hsfarao

Principais medidas para o OE 2011 e reforço da execução orçamental de 2010

56 publicações neste tópico

O objectivo deste tópico é que cada um acrescente pelo menos uma medida às que vão ser implementadas (ver em baixo), sem estar a divagar/criticar as apresentadas pelo governo. Ou seja ver "a coisa" pelo lado construtivo e não no "bota abaixo".

No final, quem sabe, enviamos as nossas próprias medidas à Assembleia da Republica.

Ministério das Finanças e da Administração Pública

Gabinete do Ministro de Estado e das Finanças

Principais Medidas para o Orçamento do Estado para 2011 e para reforço da execução orçamental de 2010

O Governo aprovou hoje em Conselho de Ministros um conjunto de medidas adicionais de consolidação orçamental, em que se baseará a proposta de Orçamento do Estado para 2011. Algumas delas serão antecipadas para reforçar a execução orçamental de 2010.

É assim reafirmado, com medidas concretas, o total empenhamento do governo português em atingir os compromissos assumidos, em matéria de metas para as finanças públicas em 2010 e 2011, respectivamente de 7,3% e 4,6% do PIB para o défice orçamental.

Estas medidas representam um esforço adicional no sentido de assegurar o equilíbrio das contas públicas, essencial para defender a credibilidade internacional do País e, assim, garantir o regular financiamento da economia portuguesa bem como a sustentabilidade das políticas sociais.

A proposta a apresentar pelo Governo para o Orçamento do Estado para 2011 materializará um conjunto de medidas (as principais são quantificadas no Quadro anexo) que se concentram principalmente na redução da despesa (2% do PIB).

Atendendo a que se trata de um esforço de ajustamento orçamental muito exigente, estas medidas serão complementadas com medidas de aumento da receita, quer no que respeita à despesa fiscal (como já previsto no Programa de Estabilidade e Crescimento), quer no que respeita ao aumento da receita fiscal e não fiscal. A componente fiscal destas medidas representará aproximadamente 1% do PIB.

Para a redução da despesa, em 2011, o Governo decidiu:

Reduzir os salários dos órgãos de soberania e da Administração Pública, incluindo institutos públicos, entidades reguladoras e empresas públicas. Esta redução é progressiva e abrangerá apenas as remunerações totais acima de 1500 euros por mês. Incidirá sobre o total de salários e todas as remunerações acessórias dos trabalhadores, independentemente da natureza do seu vínculo. Com a aplicação de um sistema progressivo de taxas de redução a partir daquele limiar, obter-se-á uma redução global de 5% nas remunerações;

Congelar as pensões;

Congelar as promoções e progressões na função pública;

Congelar as admissões e reduzir o número de contratados;

Reduzir as ajudas de custo, horas extraordinárias e acumulação de funções, eliminando a acumulação de vencimentos públicos com pensões do sistema público de aposentação;

Reduzir as despesas no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente com medicamentos e meios complementares de diagnóstico;

Reduzir os encargos da ADSE;

Reduzir em 20% as despesas com o Rendimento Social de Inserção;

Eliminar o aumento extraordinário de 25% do abono de família nos 1. º e 2.º  escalões e eliminar os 4.º e 5.º escalões desta prestação;

Reduzir as transferências do Estado para o Ensino e sub-setores da Administração: Autarquias e Regiões Autónomas, Serviços e Fundos Autónomos;

Reduzir as despesas no âmbito do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC);

Reduzir as despesas com indemnizações compensatórias e subsídios às empresas;

Reduzir em 20% as despesas com a frota automóvel do Estado;

Extinguir/fundir organismos da Administração Pública directa e indirecta;

Reorganizar e racionalizar o Setor Empresarial do Estado reduzindo o número de entidades e o número de cargos dirigentes.

No que respeita ao reforço da receita em 2011:

Redução da despesa fiscal Revisão das deduções à colecta do IRS (já previsto no PEC);

Revisão dos benefícios fiscais para pessoas coletivas;

Convergência da tributação dos rendimentos da categoria H com regime de tributação da categoria A (já previsto no PEC);

Aumento da receita fiscal

Aumento da taxa normal do IVA em 2pp.;

Revisão das tabelas anexas ao Código do IVA;

Imposição de uma contribuição ao sistema financeiro em linha com a iniciativa em curso no seio da União Europeia;

Aumento da receita contributiva

Aumento em 1 pp da contribuição dos trabalhadores para a CGA, alinhando com a taxa de contribuição para a Segurança Social.

Código contributivo (já previsto no PEC).

Aumento de outra receita não fiscal

Revisão geral do sistema de taxas, multas e penalidades no sentido da actualização dos seus valores e do reforço da sua fundamentação jurídico-económica.

Outras receitas não fiscais previsíveis resultantes de concessões várias: jogos, explorações hídricas e telecomunicações.

Relativamente a 2010, o compromisso firme de alcance da meta orçamental do défice de 7,3% do PIB é reforçado através de várias medidas.

Por um lado, a despesa extraordinária relativa à aquisição dos submarinos (contrato celebrado em 2004) e a execução abaixo do previsto da receita não fiscal serão compensadas pela receita extraordinária decorrente da transferência de planos de pensões da Portugal Telecom para o Estado.

Por outro lado, de forma a salvaguardar os riscos da execução orçamental até ao final do ano, antecipam-se, já para 2010, as seguintes medidas entre as acima elencadas para 2011:

Eliminar o aumento extraordinário de 25% do abono de família nos 1.º e 2.º escalões e eliminação dos 4.º e 5.º escalões desta prestação;

Reduzir as ajudas de custo, horas extraordinárias e acumulação de funções, eliminando a acumulação de vencimentos públicos com pensões do sistema público de aposentação;

Reduzir as despesas com medicamentos e meios complementares de diagnóstico no âmbito do SNS e redução dos encargos com a ADSE;

Congelar as admissões e reduzir o número de contratados;

Reduzir as despesas de investimento;

Aumentar as taxas em vários serviços públicos designadamente nos setores da justiça e da administração interna;

Aumentar em 1 p.p. a contribuição dos trabalhadores para a CGA.

Principais Medidas de Consolidação Orçamental - OE 2011

Redução das despesas com prestações sociais (Segurança Social e ADSE)

Congelamento das pensões em 2011

Redução em 20% nas despesas com o Rendimento Social de Inserção

Eliminação do aumento extraordinário de 25% do abono de família nos 1.º e 2.º escalões e eliminação dos 4.º e 5.º escalões desta prestação

Redução dos encargos da ADSE

Redução das despesas no âmbito do Serviço Nacional de Saúde

Redução das transferências do Estado para outros sub-setores da Administração

Redução das despesas no âmbito do PIDDAC

Outras medidas de redução de despesa

Redução das despesas com indemnizações compensatórias e subsídios às empresas

Extinção/fusão de organismos da Administração Pública directa e indirecta

Implementação de um plano de reorganização e racionalização do SEE

Aumento da Receita Fiscal

Redução da despesa fiscal

Alteração do sistema de deduções e de benefícios fiscais no âmbito do IRS (já prevista no PEC)

Revisão dos benefícios fiscais para pessoas coletivas

Convergência da tributação dos rendimentos da categoria H com o regime de tributação da categoria A (já prevista no PEC)

Aumento da receita fiscal

Aumento de 2 p.p. da taxa normal de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA)

Revisão das tabelas anexas ao Código do IVA

Imposição de uma contribuição ao sistema financeiro em linha com a iniciativa em curso na UE

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

A minha medida é: que as pensões não fiquem só pelo congelamento mas que sejam reduzidas nos mesmos moldes do proposto para os ordenados (3,5% a 10,00%).

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

A minha medida é: que as pensões não fiquem só pelo congelamento mas que sejam reduzidas nos mesmos moldes do proposto para os ordenados (3,5% a 10,00%).

Concordo.

E o aumento do iva vai trazer mais pobreza,e o endividamento vai subir.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

A melhor parte foi mesmo o anuncio:

"Agora chegou o momento de agir..."

Este Sr. vive em que pais? Com tantos institutos e fundações a viver á custa do estado e vai aumentar os impostos? E só agora é que chegou ao momento de agir quando já em Maio andou assinar documentos em como ia baixar o peso do estado e em vez disso aumentou? Redução de só 20% na troca de grandes maquinas(BMW, Mercedes...)... :-[

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

A minha proposta é a seguinte: extingam os Governos Civis, já que actualmente não se justifica a sua existência e não servem para praticamente nada, excepto para lá colocar os familiares, amigos ... e amigos dos amigos.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Redução do número de deputados (só terá efeito a partir de 2013, depois das próximas eleições, mas até vem a tempo de compensar a retirada de algumas destas medidas).

Implementação do conceito de "orçamentos participativos" onde em vez da câmara ou da junta simplesmente decidir e aprovar o orçamento, a população pode ter acesso e comentar o mesmo antes da sua aprovação (de preferência através da internet, aberto a todos). Esta implica algum investimento no sistema que suportasse isto (quem é que tem paciência para ler um PDF de dezenas de páginas? Quer-se é saltar logo para as rubricas que interessam a cada um; que apareçam logo as comparações com os anos anteriores, quer do orçamentado quer do executado; etc) mas acho que seria muito rapidamente amortizado.

No limite isto poderia aplicar-se ao próprio orçamento de estado.

Aplicação aos bancos das taxas normais de IRC que são aplicadas a todas as outras empresas, em vez de criar apenas um imposto temporário.

Suspensão do pagamento dos prémios de desempenho sempre que houver derrapagem orçamental (em todas as empresas onde trabalhei, só havia prémio se a empresa tivesse lucros e em função dos resultados da mesma).

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Definição de linhas orientadoras para a médio / longo prazo (5 / 20 anos) para os grandes projectos e para as áreas onde investir.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

atacar os pensionistas neste momento de crise é um erro em que não devemos cair. Falo das pensões de regimes contributivos. Porquê?

1º - as pensões resultam de uma fórmula de cálculo que por sua vez resulta da carreira contributiva e dos descontos efectuados ao longo dela: não são uma esmola, são um direito para o qual o pensionista descontou toda a vida

2º - as pensões foram muito recentemente penalizadas ao equiparar-se a dedução especifica da categoria H do IRS à da categoria A - isso significou uma diminuição acentuada do valor liquido recebido pelos pensionistas

3º - as pensões são - sempre - actualizadas anualmente em muito menor % do que os salários dos trabalhadores do activo e em valores sempre abaixo da inflação, o que sendo razoavelmente justo se em valores ponderados,  provoca uma acentuada degradação das pensões ao longo dos anos, o que não acontece com os salários, normalmente, ou acontece em muito menor grau

4º - os pensionistas que maiores pensões têm são aqueles que, ao longo da vida, "alimentaram" o sistema com os mais altos valores dos seus descontos para a SSocial - essa a razão porque o Partido Comunista Português e o Bloco de Esquerda, p.ex., sempre se opuseram ao chamado plafonamento das pensões - porque fazem contas e sabem quem alimenta o sistema e paga as pensões dos regimes não-contributivos e dos pensionistas de baixas pensões. Um pensionista que tenha, p.ex., 4000 ou 5000 euros de reforma descontou enormemente ao longo de 35, 36 ou 40 anos de trabalho e merece inteiramente que a sua pensão, calculada segundo as fórmulas vigentes ( já revistas no sentido da diminuição do valor da pensão na última restruturação do sistema de ssocial, há três anos, com os votos favoráveis do PS, PSD e CDS).

Evidentemente que as pensões politicas deveriam ser revistas, aliás deveriam acabar equiparando os anos de descontos em cargos politicos ou públicos a quaisquer outros, como qualquer trabalhador.

Eu penso que neste momento de crise e de aperto de cinto será muito negativo que as pessoas comecem a "disparar" umas contra as outras e a focar a sua atenção naqueles que julgam mais fracos: os pensionistas de regimes contributivos - onde estarei daqui a 4,5 anos - merecem a pensão que têm desde que tenham entregue à Seg. Social os respectivos descontos ao longo dos anos e se alguém tentar tirar-lha isso é um roubo. Ou então devolvam-lhes o dinheiro. Acho que é tão simples como isto, é a minha opinião.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Eu gostava muito de ver as habitações verdadeiramente avaliadas.

Quando existe uma compra/venda o imovel é reavaliado.

Agora, quantas casas não são avaliadas ha anos e decadas?

No prédio onde estou existem diferenças enormes, entre apartamentos iguais.

É certo que algumas pessoas teriam claras dificuldades em pagar os valores reais, mas seria uma medida justa e real, com isto também se iria aproximar o valor tributário do valor das imobiliárias.

--------------------------------------------------

Outra medida prende-se com as pessoas que não cobram os ivas nos seus trabalhos: pintores, canalizadores, e por aí fora...

como se apanham? facil... pelo ditado: pela boca morre o peixe  :o

um exemplo:

A Tv Cabo para descobrir clientes fraudulentos telefone para casa do cliente, para saber da sua satisfação, e qualquer pessoa da casa pode responder, geralmente a pessoa menos preparada: um miudo, um idoso, a empregada...

uma pergunta simples: Tem o canal 1? e o 4? depois o 44 (canal em principio bloqueado)? e o 87(bloqueado também)?

se os tem todos existe fraude, basta ir lá fazer uma visita pessoalmente  ::)

A taxa de sucesso do método é quase 100%

Em termos dos pintores e por aí fora, basta simular um contrato de qualquer trabalho, por telefone ou até pessoalmente, caem que nem patos ....

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

eu sugiro que se acabem com este tipo de tretas que nos custam milhões de euros - se considerado o país todo, ilhas inclusive - a todos nós, p.ex. : quem as quiser que vede o recinto e faça pagar bilhetes, tão simples como isso.

Este é o tipo de coisa que todos (os partidos politicos) falam, falam, falam mas não fazem nada..ou fazem todos o mesmo!

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1676627&seccao=Sul

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Por mim deviam ser tomadas também as seguintes medidas,

- Como já aqui alguém disse, as reformas acima dos 1500 Euros deviam ter os mesmos cortes que os ordenados.

- Redução do subsidio de desemprego e do rendimento de reinserção social para o máximo igual ao ordenado mínimo.

- Redução da duração da atribuição desses subsídios.

- Fim por completo dos abonos de família.

- Criação de propinas para todos os níveis escolares.

- Definir um tecto máximo do valor a pagar por qualquer carro (ligeiro passageiros) comprado pelo estado, para 50.000 Euros.

E muitas mais.....

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

nós podemos, efectivamente, acabar com o Estado Social, que é a maior conquista da Europa civilizada e que todos os outros, pelo mundo fora, invejam e querem imitar: eu até vou mais longe, eu acabava com a maior conquista do 25 de Abril a qual provavelmente não dirá nada a quem tiver menos de 40 anos de idade, acabava totalmente com o SNS - Serviço Nacional de Saúde e quem estivesse doente fazia como no país do Tio Sam - o tal que deu origem a isto tudo onde estamos metidos - ou seja: "tens dinheiro?" "se tens entra que te tratamos, se não tens vai para debaixo da ponte e morre na paz dos ratos". Voltava ao tempo do Salazar, que pelos vistos é o que alguns propõem...

Seria tudo mais simples e acabava-se de vez com o défice...

Evidentemente que em época de crise, de aperto, de o mais fácil é atacar os mais frágeis e fazer com que todos paguem tudo: resta saber se o investimento que se faz na Educação Obrigatória compensa. Como diria Lapalisse nuns casos compensa, noutros, como vemos todos os dias, não compensa....

Mas como Portugal necessita de mais cérebro e menos músculo eu sou dos que acham que tenho todo o gosto em pagar impostos para que os filhos dos outros vão à Escola - porque os meus já foram na altura devida. Mas enfim...

Eu diria que antes de nos fazer pagar tudo acabem com as gorduras do Estado reduzindo-as ao estritamente necessário: não necessitamos de 500 Câmaras, de 1600 Juntas de Freguesia, de 14000 empresas públicas, institutos e fundações, etc, etc, etc. : se foi possível (e bem) racionalizar as maternidades, as escolas, iniciar a racionalização do mapa judiciário, etc ...façam mais e palrem menos que há aí muita margem de poupança para todos.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

acabava totalmente com o SNS - Serviço Nacional de Saúde e quem estivesse doente fazia como no país do Tio Sam - o tal que deu origem a isto tudo onde estamos metidos - ou seja: "tens dinheiro?" "se tens entra que te tratamos, se não tens vai para debaixo da ponte e morre na paz dos ratos".

Sou a favor do SNS público e para todos mas não da forma em que estamos.

Creio que se poderia construir um sistema mais lógico e sustentavel para todos.

nem imaginam a quantidade de abusos que se obtem do SNS por ser grátis, por não se dar valor ao trabalho dos profissionais, por se achar que se pode ter todos os direitos e sem qualquer regra ou dever.

Um exemplo:

Um diabético ou hipertenso tem de ser avaliado 4 vezes num ano, e essa consultas não deveriam ser pagas.

As restantes deveriam ter um valor, ainda que simbólico ou moderador.

Senão, qual a razão para se ter consultas mensais, ou semanais, sem motivo clinico válido, apenas porque não se paga?

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Eu também sou a favor de um SNS universal e grátis, isso todos precisamos.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

mas eu concordo com as Taxas Moderadoras, que já existem. Só não concordo que sejam diferenciadas de acordo com o rendimento de cada pessoa,  por três razões:

1ª - porque quem ganha mais também já paga muito mais imposto na fonte - aliás, quem ganha menos até, por vezes, nem impostos paga

2ª - porque em Portugal quando se fala em "de acordo com o rendimento" está-se a falar em "de acordo com a sua declaração de IRS"... e isso dá origem, como sabemos, às maiores injustiças pois existem milhões de portugueses ( advogados liberais, outras profissões liberais, canalizadores, donos de restaurantes, donos de mercearias (o da minha, que aparenta ser pobre, tem um pequeno armazém no porta bagagens de um BMW 520D de 2007 que tem parado em frente à sua mercearia), etc, etc, etc ), estes não pagariam nada porque todos declaram o ordenado minimo, declaram prejuízos ou lucros minimos nas sua mercearias ou lojas ou restaurantes, fazem trabalhos sem passar recibos ou facturas, etc, etc, etc : ou seja, em Portugal a diferenciação das taxas moderadoras só serve para prejudicar gravemente os trabalhadores por conta de outrem, especialmente os que mais ganham e já pagam mais impostos. Os tais acima de 1500 euros...

3ª - e , finalmente, porque todos os portugueses são iguais - comemoramos 100 anos de República - e devem ser tratados igualmente à porta de um Hospital público e pagar a mesma taxa. Sensibilizou-me imenso que um dos homens mais ricos de Portugal - falo do Comendador Horácio Roque, ex-dono do Banif, tenha escolhido um Hospital Público, por acaso excelente, o de S.José, para dar entrada numa emergência de saúde que teve e de que acabou por falecer. Não vejo razão para ele pagar mais pela assistência que teve do que o Zé arrumador de carros e consumidor de passas do Martin Moniz, pois ele já paga MUITO mais impostos e o Zé arrumador recolhe todos os meses 700 ou 800 euros de gorjetas livres de qualquer imposto - e ainda por cima vai gastá-los em droga.

Eu concordo com o que o ddascaldas, os abusos devem ser reprimidos e penalizados, mas isso está (deveria estar)só e apenas nas mãos do médico. E, por outro lado, as consultas de rotina e para doenças crónicas devem ser feitas no Centro de Saúde e apenas o médico assistente tem capacidade para dizer "só o quero cá ver daqui a 6 meses", se vier antes por este mesmo motivo paga taxa mais alta.

 

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Não vou propor medidas, pois pode-se dar o caso de promover mais "injustiças" por causa de virgulas e frases com sentido lato. Um exemplo disso, deu-se quando foi dito pelo Governo que as pensões irão ser congeladas. Ora, todos deveriam pensar que deveriam ser apenas as pensões acima de um determinado valor, tal como a oposição questionou o Governo. No entanto, a proposta de congelamento é mesmo para todas. Mesmo aquelas abaixo do salário minimo nacional que mal dão para pagar as contas da Farmácia (também querem que estes pensionistas paguem 5% das receitas aviadas)!...

Vou chamar a atenção para o conteúdo deste tópico: http://www.pedropais.com/forum/index.php/topic,3156.0.html.

Depois, é uma questão de fazer contas de somar e observar a direcção que a economia está a tomar!...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Tanta coisa teria para dizer......mas não queria desvirtuar o tópico iniciado pelo hsfarao. Mesmo correndo esse risco não queria deixar de dizer que acho acho lamentável reduzir os "meios  complementares de diagnóstico no âmbito do SNS"

Sei que, por exemplo, quando o médico de família mandava fazer uma ressonância magnética, era necessária uma autorização superior. Algumas vezes não era dada essa autorização, logo, a redução agora anunciada é uma redução de uma redução.

Concluindo, a minha medida é: não redução da redução dos meios complementares de diagnóstico. Provavelmente gasta-se menos se o diagnóstico for bem feito, quer ao nível da medicação, internamento, exames que terão mesmo de se fazer se o médico não acertar à 1ª, etc.....

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

m.elis, mas vale sempre a pena trocar estas impressões, pois ajudam-nos a todos !

A saúde (leia-se o SNS) tem, actualmente, três áreas extremamente significativas e pesadas em termos de custos:

1ª - Oncologia, doenças oncológicas, onde a "culpa" não é das pessoas : custa anualmente milhões ao SNS

2ª - VIH - SIDA , onde existirá alguma "culpa" das pessoas por falta de prevenção: custa milhões, pois os retrovirais são extremamente dispendiosos e os tratamentos prolongam-se no tempo

3ª - os meios complementares de diagnóstico, dos quais actualmente se usa e abusa, e que custam milhões ao SNS pois cada vez são mais sofisticados e exigem equipamentos mais dispendiosos de utilização.

Ora bem, segundo tenho lido, e ouvido, a muitos "actores" da saúde muitas vezes o uso destes meios complementares de diagnóstico apenas é feito...para "conforto" do doente, pois muitos doentes "exigem" que lhes façam esses exames por se sentirem mais aliviados psicologicamente ao, depois, virem resultados negativos. Muitos médicos dizem que para a maior parte dos diagnósticos não necessitariam de uma boa parte desses exames, bastava-lhes a observação e experiência.

Como em tudo no meio é que está a virtude. No entanto eu também tenho observado que as diferentes gestões da saúde (ministério, administrações hospitalares, médicos) falam disso como um problema e como um ponto onde se devem conter custos, e isto já desde há muito - desde há uns 10 ou 15 anos que sempre que aparecem artigos, entrevistas, etc, etc, na comunicação social com essas pessoas que se fala nisso. Relativamente aos milhões dos 3 itens de que falei atrás são públicos e constam de diversos documentos e artigos que periodicamente também vêm a lume.

Enfim, é a vida, na saúde talvez não se devesse poupar mas na vida real provavelmente tem mesmo que se contrariar certos usos e abusos sob pena de o sistema se tornar insustentável !  Não sei...,  digo eu, penso eu, mas o único fundamento que tenho, como digo, é o que leio e observo diariamente, pois estes são temas que me interessam e estou atento ao que vai saindo sobre eles, falando em geral.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Peço já desculpa, antes de começar, por ser "bruto" naquilo que vou escrever mas... existe liberdade e ainda não vivi o suficiente para pensar de outra forma.

* - diversas doenças: hipertensão, AVC's, Diabetes, Colesterol derivam de maus hábitos ao longo da vida. Porque havemos todos de pagar pelo tipo que comeu, bebeu, fumou e estragou a sua vida? Se ele a estragou porque há-de cada um de nós, na medida do estado, pagar a sua sobrevivencia à custa de um seguro que ele não teve.

Ambos sabemos que se for fazer um seguro faz exames para saber em que estado entra e como cuidou do seu corpo e mente.

* - As ressonâncias magnéticas ou tac's ou as fisioterapias carecem de autorização superior mas em 100%, corrigo, 99%, são "chapa 5" - sempre autorizadas. Afinal ou são precisas ou não são, e nenhum médico decente que as autorize superiormente deve olhar a custos e detrimento da sáude.

* - 5% das receitas aviadas são uns cêntimos, quando antes eram muitos euros. O facilitarem de ser à borla tornou tudo um caos. Podem até mudar o sistema, "oferecer" por utente a medicação que ele precisa, se são 2 caixas por mês que sejam essas, se são 50 que sejam. O que se fez foi oferecer todas aquelas que o utente pede, seja para ele, seja para a familia ou, quem sabe, para vender em mercado paralelo.

* -

as consultas de rotina e para doenças crónicas devem ser feitas no Centro de Saúde e apenas o médico assistente tem capacidade para dizer "só o quero cá ver daqui a 6 meses", se vier antes por este mesmo motivo paga taxa mais alta.

As consultas podem ser no médico de familia ou no hospital de referencia com a equipa especialista.

Em relação às taxas não se pode fazer nada, a Lei assim obriga...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Ora bem, julgo que não era isto o que se pretendia do tópico, mas ……

Estamos de acordo relativamente à importância do SNS e com toda a certeza que também estamos de acordo que se pode poupar também nesse serviço.

Não sou médica, infelizmente sou utente regular, e quando o ddascaldas afirma peremptoriamente que a diabetes é uma doença provocada pelos maus hábitos fez-me reflectir. Assim que possa vou passar pelo meu médico para lhe pedir contas, pois sempre me disse que tenho uma doença congénita que me provoca a diabetes. Portanto, meus amigos,  atenção ao que se diz, com tantas  certezas.

Relativamente aos exames complementares de diagnóstico, e não conhecendo as estatísticas nem sendo médica ou afim, a minha experiência diz-me que se calhar estou nos 1%.

Concordo que não deveria haver nenhum médico decente que desautorize o seu colega que prescreveu, por exemplo uma ressonância, mas que os há, há. Sei do que falo.

É, no entanto, recorrente ver o médico transformado num burocrata a passar receitas para quem e o que  o utente lhe pedir, em quantidades exageradas. É imperioso que se tomem medidas e não repugna nada que tenha que se pagar alguma coisa. Só se dá valor se se pagar.

Os médicos que estão de urgência dizem muitas vezes que têm doentes fixos e nem as taxas moderadoras (alguns estão isentos) atenuaram isso. A que se deve tal facto? Julgo que o motivo poderá ser o mesmo que leva a família a abandonar os seus “velhos” como os seus cães, quando vão de férias.

As famílias deviam ser responsabilizadas. O Estado pouparia. Mas se não houver família ou esta não tiver condições para cuidar os seus “velhos” cabe ao tal Estado social, de que tanto se fala, proteger estas pessoas.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

o ddascaldas afirma peremptoriamente que a diabetes é uma doença provocada pelos maus hábitos

Não foi bem isso que disse :o, não existem certezas absolutas nem radicais ::), mas existem regras que a maioria não cumpre... e a da manutenção da máquina humana é das que mais se descuida...

mas o tópico nem é sobre saúde ou o SNS... foi apenas um aparte. :)

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Ao contrário do que é dito a implementação destas medidas não é a "salvação" da economia e das finanças de Portugal, pois no passado foi criado o PEC 1 e o PEC 2 e nessa altura também se dizia que chegavam!...

Deixo o link para uma notícia ilustrativa:

Economia deve contrair 1,8% em 2011: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/pib-economia-defice-sp-agencia-financeira/1196330-1730.html

Embora o tempo verbal da palavra "dever" dar a indicação de que pode haver um erro na previsão, parece-me que não deve andar muito longe da realidade, isto atendendo aos cortes no vencimentos dos mesmos do costume e no aumento do IVA (imposto cego)!...  :o

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

ddascaldas, desculpa lá mas estás errado, não digo totalmente mas pelo menos em alta % : muitas das doenças que referes podem efectivamente resultar de maus hábitos pessoais, mas, especialmente a partir de certa idade, resultam também muito de factores congénitos e de hereditariedade. São factos e qualquer médico de clinica geral te esclarecerá sobre isso.

Existem doenças cardíacas hereditárias e tu só dás por isso depois dos 40's...quando te queixas e o médico te pergunta pelo teu pai e pela tua mãe... o mesmo se passa com a diabetes, o colesterol, o cancro (a hereditariedade é aqui um factor de alto risco - pergunta a qualquer mulher cuja mãe tenha morrido de cancro da mama, p.ex., os cuidados que ela tem e os temores que a acompanham ao longo da vida...).

Evidentemente que num ponto tens razão : se eu fumar um maço por dia, beber dois wyskies a cada refeição, usar e abusar de alimentação irracional, não fizer exercício...potencio todos esses problemas a partir de uma certa idade. E também concordo que não pode ser tudo à borla, é um erro crasso que deve ser corrigido pois o ser humano, por natureza, dá pouco valor ao que lhe "cai do céu".

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Esta parte:

hereditárias
já existe desde o nascimento, se as potenciarmos com esta parte:
Evidentemente que num ponto tens razão : se eu fumar um maço por dia, beber dois wyskies a cada refeição, usar e abusar de alimentação irracional, não fizer exercício...potencio todos esses problemas a partir de uma certa idade.

vamos ter problemas, que vão dar direito a isenções e beneficios, e despesa para toda a população.

Exemplo:

Se uma pessoa é obesa - onde pode advir colesterol alto, riscos AVC, entre outros - e deve ter uma isenção ou um plano alimentar, seguido por uma nutricionista, com metas, para chegar a um patamar de menos riscos?

Mas dou um exemplo simples, de como a população, tão pouco se importa com a prevenção:

A taxa de vacinação, na população adulta, ronda ou 40% e em certas zonas até menos.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Este conteúdo terá de ser aprovador por um moderador

Visitante
Está a comentar como Visitante. Se já se registou, por favor entre com o seu Nome de Utilizador.
Responder a este tópico

×   Colou conteúdo com formatação.   Remove formatting

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead

×   Your previous content has been restored.   Clear editor