m.elis

Contrastes

5 publicações neste tópico

Por mais que a vida me ensine ainda me surpreendem algumas notícias.

Esta semana, na revista Visão, li um artigo sobre o desemprego no Vale do Ave.

Esta revista acompanha há 7 meses um grupo de desempregados. Desta vez é uma jovem com poucas habilitações que  continua desempregada. Como tem poucas habilitações está a fazer um curso nas Novas Oportunidades.

O título do artigo salta à atenção: Na terra da miséria e .....dos Porshes.

Resume que no Vale do Ave não há empregos. Há despedimentos, salários em atraso e lay off.

Todo o comércio se ressente, com excepção da Porshe, cujo sócio-gerente afirma que em 2 meses ultrapassaram as vendas previstas para 1 ano!! E acrescenta que a maior dificuldade foi contratar uma recepcionista qualificada a ganhar 750 €!!! Diz, que por esse valor não queriam ficar!!!

Quem compra este tipo de carro, que custa mais que o meu apartamento, são empresários, jogadores de futebol e feirantes, diz o mesmo artigo. Será que são os mesmos empresários que dizem ser impossível aumentar o salário mínimo de 450 para 475 €?

Somos um país onde se agudizam cada vez mais estas discrepâncias. Onde iremos parar?

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Onde iremos parar não sei, mas lembro-me amiudadas vezes desta frase, que, na minha óptica, nos define muito bem:

Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas.

Guerra Junqueiro - escrito em 1886

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Por mais que a vida me ensine ainda me surpreendem algumas notícias.

Esta semana, na revista Visão, li um artigo sobre o desemprego no Vale do Ave.

Esta revista acompanha há 7 meses um grupo de desempregados. Desta vez é uma jovem com poucas habilitações que  continua desempregada. Como tem poucas habilitações está a fazer um curso nas Novas Oportunidades.

O título do artigo salta à atenção: Na terra da miséria e .....dos Porshes.

Resume que no Vale do Ave não há empregos. Há despedimentos, salários em atraso e lay off.

Todo o comércio se ressente, com excepção da Porshe, cujo sócio-gerente afirma que em 2 meses ultrapassaram as vendas previstas para 1 ano!! E acrescenta que a maior dificuldade foi contratar uma recepcionista qualificada a ganhar 750 €!!! Diz, que por esse valor não queriam ficar!!!

Quem compra este tipo de carro, que custa mais que o meu apartamento, são empresários, jogadores de futebol e feirantes, diz o mesmo artigo. Será que são os mesmos empresários que dizem ser impossível aumentar o salário mínimo de 450 para 475 €?

Somos um país onde se agudizam cada vez mais estas discrepâncias. Onde iremos parar?

750€? Custa-me a acreditar, provavelmente pediam um poliglota, génio em gestão, especialista em polimento de superfícies.

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750€? Custa-me a acreditar, provavelmente pediam um poliglota, génio em gestão, especialista em polimento de superfícies.

Eu também fiquei com o pé atrás relativamente a isso...Parecia gabalorice! Não sei, mas é o que está no artigo.

Mas há muita gente que não acredita nos nºs do desemprego. Agora mesmo, há minutos, apareceu na SIC um empresário da panificação que corrobora essa ideia. Dizia ele que as pessoas querem entrar às 9 e sair às 5, que querem emprego e não trabalho. Ele tinha muitos postos de trabalho para quem quisesse trabalhar.

É também voz corrente que está muita gente a receber o subsídio de desemprego e que não quer trabalhar.

Haverá de tudo, na minha opinião há muitos subsídiosdependentes e que vão vivendo à custa dos outros. No entanto, não gostaria de generalizar, nem dados tenho para isso!

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Esse gerente da porshe a ser Obrigado a deitar fora mais de 300€ de Lucro! Mas pra "recepcionar" um stand da porshe, sejamos sinceros, é preciso ser 'habilitada'? É óbvio que empresários, jogadores de futebol e feirantes são mais exigentes com o serviço e precisam de alguém 'experiente' que entenda o que o cliente precisa mas se não aparece ninguém com capacidades ele não vai ter hipótese mesmo, senão baixar ligeiramente a barra e ver se alguém com menos 'curriculum' se adapta às 'condições' que esse trabalho tanto exige. É mesmo a única solução, não consigo ver outra.

(Ele sabe que estamos em crise e podia arranjar alguém formado e acabado de sair dum hipermercado.. mas pra quê arriscar)

Também vi isso na sic. Pasteleiros a queixarem-se que passam a noite a trabalhar.. buhuh.. já agora também querem que lhes paguem mais subsídio nocturno.. só querem é explorar o coitado do dono da pastelaria. Com tanta campanha de alimentação saudável e as reduções no sal as receitas vão descer astronomicamente e ainda esperam que o patrão invista neles, por antecipação, sem saber se são bons. A única solução é contenção e preparar-se para ter de mudar de ramo, não consigo ver outra.

E tinha muita razão, há milhares de desempregados a quem basta irem cada 15 dias ao centro e aparecer nas empresas, para estas mandarem o papel de volta e terem o subsídio assegurado.

E geralmente são trabalhos com salários razoáveis, na área de residência e profissional deles.. só não trabalham porque escolheram estar à sombra do contribuinte! Não vejo mesmo solução..

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