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sultão

Cremações

5 publicações neste tópico

Através das páginas de necrologia dos jornais, tenho constatado que cada dia há mais cremações em Portugal. E isso suscitou-me a curiosidade de saber se no forno crematório é incinerado o caixão e cadáver ao mesmo tempo ou então o cadáver é retirado e apenas este é cremado ficando o caixão de fora? Alguém sabe como é que decorre todo este processo?

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O caixão para cremação é diferente dos outros e é queimado com o corpo e roupas e......

Não há misturas de cinzas pois parece que as temperaturas são tão altas que as roupas e caixão "desaparecem".

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boa pergunta, há uns meses atrás o pai de um amigo meu foi cremado e, de facto, não sei se foi dentro ou fora do caixão, mas o processo é o seguinte:

a) o velório é exactamente igual ao que estamos habituados  

B) o cortejo fúnebre acaba junto ao crematório escolhido

c) existe uma pequena "capela" com sala de espera onde é depositado o caixão e se fazem as últimas exéquias - p.ex. religiosas se for esse o desejo da familia e do defundo

d) depois as pessoas saem e o caixão entra para uma dependência totalmente separada que dá acesso ao forno crematório - quem faz isso são os funcionários do cemitério

e) procede-se à cremação - penso que de tudo, penso que o caixão tem que ser adequado a este efeito - mas agora que colocas a questão fico na dúvida pois esta parte é totalmente interdita aos acompanhantes e, se retiram o corpo, ninguém vê.

f) os acompanhantes aguardam no exterior onde existe um belo espaço ajardinado e onde a familia pode optar por duas alternativas: ou receber as cinzas ou desejar que elas sejam depositadas no jardim. E, aí , tudo acaba.

g) penso que existem regras sanitárias especificas para esta acto: há pessoas que dizem que "lançam as cinzas ao mar" e coisas do género, mas acho que isso é proibido por Lei.

Este processo está-se de facto a tornar popular, mesmo entre os vivos - a minha mãe, que tem 90, já disse que quer ser cremada, p.ex. , e nós vamos respeitar isso. De facto o que eu vi no funeral do pai do meu amigo agradou-me, é um processo muito menos....faltam-me as palavras, mas chora-se menos, não há tantas cenas pungentes quando o caixão desce à terra, daquelas que nos inibem a todos, e acho muito mais interessante ir ao tal jardim - que parece aqueles cemitérios que vemos estrangeiros e dos quais já há alguns em Portugal - uma vez por ano e saber que estão ali as cinzas do pai ou da mãe do que ir a uma campa, ir passados 5 anos levantar os ossos e coisas desse género que são "pesadas" (levantar as ossadas, p.ex., é pesadíssimo, já fiz isso em relação ao meu sogro e não gostei nada, é um acto quase sado-masoquista que deve ser feito passados 5 anos após a morte). No tal jardim até podes levar os netos e eles correrem um bocado por ali !

Eu já decidi, quando tiver que ir visitar o cemitério - espero que daqui a muitos anos - também quero ir para a fornalha, é muito mais prático e, por uma vez na vida, ficamos a saber o que é levar com um maçarico na cara, assim, directo ! E poupa-se terreno e pedra mármore, é mais ecológico também !

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Obrigado a ambos pelos esclarecimentos.

Carlos 2008:

Essa coisa do maçarico na cara não me seduz. No entanto "gostos" não se discutem... :) :) :)

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