davidmleal

Contas Semestrais do Grupo BCP

8 publicações neste tópico

http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/FR29558.pdf

Estou analisar as contas do BCP. Quem poder veja a pagina 59.

Se a sucursal do BCP na Grécia está apresentar prejuizo, é para todos normal para a actual situação do mercado.

Mas terem 74 balcões na Romenia, e quer em 2009 e 2010 apresentarem prejuizos. O produto bancário é muito inferior aos custos operacionais. Eu lembro que o BCP quando pensou entrar na Romenia pretendia comprar um banco já existente, mas não conseguiu e depois optou por crescer organicamente através abertura de balcões. Será que ninguém acorda naquele banco! Apresentar prejuizos de 13 Milhoes Euros no primeiro semestre e somente ter um produto bancario 12 Milhoes euros. Aonde está a criação de valor para os accionistas?

Felizmente vão fechar USA e a Turquia.  

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Começa a ser difícil entender a gestão do BCP e mal de nós se tiver perto de falir!

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1 Ano depois e a historia continua:

Grécia e Roménia continuam apresentar prejuizos.

Continuam a esconder as contas da Roménia no anexo, em vez de colocar em destaque nas operações internacionais:

- Prejuizo no primeiro semestre 2011 (Romenia) = 10.1 Milhões de Euros

- Produto Bancário no primeiro semestre 2011 (Romenia) = 14.6 Milhões de Euros (cresceu 21.9%)

- Custos Operacionais no primeiro semestre 2011 (Romenia) = 20.7 Milhões de Euros (cresceu 0.6%)

- Reduziram as sucursais de 74 para 66. E reduziram os colaboradores de 705 para 691.

Para não acharem que estou a dramatizar, a Grécia teve um prejuizo no primeiro semestre 8.7 Milhões de Euros, e tem um peso 3 a 4 vezes superior em termos de mercado comparativamente à Romenia.

Qual é a solução da administração para que o banco ganhe valor?

Por em cima da mesa a possivel saida das participações na Grecia e Polonia, sendo que a ultima apresenta mais lucros que em qualquer outro pais (inclusivel Portugal). É claro que Angola e Moçambique apresentam uma maior produtividade na criação de lucro mas a concorrência também é ainda fraca e o mercado está somente agora a crescer. Mas dizerem que a Polonia apresenta uma concorrência muito forte, isso significa que o BCP não sabe ser competitivo! É aquilo que entendo quando leio estes comentários.

Investir na China, Brasil e Africa em detrimento da Polonia e Grecia. Eu não digo que não, mas vejo que essa mudança na polica de investimentos a ir de acordo com os interesses do principal accionista a Sonangol. A Sonangol não vê qualquer interesse estar na Polonia ou Grecia, para eles interessa investir no mercado africano e ter uma janela na China e no Brasil.

Não tenho grande fé no futuro deste banco, mas deus queira que esteja enganado.

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Qual é a solução da administração para que o banco ganhe valor?

Por em cima da mesa a possivel saida das participações na Grecia e Polonia, sendo que a ultima apresenta mais lucros que em qualquer outro pais (inclusivel Portugal). É claro que Angola e Moçambique apresentam uma maior produtividade na criação de lucro mas a concorrência também é ainda fraca e o mercado está somente agora a crescer. Mas dizerem que a Polonia apresenta uma concorrência muito forte, isso significa que o BCP não sabe ser competitivo! É aquilo que entendo quando leio estes comentários.

Investir na China, Brasil e Africa em detrimento da Polonia e Grecia. Eu não digo que não, mas vejo que essa mudança na polica de investimentos a ir de acordo com os interesses do principal accionista a Sonangol. A Sonangol não vê qualquer interesse estar na Polonia ou Grecia, para eles interessa investir no mercado africano e ter uma janela na China e no Brasil.

Não tenho grande fé no futuro deste banco, mas deus queira que esteja enganado.

Ao investir noutros lados pode ser que o banco fique melhor mas concordo que deve ter interesses por trás (sonangol)...

Acho estupido retirarem-se da polónia tendo em conta que não estão a ter prejuízo lá

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O mercado parece não estar a reagir mal à divulgação das contas do Millennium bcp, as acções sobem 3%.

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http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=498527

Editorial do Jornal de Negocios de 28/07/2011

Por: Pedro Santos Guerreiro

A agenda angolana desmantelou o velho BCP

A venda da Polónia é o fim do projecto BCP tal como o conhecemos.

As acções, primeiro, até vão subir. Mas é um erro estratégico para o banco. E uma tragédia para o País. A Sonangol assim o quis: amputou o futuro. Teria sido melhor pedir capital ao Estado. Este jogo tem um nome: fracasso.

Faz hoje um ano que a PT comprou a Oi. Fê-lo depois da venda fabulosa da Vivo. É daí a expressão do parágrafo anterior: "Amputar o futuro." A PT fez então o negócio da sua vida. O BCP pode estar a fazer o negócio da sua morte: vende o que tem de melhor; não está em condições de negociar bem; promete uma nova vida no Brasil que ninguém conhece.

A Sonangol tem todo o direito de cometer este erro, mas não deixa de ser um erro. É o maior accionista do BCP, o maior financiador dos últimos anos, lá acumula prejuízos e sempre defendeu a estratégia África-Brasil-China. É o que vai fazer agora. Mas não é fácil entrar bem no Brasil. E pode até já ser tarde (ou seja: caro) de mais. Pode ser que o novo BCP cresça e reapareça. Para já, o BCP fica um banco de paróquia: um banco em Portugal, com uma actividade interessante em Moçambique, outra ainda pouco relevante em Angola. Para trás fica o rasto de um sonho de internacionalização: EUA, Roménia, Turquia e agora essa jóia que é a Polónia e esse activo tóxico em que se tornou a Grécia.

Em Portugal, o BCP é um banco sólido e sem risco para os depositantes. Mas este mercado não interessa. Os resultados do BPI de há dois dias mostram-no: rentabilidade dos capitais em Portugal de 3% (que sobe para 7% quando se inclui Angola). No BCP, pior: resultados pobres; um rácio de crédito com incumprimento de 5,4% - talvez o mais alto desde que há banca cotada (depois das reprivatizações); e apesar da máquina comercial invejável que o BCP continua a ser (400 milhões de margem financeira "pura", 200 milhões em comissões), o banco teria tido prejuízos se não fosse um crédito fiscal.

A Polónia traz lucros ao BCP. Mas a Polónia será vendida. Muitos bancos alemães vão adorar a notícia. Tem dúvidas? Então vá aos resultados da Jerónimo Martins. Esses, sim, são colossais. Mérito próprio.

Não é por acaso que Alexandre Soares dos Santos é agora o segundo homem mais rico de Portugal na lista da "Exame". Se a lista retirasse aos activos o valor dos passivos, o segundo lugar seria ainda mais sólido. Mas a Jerónimo é caso raro. Nesta edição, contamos como a Cimpor, que já tem dois donos brasileiros, vai passar a ter só um; ou como a TAP e os Estaleiros Navais de Viana do Castelo procuram dono. É a história deste Verão: os falidos vendem os seus haveres para saldar os seus deveres.

Em retrospectiva, a pior coisa que podia ter acontecido ao BCP teria sido comprar em 2007 o BPI na OPA, hoje não restaria nada. Mas o melhor que poderia ter acontecido passou à mesma porta também em 2007: quando o BPI reverteu a OPA com uma proposta de fusão. Nem todos os accionistas teriam gostado (menos ainda o Governo PS), mas hoje haveria um "Millennium BPI" mais sólido e rentável.

Quando Ulrich propôs a fusão com o BCP, disseram-lhe que ela jamais poderia levar ao desmantelamento do BCP. É um desgosto ver o BCP apequenar-se. Mas é também mau para o País, que perde uma fonte de entrada de capitais (os lucros polacos) e um acesso à internacionalização de empresas.

Os accionistas do BCP têm todo o direito de fazê-lo. Mas é lamentável que ponham os seus interesses à frente dos do País - só que este País não é o deles. Havia alternativa, mas menos rentável: pedir capital ao Estado. Bem vistas as coisas, o Estado até está a ajudar: afinal, o BCP só teve lucros este semestre por causa de um crédito fiscal. Se o dinheiro dos contribuintes patrocina lucros no presente, mais valia que fosse usado para garantir o futuro.

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Imposto Diferido Activo de 221,5 M de Eur, positivo e que acresceu aos lucros (ao contrario do habitual, em que o Imposto IRC é negativo e diminui os lucros); sem este benefício fiscal, o BCP teria prejuizo no 1º semestre de 2011 de -63,8 M de Eur (em vez do lucro de 88,4 M de Eur que anunciou);

Mas então qual a origem deste beneficio fiscal?

O Banco explica com a reestruturação de participações, o que conjugando com outra informação publicada tambem ontem, em comunicado, de que as operações na Europa, Romenia, Polonia, e Grecia, passaram para não "core", ou sejam passaram para disponiveis para venda, então como são operações que irão dar previsivelmente prejuizo contabilistico, então registou-se já o beneficio fiscal de 221,5 M de Eur de poupança de IRC que essas vendas irão proporcionar, o que quer dizer que o BCP está a assumir perdas contabilisticas de Yx0,25=221,5 M de Eur, pelo que essas perdas são de Y=886 M de Eur que aí virão, mais um drama;

Assim, o BCP teve prejuizo de -63,8 M de Eur sem contar com o beneficio fiscal que planeia ter com o registo contabilistico do prejuizo da venda das operações conjuntas na Europa.

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não é que me tire o sono as contas do BCP pois sei que não é possível falir, no entanto isso prova má gestão e por isso vou começar a trabalhar mais com o BEST em vez do Activo

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