givemethemoney

A minha casa própria onde habito é ou NÂO É um activo?

53 publicações neste tópico

Pedro,

Vivo aquela fase em que a maioria dos meus amigos já se juntaram, casaram ou estão em vias de o fazerem e claro "quem casa quer casa"... contudo deparo-me com uma enorme dificuldade: a de lhes fazer entender que ao comprarem uma casa para habitação própria não estão a investir num activo mas antes a contrair um passivo...

Sinto grande uma rigidez de mentalidades, que já vem dos pais dos meus amigos, e talves mesmo dos avós e tenho dificuldade em contrariar o marketing dos bancos... alguns até percebem e já me têm agradecido enormemente pelos esclarecimentos financeiros, no entanto a maioria continua a preferir não ver o óbvio e acham que estão a fazer o melhor investimento das suas vidas, ao comprar casa própria, mesmo apesar dos baixos salários....

A realidade é que estão a contrair um passivo, sem a nocão do que isso é, e nem sequer contemplam o arrendamento... se eu sugiro viver em casa alugada, e aplicar os seus rendimentos em activos, incluindo imobiliário, mas para arrendar e não para habitar, logo me acham um pouco louco... a cultura dominante, é que se um dia forem abastados, compram uma segunda casa de férias, ou seja, contraem outro passivo...

Qual a melhor forma de contrariar esta mentalidade?

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Esse é um dos problemas que tenho andado a pensar ultimamente, se devo comprar casa (não tenho capital suficiente para dar de entrada, pelo menos mais 1 ano de espera) se devo alugar (e só conseguirei juntar capital bem mais devagar)

O principal ponto que oiço contra alugar é que vou estar a pagar por algo que nunca vai ser meu.

O ponto a favor que mais oiço é que em caso de desemprego não fico tão apertado, poderei sempre ir para uma casa mais barata.

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O principal ponto que oiço contra alugar é que vou estar a pagar por algo que nunca vai ser meu.

O ponto a favor que mais oiço é que em caso de desemprego não fico tão apertado, poderei sempre ir para uma casa mais barata.

Bem, podes juntar os dois conselhos e começar logo pela casa mais barata. Assim juntas dinheiro mais depressa ;)

A minha filosofia quanto a isso é simples: se a casa é minha tem que ser tão boa quanto possível. Se é alugada e "temporária", então posso-me contentar com um pouco menos porque mais facilmente troco de casa.

Quanto a mudar mentalidades... ter casa própria, mesmo que seja atráves do recurso ao crédito não é necessariamente uma coisa má. Há muito mais nesta vida para além do dinheiro e morar em sua própria casa também tem os seus pontos positivos para além dos negativos. Por exemplo, há maior segurança porque não corremos o risco de ser despejados quando o senhoria quiser dar a casa à filha, por exemplo; ou se a casa precisa de obras só dependemos de nós próprios para as fazer; etc. Claro que há também muitos pontos negativos.

A melhor forma de convencer os outros a mudar de opinião é... concordar com eles, em ouvi-los e perceber os seus pontos de vista. Porque, na verdade, para algumas pessoas é a solução mais indicada.

Alguns exemplos em que eu, pessoalmente, acho que não é recomendável contrair um empréstimo para comprar casa:

* quando o dinheiro que se tem para dar de entrada corresponde a menos de 10% do valor da casa. Significa quase sempre a contratação de um segundo empréstimo (para pagar as burocracias e a mobília) com condições piores do que o primeiro (que já de si não serão grande coisa)

* quando se tem prespectivas de mudar de emprego ou de sítio passados 3-5 anos. É muito difícil que a casa valorize o suficiente nesse espaço de tempo para recuperar o que já se "investiu" nela. E depois também não se fica com o trabalho de ter que vender uma casa à pressa para passar a outra.

* quando se tem problemas de gestão de dinheiro. Mais vale ser despajado de uma casa que não é nossa que ficar sem o dinheiro que vale uma casa por o banco a penhorar

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Obrigado Martinho e Paulo mas penso que vocês conduziram a discussão noutra direcção ou então fui eu que não fui que toquei em vários assuntos. A questão das mentalidades era quanto a percebermos a diferença entre um activo e um passivo e não tanto se é boa ou má opção comprar casa própria, até porque esta nunca é uma opção meramente racional, mas em boa medida emotiva.

Começo por seguir as vossas pegadas, para no final, voltar à questão para mim central de sabermos distinguir um activo de um passivo...

Martinho ao arrendares estás a usufruir de algo; embora perceba o sentido do que dizes quando referes o principal ponto contra arrendar - e não alugar), não se trata tando de estares a pagar por algo que não é teu, mas sim estares pagar pelo teu usufruto de um bem. Como quando ficas num hotel, ou alugas uma viatura. Esse usofruto é logicamente cobrado. Normalmente nestas situações de curto prazo e que envolvem pequenas quantias, nós procurarmos entre as opções a melhor relação entre condições-preço. A questão é porque não fazer o quando consideramos uma opção tão importante e tão condicionanente do nosso futuro, como é a compra de casa.

O que nos sobra depois de pagarmos pelo usufruto desse bem é o que realmente nos permite ter determinada qualidade de vida (a qualidade e localização da casa também elas são importante para a nossa qualidade de vida, é certo). Logicamente, se o juro for muito baixo e as rendas tão caras como a prestação ao banco, havendo alguma segurança nos empregos, as pessoas tendem a optar pela compra. O Paulo referiu e bem alguns pressupostos em que não é recomendável comprar casa. A realidade actual dos jovens geralmente encaixa-se exactamente nesses pressupostos: baixos salarios (menor ou igual a 20 000€ ano o agregado familiar), alguma insegurança no emprego a médio prazo (excepto função publica), juros altos e bancos que actualmente colocam imensos entraves à concessão de crédito para se deferem da crise do sub-prime visto que também os bancos estão sem dinheiro para emprestar e a pedir emprestado mais caro. Acresce a tudo isto que muitas vezes estes jovens casais já estão a pagar carro, e não têm pelo menos 20% para entrada inicial de modo a beneficiarem de um spread realmente baixo.

Em casos idênticos a compra de apartamento na grande Lisboa (tipos T1 ou T2) gera prestações ao banco que rondam os 900€ mensais, o que me parece um sufoco enorme para um jovem casal. Uma renda entre 500-600€ seria bem mais leve e permitiria poupar algum dinheiro mensalmente bem como beneficiar de apoio do governo do genero do Porta 65. O argumento de que pago mais mas é para mim, quando se fala a 35 ou mais anos, parece-me ser ingénuo dado o sufoco financeiro deste jovem casal tipo e dados os 35 anos que ninguém pode prever. O que se pode observar é a quantidade de chaves de apartamentos entregues em mão ao balcão das várias agências bancárias e o desperdicio que isso representa para os jovens, para as suas familias e para a economia.

Agora é verdade que a decisão de ir comprar, está envolta numa série de factores emocionais e de espectativas de futuro que não são mensuráveis. O que podemos avaliar são os numeros e o risco. Não a felicidade e conforto de ter casa própria. Mas pode mesmo acontecer que os numeros até sejam bem diferentes dos que aqui apresentei como exemplo e que comprar casa seja para alguns uma boa opção. Mesmo neste caso, se a compra for para habitação própria então trata-se da aquisição de um PASSIVO e não de um activo. Este era o meu ponto inicial.

Ao comprar casa para eu habitar eu estou a contrair um passivo, uma despesa ou algo que me vai ao bolso, e não um activo. Poderá até gerar uma mais-valia mais tarde, quem sabe, no acto da venda, se de facto tiver valorizado acima da inflacção, mas enquanto eu a habitar, ela será apenas um passivo. É isto que muita gente tem dificuldade em entender, e prefere continuar a olhar para a casa como um investimento, porque mais tarde será património próprio. No entanto mesmo quando eu usufruo do meu património ele só me dá despesas. A casa e o carro (para usufruto proprio) são exemplos obvios. Eles representam passivos e não investimentos. Era isto que eu gostava que todos entendessemos primeiro, para melhor programarmos a nossa vida.

Eu posso até optar por contrair um PASSIVO, afinal até tenho estofo financeiro para isso... mas o fundamental é que eu esteja ciente de que é isso mesmo que estou a fazer, e o faça conscientemente.

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givemethemoney  :)

A resposta à pergunta é um pouco subjectiva.

Não é facilmente convertido em dinheiro mas é convertível.

Uma casa com recurso ao crédito é simultâneamente um activo e um passivo. A situação liquida (diferença) deste Balanço é que pode dar Lucro ou Prejuízo.

martinho, partilho da opinião do pauloaguia. O ideal é teres um pé de meia para dares uma entrada, pagares as despesas (conservatória, banco, impostos, etc.) e sobrar ainda algum para as mobilias básicas. Eu diria que uma entrada de 20% era o ideal para poderes negociar o SPREAD com mais "à vontade".

Lê o nº 10 disto:http://www.saldopositivo.cgd.pt/guias_praticos_detalhe.php?id=3

"10. Entre em casa com 20 por cento

Se der uma entrada de 20 por cento para a compra da sua casa, vai conseguir melhores condições na hora de negociar o empréstimo. Isto porque o spread aumenta significativamente se não der dinheiro do seu bolso. Não se esqueça que, além da entrada, também terá de gastar algum capital no processo (avaliação, escritura, registos e impostos). Imagine que quer comprar uma casa por 150 mil euros, a pagar ao longo de 35 anos. Se não avançar com dinheiro seu, dificilmente conseguirá melhor que um spread de 0,8 por cento, uma prestação ligeiramente superior a 800 euros. Se avançar com 30 mil euros e pedir apenas 120 mil euros, consegue, com toda a certeza, menos 0,1 por cento no spread, uma prestação de 634 euros. No final dos 35 anos, o que poupou dava para comprar mais meia casa a pronto."

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Conatbilisticamente falando penso que a casa é um activo e o crédito, o dinheiro que se deve ao banco é que é um passivo (as aulas de Cotnabilidade já foram há muitos anos, mas penso que o Imobilizado Corpóreo é Activo).

O que o penso que estás a tentar chamar a atenção é para o facto de que comprar casa própria não deve ser encarado como um BOM investimento (o que não é sinónimo de ser um passivo). E nisso dou-te toda a razão. Aliás, nos casos que referi, é quase sempre uma perda de dinheiro.

A forma mais simples de demonstrar isso é fazendo contas. Por exemplo, supondo que o "investimento" é a 30 anos, temos as seguintes parcelas:

ARRENDAMENTO:

* valor da renda actualizado anualmente de acordo com a inflação prevista

* água, luz, etc

CASA PRÓPRIA:

* valor da casa

* água, luz, etc

* IMT

* juros pagos ao banco ao longo dos anos

* IMI (muita gente esquece-se desta)

* Obras de manutenção na casa (também esquecidas - pintar paredes, manter o pavimento, trocar janelas partidas, consertar armários, reparar fugas de canalização, etc, etc, etc) Nesta parcela, pode usar-se como exemplo o facto de a lei obrigar, no caso dos condomínio, os condóminos a pagar mais 10% das despesas para um fundo de reserva a usar nas obras de manutenção e restauro que deverão ser feitas pelo menos de 8 em 8 anos (e que muitas vezes, mesmo assim não chega) E isto só para as partes comuns!.

* Eventuais obras de remodelação da casa (principalmente se se quiser vender a casa por bom preço, ao fim de 30 anos tem que levar obras dê lá por onde der)

Acresce o facto de que o dinheiro que se poupa por arrendar pode ser investido e mais rapidamente se obtém a tal entrada confortável para pagar uma casa decente (conheço muita gente que pensa em comprar uma casa mais "fraquinha" por "meia dúzia" de anos e depois, quando tiver dinheiro se muda para uma melhor e ao fim desse tempo não só não tem o tal dinheiro a mais como deve quase o mesmo ao banco - se tivesse arrendado tinha ainda mais)

Portanto, é preciso quantificar o risco correspondente ao facto de o tal "investimento" a 30 anos ter que ser interrompido ao fim de 10, 5 ou mesmo 1 ano! Qual o prejuízo?

Se tiver tempo talvez logo à noite faça estas contas aqui. Mas se pretendes justificar a compra de casa como uma boa opção do ponto de vista de investimento, só lá vais com o recurso à Matemática.

O problema prende-se com aquilo que tu disseste - a justificação para comprar casa tem muitas vezes mais razões emotivas do que racionais. E quando queres uma coisa e alguém te começa a dizer que estás a fazer mal por isto e por aquilo (repara que eu meti meia dúzia de parcelas na lista, podia ter metido muitas mais), ninguém te liga.

Se tu queres muito uma fatia de bolo de chocolate adianta de alguma coisa eu dizer-te que isso faz mal aos dentes ou que vais ficar mais gordo? E se te disse que podias comer antes uma fatia de bolo de alfarroba que tem muito menos calorias e não tem um sabor assim tão diferente como isso? Aqui não só apresento uma alternativa, como quantifico a diferença (tem muito menos calorias), algumas pessoas param para pensar ;D Mas as contas para a casa não são tão fáceis de fazer e muita gente não gosta de pensar tanto, tem medo que pegue fogo. ;D

Outra opção, para os que se sentem menos à vontade com a Matemática, é arranjar pessoas conhecidas que tenham passado pelo mesmo. Quase toda a gente conhece alguém que está em início de carreira, se meteu a comprar casa e se deu mal com isso porque no ano seguinte foi trabalhar para outro lado. Ou falar do caso de muitos países por essa europa fora (onde se ganha bem mais do que cá) e as pessoas preferem alugar casa a comprar.

Mas as emoções vão continuar a falar mais alto... :)

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Contabilisticamente falando penso que a casa é um activo e o crédito, o dinheiro que se deve ao banco é que é um passivo (as aulas de Contabilidade já foram há muitos anos, mas penso que o Imobilizado Corpóreo é Activo).

A minha formação não é de Contabilidade, mas anda lá encostada e concordo com a tua apreciação.

Apenas adiantaria que no caso do aluguer, estamos perante um custo sem que tenhamos alguma perspectiva de proveito (que não o de mensalmente fazer usufruto do bem imóvel).

Por esta razão não poderei concordar com opiniões que apontam uma casa propria como um não activo.

O mesmo seria dizer que o meu telemóvel, não representa um activo para mim, pois poderia usar o de trabalho para meu usufruto.

A questão que se poderia colocar, deve-se focar na relação entre o activo e o custo associado.

Ou seja, ponderar se o que investimos no activo é de facto viavel.

É obvio que o lado emocional tem sempre força para impulssionar um negocio desta natureza, pois não somos capazes de nos separar das emoções por mais racionais que o sejamos, vejam as empresas portuguesas que investiram no mercado irmão que é o Brazil e onde nunca conseguiram reverter para si os proveitos esperados.

Na minha opinião, as aquisições devem ser ponderadas e sobretudo bem pensadas.

Não esqueçamos que durante anos uma fracção da nssa sociedade estava associada ao regime de arrendamento e nunca conseguiu reunir capital o que leva a que nos dias de hoje, a geração mais nova pretenda a aquisição sobe forma de esta promover uma rigidez orçamental que possibilita ao fim de um prazo (excessivo) reverter um proveito que de outra forma não o conseguiriam.

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E não esquecer que o arrendamento com contrato (legal) permite dedução no IRS.

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E não esquecer que o arrendamento com contrato (legal) permite dedução no IRS.

Esse não é grande argumento à primeira vista - quem está a pagar empréstimo da casa também pode deduzir os juros e amortizações no IRS...

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Obrigado pelos comentários e sobretudo obrigado por não concordarem comigo...

Voltemos entao à questão do que é um activo e o que é um passivo. Tive o cuidado de escrever "casa própria onde habito", ou seja, refiria-me à situação tipica de compra de casa para habitação propria, que vejo como contrair um passivo PASSIVO.

Posso até ter várias casas, umas arrendadas outras apenas em renovação para vender logo de seguida, que certamente serão ACTIVOS.  A primeira porque me acrescenta um proveito mensal, na forma de renda, e a segunda no momento da venda, na condição de eu realisar uma mais-valia com a mesma.

Já a minha casa própria onde habito, não me dá qualquer mais valia, porque não está à venda, eu habito-a, e pelo contrário dá-me despesas, algumas também as teria com casa alugada, outras não como sejam: para alem dos custos de conservção do imóvel, IMT, IMI, e os juros da ordem dos 5% (nos dias de hoje) que dou ao banco (aliás como referiu e bem o Paulo). De modo simples, eu ao comprar casa para habitação própria, e contrair uma hipoteca imobiliária, estou a contrair um PASSIVO, algo que me vai ao bolso todos os meses e que me condiciona o futuro no longo prazo (não esquecer nem menosprezar os custos de oportunidade associados ao endividamento).

Sim haverá quem compre casa também com o intuito de "se a vida melhorar", a vender e mudar-se para outra um pouco melhor, lucrando com a venda da primeira. Nesse acto de venda, a casa própria transformaria-se num ACTIVO. O problema aqui no meu ponto de vista, é este "melhorar de vida", muitas das vezes traduz-se apenas por melhoria de salários e esta expectativa de realização de uma mais valia no médio longo-prazo com a venda da dita casa, não tem por base qualquer estudo, mas mero wishful thinking... mais ainda, ao mudar-me para uma casa maior apenas porque tenho um salario maior eu estarei a aumentar o meu PASSIVO, aumentando as minhas despesas.

A realidade é nas mais das vezes bem diferente, e não só o imóvel desvaloriza com os anos mas igualmente a sua venda resulta em menos-valias que não cobrem o que se pagou em impostos, juros e inflação ao longo dos anos... e não há beneficios fiscais que compensem estas perdas... aliás a dedução do IRS não deve ser vista como mais do que uma infima redução na prestação mensal a pagar ao Banco...

Claro que até aqui enfatisei os factores ditos racionais. E como sempre tenho dito em várias  discussões, a compra de casa para habitação está nas mais das vezes envolta em factores emocionais... o Paulo vai até mais longe quando diz que as emoções vão continuar a falar mais alto... Mais ainda, o outro argumento de que pelo menos assim estou a investir no meu futuro, e que se pagasse uma prestação mais baixa pelo aluger do que aquela que pago ao banco acabaria por gastar o dinheiro que me sobra na mesma e não tendo nada meu no longo prazo, é um não argumento ou pelo menos um revestido de toda a falta de senso...

Em suma, com mais ou menos emoção, ao comprar casa para habitação própria eu estou contrair uma hipoteca imobiliária, eu estou a contrair um PASSIVO que acrescenta muito às minha despesas e nada aos meus rendimentos.

Aqui vos deixo um desafio:

determinem CASHFLOW (fluxo de caixa) isto é, a relação entre o balanço e a demonstração de rendimentos, tipico de uma familia portuguesa de classe média dos nossos dias, que acabou de conseguir um empréstimo para comprar casa para habitarem...

Facam-no, meus caros PAULO, Pipocas, Martinho, CS e Elbmurcs, e digam-me onde entra a hipoteca imobiliária contraída com habitação própria... good luck...

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givemethemoney, pelo que li nos teus posts, o teu raciocínio vai de encontro ao de kiyosaki.

eu também concordo com ele e contigo, visto que só há algum tempo e após a leitura de alguns livros é que me apercebi verdadeiramente de que a casa para habitação própria é de facto um passivo.

infelizmente, a crise está a corroborar essa afirmação e milhares de famílias estão a aperceber-se disso da pior forma.

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Já a minha casa própria onde habito, não me dá qualquer mais valia, porque não está à venda, eu habito-a...

givemethemoney, pelo que li nos teus posts, o teu raciocínio vai de encontro ao de kiyosaki.

eu também concordo com ele e contigo, visto que só há algum tempo e após a leitura de alguns livros é que me apercebi verdadeiramente de que a casa para habitação própria é de facto um passivo.

infelizmente, a crise está a corroborar essa afirmação e milhares de famílias estão a aperceber-se disso da pior forma.

Peço desculpa, mas não posso concordar.

A casa em que tu habitas, dá-te uma coisa que poderá ter um imensurável. Tou a falar da qualidade de vida.

Bem podem dizer, que a poderei ter numa casa alugada.

Se calhar até posso, mas infelizmente não me revejo nessa prespectiva.

Estou a iniciar a construção de uma moradia, muito por culpa de não me adaptar à vida em apartamentos.

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Peço desculpa, mas não posso concordar.

A casa em que tu habitas, dá-te uma coisa que poderá ter um imensurável. Tou a falar da qualidade de vida.

Bem podem dizer, que a poderei ter numa casa alugada.

Se calhar até posso, mas infelizmente não me revejo nessa prespectiva.

Estou a iniciar a construção de uma moradia, muito por culpa de não me adaptar à vida em apartamentos.

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Nem considero que seja emotivo.

O grande problema reside no mercado imobiliário, que esta a passar uma imagem falaciosa, porque um cliente compra uma habitação por um valor que nunca conseguirá fazer mais valias suficientes para anular o oneroso credito que contraiu (a menos que o valor dos terrenos envolventes sofra alterações positivas extraordinárias, por factores alheios à própria habitação).

No meu caso (em traços gerais), nunca poderei dar a minha futura habitação como um passivo, se não repara:

  • O terreno valerá cerca de 40000€;
  • Gastarei na construção cerca de 150000€;

Ou seja, como o valor da moradia andará a rondar os 300000€ e como não terei necessidade de contrair empréstimo para cobrir a totalidade dos custos, posso afirmar que é um caso em que as mais valias conseguidas justificam os passivos contraídos.

Em nota de rodapé, gostava de transmitir um comentário de um amigo de infância sobre esta matéria (activos/passivos VS razão/emoção).

Diz ele de forma sarcástica, mas que poderá dar que pensar, "Tou desgraçado, pois não tenho dinheiro para gerar uma família. A família é um passivo demasiado alto para as minhas possibilidades."

Dá que pensar, não dá?

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Boa tarde a todos!

Esqueçam a contabilidade! Ora vejam as contas comuns a muitos de nós:

Imóvel de €150.000; regime de crédito habitação própria permanente; a liquidar em 40 anos (480 mensalidades):

Prestação €776.86/mês

Custo global do investimento ao fim de 40 anos €372.806,4

Agora juntem IMI, Contribuição Autárquica e mais uns quantos impostos e serviços que ainda estão para ser inventados. AH! Não se esuqeçam de tds os custos associados ao crédito: manutenções de conta; visas; PPR's; revisões de spread; seguros....sei lá!

Temos que assumir que tds queremos algo "nosso" e que contabilisticamente, e em rigor pode ser considerado Activo mas em abono da verdade não passará de um passivo que se prolongará indefinidamente e do qual nunca teremos o devido retorno!

Bem haja!  ;D

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bomy  :)

Penso que quem beneficiará, com estas compras de casa, são os nossos filhos, e mesmo assim não sei ???

Seja como for, o exemplo que deste não se aplica a todos nós, ainda bem. ;D

Eu por exemplo, não terei esse custo global do investimento, terei à volta de 241.250eur (capital + juros), isto se não fizer,entretanto, amortizações.

A Contribuição Autárquica já não existe, agora é IMI.

O problema é que a casa que gostamos, geralmente, não está para alugar mas sim para comprar. Conhecem alguma casa, rigorosamente, nova para alugar? Eu não. :P

Para além disso, existem montes de razões para não se alugar casa, mas sim comprar.

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Acho que vou alugar mesmo uma casa, pesando os prós e os contras acho que é mais favorável (na minha opinião), senão vejamos:

- o emprego já não é para toda a vida, logo em caso de desemprego poderei sempre mudar para uma casa mais barata, não estou restingido a uma determinada área geográfica) mudar para uma casa mais próxima do novo emprego (o "patrão" não gosta de gente a morar longe, pelas razões que todos conhecemos...);

- posso começar com uma almofada mais significativa (€€);

- más vizinhanças (eventualmente pode-se nem conseguir vender a casa);

- paz de espirito (se não gostar mudo, não fico com dividas permanentes);

Vejam por exemplo o valente barrete que deu na tv ainda há pouco (culpa do homem que não investigou o local onde a casa se situava, comprou uma casa naquele bairro dos tiroteios!)

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Penso que quem beneficiará, com estas compras de casa, são os nossos filhos, e mesmo assim não sei ???

Hoje em dia os nossos filhos vão estudar para universidades a meio país de distância; acabam por ir trabalhar para mais longe ainda; e a nossa casa acabará por ser grande de mais só para nós morarmos e os filhos virem visitar de vez em quando. Ou seja, hoje em dia, com empréstimos a 40 e 50 anos, quando a maior parte das pessoas acaba de pagar a casa, já não é daquela que precisa.

Mesmo que não vão para longe, se os pais moram na Maia e o filho arranja emprego em Gaia, é altamente provável que prefira ir morar para lá em vez de fazer a viagem todos os dias.

O problema é que a casa que gostamos, geralmente, não está para alugar mas sim para comprar. Conhecem alguma casa, rigorosamente, nova para alugar? Eu não. :P

Para além disso, existem montes de razões para não se alugar casa, mas sim comprar.

Também existem montes de razões em contrário, lá estão as emoções a falar mais alto que a razão e a só nos deixar prestar mais atenção às razões a que queremos dar atenção ;)

E sim, eu conheço algumas casa novas para arrendar. Pessoalmente não gostei das que vi, mas que existem existem. E, às vezes, uma casa antiga pode ser mais ao nosso gosto que uma casa nova, mesmo para quem compra...

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martinho :)

Tudo verdades. Mas tb tens o outro lado...há que pesar os dois lados da balança. ;)

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não esquecendo as rendas absurdas....em Portugal o senhorio acha que o arrendatário deve pagar o seu  investimento no imóvel! Em países como por exemplo a Inglaterra a generalidade das pessoas abaixo dos 40 anos de idade não compra casa; aluga...

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Não é de agora que o mercado de arrendamento é uma treta.

Como tudo na vida, a compra ou o aluguer de uma habitação deve ser ponderada.

É um investimento no futuro e como tal tem de ser minimamente rentável ou pelo menos sustentável (relativizando os aspectos emocionais, mas sem os deixar de ter em conta).

Quanto a este tópico, devo dizer que já se começa a discutir o sexo dos anjos, pois cada caso é único e intransmissível.

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É um passivo.

Só é um activo quando a vendem ou alugam!

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O problema é que para uma casa de 150 mil, pagamos um crédito de 300 mil (valores redondos). Se a vendermos, só ficamos com 150 mil (o valor da casa). Acabamos por pagar duas casas e ficar com uma  ;)

Arrendamento é cada vez mais uma melhor hipótese. Ou então comprar uma pequena casa antiga e restaurar, pex.

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Ainda tens de acrescentar os impostos da venda...

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É um passivo.

Só é um activo quando a vendem ou alugam!

Se tudo na vida fosse assim tão facilmente redutível

Não compreendo como "activo" tem de ser sinonimo de dinheiro caindo na caixa.

Quando detemos um bem, não fazemos usufruto?

Ao fazer usufruto, não estamos a evitar gastar dinheiro noutro bem similar?

Se eu for comprar um veiculo que é fundamental para a minha vida (quer profissional quer pessoal), sei que vou contrair um passivo.

Esse passivo é o credito, no caso de precisar dele.

O veiculo é um activo que depende de mim, para o rentabilizar o melhor que o conseguir.

Eu proponho a todos os amigos, que pensam dessa forma a que se livrem dos "vosso passivos".

É facil, basta passarem/doarem as vossas casas próprias (vossos passivos), com certeza encontrarão quem as rentabilizem.

O problema é que para uma casa de 150 mil, pagamos um crédito de 300 mil (valores redondos). Se a vendermos, só ficamos com 150 mil (o valor da casa). Acabamos por pagar duas casas e ficar com uma  ;)

Arrendamento é cada vez mais uma melhor hipótese. Ou então comprar uma pequena casa antiga e restaurar, pex.

.

Esse problema que referes não está directamente relacionado com a discussão activo/passivo, mas sim com a avaliação pessoal do passivo que as pessoas poderão adquirir.

Vejamos desta forma, se alguem for comprar um carro, pode-o comprar caro ou barato, pode ter necessidade de credito ou não, etc...

É essa avaliação que normalmente é feita de forma errada ou muito leviana e que conduz a essas aberrações financeiras.

No meu caso pessoal, tive (nem à 1 ano) a possibilidade de ficar com uma casa antiga (ainda habitavel) por intermedio de herança, com um custo relactivamente baixo.

Mas ponderando os custos de reconstrução, de legalização camararia e outros custos inerentes, conclui que me ficava mais em conta a construção de raiz que entretanto inciei.

Toda a gente me incentivava a optar pela reconstrução, mas o facto é que depois de fazer todas as contas, essa não era a opção mais viável.

Quanto ao credito, posso dizer que vão paga-lo em 25 anos e o custo final vai ser inferior ao da avaliação da moradia depois de pronta e licenciada pela câmara. Conseguirei isso, pelo recurso a algum capital que fui reunindo (mas que não chega aos 20% do capital necessário para a empreitada).

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