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m.elis

Taxas de crédito ao consumo acima de 32,8% são...USURA!

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O Banco de Portugal fez uma avaliação técnica do crédito  ao consumo e definiu máximos. Sem surpresas, concluiu-se que portugueses ainda pagam juros altos

A partir de Janeiro, nenhum banco poderá cobrar mais que 8% num crédito em ALD para um automóvel novo, não mais de 19,6% se pedir um crédito para férias ou 32,8% no seu cartão de crédito ou em qualquer empréstimo directo, por telefone ou Internet.

Estes são alguns dos valores máximos ontem fixados pelo Banco de Portugal, que divulgou as taxas médias e máximas (um terço acima da média) para todos os contratos de crédito ao consumo, a praticar no primeiro trimestre de 2010. Quem ultrapassar os máximos agora fixados nos novos contratos, incorre no crime de usura.

Para Pedro Moreira, director da Deco, os valores divulgados demonstram que "os portugueses pagam juros no crédito ao consumo três a quatro pontos acima da média de outros países europeus". Para este responsável, mais importante que os valores máximos, é a indicação das taxas médias, "para que os consumidores comparem com o que estão a pagar".

Este responsável dá o exemplo da França onde a taxa máxima dos cartões, no terceiro trimestre de 2009, estava fixada em 21,4% (em Portugal será 32,8% em Janeiro).

Com estes novos máximos fixados, o negócio que, à partida, parece ficar mais limitado para o futuro é o da locação financeira ou ALD para carros usados e ainda o crédito automóvel com reserva de propriedade também para usados: no primeiro caso a taxa máxima é de 10,3% e no segundo de 16,1%.

Com a divulgação dos valores relativos ao trimestre anterior, fica a conhecer-se que a taxa de juro média para os créditos pessoais (férias, viagens, electrodomésticos) foi de 14,7%, créditos estes que corresponderam a 45,6% dos empréstimos ao consumo concedidos pelas 59 instituições de crédito que reportaram dados ao Banco de Portugal.

No crédito automóvel, no caso da locação financeira ou ALD para novos, os juros médios eram de 6%.

Para os cartões, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto, as taxas médias praticadas foram de 24,6%.

In: DN Bolsa

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O Banco de Portugal fez uma avaliação técnica do crédito  ao consumo e definiu máximos. ... concluiu-se que portugueses ainda pagam juros altos

A partir de Janeiro, nenhum banco poderá cobrar mais que 8% num crédito em ALD para um automóvel novo, não mais de 19,6% se pedir um crédito para férias ou 32,8% no seu cartão de crédito ou em qualquer empréstimo directo, por telefone ou Internet.

Para Pedro Moreira, director da Deco, os valores divulgados demonstram que "os portugueses pagam juros no crédito ao consumo três a quatro pontos acima da média de outros países europeus". Para este responsável, mais importante que os valores máximos, é a indicação das taxas médias, "para que os consumidores comparem com o que estão a pagar".

Este responsável dá o exemplo da França onde a taxa máxima dos cartões, no terceiro trimestre de 2009, estava fixada em 21,4% (em Portugal será 32,8% em Janeiro).

Com a divulgação dos valores relativos ao trimestre anterior, fica a conhecer-se que a taxa de juro média para os créditos pessoais (férias, viagens, electrodomésticos) foi de 14,7%, créditos estes que corresponderam a 45,6% dos empréstimos ao consumo concedidos pelas 59 instituições de crédito que reportaram dados ao Banco de Portugal.

No crédito automóvel, no caso da locação financeira ou ALD para novos, os juros médios eram de 6%.

Para os cartões, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto, as taxas médias praticadas foram de 24,6%.

Se era assim:

... a taxa de juro média para os créditos pessoais (férias, viagens, electrodomésticos) foi de 14,7%, créditos estes que corresponderam a 45,6% dos empréstimos ao consumo concedidos pelas 59 instituições de crédito que reportaram dados ao Banco de Portugal.

No crédito automóvel, no caso da locação financeira ou ALD para novos, os juros médios eram de 6%.

Para os cartões, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto, as taxas médias praticadas foram de 24,6%.

E vai passar a ser assim:

A partir de Janeiro, nenhum banco poderá cobrar mais que 8% num crédito em ALD para um automóvel novo, não mais de 19,6% se pedir um crédito para férias ou 32,8% no seu cartão de crédito ou em qualquer empréstimo directo, por telefone ou Internet.

O que se pode concluir?

Fica à consideração de cada um!...

Acrescento duas informações:

No que respeita ao crédito pessoal, os contratos com destino à «educação, saúde e energias renováveis» terão uma taxa de TAEG máxima de 8,7% e os contratos para «locação financeira de equipamentos» de 6,3%.

No dia 1 do próximo ano, os juros cobrados pelos bancos vão estar sujeitos a taxas máximas que serão revistas trimestralmente.

Cumps

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