ccastro

Crédito Habitação c/ período de carência

2 publicações neste tópico

Olá a todos.

Antes de mais, parabéns pelo blog e pelo site. É extremamente útil.

Queria pedir a vossa ajuda uma vez que já não é a primeira vez que venho a descobrir erros por parte do banco. Ainda ontem fizeram-me uma correcção das prestações do crédito desde Nov.2007 após ter apresentado reclamação.

Em tempos, efectuei um crédito habitação com período de carência de 24 meses e com Euribor a 3 meses.

Durante esses 24 meses fiquei, apenas, a pagar juros. Sucede que, passado um ano, após ter feito a escritura, a minha prestação composta apenas por juros variava mensalmente mas sempre para cima.

Apresentei um pedido de justificação das variações da taxa por escrito quando a mesma apenas teria que variar de 3 em 3 meses. Por outro lado, a minha escritura faz referência a que a taxa de juros mantém-se inalterada nos períodos a que se refere (presumo eu que sejam os 3 meses).

Após ter esperado vários meses pela resposta do banco, finalmente resolveram contactar-me por telefone (não deram resposta por escrito, apesar de eu ter solicitado). A justificação da variação mensal da taxa de juros, segundo o Banco, deve-se a um DL que foi publicado, presumo que em 2006, que diz que os juros devem ser calculado ao dia, daí a variação constante acrescida do aumento da Euribor.

Será que alguém sabe qual é esse DL e se esta história é verdade?

Nos períodos de carência a taxa de juros está indexada à Euribor acrescida do Spread, ou há outra forma de cálculo?

Existe alguma diferença entre o cálculo da taxa de juros no período de carência e fora dele, ou seja, quando se começa a amortizar capital? É que qd comecei a amortizar capital, a taxa de juros subiu novamente pois sei qual é o valor correspondente à amortização.

Obrigada a todos.

CCastro

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Eu não sei qual é semelhante decreto lei mas insista junto do seu banco. Eles é que têm obrigação de lhe esclarecer as dúvidas todas, não se acanhe em ser inisistente. Pessoalmente penso que estão a tentar dar a volta ao texto, mas realmente eu não sei muito sobre créditos...

Já agora, até achei bem a opção de lhe ligarem em vez de enviarem uma resposta escrita. Muitas vezes mais vale esclarecer tudo por telefone do que andar com meias explicações e malentendidos trocados através de uma dúzia de mails para trás e para a frente. O importante é que no fim os convença a mandar-lhe uma resposta escrita na mesma: "Eu acho que ainda não percebi muito bem - podia-me mandar um mail com essa informação para eu analisar depois com mais calma?" ou "Pronto, eu já percebi. Mas podia-me mandar isso por escrito? É que agora tenho que explicar isso tudo ao meu marido e ajdava-me muito". Estas frases são perfeitamente legítimas e não levantam qualquer tipo de desconfiança do outro lado.

Se chegar ao fim e continuar com dúvidas tem bom remédio - dirija-se a um balcão do banco e peça o livro de reclamações, relatando a atitude do banco. Vai ver que se eles tiverem razão descobrem logo na hora a melhor forma de lho conseguir fazer perceber porquê. Se não conseguirem, a entidade responsável (neste caso o Banco de Portugal) tem 30 dias para analisar o caso e lhe enviar uma resposta.

Se, entretanto, o banco finalmente se conseguir fazer compreender pode sempre apresentar uma reclamação por falta de clareza nas explicações iniciais - pode ser que o banco reveja alguns dos seus procedimentos quando pressionado pelo BdP.

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