Maria Filomena

Divorcio e credito de habitação

6 publicações neste tópico

Agradecia que alguém me ajudasse: Divorciei-me em Julho 2010 por mútuo consentimento.Tendo ficado a meu cargo um menor (15 anos) e uma estudante com 18 anos. O meu ex marido prescinde da sua parte na casa a meu favor, ficando eu com a dívida bancaria. Não tenho rendimentos que possam suportar a mensalidade - foi- a resposta do banco- :'(Não tenho fiadores -os meus pais já não têm idade.A habitação vale muito mais que a dívida-Estou há 2 anos a suportar sozinha o mesmo empréstimo e tenho tudo em dia. Será possível o meu ex continuar a fazer parte no empréstimo ,mas passando a sua parte para mim ou para os nossos filhos ? Obrigada a quem me possa ajudar a sair deste túnel  );

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Em principio poderá ficar como fiador desde que o banco ache que é uma mais valia.

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Procura obter propostas junto de vários bancos - assim como assim o empréstimo vai ser renegociado, a taxa de juro provavelmente vai ser revista para cima, portanto é como se estivesses a começar tudo de novo... mas desta vez sozinha.

Outra hipótese é vender a casa e comprar uma mais barata ou mesmo arrendar durante alguns anos. Se realmente o teu rendimento não chega para pagar a prestação mais vale começar já a trabalhar para largar esta dívida (até porque nos 2 últimos anos as taxas têm sido anormalmente baixas mas já começaram a subir - podem-se aproximar tempos mais difíceis).

Se, por outro lado, o teu rendimento der para suportar tudo sozinha e o teu ex-marido estiver disposto a isso pode sempre ficar como teu fiador. No entanto, tenham em atenção que isso vai afectar a capacidade dele de contrair um empréstimo...

O teu ex-marido tem obrigação de garantir as boas condições de habitabilidade para os filhos, é por isso que normalmente fica obrigado ao pagamento de uma pensão de alimentos (/habitação) e poderia ficar com a responsabilidade de garantir parte do pagamento das prestações para garantir que os filhos não vão dormir debaixo da ponte. De qualquer forma convém aconselhares-te com um advogado sobre esta alternativa, porque isto deve ficar bem acordado entre ambos, sem hipótese de um dia algum dos dois poder fugir ao acordo... E também nada diz que as boas condições de habitabilidade têm que ser na mesma casa, portanto nem sei se é possível sequer obrigá-lo a isso, se ele não o quiser.

Em resumo acho que basicamente ou consegues um empréstimo com as tuas condições actuais ou começa desde já a procurar uma casa que seja mais facilmente sustentável. Se o valor da dívida é assim tão inferior ao da casa, ainda ficas com uma boa quantia para dar de entrada noutro lado qualquer...

Mas já agora, quanto é que ainda estás a dever ao banco e quais as condições actuais do empréstimo (taxa nominal, valor da prestação, prazo, etc). E qual é a percentagem do teu rendimento líquido que vai para pagar a prestação da casa actualmente? E qual o valor da casa?

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Obrigada pelo tua ajuda. Vender a casa será de facto o último recurso.Com o apoio dos meus familiares, e com meu trabalho- prestação de serviços ( explicadora ),passando recibos verdes- consigo dar conta do recado. A prestação ronda os € 320.00 mensais.Montante em dívida +/- €47000.00 Valor da casa: por volta de €80000.00. O PRAZO: 300 meses- 113 já cumpridos.Prestação fixa. Quanto ao meu rendimento,é aí que reside o problema. Como são recibos verdes, segundo a informação do banco, teria que declarar para cima de €11000, ou apresentar movimentos bancários (depósitos a ordem ou a prazo). A funcionária bancária disse-me que seria uma transferência de crédito. Mais uma vez obrigada.

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Boa tarde,

Estive numa situação muito parecida. Divorciei-me e ficou acordado que eu ficaria com a casa, assumiria os créditos e ainda dava a parte correspondente ao meu ex-marido. Não sei se foi por casmurrice do banco, o certo é que negou a transferência do crédito só para mim alegando que era arriscado. Ultimamente era eu que suportava os encargos com a casa e o banco tinha provas disso visto ser eu a fazer as transferências para o pagamento da prestação. Ainda tentei ir a outros bancos mas por falta de formação dos funcionários ou má vontade levantaram-me sempre muitos problemas, até me diziam que tinha que fazer a transferência primeiro em nome dos 2.

Optei por entregar o caso a uma consultora, que em 2 meses resolveu o meu problema, (fiz a escritura com partilha).

Se não tivesse optado por entregar o caso a terceiros ainda teria o problema por resolver.

Boa sorte

Isabel

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A solução poderá passar por transferência( escritura com partilha como refere a Isabel ) e abdicar da taxa fixa para assim diminuir a sua taxa de esforço.

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