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quim

Apoios sociais acabam para quem tem mais de cem mil euros

58 publicações neste tópico

Bom dia.

Gostaria que me dessem a v/ opinião sobre o seguinte:

O que fariam se tivessem 130000€ no banco, abono familiar de +/- 45€, e ficarem sujeitos a perder a comparticipação em medicamentos (segundo esta lei)?

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/dinheiro/dinheiro-apoios-familias-agencia-financeira-crise-governo/1170635-3851.html

Um abraço

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Há milhentas coisas que se podem fazer para continuar a receber os subsídios: gastar parte do dinheiro em roupa ou chocolates; comprar aparelhos novas lá para casa ou fazer as obras que são obrigatórias e muita gente não faz; comprar uma casa e arrendá-la; guardar parte do dinheiro debaixo do colchão, ou enterrá-lo no quintal, onde não haja registo dele.

Daquilo que tenho lido em quase todos os artigos sobre este assunto, o que conta é a situação no momento em que é feito o pedido da prestação... quem já estava abrangido antes, não é sujeito a essa regra (agora, pode é passar a sê-lo, se for algo que requeira provas regulares ou pedidos de renovação).

Ainda não li a legislação em detalhe, mas em princípio não me oponho a ela - quem tem tanto dinheiro posto de lado, não precisa da ajuda do estado, isso parece-me óbvio e foi coisa que sempre me fez confusão que em alguns subsídios se olhasse apenas para os rendimentos e não para a situação económica da pessoa.

O principal efeito negativo parece-me ser o "desincentivo" à poupança - algumas pessoas preferirão gastar o dinheiro para continuar a receber os trocos que o Estado lhes dá em subsídios. Por outro lado, não deixa de ser dinheiro que é posto a rolar na economia, em vez de ficar parado numa conta bancária (agora que penso nisso, os bancos também são capazes de não ficar muito satisfeitos...)

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Retira 30001€ do banco e investe em algo que necessites!...  :)

Obras de manutenção, energias renováveis, carro eléctrico (o dinheiro deve ser mesmo à justa!...  :o), aplicação de vidros duplos na casa ou nas casas dos filhos(as) ou na minha, também aceito a doação!...  ;D) onde até poderás ter um retorno através dos benefícios fiscais!...  :)

Portanto, é uma questão de definir prioridades!...  ;)

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Acho que é gozar com quem tem dificuldades!

Se as pessoas têm tanto dinheiro no banco que o gastem em vez de o resto da sociedade os andar a sustentar, ou querem levar o dinheiro para a cova?

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Boa tarde.

Em primeiro lugar, obrigado pelas v/ sugestões.

É certo que ter 130000€ para alguns poderá ser muito, mas para outros poderão ser as poupanças de uma vida inteira. Existem os visionários, que abdicaram de determinados luxos e prazeres ao longo da vida para na velhice poderem compensar as fracas reformas que irão receber.

Não acham que seria mais correcto ter em conta os sinais de riqueza exterior.

A olhar pelos comentários aqui expostos uma pessoa que tenha 100001€, mesmo que ande de bicicleta, não tenha lcds e que viva numa casa sem grandes luxos, tem de pagar para aqueles que vivem com todas as mordomias. Fraca maneira de pensar.

Um abraço

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É certo que ter 130000€ para alguns poderá ser muito, mas para outros poderão ser as poupanças de uma vida inteira.

E achas que para esses pode ser pouco ???

Não acham que seria mais correcto ter em conta os sinais de riqueza exterior.

Compreendo onde queres chegar. Mas não achas que uma conta bancária choruda é um sinal de riqueza?

Tenho ideia de ter lido (não sei bem se era sobre o mesmo assunto) que os imóveis também iam entrar para as contas dos sinais de riqueza, sobretudo quando muito valiosos (5% do valor do imóvel, salvo erro).

A olhar pelos comentários aqui expostos uma pessoa que tenha 100001€, mesmo que ande de bicicleta, não tenha lcds e que viva numa casa sem grandes luxos, tem de pagar para aqueles que vivem com todas as mordomias. Fraca maneira de pensar.

A mim também me parece fraca maneira de pensar que uma pessoa assim não deva ajudar os que mais precisam. Sim, porque nem todos os que recebem ajuda do Estado são uns malandros que não querem fazer nenhum...

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Salvo melhor opinião estas questões são bastante delicadas, sendo de afastar quer as visões mais "liberais" quer as mais "socializantes" ou "assistenciais" : quanto a mim no meio é que está a virtude.

Eu lembro-me de um ex-Ministro, Bagão Félix, que na sua altura, retirou a prestação do Abono de Família a quem ganhava mais do que um certo valor.

Pode ser uma visão do problema, mas existe outra: se eu ganho "demais" também faço parte do grupo que "contribui mais" e parece-me injusto que pura e simplesmente me retirem aquilo para que contribuo mais (do que os que ganham menos).

Não seria mais justo DIMINUIR o valor da prestação, por exemplo, organizando-a em escalões (a exemplo do IRS ) ? Talvez fosse, existirão especialistas em ciências sociais que se deveriam pronunciar sobre isso.

Pois senão isto pode abranger tudo: ganhas mais que 1000 euros ? Então vais ao Hospital e pagas 50 euros a consulta !  Ganhas mais que 800 euros ? Então vais passar a pagar uma diária de 30 euros se fores internado ! Etc, Etc, Etc..!  Eu repudio estas visões das coisas pois quem ganha 1000 contribui mais para o Hospital estar aberto do que quem ganha 500 e assim sendo também deve ter direito à assistência quando necessitar dela !

Mas é chocante saber, p.ex., que dois individuos que, há dias, assaltaram à mão armada várias lojas dos CTT .... estavam a receber o Rendimento Social de Inserção: deveria ser-lhes retirado de maneira imediata e expedita !

Esta questão dos 100.000 euros, de considerar "agregado familiar" os avós de porventura os filhos (por falta de meios financeiros...) ainda viverem com eles (e assim poderem perder o direito ao dito Abono...) não pode também, acho eu ser tão linear e tão "liberal" , acho liberdade a mais, pois um desempregado ou um velho podem ter uma casa que valha 100 mil euros (são 20 mil contos antigos, é uma casa modesta, nos subúrbios operários) e por isso verem os seus direitos de contribuintes (admitindo que o foram ) expoliados, isso parece-me mal.

Em tempo de dificuldades é natural que se façam contas e se cortem beneficios: todos temos que aceitar isso. Mas eu, pelo menos, repudio totalmente o ponto de vista dos "ricos que paguem a crise" pois entendo que todos aqueles que contribuem, com os seus descontos, para que possam existir determinadas prestações sociais devem ter direito a elas - mas aceito, como disse, que existam patamares de acordo com os rendimento de cada um, também: mais a quem menos pode, um pouco menos a quem mais pode (e, portanto, mais contribui todos os meses para o bolo comum...) !

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Acho que é gozar com quem tem dificuldades!

Se as pessoas têm tanto dinheiro no banco que o gastem em vez de o resto da sociedade os andar a sustentar, ou querem levar o dinheiro para a cova?

Subscrevo, na íntegra.

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Antes de mais gostaria de dizer ao autor do tópico que é ele que solicita a nossa opinião. Só podia acontecer uma de três coisas: não ter opinião, ser coincidente ou ser discordante. Portanto, há que aceitar e não concluir “fraca maneira de pensar”.

Ainda não aprofundei o assunto, tenho somente lido na diagonal e conversado com algumas pessoas sobre a justiça/injustiça da medida. Tenho receio que seja uma medida cega, mas na sua essência, concordo.

Tem sido frequente a crítica à forma como se têm atribuído apoios sociais. Quantas vezes ouvimos falar que não vale a pena trabalhar, pois para alguns ficar sem trabalhar, compensa porque recebem subsídios.

Não sei se a definição desse valor é a mais correcta mas é evidente que quem tem “investimentos” não pode receber dinheiro dos nossos impostos. Foi a poupança de uma vida? Pois ainda bem, há muita gente que não conseguiu isso e não foi porque não poupou ou porque esbanjou. Simplesmente não recebeu apoios, trabalhou, criou, educou os filhos, gastou o que ganhou e teve que fazer opções. A vida é assim mesmo, cheia de opções. Há é muitos “Chico - espertos” que furam por todo o lado e passam a vida a viver à custa do Estado (de todos nós).

Como disse anteriormente podem-se cometer injustiças com tanta “criatividade” para combater a crise. O Estado tem obrigações sociais para com os seus cidadãos, mas não pode ser um Estado providência senão é que nunca mais saímos desta.

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Para mim o mais grave é mesmo quererem cortar o subsídio de desemprego a quem tiver mais de 100.000€ no banco. Quem recebe subsídio de desemprego é porque trabalho e fez descontos, logo mesmo a pessoa que tem os 100.000€ fez descontos, porque carga de água não tem direito? Então que lhe devolvam parte dos descontos.

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Não há sociedades perfeitas... E estamos em crise, por isso, por não pertencer ao grupo dos que tem mais de 100.000,00 €€€ no banco, concordo com esta medida... É uma opinião pura e crua... Provavelmente se tivesse trabalhado a vida toda para juntar este dinheiro, ou o tivesse ganho no Euromilhões, retiraria algum da conta (Cofres, debaixo do colchão, etc) porque também compreendo a outra parte...

Tenho a sorte de nunca ter estado no desemprego, ter precisado de baixa médica, seguros ou abonos... e tenho o azar de descontar todos os meses para uma reforma que provavelmente nunca terei, mesmo trabalhando mais 50 anos da minha vida...

E ainda me queriam/querem tirar o subsidio de férias/natal por causa da crise... Será justo? Não há justiça em sociedade... Hão-de haver sempre os parasitas, os que realmente precisam e os que trabalham para toda a gente...

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Não seria mais justo DIMINUIR o valor da prestação, por exemplo, organizando-a em escalões (a exemplo do IRS ) ?

Isso já existe para várias prestações. Por exemplo, quem tem maiores rendimentos não recebe abono de família pelos seus filhos.

Acho que a filosofia agora é a mesma que estás a defender ser mais justa - apenas no último "escalão", não se recebe nada. A novidade aqui é que em vez de olhar apenas para os rendimentos, se olha para outros sinais de riqueza - mesmo isso já acontecia com o Rendimento Mínimo, acho eu...

Concordo que é um pouco drástico impor um limite único para o tudo ou nada. Mas acho que não deixam de existir as outras condições para ter acesso a estes apoios - mesmo quem tem menos de 100.000€ no banco, por vezes ja não tem direito a vários deles.

Pois senão isto pode abranger tudo: ganhas mais que 1000 euros ? Então vais ao Hospital e pagas 50 euros a consulta !  Ganhas mais que 800 euros ? Então vais passar a pagar uma diária de 30 euros se fores internado ! Etc, Etc, Etc..!   Eu repudio estas visões das coisas pois quem ganha 1000 contribui mais para o Hospital estar aberto do que quem ganha 500 e assim sendo também deve ter direito à assistência quando necessitar dela !

Acho que estás a confundir as coisas. Aquilo que está em causa são ajudas, supostamente para quem precisa delas por não ter dinheiro.

A assistência médica não está em causa para ninguém. Seja como for, isso realmente já hoje é assim e eu também não concordo - supostamente devia estar acessível a todos por igual. Mas, mais uma vez, não é isso que está em causa agora.

Mas é chocante saber, p.ex., que dois individuos que, há dias, assaltaram à mão armada várias lojas dos CTT .... estavam a receber o Rendimento Social de Inserção: deveria ser-lhes retirado de maneira imediata e expedita !

Aí estou de acordo - se estão na prisão, já têm as suas necessidades báscias satisfeitas, não precisam do dinheiro para nada...

Para mim o mais grave é mesmo quererem cortar o subsídio de desemprego a quem tiver mais de 100.000€ no banco. Quem recebe subsídio de desemprego é porque trabalho e fez descontos, logo mesmo a pessoa que tem os 100.000€ fez descontos, porque carga de água não tem direito? Então que lhe devolvam parte dos descontos.

Salvo erro o que está em causa é o subsídio social de desemprego - não são a mesma coisa...

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Discordo completamente da filosofia do "escalão zero" : o Abono de Família (exemplo dado) destina-se à CRIANÇA e não aos pais. Uma criança filha de um pai que ganha 10.000 euros (e contribui com 11% = 1.100 euros mensais para a SS) tem tanto direito a receber o Abono como uma criança filha de um pai que ganhe 600 euros (e pague 11%=66 euros para a SS). Agora se me dizem que a criança mais pobre recebe 200 euros/mês e a mais rica recebe 60 euros/mês, dada a diferença entre os pais, eu posso concordar. Retirar benefícios a quem contribui é um ESBULHO e um ROUBO, embora mascarado sob a capa politica (leia-se os argumentos) mais conveniente e de acordo com o posicionamento politico de quem o manda fazer: há de tudo, desde argumentos muito "cristãos" até outros mais "sociais" , tudo travestis muito convenientes quando se trata de tirar às pessoas.

Também discordo completamente de "ginásticas criativas" para encontrar novas formas de "agregado familiar" : por acaso conheço uma rapariga, de classe média (pai professor, mãe funcionária pública) que engravidou aos 17 anos. Estava a iniciar a universidade. Resolveram ter e assumir o filho e a neta mas não haver casamento. A moça ficou a viver em casa dos pais, pois era dependente e estudante. A filha evidentemente que teve direito ao Abono: é necessária grande criatividade e sadismo para considerar que deixaria de o ter devido à condição dos avós !  E seria um atentado áquilo que o País mais necessita: crianças!

Vem nos jornais que, com a filosofia dos 100 mil euros ATÉ subsídios de desemprego do regime CONTRIBUTIVO podem vir a ser atingidos: isso é, usemos a palavra, um ROUBO , pois o subsidio de desemprego é pago por nós enquanto trabalhamos e ter 100 mil no Banco só é crime num País que faz permanentemente o "bota abaixo" de quem teve mais sucesso através do seu trabalho (excepto se for futebolista: todos se indignam com o ordenado do Mexia mas ninguém o faz com o do Carlos Queirós, que é equivalente e pago por uma Federação que recebe apoios directos do Estado...). Agora se me dizes que o PATRIMÓNIO TOTAL deve ser considerado...eu posso concordar pois existem muitos negociantes, profs liberais, etc que não pagam impostos e têm grandes bens: mas a solução para esses é o Fisco cair-lhes em cima e fazê-los pagar e não cortar-lhes os direitos que possam ter. Se o não consegue fazer arranje maneira, vá aprender aos EUA ou à Suécia...

Existe um grupo de cidadãos que está a estudar colocar o Estado Português em Tribunal (Europeu...) devido à limitação das pensões da Segurança Social a 5.030 euros/mês: é de elementar justiça, pois quem descontou toda a vida sobre 10.000 euros por mês tem direito à sua Pensão formada nessa base e limitá-la é um ESBULHO , só deixando de o ser se forem limitados de forma equivalente os DESCONTOS para a SS ao longo da vida. O que é recusado pela Esquerda Parlamentar pois essa (que faz contas antes da demagogia...) sabe bem quem PAGA as reformas mais pequenas... Aliás, imoralidade maior, as pensões da CGA (do Estado...) não sofreram esta mesma limitação...

A nossa classe politica deveria olhar-se ao espelho e ver onde pode cortar dinheiro: nas reformas ao fim de 12 anos de serviço, no número escandaloso de Câmaras e Juntas de Freguesia que deveriam ser reduzidas a METADE, eliminação das Empresas Municipais e respectivos gestores, assessores, consultores, frotas de veículos, custos de instalação etc, etc, etc: pena é que todos palrem muito mas façam pouco quando estão no Governo, porque palrar na SIC Noticias ou na TVI 24 é fácil mas depois executar quando se está em S.Bento...é o cabo dos trabalhos pois as clientelas partidárias travam todas as veleidades.

Evidentemente que relativamente a regimes NÃO contributivos deverá haver exigência, fiscalização, medidas de reconversão das pessoas que as ajudem a mudar de vida e adaptar-se,formação escolar obrigatória, limitação temporal : um RSI não pode ser para o resto da vida, evidentemente. Mas cabe-nos a nós pensar se queremos viver num Estado e numa Europa Social ou se queremos o liberalismo à americana - em que se estiveres doente e não tiveres dinheiro vais para debaixo da ponte ser comido pelos ratos !

Enfim, deixemos aparecerem as medidas preto no branco para irmos formando ideias mais firmes sobre a justeza ou não delas!

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O subsidio de desemprego mantém-se o que não se mantém são outros subsídios como subsidio social de reinserção, subsidio social de desemprego, etc.

o subsidio social de desemprego é dado depois do subsidio de desemprego e o montante é muito mais pequeno que o subsidio de desemprego.

A receita para o estado não deve ser muita, possivelmente a medida nem deve chegar a 5% dos que recebem esses apoios, mesmo os que estão abrangido pela medida podem facilmente a contornar, por isso, provavelmente não vai ter efeitos práticos.

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Discordo completamente da filosofia do "escalão zero" : o Abono de Família (exemplo dado) destina-se à CRIANÇA e não aos pais. Uma criança filha de um pai que ganha 10.000 euros (e contribui com 11% = 1.100 euros mensais para a SS) tem tanto direito a receber o Abono como uma criança filha de um pai que ganhe 600 euros (e pague 11%=66 euros para a SS). Agora se me dizem que a criança mais pobre recebe 200 euros/mês e a mais rica recebe 60 euros/mês, dada a diferença entre os pais, eu posso concordar.

Sob a perspectiva de que o abono é para a criança sinto-me inclinado a concordar contigo - a condição dos pais não devia ser levada em conta.

Agora, o que não consigo perceber na tua argumentação, é que aceites a redução para metade ou menos, mas não aceites que não tenham direito a receber nada...

Agora se me dizes que o PATRIMÓNIO TOTAL deve ser considerado...eu posso concordar pois existem muitos negociantes, profs liberais, etc que não pagam impostos e têm grandes bens: mas a solução para esses é o Fisco cair-lhes em cima e fazê-los pagar e não cortar-lhes os direitos que possam ter. Se o não consegue fazer arranje maneira, vá aprender aos EUA ou à Suécia...

Não acho que os EUA sejam grande exemplo nesse aspecto (até são bastante parecidos connosco nesta história de cortar os subsídios) mas justamente na Suécia, é considerado quase uma vergonha chegar ao ponto de ter que recorrer a este tipo de ajudas estaduais. Há muitas coisas que todos eles têm de borla, é certo, mas aquilo que cá muita gente clama agora como direitos adquiridos, lá são considerados o último recurso. As culturas são bastante diferentes nesse aspecto e as legislações também...

Toda a gente reclama contra o facto de haver pessoal a estudar com bolsas e que chega à escola de Mercedes; ou gente a viver em barracas e a ganhar o rendimento mínimo mas com parabólica e brutos plasmas na sala. Mas em conversa com amigos, já apanhei algumas dessas pessoas a insurgirem-se também contra estas alterações... e isso, a mim, faz-me bastante confusão :-\  (Não estou a dizer que seja o caso de alguém aqui... mas só estou a tentar fazer perceber porque considero que estas ajudas não deviam ser considerados direitos).

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Para mim esta questão tem duas respostas:

1.Se foi uma pessoa que toda a vida trabalhou e que por força da actual situação foi parar ao desemprego acho muito mal que se corte o subsidio pois essa pessoa afinal descontou toda a vida.

2.Se for para indivíduos que nunca descontaram um cêntimo acho muito bem e aliás o RSI se fossem feitas auditorias por pessoas competentes e neutras mais de 50% de pessoas que recebem o RSI não teriam direito a receber esse subsidio.

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Gostava só de introduzir uma outra nuance à discussão: justa ou injusta esta fiscalização vai basear-se, creio, numa autorização que os beneficiários dessas prestações, implicitamente, darão para que seja levantado desde logo o sigilio bancário e assim seja possivel controlar o património financeiro (pois nem todo ele está ao alcance de ser detectado pelas finanças).

Pois bem: esta proposta vai avante exactamente pelas mesmas forças políticas que apenas timidamente avançaram com um levantamento parcial do mesmo sigilio para detectar situações de fraude e evasão fiscal, levadas a cabo por detentores de "grandes fortunas", fazendo-as depender, se não estou em erro, de decisões judiciais, após a ocorrência de indícios de irregularidades...

ora, acho que por um princípio de justiça todas os cidadãos devem estar abrangidos pela mesma lógica de cumprimento das obrigações fiscais inerentes a cada um, e nesse sentido, a fiscalização deve ser permanente e a todos obrigar.

contudo, por uma questão de gestão de recursos e dado que o cruzamento de dados e demais mecanismos de fiscalização estão longe de serem perfeitos, parece-me que o Estado tenderia mais a lucrar se começasse por apostar, em tempos de crise, numa apertada vigilância sobre os titulares de cargos ou posições sócio-profissionais que por natureza mais propiciam a apropriação de riqueza ilegitima.

Certamente que não estariam a meu ver no fim da fila os beneficiários do RSI, apenas não concordo que sejam a primeira prioridade absoluta e radical a quem é instituída esta medida....e vocês?!

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Para mim o mais grave é mesmo quererem cortar o subsídio de desemprego a quem tiver mais de 100.000€ no banco. Quem recebe subsídio de desemprego é porque trabalho e fez descontos, logo mesmo a pessoa que tem os 100.000€ fez descontos, porque carga de água não tem direito? Então que lhe devolvam parte dos descontos.

O que o nosso sábio governo vai fazer é cortar o subsidio social de desemprego a quem tiver mais de 100.000,00, não acho mal pois quem tem este valor no banco não precisa do apoio social.

Acho é que o nosso sábio governo deveria tambem atacar aqueles que tem muito e não precisam das reformas para nada. Por exemplo, quem tivesse mais de 500.000,00, não deveria tem direito a reforma. Mas esta medida nunca o nosso sabio governo tomará, pois eles e os amigos, seriam atingidos nas suas reformas milionárias. Os nossos governantes sempre tomaram medidas tendo em conta os seus proprios interesses.

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É numa altura de crise que se corta em toda a linha nas despesas que se nota o cheque chorudo que se dá de oferta a um grande grupo de pessoas.

Os beneficiários de RSI, Fundo de desemprego, pensões multiplas entre outras, são cada vez mais e em muitos casos sem a devida fiscalização.

Por outro lado, as juntas médicas apertam o cerco e cada vez mais, casos que achamos ao senso comum que deviam passar são recusados vezes a fio.

O dinheiro que cada um poupa devia ser tratado com algum respeito. Afinal, todos sabemos que 100.000€ em caso de doença ou pré reforma, podem ser um complemento ao apoio estatal.

O que acho mal é que se receba subsideos, nomeadamente os RSI e se consiga amealhar, aí algo falha, pois se não se tem rendimentos e se consegue gastar mais que aquilo que vem do estado, existe fraude.

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pauloaguia, relativamente aos Mercedes e aos brutos plasmas concordo contigo: a fiscalização a essas e outras situações (como determinadas pessoas que recebem RSI e negoceiam em droga, p.ex) devem ser sistemáticas e implacáveis, estamos de acordo. Mas - pelo menos no caso dos Mercedes - lá voltamos ao Fisco: se alguém tem uma viatura dessas e não tem rendimentos (declarados...) deve ter outra coisa qualquer, é o velho problema do sigilo bancário, ou deve ser negociante, restaurador ou profissional liberal - tudo sem recibos. Cerca de 30%, parece, da nossa economia é assim e isso tem que ser ferozmente combatido por todos assim como os oportunistas que disso se aproveitam. Ou então é a questão da tributação do património que tem que ser revista: de casas, carros de luxo,barcos, propriedades, etc  mais taxadas.

Lvsitano, já te apercebeste que o que dizes (quem tem amealhados mais de 500 mil não devia ter direito a uma reforma) é uma barbaridade ? As reformas são devidas a quem, ao longo da vida, descontou para a SSocial, não têm nada a ver com aquilo que conseguiu amealhar, que herdou ou que lhe deram, são coisas diferentes. Um dos males da sociedade portuguesa é a inveja e a condenação dos "ricos". E, além disso, tu podes colocar duas pessoas diferentes na mesma linha de partida ( por exemplo, aos 24 anos e a iniciar a vida activa) e com a mesma profissão e os mesmos salários toda a vida e uma delas juntou 500 e a outra delapidou tudo: olha, eu tinha um colega que gastava tudo o que ganhava em carros descapotáveis, motas e barcos ( e mulheres também, esquecia-me disso...).

O problema é que quando chegou a uma certa idade não tinha nada que se visse (refiro-me a algum dinheiro, casa própria, p.ex.) . Que culpa tem um outro, com a mesma idade e profissão, que conseguiu juntar 100 ou 200 porque poupou ao longo da vida ?  Não me digas que achas que o 1º deveria ter uma reforma e ao 2º deveriam mandá-lo chuchar no dedo....

Eu acho que quando nós dizemos certas coisas devemos pensar primeiro e tu não pensaste: as reformas da Segurança Social são um DIREITO de quem descontou e devem ser totalmente independentes de outros bens, pessoais ou familiares, que a pessoa tenha acumulado ao longo da vida. Esse é um principio sagrado do Estado Social e de Direito em que nós escolhemos viver - quem não quer isso tem que escolher outro país para se radicar, talvez o Zimbabwe ou a Costa do Marfim !

Mas tenho a certeza que depois de pensares mudas de opinião !  Ou então depois de envelheceres e teres um pouco mais de experiência da vida !

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Tambem o subsidio de desemprego é um direito de quem descontou e o mais provavel é dentro de pouco tempo só seja atribuido a quem realmente precisa, tambem as reformas deveriam ser atribuidas a quem precisa, não faz sentido que um, Belmiro de Azevedo, ou um Jardim Gonçalves, tenham uma fortuna imensa e beneficiem ainda de uma reforma choruda, enquanto outros recebem 200 ou 300 euros por mês.

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Realmente este tópico está a levar um rumo invulgar. Acho que está a haver uma total deturpação do que realmente está em causa e está a vir ao de cima o que cada um, individualmente, pensa acerca de ....tudo e se em certos aspectos não estava a dar razão, no todo, ao que o carlos2008 tem dito, agora, acho que ele tem razão: a opinião depende se se tem dinheiro (os tais 100 000€) ou não? Na minha opinião não é assim. Eu posso perfeitamente defender algo que me "prejudica" porque é justo! Não pode ser uma caça aos ricos (nem aos não ricos) como é evidente. Se o Sr Belmiro fez os seus descontos, correspondentes ao fruto do seu trabalho, porque razão é que não deve receber uma reforma  ??? Por esta ordem de ideias quem nunca descontou (por exemplo os pequenos agricultores, donas de casa, ou outros) nunca deviam receber nada, não deviam ter acesso ao SN de saúde , às escolas....etc. ??? ???

Está instalada a luta de classes  :D

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Lvsitano, já te apercebeste que o que dizes (quem tem amealhados mais de 500 mil não devia ter direito a uma reforma) é uma barbaridade ? As reformas são devidas a quem, ao longo da vida, descontou para a SSocial, não têm nada a ver com aquilo que conseguiu amealhar, que herdou ou que lhe deram, são coisas diferentes. Um dos males da sociedade portuguesa é a inveja e a condenação dos "ricos". E, além disso, tu podes colocar duas pessoas diferentes na mesma linha de partida ( por exemplo, aos 24 anos e a iniciar a vida activa) e com a mesma profissão e os mesmos salários toda a vida e uma delas juntou 500 e a outra delapidou tudo: olha, eu tinha um colega que gastava tudo o que ganhava em carros descapotáveis, motas e barcos ( e mulheres também, esquecia-me disso...).

O problema é que quando chegou a uma certa idade não tinha nada que se visse (refiro-me a algum dinheiro, casa própria, p.ex.) . Que culpa tem um outro, com a mesma idade e profissão, que conseguiu juntar 100 ou 200 porque poupou ao longo da vida ?  Não me digas que achas que o 1º deveria ter uma reforma e ao 2º deveriam mandá-lo chuchar no dedo....

Eu acho que quando nós dizemos certas coisas devemos pensar primeiro e tu não pensaste: as reformas da Segurança Social são um DIREITO de quem descontou e devem ser totalmente independentes de outros bens, pessoais ou familiares, que a pessoa tenha acumulado ao longo da vida. Esse é um principio sagrado do Estado Social e de Direito em que nós escolhemos viver - quem não quer isso tem que escolher outro país para se radicar, talvez o Zimbabwe ou a Costa do Marfim !

Mas tenho a certeza que depois de pensares mudas de opinião !  Ou então depois de envelheceres e teres um pouco mais de experiência da vida !

Com certeza estás equivocado no nick, pois eu não disse nada disso...

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tens razão, desculpa!

quem disse isso foi o taranta, que espero que tenha lido a minha opinião!

desculpa lá o meu equívoco, de facto um nick como o teu - Lvsitano - não poderia dizer uma barbaridade dessas - afinal és lusitano de gema e as gemas com que foste feito são boas !

um grande abraço / carlos 2008

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Atendendo a que dentro de pouco tempo, as reformas ficam reduzidas a 60% do seu valor, muito aquem do valor esperado pelo contribuinte no início da sua carreira contributiva, parece-me que é de todo conveniente arranjar um pé de meia "paralelo" para a reforma.

Neste tópico podem efectuar várias simulações como forma de verificarem o valor "esperado" na altura da reforma: http://www.pedropais.com/forum/index.php/topic,3144.msg26628/topicseen.html#msg26628

Assim, faz todo o sentido, que quem não é despesista, se contente com o suficiente para viver confortavelmente o seu dia-a-dia e que tendo possibilidades para isso, que amealhe alguns euros para prevenir a "terceira idade"!...

Este tópico derivou um pouco do seu verdadeiro intuito, e já houve argumentos perfeitamente válidos de vários intervenientes. Recordo-me, no entanto, que as questões do Quim costumam ser muito mais profundas do que à primeira vista parecem!...  :D  ;)

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