sandraf

Poupança mensal

22 publicações neste tópico

Boa noite!

Desde que comecei a trabalhar que tento ao maximo poupar dinheiro mensalmente ... para um dia investir e quem sabe um dia investir e alcancar a tao desejada independencia financeira.

Sendo assim comprometo-me a colocar uma parte do salario mensal numa conta a prazo, logo no inicio do mes... cerca de 45% .. isto porque divido o apartamento e outras despesas inerentes, vou sempre de transportes publicos, tento nao gastar em roupa e calcado em demasia, fazer refeicoes em casa, entre outros sacrificios.

Mas, por vezes penso se sera que vale a pena, uma vez que os anos passam .. e mesmo vendo a conta bancaria a aumentar ... ha muitas coisas que me passam ao lado.

Gostaria de perguntar aos utilizadores do forum, se planeiam o q poupam por mes, tem uma estimativa ou deixam andar .. ate ver o q sobra ao fim do mes.

P.s. Peco desculpa a falta de acentos, estou a trabalhar num PC com um teclado que nao e portugues.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Bem eu não trabalho (ainda) mas planeio tudo. Tenho um excel com todas as transacções que realizo, créditos e débitos e o meu património. Tem os meus investimentos, poupança esperada, e gastos esperados até 2012. Cumprimentos!

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Acho que fazes muito bem em poupar a vida está difícil e por vezes é madrasta.

Eu penso é que também não deves deixar de viver só para teres dinheiro pois os anos passam e quando fores a dar por ela "só tens dinheiro" se é que me entendes.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Bom dia sandraf,

Essa questao que colocas é de facto uma questão com a qual me tenho deparado também. Actualmente tenho conseguido poupar (pelo menos nos ultimos 2 anos que sao os unicos que tenho mantido uma monitorizaçao mais apertada) cerca de 65% do meu rendimento disponivel - actualmente tem sido possivel estas taxas de poupança, eventualmente um dia em que a minha situação pessoal/profissional mude por qualquer motivo pode deixar de ser possivel. Tanto os meus 65% como os teus 45% estão muito "acima do normal" e tudo depende ds teus objectivos de vida. Eu, actualmente, tenho como objectivo a Independencia Financeira (IF) que referes. Já fiz contas do tipo quanto necessito para viver ao ano = Y, quanto necessito de acumular num "Bolo" = X de modo a conseguir, retirando anualmente um y% desse X consiga viver dos tais Y ao ano. Para dar um exemplo, parece existir um certo consenso (na literatura sobre o assunto) de que é possivel retirar de um "bolo" 4% a ano para consumo sem que esse bolo se extinga (em por exemplo 30 anos). Assim, admitindo que necessitas de 30.000 eur/ano para viver então terias de juntar um "bolo" de 30.000/0.04 = 750.000 que parece muito mas que tens n anos para o juntar. A alternativa seria tentar reduzir o estilo de vida de modo a não necessitares do 30.000/ano para viver. Assim, o poupar já hoje com o objectivo da IF tem duas vantagens: 1) ao poupar consegues contribuir mais para o "bolo", 2) por outro lado habituas-te a um esilo de vida mais comedido reduzindo a tal necessidade de consumo/ano (reduzindo por exemplo os tais 30k do exemplo acima). Agora, o verdadeiro desafio é encontrar um equilibrio (principalmente se tiveres mulher/marido e filhos) pois não se pode resumir tudo a Finanças Pessoais tem de se fazer cedências a outras dimensões da nossa vida - para não passarmos ao lado de uma vida com significado. Mas o que eu creio é que importante termos um objectivo (o da IF é um objectivo que vale a pena prosseguir - mesmo que nunca chegue a ser atingido e que se venha a concluir que os 750k do exemplo acima ou nao sao atingiveis ou se atingidos não sao de facto suficientes para viver deles - diria eu que mesmo que o objectivo da IF nao seja atingido estaremos numa posição muito mais confortavel para tomar determinadas decisoes: mudar de emprego, trabalhar em part-time, ir trabalhar para uma cidade do interior, prosseguir outros objectivos paralelos que nos motivem mais alem do trabalho que fazemos).

Assim aconselho:

1) saber de quanto necessita actualmente ao ano para viver

2) ver se o estilo de vida actual a satisfaz, se não existem coisas que por exemplo gostaria de fazer tipo viajar. Incluir uma viagem/ano quanto custaria? como afectaria o tal custo anual Y, é sustentavel ou não? como encaixa no Master Plan? quantos anos atrasaria (previsivelmente) o objectivo da IF

3) começar a ter esta visão do todo e de como as diversas decisões a fazem convergir ou afastar do objectivo traçado

4) ler muito sobre estes assunto: quem tem o objectivo da IF tem de estar disposta a ler sobre o assunto. Mesmo que não se entenda tudo o que se lê daqui a 1 ano já se percebe mais e daqui a 2 ainda mais e assim sucessivamente (é assim que se adquire conhecimento sobre qualquer assunto) e o assunto da IF, do early retirement, da withdraw rate (os tais 4% do exemplo acima) é um tema que sendo bastante relevante (pra quem esse objectivo) deve merecer o esforço que envolve uma aprendizagem durante a vida. Afinal estamos a falar de como queremos levar o resto das nossas vidas e se queremos continuar a trabalhar ate aos 65 anos (ou 70 que sera a idade da reforma daqui a uns tempos) ou se queremos ser senhores da nossa vida e ter liberdade de escolha no futuro. Em rigor é disso que se trata e essa possibilidade de escolha tem um custo: trocar consumo actual por consumo futuro. O mais importante é poupar e isso a sandraf já o faz. Agora é só encaixar isso num Master Plan que dê sentido aos sacrificios/escolhas que tem de fazer no curto prazo.

Ajuda saber que: as pessoas que à sua volta mais evidenciam sinais de riqueza nao sao necessariamente mais ricas do que voce; que a "emoção/prazer" que tem quando compa algo novo (por exemplo um carro) passa rapidamente; e como tal está provado que a compra de objectos (ainda que gere uma satisfaçao no curto prazo) deixa de gerar prazer muito rapidamente e mais importante do que Coisas são as Experiencias (por isso comentei o exemplo das ferias em cima) que mais deixam recordações gravadas na nossa memoria; assim há que tentar combater o apelo ao consumo com o qual lidamos diariamente e não comprar coisas/objectos só para nos sentirmos bem ou para nos compararmos com o nosso vizinho (vizinho esse que se calhar tem um carro melhor que o nosso, aparenta felicidade mas está na realidade super endividado e é super infeliz), assim aquelas pessoas que conseguem resitir a tentação de "keep up with the Joneses", ou seja de comprar apenas para igualar ou superar o que os vizinhos ou colegas têm, têm uma vantagem sobre as demais pois não desperdiçam em algo que não necessitam e que rapidamente se vai mostrar dinheiro mais gasto sem que em nada contribua para a sua felicidade. Há que ter um Master Plan "secreto", segui-lo, eventualmente surpreender quem nos rodeia, conseguir viver com  comentarios ou comparações e continuar com o tal Plano. Quem comenta, quem compara, quem critica o mais provavel é que nao tenha Plano nenhum, que tenha uma vida infeliz (de consumo em consumo - de "ressaca consumista em ressaca consumista"), uma vida de endividamento apenas para "keep up with the Joneses" e para manter as aparencias, e irá trabalhar até aos 70 anos num trabalho que não gosta porque ficou "preso" entre dividas e responsabilidades. Enfim, isto é o que penso.

Desejo-lhe os maiores sucessos e espero que os meus comentários ajudem alguma coisa.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Mas, por vezes penso se sera que vale a pena, uma vez que os anos passam .. e mesmo vendo a conta bancaria a aumentar ... ha muitas coisas que me passam ao lado.

Não sei ao pormenor o teu plano de poupança, mas há uma regra simples que conheço muita gente que pratica e vive feliz com isso: cada vencimento que recebe vai poupando, tal como explicaste (em maior ou menor proporção, dependendo da capacidade de cada um). Mas o subsídio de férias e/ou o de Natal não vão para a poupança mas sim justamente para fazer aquela viagem de férias que se anda a planear o ano inteiro, para comprar uma ou outra extravagância, etc. É quase como naquelas dietas em que há um dia que se pode comer de tudo ;)

Além disso, concordo em absoluto numa coisa que o sinbad disse: o caminho para a felicidade passa pelas experiências, não pelo dinheiro. Há imensa coisa que podes fazer sem gastar muito dinheiro que te pode fazer muito bem à "alma" - há programas de voluntariado, grupos de caminhadas, actividades didácticas, etc;

Por exemplo, ainda agora à dias acabou o programa de Ciência Viva no Verão deste ano; é impressionante a quantidade de gente que se reencontra em algumas das excursões que são organizadas pelo programa (tudo de borla) e os novos amigos que se fazem lá - e nunca vi nenhum deles mal disposto ;)

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Obrigada pelo seu comentário, ajudou-me imenso ... na verdade esta é uma luta que travo sozinha. Uma vez que entre amigos, colegas de trabalho e alguns familiares .. sou uma espécie de "patinhas"  e às vezes sinto necessidade de dialogar e trocar ideias sobre estas questões. A maior parte dos que me rodeiam, não entendem porque poupo tanto e acabam sempre por ir no sentido contrário, ou sejá, onde gastar o dinheiro nas próximas férias, carros, roupas, manicure, cabeleiro, muitas vezes ainda não receberam e já planeiam como gastar ... enquanto eu tento ler e investigar sobre o contrário, por exemplo, quais os melhores depósitos a prazo, ideias para poupar ... entre outros. Como imagina o tema dinheiro é quase tabu, é pena que assim como pensam em implementar aulas de educação sexual, também o deviam fazer em relação à gestão financeira. Tenho a certeza que ganhariamos todos ...

Acredito que alcançar a tal independencia financeira que não nos permita nunca mais depender de um trabalho pago ... é dificil, mas como referiu e eu concordo, podemos sempre mudar a nossa vida e quem sabe embarcar noutros projectos ou até antecipar a nossa reforma .. da minha parte vou continuar a minha luta.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Olá Sandra,

Não se deixe impressionar ou influenciar com isso. Lembre-se que os empregos estão escassos e por isso se um dia ficar desempregada vai ter que recorrer a esse dinheiro.Lembre-se que qualquer dia vai querer ser mãe e vai juntar bem menos.

Lembre.se que é quando a vaca está a dar leite que se junta dinheiro.

As pessoas não tem  a minima consciencia do quão emergencial é juntar dinheiro para a velhiçe.O meu pai costumava dizer que viver é fácil , difícil é o fim da vida.

Outra coisa: Eu tenho quase 40 anos , já deixei de comprar coisas que me interessavam no passado e hoje posso te dizer que ou não me lembro da grande maioria das coisas que deixei de comprar e das que me lembro, chego à conclusão que não sou menos feliz por não as ter comprado.Muitas delas já nem tem mais interesse para mim.

Não se deixe levar pela inconsciência generalizada das pessoas. Está no caminho certo.

Speedbird

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Veja a sua PM

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Concordo totalmente com o SpeedBird e nos dias de hoje vê-se muita preocupação para poupar num futuro próximo e pouco ou nada para o futuro como ele diz e bem é difícil viver é na velhice quando não temos além de dinheiro, muitas vezes família.

Sandra se precisar de aconselhamento da minha parte pode contar comigo, tem os meus contactos no perfil.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Tenho três contas a prazo e uma à ordem.

A razão da conta à ordem é simples.

No que toca às que estão a prazo funcionam da seguinte maneira:

- preciso de uma determinada quantia para usar a partir dos 50 anos e relacionada com a minha reforma. É a única poupança planeada. Planeada pq todos os meses pago x para a caixa e deposito na conta a prazo tb x. O que entra nesta conta em caso algum sai.

- a outra conta é para amortizar ao empréstimo habitação e não tenho qq regra para a aumentar. Qd me apetece/posso coloco lá algum. Certo é que o que lá entra não sai por motivo nenhum.

- finalmente a última conta  a prazo é para ir "guardando o dinheiro" que consigo poupar e que não tem destino.

Felizmente consigo viver bem e acima de tudo sei que não posso ter tudo e escolho apenas o que posso pagar sem dificuldade.

Uso uma daquelas folhas de cálculo para ir anotando tudo (despesa e rendimento), mas acabo por nem ligar muito a não ser de vez enqd qd olho para o total do mês e vejo tanto dinheiro gasto, mas qd vejo ponto por ponto acabo por ver que não posso cortar em quase nada, mas de qq forma dá para se ter uma ideia das nossas finanças e é certo que se de repente tivesse que diminuir ao orçamento sabia onde retirar, sem ter que pensar muito.

Depois é uma questão de planeamento. Qd comprei casa por exemplo pedi x. Não precisava de tanto, mas quis ficar bem seguro. Acabei, felizmente, por não precisar dessa segurança. Tb preciso de comprar carro novo. Podia ter usado o que sobrou do empréstimo à habitação para o fazer, mas comprometi-me a ter x + y para o fazer em segurança.

Passado um ano e sete meses da escritura da minha barraca atingi o limite a que me comprometi e vou tratar de comprar a carroça.

Sei que tenho bastante sorte e que a vida não me tem corrido mal (atenção que não ganho nada de extraordinário), mas acima de tudo penso que é necessário planeamento e planeamento e planeamento.

É raro ir de férias (no sentido de ir para a praia, ou para outro país...), mas porque sou assim e sempre fui. Mais depressa dei mil euros por um LCD do que 500 euros por umas férias.

Com planeamento todos conseguimos poupar, porém é preciso não esquecer que a grande maioria não vai enriquecer, nem tão pouco viver de juros das contas bancárias, mas ao longo do tempo consegue-se ir amealhando, mas que daqui a 20, 30 anos pode dar uma soma interessante.

De qq maneira não faço poupanças para coisas a curto prazo, pois desanimo-me, pois em Janeiro poupo apenas 50 euros, em fevereiro corre bem e são 200 euros, mas depois em Março e Abril não sobra nada e o desânimo aumenta.

Por isso sou a favor de poupanças para objectivos a longo prazo apenas.

E aconteça o que acontecer não andem sempre a controlar o saldo das poupanças. Parece que está sempre igual se lhe fizermos uma marcação cerrada. mais vale ir ver de vez enqd. tal como gastamos dinheiro sem nos apercebermos tb o poupamos e qd passado algum tempo se vai ver o saldo vemosd mil europs e perguntamos: dass, como é possível? Só me lembro de ter posto cá 200 euros do subsídio de férias e uns trocos de vez enqd...

E não se esqueçam de fazer contas! Por ex uma coisa em que os homens às vezes gastam mais sem se aperceber: futebol! Muitos não metem Sportv para poupar 25 euros mensais, mas vão ao café várias vezes ver jogos ao longo do mês. Ora quem vai ao café/restaurante consome e por vezes paga ao filho, ao amigo, que tb vai e facilmente gasta mais do que se tivesse sporttv. Eu aderi à MEO pq dá-me a possibilidade de ter a sportv apenas por períodos mensais e não preciso de ter um ano inteiro a assinatura. Vejo quais os jogos que dão e me interessam ao longo do mês. Se forem muitos activo a sportv, caso contrário vou ao café. Imagina que o meu Benfica apenas dá uma vez na sportv não a activo, mas se jogar 3 ou 4 vezes e tb há um MU x Chelsea e  um real x barça... é uma questão de fazer contas.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Acredito que alcançar a tal independencia financeira que não nos permita nunca mais depender de um trabalho pago ... é dificil, mas como referiu e eu concordo, podemos sempre mudar a nossa vida e quem sabe embarcar noutros projectos ou até antecipar a nossa reforma .. da minha parte vou continuar a minha luta.

Olá,

Rico não é quem mais tem , mas quem menos precisa. E liberdade não é só estar fora da cadeia , mas sim fazer ou suportar só aquilo que quer ou lhe interessa.

Isto significa que mesmo vc não tendo dinheiro a ponto de viver só de rendimentos , esse dinheiro pode ser suficiente para vc manter a sua dignidade , seja não aturando um chefe que a humilha , não se desesperando se um dia ficar desempregada,ou se separando de um futuro mau marido sem se preocupar com o nível de vida.

E depois é certo e sabido que os tempos que aí vem vão ser (muito) maus.Eu trabalho há mais de 20 anos e nunca via situação a melhorar. Sempre nos tiram um pouco aqui, um pouco ali, mas sempre a piorar.

Speedbird

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Aí está o Sócrates para  confirmar que nunca sabemos o dia de amanhã . Melhor juntar enquanto ainda conseguimos...

Speedbird

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Também sou da opinião de que se deve poupar porque não sabemos o dia de amanhã. O poupar pode ser encarado de forma diferente dependendo da pessoa. Uns poupam nas idas ao restaurante, outros poupam na comida, outros na roupa, etc.

Sou da opinião que connosco não devemos poupar nada, ou seja, seja na alimentação ou saúde não se deve poupar nunca. Andar a jantar sandes de queijo com um copo de água para comprar um plasma para a colocar na sala nunca me passaria na cabeça.

Ou deixar de arranjar os dentes para poupar para um novo automóvel também não.

Mas penso seriamente que o futuro poderá não ser nada risonho e vou juntando um "pé de meia" para piores dias que possam vir. Se calhar, se um dia, na idade da reforma nem tiver direito à dita, pelo caminho que a nossa Segurança Social leva, e se tiver um "pé de meia" pelo menos fome não passo.

Em relação a colocar o dinheiro que se poupa a prazo, na realidade o ganho não é quase nenhum, apenas está seguro no cofre do banco. Os contas a prazo na banca tradicional rendem uma ninharia, existem outros produtos bancárias mais apetecíveis.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Desculpem lá, mas e OS PRAZERES DA VIDA?

Há-de ser com 50 anos que vão fazer aquilo que não fizeram com 20 ou 30?

Acho muito bem jogar pelo seguro, mas não levem as coisas aos extremos.

Sabe-me tão bem ir jantar fora, viajar (Faço pelo menos 3 viagens por ano ao Estrangeiro), ter os meus "luxos", porque afinal de contas é para isso que cá estamos.

De certo modo, concordo em sermos calculistas, mas por amor de Deus, divirtam-se!!!

Eu também sei que é muito giro ver a nossa conta com muitos dígitos, mas isso serve para quê mesmo?

Gozem tudo o que têm para gozar enquanto têm saúde, porque há gente com muito e muito dinheiro que não o consegue fazer porque não pode..

Um Abraço e peço desculpa se entrei em confronto com alguém.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Desculpem lá, mas e OS PRAZERES DA VIDA?

Há-de ser com 50 anos que vão fazer aquilo que não fizeram com 20 ou 30?

Acho muito bem jogar pelo seguro, mas não levem as coisas aos extremos.

Sabe-me tão bem ir jantar fora, viajar (Faço pelo menos 3 viagens por ano ao Estrangeiro), ter os meus "luxos", porque afinal de contas é para isso que cá estamos.

De certo modo, concordo em sermos calculistas, mas por amor de Deus, divirtam-se!!!

Eu também sei que é muito giro ver a nossa conta com muitos dígitos, mas isso serve para quê mesmo?

Gozem tudo o que têm para gozar enquanto têm saúde, porque há gente com muito e muito dinheiro que não o consegue fazer porque não pode..

Um Abraço e peço desculpa se entrei em confronto com alguém.

Deve haver um meio termo, não poupar muito nem gastar muito, qualquer pessoa que siga este principio não andará com a consciência pesada.

Não sei se sou só eu, mas para mim poupar dinheiro e andar a pesquisar onde aplicar o mesmo até se torna viciante, portanto até considero esta pratica como um dos prazeres da vida :)

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Claro eu percebo, mas aos que poupam 45% e ate mesmo 65% do vencimento que têm mensal, desculpem-me a pergunta, mas que bens têm? dinheiro?

Também resta saber qual o vencimento dos mesmos? São 10.000,00€ mensais, ou 1.000,00€? No primeiro caso, aí já aceito, mas no último? Como vivem? Se ganha 1.000,00€ mês e poupa 65%, então governa-se com 350,00€ isto só funciona para quem teve a sorte de herdar uma casa, não tem de pagar luz, gás, água comida e roupa, carro, jantar fora, passear etc.

Tenho uma casa de 225.000,00 € que estou a pagar ao Banco, tenho todas as despesas que os comuns mortais (que infelizmente não têm ajuda da Familia porque esta não pode dar), para pagar. E ainda consigo fazer tudo aquilo que disse anteriormente.

Se tenho ambições? Claro que tenho, mas cada um com a sua...

Tenho poupanças sim, mas não duma maneira que chega a ser obsessiva.

Mas, como disse no início do Post, posso compreender o vosso ponto de vista. Cada um na Vida com os seus objectivos.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

É evidente que as taxas de poupança dependem de 2 variáveis: o rendimento disponivel e a despesa que se faz.

--> Relativamente ao Rendimento disponível é mais dificil actuar: depende da formação que tivemos, do meio social em que nos inserimos, da sorte (ou não) que tivemos em fazer uma carreira bem remunerada, da competência de cada um, da sorte que temos da nossa chefia reconhecer (ou não) a nossa competência, da sorte que temos (ou não) da nossa empresa não fechar ou não começar a despedir em massa... enfim tudo um conjunto de situações sobre as quais temos relativamente pouco controlo (pode-se alegar que sobre a nossa formação e empenho podemos ter algum controlo, mas depois o factor sorte tem muita relevância).

--> Quanto à segunda variável (a despesa) aí sou de opinião que (ultrapassando determinados mínimos) já podemos ter maior poder de decisão. Concordo que um agregado familiar (mulher+marido) que no total ganhem 1.000 eur não podem de modo algum poupar 65% do rendimento - e eu tenho noção que 65% é algo extremo (mas também sei que existe quem poupe mais do que isso) - mas um agregado familiar que ganhe 2.000 eur (1.000+1.000) já devia poupar algo (dizem os livros, um mínimo de 10%). Há obviamente um minimo de despesas que tem de ser feito (casa, alimentação, transporte, educação, vestuário,...) mas depois, acima desses valores, muito depende do que se decida fazer com a vida. Sempre que entramos na esfera pessoal tudo é permitido e não há receitas óptimas e iguais para toda a gente, sempre e quando as decisões sejam tomadas de forma consciente. Há decisões que se tomam hoje (relativamente àquilo que é o nosso estilo de vida - e coisas sem as quais aparentemente não conseguimos viver) que condicionam coisas como por exemplo: até quando vou trabalhar? tenho de continuar a trabalhar num trabalho que me consome imensa energia vital (ainda que eu hoje goste desse trabalho) até aos 65 anos, ou 67 ou 70, ou a data que até lá alguem decida que é a idade de reforma? Os 2 LCD's, os 2 carros, a casa XPTO, as viagens, as férias, todas os demais sinais exteriores de status, todos os gadgets que saem novos todos os anos, tudo isso merece que eu venda mais X anos da minha vida - impedindo-me de fazer coisas mas interessantes com o meu tempo. Ou a possibilidade de deixar de trabalhar 10 anos (por exemplo) antes daquilo que um politico decida que eu deveria trabalhar, merece que eu faça um consumo mais consciente durante a minha vida activa? A resposta a esta questão depende de pessoa para pessoa e não há apenas uma resposta correcta. Apenas considero importante que as pessoas pensem nestes temas, e como disse, que decidam com conhecimento dos factos. O que temo é que a grande maioria das pessoas decide por omissão. Um agregado familiar começa a ganhar (700 +700) e gasta-os, passados uns anos estão a ganhar (1000+1000) e gasta-os, depois a vida começa a correr melhor e passam a ganhar (1.500+1.500) e, surpresa, gasta-os e assim sucessivamente. Nem toda a gente tem a sorte de ter essa progressão salarial e obviamente que cada caso é um caso mas quem tenha a sorte de se ver confrontado com  essa decisão deveria decidir conhecedor dos impactos das decisões que toma.

Por exemplo, todos nós temos noção que a Segurança Social está com problemas, que com o aumento da esperança média de vida (e com o envelhecimento da população) o rácio Reformados/PopActiva vai aumentar (nos próximos anos) de forma substancial. Como acham que se vai lidar com essas realidades? De duas formas em simultâneo: aumentando a idade da reforma e reduzindo os benefícios em situação de reforma. Ou seja, quando as pessoas que hoje têm 20's, 30's, 40's se reformarem vão deparar-se com uma situação em que a idade da reforma já não são os 65 anos e o rendimento que vão receber será uma fracção (70%?, 50%?, 30%?) do rendimento que em idade activa auferem. Aquilo que as pessoas que hoje trabalham acham impossivel ser feito (poupar 65% do rendimento, isto é, viver apenas com 35%) arriscam-se a que alguem tome essa decisão por eles numa altura (velhice) em que menos oportuno seria. Assim, alguem que decida de forma consciente poupar x% o que está efectivamente a fazer é a estabilizar o seu consumo ao longo da sua vida: consome actualmente menos que 100% e fica com a capacidade de no futuro recorrer ao capital poupado para fazer face a cortes que a Seg Social lhe imponha e sobre os quais não temos nenhum controlo.

O verdadeiro desafio é fazermos isto tudo e vivermos/divertirmo-nos ao mesmo tempo, não adiar para o futuro toda a nossa vida. Convém ter presente que, como dizia o John Lennon, "a vida é aquilo que acontece enquanto estamos demasiado ocupados a fazer outros planos" e isso creio que passa por conseguirmos distinguir o Importante do Acessório: Importante (o tempo de qualidade com a nossa familia, o tempo de quailidade com os nossos amigos, fazermos por manter a nossa saude, termos tempo para fazer as pequenas - ou grandes - coisas de que efectivamente gostamos); Acessório (os gadgets, os sinais exteriores de riqueza,...)

Enfim, pelo menos essa é a minha opinião mas admito que possam existir outras.

abraço,

sinbad

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Pois eu tambem poupo bastante, nao fumo e nao bebo, nao tenho que andar de transportes publicos, nao pago rendas, agua luz gas, por isso poupo bastante quando comparo com amigos.

Mas isso tambem nao me evita de assim uma vez ou outra fazer um gasto acima do normal. Ajuda o espirito e pode ser que ajude a nossa recuperaçao economica (nesta ultima parte ponhamos uns LOL'es)

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Boas a Todos!

Gostaria de dar os parabéns a este excelente forum e blog em geral.

Quanto ao tema em si, gostaria apenas de dizer que concordo com tudo o que aqui têm dito, mas principalmente a poupança é feita conforme o feitio e vontade de cada um. O pior é se cada um não tem um plano de vida. É relativo nós dizermos que vamos poupar para o futuro, e outros dizem que o futuro é hoje. Sabem, o caminho faz-se caminhando. Tenho uns pais que adoro, sempre deram-me tudo, tudo aquilo que eu realmente precisei, amor, carinho, bons conselhos, alimentação, roupa, estudos e acima de tudo educação. Digo-vos que nunca tive uma bicicleta, na minha altura seria uma "alta BMX", não tive e só ultimamente aprendi a andar de bicicleta.  ;D .

Pouparam toda a vida, pois tinham os filhos para educar e as despesas correntes, e esperarm sempre que quando os seus bebés saissem das suas asas poderiam então, quando chegasse a reforma, descansar e usufruir da vida. Assim foi, todos os filhos estão encaminhados! Meu Pai reformou-se há 4 anos, poderia agora usufruir a reforma, ir a restaurantes, viajar,etc. "viver a vida" com minha Mãe. Pois não fosse essa mesma vida, depois de várias horas de trabalho, cansaço e a esgotar-lhes as forças, que quando chegou à reforma já não tem saúde para usufruir o seu dinheiro, o seu tempo que resta de vida, pois foi-lhe diagnosticado uma doença a nivel cerebral, demência.

Meus caros, hoje agradeço tudo aos meus pais e choro por eles não terem gozado mais a vida. Os gastos com os filhos, despesas correntes e ainda conseguirem fazer as suas poupanças para a reforma, fez com eles não gastassem, nem tivessem pequenos mimos ao longo da vida. Eagora quechegada a hora de o fazerem, não têm saude nem percepção de tal.

Poupar sim, mas não viver para o dinheiro em si. Infelizmente o dinheiro deles agora não vai para restaurantes nem viagens, vai todo para cuidados de saúde.

Vivam a vida, tendo em conta que o futuro poderá existir ou não!

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Poupar sim, mas não viver para o dinheiro em si. Infelizmente o dinheiro deles agora não vai para restaurantes nem viagens, vai todo para cuidados de saúde.

Eu diria "Felizmente têm dinheiro para gastar em cuidados de saúde". Outros nem isso têm... :-/

Se os teus pais tivessem gasto o dinheiro como achas que deviam tê-lo gasto, agora andavas tu e os teus irmãos a sustentá-los, talvez... (o que não seria necessariamente uma coisa má, ou que não fizésseis de boa vontade - mas também provavelmente não fazia parte do plano de vida que os vossos pais queriam para vós)

Uns chegam a velhos e dizem "não tenho grande coisa mas não faz mal porque corri mundo e aproveitei a vida"; outros dirão "não corri mundo mas criei os meus filhos e tenho muito orgulho neles"; outros ainda "fico muito satisfeito ao lembrar-me de todas as pessoas que fui ajudando ao longo destes anos".

Não interessa muito em que se gasta o dinheiro ou mesmo se ele é gasto da forma que pensámos que seria - os nossos objectivos também vão mudando ao longo dos anos certamente. Para mim, o que interessa é que ele nunca falta quando realmente for preciso. O resto fica ao critério de cada um ;)

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Na minha opinião o nível de poupança depende muito da fase da vida em que cada um se encontra. Eu tenho menos de 30 anos (não muito menos) e ainda não estou a pensar na velhice, nem tão pouco na reforma .... tenho outros objectivos a curto prazo (tipo daqui a  7 / 8 anos ..)

Dá-me gozo controlar e gerir o dinheiro que ganho para concretizar objectivos e sonhos, como por exemplo, dar uma boa quantia de entrada para uma casa (entre 30%/40%); comprar um carro a pronto; fazer uma viagem; ter um fundo de emergência ... entre outros. E acho que é agora que tenho que lutar por isso, que sou jovem e não preciso de gastar dinheiro em medicamentos (felizmente), no cabeleiro, estética, roupa(porque a idade ainda ajuda na aparência), em casa própria pq ainda consigo suportar viver com outras pessoas, num carro (pq até curto ir de metro a ouvir a minha música); não vou a ginásios (ando de bicicleta e dou umas corridas);  ... como é óbvio daqui a uns tempos as vontades mudam, mas até lá aproveito o facto de poder prescindir de luxos com o objectivo de concretizar sonhos num tempo de vida razoável ...

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Eu diria "Felizmente têm dinheiro para gastar em cuidados de saúde". Outros nem isso têm... :-/

Se os teus pais tivessem gasto o dinheiro como achas que deviam tê-lo gasto, agora andavas tu e os teus irmãos a sustentá-los, talvez... (o que não seria necessariamente uma coisa má, ou que não fizésseis de boa vontade - mas também provavelmente não fazia parte do plano de vida que os vossos pais queriam para vós)

Uns chegam a velhos e dizem "não tenho grande coisa mas não faz mal porque corri mundo e aproveitei a vida"; outros dirão "não corri mundo mas criei os meus filhos e tenho muito orgulho neles"; outros ainda "fico muito satisfeito ao lembrar-me de todas as pessoas que fui ajudando ao longo destes anos".

Não interessa muito em que se gasta o dinheiro ou mesmo se ele é gasto da forma que pensámos que seria - os nossos objectivos também vão mudando ao longo dos anos certamente. Para mim, o que interessa é que ele nunca falta quando realmente for preciso. O resto fica ao critério de cada um ;)

Bem para o primeiro caso existe seguros de saúde com coberturas para tudo e mais alguma coisa.

É muito giro os pais terem algum dinheiro para quando os filhos forem crescidos terem dinheiro para lhes pagar os estudos, o carro e até mesmo uma casa. Mas se virmos bem as coisas, isso não é correcto.

As coisas de mão beijada, normalmente têm efeitos contrários. Os filhos não saberão dar o mesmo valor às coisas como se fossem eles a lutar por elas.

O próprio Champalimaud, dizia que se os filhos quisessem peixe, ele ensinava-os a pescar. De certo que isto foi uma expressão usada.

Mais ainda, há um estudo que diz que se toda a riqueza do Mundo fosse dividida igualmente por todos nós, seriamos todos Milionários. Passados três anos grande parte do dinheiro voltaria às origens.

É alguma mentira? Pensem lá um pouco.

Por um lado acho que de certo modo até foi bom os meus pais não terem a possibilidade de me ajudar, pois consigo dar o valor às coisas. E até me dá um certo gostinho de ninguém um dia me vir mandar à cara que só tenho porque X ajudou, etc.

Ajuda dos pais é formidável, dá uma alavancagem brutal, por vezes. Mas como disse, gosto de me orgulhar que sou eu que pago as minhas contas e ando de cabeça erguida e neste aspecto com o Ego no céu.

0

Partilhar esta publicação


Link para a publicação
Partilhar noutros sites

Este conteúdo terá de ser aprovador por um moderador

Visitante
Está a comentar como Visitante. Se já se registou, por favor entre com o seu Nome de Utilizador.
Responder a este tópico

×   Colou conteúdo com formatação.   Remove formatting

×   Your link has been automatically embedded.   Display as a link instead