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csfale

Arrendamento vs Informar Banco

10 publicações neste tópico

Olá Boa tarde:)

Descobri este forum recentemente, mas já deu para aprender mais alguma coisa referente ao mundo financeiro, tão importante para o nosso dia-a-dia.

Coloco aqui a minha 1ª dúvida:

Tenho um apartamento T2, com CH no BCP. Está à venda há algum tempo, mas até agora ainda não foi vendido apesar de já ter estado reservado por 2 vezes...

Nós temos andado à procura de uma moradia aqui no nosso concelho dentro de valores aceitáveis para o nosso orçamento familiar, não temos pressa pois a casa onde estamos está como nova e se não pudermos comprar continuaremos a viver nela apenas fazendo algumas alterações, pois a familia irá aumentar em breve:)

Ao acaso vimos uma moradia dentro dos valores que procuramos (e já solicitei ajuda ao Sr. José Pereira para analisar o nosso caso), apesar de ser usada está em muito boas condições e a um preço aceitável para a nossa zona, uma moradia T3 por 145000€.

O que nos "prende" è o apartamento que temos, e foi-nos sugerido que o arrendássemos. Ao inicio torcemos o nariz, após algumas conversas com vizinhos da mesma urbº onde vivemos, reconsideramos que seria uma opção viável, em principio já teremos a quem arrendar a casa, estamos só dependentes da possível pré-aprovação do crédito pelo banco.

A minha dúvida è se somo obrigados a informar o banco acerca do arrendamento da casa?

Pretendemos fazer tudo legal, contrato de arrendamento, registo do contrato nas finanças, alteração desta habitação para 2ª habitação nas finanças, etc.

Já não temos isenção de IMI, pois já tem 10 anos e a isenção terminou em Dezº de 2009, portanto iremos pagar IMI em breve de uma forma ou outra.

O contrato efectuado no banco è um CH com período de carência até 2016, até lá só pagamos juros ( nunca mais quero uma crédito assim!).

Perguntei a alguns ex-vizinhos que viviam na urbº e que arrendaram os apartamentos e eles dizem-me que não informaram o banco dos arrendamentos! Dizem que não è obrigatório.

Agradeço a vossa ajuda.

Cumprimentos

csfale

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Se o contrato disser especificamente que a casa se destina a habitação própria e permanente e se o banco vier a descobrir que a arrendaste sem o informar, em teoria pode invocar incumprimento do contrato... mas não conheço nenhum caso em que isso tenha acontecido - aliás, os bancos até gostam que as pessoas lhes fiquem a pagar juros por mais do que uma casa...

Dito isto, não há como passares pelo banco e teres uma conversa com o gerente de conta a dizer que andas a pensar comprar uma casa maior e perguntar quais são as tuas opções. Se não te falarem do arrendamento, menciona-lo tu, como quem não quer a coisa, e já vez qual será a reacção...

O contrato efectuado no banco è um CH com período de carência até 2016, até lá só pagamos juros ( nunca mais quero uma crédito assim!).

(Isso é desde o início? É que se for dá um período de carência de 15 anos?!?! nunca tinha ouvido falar em tal!)

Não há a possibilidade de suspender esse período de carência durante uns tempos, para quando efectivamente precisares dele (por exemplo, por as taxas de juro subirem tanto que não consigas comportar a prestação)? Até pode ser esta a justificação para ires falar com o banco em primeiro lugar...

Mesmo que não seja possível, podes sempre ir fazendo amortizações extraordinárias de vez em quando, para fazer reduzir o montante dos juros... Mas se efectivamente te vais meter noutro crédito, as amortizações antecipadas talvez não sejam uma boa ideia enquanto não comprares a casa nova...

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Boa tarde Paulo

No contrato diz que è para habitação própria e permanente.

Nós efectuámos uma transfª de crédº para o BCP na altura em que as taxas de juro estavam muito altas e sem conhecimento de causa, pois não fomos nós que tratamos do processo foi um "aldrabão" de uma imobiliária, ficámos com período de carência de 8 anos, portanto a transfª foi feita em 2007 e terminará em 2015.

Eu ainda dou um salto ao banco e pergunto como quem não quer a coisa...e depois logo vejo a resposta.

A casa continuará à venda, esse facto estará escrito no contrato e pretendemos vênde-la de qualquer das formas, o arrendamento será um possível rendimento/investimento.

E só compraremos a outra após analisarmos muito bem as propostas que nos forem apresentadas, foi nesse intuito que contactei o CF, ver até onde nos è possível ir, nós somos pessoas que só compramos se pudermos mesmo e como pretendemos manter um nível de vida como temos actualmente ( só pagamos o CH e as despesas regulares de uma familia, não temos mais créditos:)

há que analisar tudo com cuidado e atenção:)

Os ex-vizinhos dizem que não informaram o banco do arrendamento e que até hoje não tiveram problemas, a minha dúvida è que ao alterar a informação nas finanças para 2ª habitação, o banco não tem acesso a essa informação?

Obrigada

csfale

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Os ex-vizinhos dizem que não informaram o banco do arrendamento e que até hoje não tiveram problemas, a minha dúvida è que ao alterar a informação nas finanças para 2ª habitação, o banco não tem acesso a essa informação?

O banco só tem acesso a essa informação se fizeres o segundo crédito no banco...

Mas provavelmente não há problema nenhum...

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Ao efectuar o segundo crédito no banco relativo a uma 2ª habitação, este quererá saber o que se passa com a 1ª habitação. Se vocês lhes disserem, é provável que lhes refassam o crédito. Se não lhes disserem, é um risco que correm!...  :-\

Nada como falar com um funcionário/gestor do banco e expor hipóteses possíveis, por forma a que possam escolher a que melhor vos satisfaça!...  ;)

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chamo-te a atenção (alerto-te..! ) para uma coisa: se estás a contar com as rendas do apartamento para te ajudar a pagar o empréstimo-habitação da vivenda que pretendes adquirir põe as barbas de molho: conheço um jovem amigo meu que ficou metido num grande sarilho por causa disso: fez exactamente o que tu estás a pensar fazer e, depois, o inquilino dele fez-lhe um grande manguito (portuguêsmente falando...) durante uma série de meses. E ele fixou com a corda na garganta correspondentemente, sem apelo nem agravo...é um sarilho dos grandes e, se tiveres azar, é uma "sentença de morte" porque o Banco da vivenda, seja o mesmo ou outro, está-se completamente nas tintas para o teu problema, pois só quer é lá a prestação ao fim do mês.

É só um alerta, pois (não sei se sabes...) vives num país onde, no domínio do arrendamento urbano, impera a Lei da Selva ! Basta ler os jornais.

Além disso alerto-te para outra coisa: o rendimento que obtiveres de rendas vai ser incorporado na tua Declaração de IRS e será taxado à taxa máxima correspondente aos teus rendimentos. Uma calamidade totalmente desincentivadora de qualquer investimento nessa área e da existência de um mercado de arrendamento saudável. SE eu tiver 1 milhão de euros a prazo pago 20% de taxa liberatória, se tiver 1 milhão em apartamentos arrendados pago 45% de taxa de IRS (no meu caso, teóricamente falando). É só esta a diferença que estes (asnos) não vêem.

E outra : não esqueças de que terás que continuar a pagar condomínio e manutenção do prédio de que és co-proprietário.

Prepara-te portanto para que uma substancial fatia do teu rendimento "vá à vida" .

Em Portugal arrendar pode ser bom - para quem arrenda e para o senhorio SE tiver sorte. Se tiver azar é a maior dor de cabeça que possas imaginar.

Portanto os meus dois conselhos são: 1) faz bem as contas, e 2) vê bem a quem vais entregar a tua casa!

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Partilho da opinião dos Carlo2008. Fazer as contas, ver a quem se aluga e acreditar que se vai ter sorte. No entanto, e apesar dos tempos estarem difíceis, também há muito boa gente que aluga e paga a sua renda.

Tem-se falado aqui (e não só) que se as taxas de esforço forem muito elevadas, os jovens devem alugar casa em vez de comprar - o que me parece sensato. Se ninguém quiser alugar porque há probabilidade de não receber ......parece uma contradição!

Penso que o que diz o carlos2008 é de levar em boa conta mas não há também um ditado que diz "que quem não arrisca não petisca"?

Eu mesma vivi mais de 20 anos em casa alugada e nunca falhei uma renda, apesar das inúmeras dificuldades sentidas nessa altura  :)

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Obrigada pelos diferentes pontos de vista aqui apresentados.È sempre bom "ouvir" outras opiniões.

Carlos2008, não precisamos do valor da renda do apartamento para pagar a mensalidade da moradia, felizmente, o valor da renda será apenas para garantir o pagº do apartamento, e ainda sobrará dinheiro.

Tudo o que nos diz foi logo o que pensamos quando nos falaram em arrendar, claro que nada è garantido, se efectivamente avançarmos para essa opção, teremos alguns cuidados, sei que podemos pedir fiadores, recibos de vencimento, IRS, etc. Sei que è possível fazer isso, pois um dos meus ex-vizinhos fê-lo e até agora está tudo a correr bem.

Acredito que apesar de existirem muito maus pagadores no nosso Portugal, também existem pessoas sérias e de confiança.

À que acreditar e pensar positivo e como muito bem me aconselha, escolher muito bem a pessoa a quem arrendaremos.

Sei que terei que declarar os rendimentos prediais deste imóvel e que terei que suportar as restantes despesas referentes à manutenção, IMI e condominio do mesmo, mas também sei que esses valores são também deduzidos na declaração de IRS.

Se avançarmos com a compra da moradia, presumo que não deva ser através do mesmo banco, pois os spreads que me foram apresentados são de loucos!!!!!

Telefonei esta tarde para falar com o gestor de conta da empresa onde trabalho e coloquei a questão, ele diz que è uma questão de sorte, por lei não sou obrigada a informar o banco se o crédito ñ for efectuado lá e se tudo correr bem e a prestação continuar a ser paga, mas se as coisas correrm menos bem è um risco que se corre.

Se informar o banco eles alteram o crédº para 2ª habitação, com todas as despesas a isso inerentes.

Em relação a contas, è o que andamos a fazer, eu não contabilizo apenas a mensalidade do crédito, contabilizo que numa moradia deveremos pagar mais Àgua, mais electricidade, as nossas deslocações para os respectivos trabalhos e todas as nossas prováveis despesas extra., poios como disse acima iremos ter o 2º filho e tudo isso há que contabilizar.

E também até já pensamos no que aí vem, em termos de aumento de impostos, se valerá a pena mudar agora ou esperar que a situação melhore.

Estamos a pensar em tudo e mais alguma coisa, è que felizmente deito-me todos os dias para dormir descansada:) E pretendo continuar assim:)

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Não quero, de forma nenhuma, passar uma mensagem pessimista demais: talvez o meu azedume resulte de uma má experiência com um arrendamento que conheci recentemente.

No entanto já aqui disse que considero a opção "arrendamento" uma excelente opção para inicio de vida de um jovem/casal jovem: eu próprio comecei a minha vida autónoma dessa forma.

A questão é esta: independentemente dos Impostos e Custos - que podem e devem ser calculados na determinação da renda existe um factor de risco muito elevado relativamente ao arrendamento por particulares neste momento. No caso que conheci tratava-se de um casal (em união de facto) jovem (30's..) que entrou em derrapagem financeira. O Fiador era o rapaz (pois tratava-se de uma união de facto, desconheço se registada ou não) e o arrendatário a rapariga.

O facto é que com fiador ou sem fiador quando a derrapagem aconteceu tornou-se tudo muito dificil para o senhorio - e embora o contrato estivesse legal e registado nas Finanças qualquer acção legal é muito demorada... e tem custos.

No caso que eu conheço o casal acabou por sair e entregar a casa ao proprietário passados seis meses - acabou em bem embora com dívida acumulada - pois este conseguiu, com "falinhas mansas" que eles assim o fizessem.

Se não a tivesse entregue o risco seria andar o senhorio dois anos a arrastar-se com advogados e tribunais.

E a questão é esta: tu entregas a casa a uma agência para a colocar no mercado, mas, quando há problemas destes, normalmente a agência coloca-se totalmente à margem, isso já não é com eles, ficas sozinho na luta para resolver o problema.

Em resumo: alugar sim mas ponderadas cuidadosamente todas as implicações. Hoje, com a crise, o risco aumentou imenso e infelizmente a Lei (da Selva) em Portugal deixa quase sempre o senhorio (que é sempre o "mau da fita" para todos) numa situação delicada de resolver pois nenhum procedimento é expedito, muito pelo contrário.

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