Visitante sousa2005

Aquisições intracomunitárias

14 publicações neste tópico

E se na factura não aparecer o NIF do fornecedor?

As Finanças consideram o documento inválido?

Não me parece que o considerem válido. O NIF do fornecedor é sempre necessário, senão qualquer empresa passaria recibos num volume de despesas superior ao volume de vendas!...  :-X

E se nas Finanças, os funcionários não lhe sabem responder a isso o melhor é perguntar ao Director das Finanças onde se dirigiu!...  ;)

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Alguém me poderia ajudar pff?  ???

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Boas

As aquisições intracomunitárias terão um tratamento distinto conforme o seu enquadramento em sede de IVA. Se estiver num regime de isenção, o fornecedor inglês tem que liquidar IVA em Inglaterra, porque para eles é como se estivessem a vender a um particular. Tu suportas o IVA (ou Vat em inglês) que depois tens que repercurtir no preço de venda. No fundo é o que acontece se comprares a um fornecedor português ele emite uma factura com IVA que tu suportas e não podes deduzir. Quando vendes aplicas a tua margem ao preço de compra com IVA incluido.

Por outro lado se estiveres num regime de sujeição a IVA deduzes o IVA que suportas, e liquidas IVA nas tuas vendas. No caso das aquisições intacomunitárias, como na declaração de inicio de actividade mencionas que fazes essas aquisições e ao ficar sujeito a IVA vais também ficar registado no VIES, que é um sistema para todos os sujeitos passivos de IVA verificarem se os seus clientes ou fornecedores estão inscritos nos respectivos paises e se os seus NIF's são válidos.  É este o site

http://ec.europa.eu/taxation_customs/vies/vieshome.do

Neste caso o teu fornecedor ao verificar neste site que estás inscrito para efeitos de IVA em Portugal e que estás num regime de sujeição, aí sim, emite uma factura isenta de IVA. Aqui vai-se aplicar um mecanismo chamado reverse charge, em que na prática é o adquirente que liquida o IVA. Trata-se tudo apenas contabilisticamente, liquida o IVA e no mesmo momento deduz, uma operação anula a outra. Um exemplo:

Compras mercadorias por 100, o fornecedor emite a factura isenta de IVA, e tu pagas-lhe 100. Ao receberes a factura registas na tua contabilidade a aquisição por 100 e na conta de IVA liquidado 20% disso, ou seja 20. Este valor fica a favor do estado. Por outro lado deduzes esses 20 de IVA, porque tens direito a deduzir já que estás no regime normal, e ficas com um crédito a teu favor de 20. Naturalmente um valor anula o outro. Não há movimento de dinheiro, é apenas contabilistico.

Pondo a situação ao contrário, ou seja, tu a vender para Inglaterra, se vendes para um cliente registado para efeitos de IVA lá, que tens de verificar no site acima, a venda é isenta de IVA nos termos do artigo 14º do RITI (Regime do IVA nas Transmissões Intracomunitárias), se o cliente não estiver aí registado não cumpre os requisitos do artigo 14º do RITI, logo tem que liquidar IVA.

Como já foi dito para documentar qualquer custo ou IVA dedutivel precisas sempre de um documento válido, ou seja uma factura, que tem vários requisitos, entre eles um numero de contribuinte e a discriminação do valor do IVA ou a indicação da isenção.

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Boa resposta anterior.

Saliente-se que as Finanças são cruzam as aquisições intracomunitárias declaradas no sistema VIES com as declaradas no modelo de IVA periódico.

;)

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Ola

Sou nova aqui e gostaria que me podessem esclarecer uma duvida:

  Nas aquisições intracomunitárias, se comprar um artigo por 100€ sem Iva e o vender por 150€

Iva incl. com o meu lucro que contas é que faço para saber quanto é que pago as finanças?

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  Nas aquisições intracomunitárias, se comprar um artigo por 100€ sem Iva e o vender por 150€

Iva incl. com o meu lucro que contas é que faço para saber quanto é que pago as finanças?

Assumindo que cobras IVA à taxa de 21% entregas 150 - 150 / 1,21 = 26,03€ de IVA às Finanças.

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Boa tarde,

tenho um cliente que con nif PT que comprou mercadoria a um pais com nif GB e que a factura vem com IVA (VAT), este valor deve ser deduzido? deve ser pedido o reembolso ao estado membro em questão? ou por sua vez deve ser considerado como preço da mercadoria. ambas as empresas estão inscritas no VIES.

Cumprimentos,

Obrigado

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Boa noite.

Estou interessado em comprar um artigo a um fornecedor ingles que esta inscrito no vies e a minha empresa tambem esta inscrita.

Segundo percebi devo pedir isencao de iva e depois de vender  o produto aqui em portugal pago o iva todo sobre o valor da venda a 23%.

Se por acaso o vendedor preferir faturar com iva de 20%, posso depois deduzir aqui o que ja paguei? Pois nao faz sentido pagar 20% de iva la e depois pagar aqui 23% da venda.

Ps: coloquei neste topico pois parece-me o sitio certo.

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Tenho um cliente que está colectado como ENI (Jovem agricultor)  com contabilidade organizada e surgiu-lhe a possibilidade de praticar uma segunda actividade na área da tradução fez uma alteração na sua declaração de actividade e juntou uma actividade secundária.

O seu cliente, a quem presta serviços de tradução, é uma empresa holandesa que  faz uso do "reverse charge" e solicitou-lhe o VAT e está a fazer e a enviar todos os meses uma factura do valor dos serviços praticadas nesse mês, até aqui tudo bem.

A dúvida surge agora:

1 - o meu cliente para além de entregar a declaração recapitulava tem que voltar a facturar no sistema português esse serviço? ou basta a factura que recebe da Holanda a qual está registada na contabilidade na conta de Prestação de Serviços estrangeiros.

2 - em termos de IRS há algum campo específico para lançar o valor desse serviço? (o meu cliente entrega o anexo C)

Aguardo resposta com alguma inquietação pois o meu cliente já tem facturas de 2014 e entrega de dec. recapitulativas também de 2014 e só agora é que me surgiu esta dúvida.

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