Poupas

Postal Euro 16 da Fidelidade

5 publicações neste tópico

Olá a todos, é a primeira vez que participo mas desde há já longo tempo que vos acompanho ;).

E as vossas dicas têm-me sido muito úteis.

Por isso, ponho à vossa consideração o seguinte:

Em Agosto de 2005 subscrevi, nos CTT, o produto Postal Euro 16, da Fidelidade, tendo investido 2500€; na altura, foi anunciado como algo de muito positivo, com uma taxa de rendimento de 4% no 1º ano e nos anos seguintes um rendimento variável (que tem vindo a decrescer consideravelmente), e tendo sido anunciado que "o total do rendimento a distribuir ao longo do prazo do contrato será no máximo de 16% do capital investido, havendo lugar ao reembolso antecipado do capital no termo da anuidade em que o total das taxas de rendimento distribuídas atinja os 16%.".

Resultado: em Agosto de 2006 recebi cerca de 100,00€ e em 2007 cerca de 24€!!!!

Neste momento caso pretenda resgatar já só terei 2088€!!!!!!!!  >:(

Recebi há dias um memorando da Fidelidade em que dizem o seguinte, antevendo, creio eu, a insatisfação dos Clientes por este produto:

"Pelo facto do Postal Euro 16 funcionar numa lógica inversa à subida da taxa euribor a 12 meses, e tendo em conta que esta, nos últimos anos, tem vindo a aumentar, os activos que integram o referido cabaz de obrigações têm sofrido uma desvalorização, movimento esse que veio a reflectir-se no valor da unidade de participação.

No entanto, apesar de durante a vigência do contrato o capital seguro poder sofrer alterações, incluindo desvalorizações [...] reitera-se que o produto tem por base obrigações que asseguram o reembolso do montante investido e o rendimento pré-definido.

Nestes termos, o risco de perda de capital existe para os resgates que efectuar na vigência do contrato, sendo por isso aconselhável, perante a actual conjuntura económica, que os investidores mantenham o seu investimento sem resgates, de forma a evitar as perdas em causa"

Confesso que na altura, quando subscrevi, não tinha noção que o valor investido pudesse diminuir, pensei que era algo do tipo depósito a prazo...

Bom, agora deparo-me com a seguinte dúvida: valerá a pena continuar com este produto (como aconselha a Fidelidade, mas cujo conselho não deixa de ser suspeito por não isento) ou será melhor resgatar o quanto antes e tentar rentabilizá-lo de outra forma?  ???

O que acham?

Se precisarem de mais esclarecimentos para poderem dar a vossa opinião, digam!

Obrigada!

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Bom , faltou dizer que o prazo do produto é de 8 anos, com início em Agosto de 2005-

Se se verificar o resgaste após os três primeiros anos não há encargos por despesas de desinvestimento.

Fico a aguardar as vossas opiniões!

Poupas

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No entanto, apesar de durante a vigência do contrato o capital seguro poder sofrer alterações, incluindo desvalorizações [...] reitera-se que o produto tem por base obrigações que asseguram o reembolso do montante investido e o rendimento pré-definido.

Nestes termos, o risco de perda de capital existe para os resgates que efectuar na vigência do contrato, sendo por isso aconselhável, perante a actual conjuntura económica, que os investidores mantenham o seu investimento sem resgates, de forma a evitar as perdas em causa"

Perante o que escreveste, o que eu entendo é que eles asseguram não só o capital mas também os juros definidos à partida mas apenas no final do contrato. Portanto o aconselhável é manter o produto até acabar, pelo menos enquanto este continuar a perder dinheiro.

Provavelmente também terá penalizações em caso de movimentação antecipada (tipo 1/2%), enquanto que no final do contrato será 0% quase de certeza.

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Boas Poupas,

Esse produto foi mais um dos que por essa altura os CTT, e outras tantas entidades, venderam o que se pode denominar de "banha de cobra". Se leres com atenção o prospecto do produto e entenderes a fórmula por detrás da sua rendibilidade, perceberás que dificilmente irás alcançar uma rendibilidade positiva visto o seu desempenho estar envolvido numa verdadeira bola de neve: quando entra no negativo, não há nada a fazer, pois a sua correlação é exponencial.

A rendibilidade destes produtos estruturados está correlacionado com o desempenho das taxas de juro CMS ("constant maturity swaps"), que servem de referência para a troca de "cash-flows" entre a taxa fixa e a taxa variável. Em meados de 2004 e 2005, quando a taxa de juro estava em mínimos, estes produtos estiveram grande sucesso: a taxa de juro variável apresentava um desfasamento considerável para a taxa fixa que se situava a um nível superior, tornando estes produtos bastante apelativos. O pior foi depois. No final e 2005, a taxa de juro começou a inverter. A consequência não se fez esperar: com a subida da taxa de juro variável, o desempenho destes produtos teve um volte-face estrondoso e até hoje estão a tentar recuperar de um tombo gigantesco.

Basicamente o que tens de fazer é aguardar pelo fim da maturidade para o resgatares. Caso contrário, dificilmente tirarás qualquer ganho!

Bons investimentos

;)

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E agora, em Agosto de 2011 o valor de cada unidade de participação é de 113,7119 € (o valor de subscrição de cada unidade foi 100,00 €), que corresponde a uma valorização de 13,71% desde o inicio do contrato.

Parece-me que resgatar agora o produto será uma boa opção.

O que acham?

Se esperar pelo final do contrato, em 2013, quanto se receberá? O valor do prémio inicial (100 € por un. participação)? Ou o valor que cada unidade daqui a 2 anos?

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