao fim de 2 anos e quase 8600€ em 4 anos.

Ou seja, com estas condições o arrendamento acabava por sair mais caro. Mas todas as outras considerações que fiz a seguir continuam a ser válidas e, para além dos casos em que eventualmente o arrendamento saíse mais "barato" há também os factores que não se podem quantificar facilmente e devem ser tidos em conta...

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Mas todas as outras considerações que fiz a seguir continuam a ser válidas e, para além dos casos em que eventualmente o arrendamento saíse mais "barato" há também os factores que não se podem quantificar facilmente e devem ser tidos em conta...

Excelente trabalho com conclusões muito acertadas. ;)

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Nina  :)

Necessitamos de mais algumas informações para a podermos aconselhar melhor, nomeadamente, o valor de avaliação do imóvel. 

Eu comprei andar e depois vivenda e posso vos garantir que estou arrependido porque nos dias de hoje e em termos futuros é um pessimo negocio, sò quem não sabe ou, não tem conhecimento das contas que vai ter que pagar,se por um lado compra uma casa para os filhos por outro é altamente perigoso com o inconstante emprego que leva a mudar de casa ,para não falar no excesso de casas que existe no mercado tal como se prevê daqui a vinte anos sejamos menos tres milhões e por conseguinte um excesso de casas no mercado que gera a queda dos preços das casas e facilitará o arrendamento, e para finalizar a contribuição autarquica e os respectivos custos de manutenção do imovel.
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Peço desculpa por aproveitar este tópico também para pedir

opinião sobre a minha situação em particular, mas acho que tem

muito a ver com o que se tem estado a discutir por aqui.

Tal como o autor do tópico, estou a pensar não em comprar mas em

iniciar o processo de construção de uma vivenda.

Já possuo o terreno, o qual tem todas as condições para se poder

construir de imediato, pelo que penso apenas contrair um crédito para

poder completar a construção da casa, sendo que posso dar

de entrada cerca de 40.000 €.

Não preciso de uma vivenda muito grande, e não pretendo exceder a

area bruta de construção de 200m2 repartidos por 2 pisos.

Actualmente vivo numa casa que embora não sendo minha, não tenho

encargos com ela pois é uma casa dos meus pais da qual nao necessitam.

Temos um rendimento conjunto de cerca de 2600 € e visto que a construção

de uma vivenda com as caracteristicas que falei dificilmente me ficará em menos

de 150.000 €, pretendo contrair um crédito para construção de cerca de 100.000 €

a 35 anos.

Em termos puramente financeiros, a melhor opção seria provavelmente vender o terreno,

utilizar o valor do mesmo somado aos 40.000 € que podia dispor para dar de entrada

para um T3 novo, ficando provavelmente com menores encargos mensais, mas

sempre preferi viver numa vivenda pela maior qualidade de vida que pode proporcionar,

mas tenho consciência que a mesma irá ser um passivo, pois não pretendo vendê-la e que os

custos de manutenção + impostos serão superiores aos de um apartamento.

Gostaria de conhecer as vossas opiniões sobre o cenário acima e o que fariam

numa situação semelhante.

Obrigado.

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Tal como o autor do tópico, estou a pensar não em comprar mas em

iniciar o processo de construção de uma vivenda.

Podes começar por ler outros tópicos onde se fala em empréstimos para construção da casa:

http://www.pedropais.com/forum/index.php/topic,367.0.html

http://www.pedropais.com/forum/index.php/topic,45.0.html

http://www.pedropais.com/forum/index.php/topic,315.0.html

Sugiro-te também a consulta de um outro fórum - http://forumdacasa.com/ - onde encontras alguns tópicos sobre pessoas que se lançaram a construir a própria casa.

Em termos puramente financeiros, a melhor opção seria provavelmente vender o terreno,

utilizar o valor do mesmo somado aos 40.000 € que podia dispor para dar de entrada

para um T3 novo, ficando provavelmente com menores encargos mensais, mas

sempre preferi viver numa vivenda pela maior qualidade de vida que pode proporcionar,

mas tenho consciência que a mesma irá ser um passivo, pois não pretendo vendê-la e que os

custos de manutenção + impostos serão superiores aos de um apartamento.

Gostaria de conhecer as vossas opiniões sobre o cenário acima e o que fariam

numa situação semelhante.

A construção de uma vivenda pode-te ficar bem mais barata que a compra de um apartamento, pelo que não sei se seria assim tão mais vantajoso em termos financeiros. E, se é verdade que as despesas são outras (e num apartamento não são tão poucas como possa parecer à primeira vista - a mensalidade do condomínio não dá para tudo), também tens outras regalias - podes plantar uma horta, por exemplo, e poupar no supermercado ;)

Não percebo muito de créditos de obras. Pelo que fui lendo nos tópicos que referi, o dinheiro vai-te sendo entregue à medida que a obra avança. Com um rendimento desses acho que não terás dificuldade em negociar boas condições para o empréstimo que referes. Mas sempre fiquei com ideia que os créditos para obras dão mais "luta" que os simples créditos para aquisição.

O que interessa mais é que consigas suportar o encargo do pagamento do empréstimo e, com esse rendimento, não me parece que te seja dificil, mesmo antes dos 35 anos (com algumas amortizações antecipadas).

Portanto, se o teu sonho de vida passa por construir a tua casa e tens capacidade para isso, força!

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Bela conversa  :)

Eu até ia intervir mais cedo mas a (excelente) intervenção do Pauloaguia colocou aqui todos os argumentos que eu iria utilizar e ainda por cima com números, hipóteses e cenários! ;)

Daí que o que eu penso acerca deste assunto é exactamente o que o Pauloaguia tem aqui exposto.

Só queira, no entanto, verter para aqui a minha experiência pessoal. Estou a viver num T2+1 arrendado e pago 257,50€ no centro da cidade. Fiz as simulações e, para crédito à habitação, a prestação mensal nunca me ficaria por menos de 600 e qualquer coisa euros.

Assim, poupo o diferencial e invisto-o. Com isto, o meu objectivo é o de, ao fim de 10 anos, ter dinheiro suficiente para pagar a pronto mais de 50% do valor do imóvel.

Aproveito ainda para dar mais um subsídio a esta conversa.

Pergunta-se, qual é a utilidade em si de uma casa?

É, apenas e só, o de dar um tecto para vivermos debaixo dele. Assim, tanto faz que seja nossa propriedade ou não.

Mais uma que acho que já foi dito/escrito: Enquanto o valor patrimonial tributário para efeitos de IMI está a subir por causa das avaliações das finanças (avaliações feitas às modas deles) o seu valor de mercado está a baixar e vai baixar ainda mais!

Assim, não é assim tão líquido que podemos vender a casa ao fim de alguns anos e ganhar dinheiro com isso.

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Eu acho que a melhor opçao é comprarem uma casa mais barata.

Com esses valores, duvido que consigam o emprestimo a 100%, e com um emprestimo mais baixo e com fiadores, com certeza que conseguem os 100% de financiamento. Nós conseguimos.

A terem em conta as despesas inerente à compra e á "montagem" de uma casa (mobilias, etc.). A minha experiencia como jovem proprietaria (comprei a minha primeira casa aos 20 anos) é que nao nos devemos "endividar" à justa... ou seja, do orçamento familiar mensal, deve sempre sobrar para eventuais gastos, novos projectos, etc.

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Olá a todos e antes de mais muito obrigado por todos os vossos comentários, sugestões, alertas, enfim...

Nós efectivamente já estávamos conscientes desta realidade mas, e sem querer fazer perder o vosso tempo, sabe sempre bem ouvir opiniões alheias.

Estamos então a poupar ao máximo para quando se proporcionar investirmos numa casa, o que temos vindo a fazer nestes últimos anos é gastar em viagens, agora temos de nos conter mais.

Obrigado a todos, sejam felizes ... ;D

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Cenário 1: Compro uma casa de 100 000€ pedindo o total do dinheiro ao banco. Segundo uma simulação feita num banco ao calhas, os encargos iniciais (impostos, escritura e comissões bancárias) ascendem a cerca de 2400€ (assumamos que eu tenho este dinheiro disponível e não o acrescento ao valor pedido, como muita gente faz). Num empréstimo a 30 anos fico com uma prestação de 642€. Como no início o que pago é quase só juros e pouco de amortização não me espantei quando vi que ao fim de 2 anos o capital em dívida era mais de 97 700€ (apesar de já ter pago 17 800€ - 2 anos de prestações + encargos iniciais) e ao fim de 4 anos ainda devo 95 200€ (tendo já pago 33 216€).

Olá a todos.

Alguém me pode dizer como é que se determina quanto é o capital em dívida ao fim dos 2 anos, como fez o Paulo neste cenário? Em particular gostava de saber como é que se sabe quanto da prestação que se paga é que vai para juros ou para amortização consoante a altura em que se está a pagar a prestação (primeiro ano, segundo ano, etc).

Desde já obrigado!

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Alguém me pode dizer como é que se determina quanto é o capital em dívida ao fim dos 2 anos, como fez o Paulo neste cenário? Em particular gostava de saber como é que se sabe quanto da prestação que se paga é que vai para juros ou para amortização consoante a altura em que se está a pagar a prestação (primeiro ano, segundo ano, etc).

http://www.pedropais.com/utilidades/mapa-de-juros/

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Viva!

Obrigado pelo link, é muito útil. Os bancos regem-se todos por esta metodologia de pagamento? É uma linda forma de "forçar" as pessoas a manterem o empréstimo depois de o fazerem, uma vez que a amortização no início é quase nula :P

Entretanto encontrei este link que explica como é que estas contas são feitas:

http://www.s-anand.net/How_to_calculate_principal_repayment.html

Abraço,

JP

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Os bancos regem-se todos por esta metodologia de pagamento? É uma linda forma de "forçar" as pessoas a manterem o empréstimo depois de o fazerem, uma vez que a amortização no início é quase nula :P

Este é o chamado método das prestações constantes e é o mais frequententemente usado. A ideia é que, se a taxa não variar, pagas sempre o mesmo ao longo da vida do empréstimo.

Se reparares faz todo o sentido:

* No início deves 100.000€; Se a taxa mensal for de, digamos, 0,4%, deves ao banco 400€ de juros ao fim do mês.

* A meio do empréstimo digamos que já deves 60.000€. Os mesmos 0,4% correspondem a 240€.

Para a prestação ser constante, e como a parcela referente aos juros não o é, o valor da amortização tem que ser variável - tanto maior quanto menos deveres e menor for a parcela dos juros...

A alternativa, num sistema em que a parcela de amortização fosse constante por exemplo, seria ter prestações decrescentes (pois o juro vai descendo com o tempo). Mas quem é que que começar a pagar prestações que valem quase o dobro logo no início do empréstimo quando tipicamente tem as despesas com a mudança, mobília, etc?

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