susan

IRS - Formulas de calculo

11 publicações neste tópico

Boa tarde todos.

Queria aproveitar a oportunidade para dar os parabens ao blog. Tem sido muito util.

Tenho reparado que ano após ano recebo cada vez menos dinheiro no reembolso de IRS. As despesas que apresento rondam mais ou menos os mesmos valores e o meu escalão mantém-se.

Este ano experimentei fazer a simulação dos valores sem colocar nenhuma despesa e fiquei espantada quando vi que teria de pagar à volta de 60 euros.

Eu tenho o escalão correcto, descontando mensalmente o que é devido por isso não entendo a razão disto estar a acontecer. Tenho 2 colegas de trabalho que têm escalões maiores que eu (descontam 18% mensalmente) e não tiveram despesas de nenhum tipo. Um vai ter de pagar 300 euros e o outro 700. São os dois solteiros e sem dependentes.

Gostaria de saber se a vocês também acontece isto (diminuição do valor a receber ano após ano) e se alguém sabe que formulas é que os senhores das finanças usam para determinarem o valor a pagar/receber.

Obrigada.

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Receber um valor menor no final do ano não é um problema, só por si. Ao longo dos anos as Finanças têm ajustado a retenção mensal que é efectuada, aproximando-se da taxa <em>real</em> ao caso de cada um. Podemos é queixar-nos das cada vez menores deduções e benefícios...

Quanto à questão original, a vantagem é evidente: as Finanças cobram menos mensalmente, através das retenções, e nós temos as contas mais em dia e maiores possibilidades de investir. Ou seja, as Finanças não nos ficam a dever tanto. A desvantagem (que é apenas aparente) é que recebemos menos no final do ano (porque pagámos também menos todos os meses).

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Pela taxa aplicada (18%) deduzo que o vencimento + remunerações sujeitas a desconto ande á volta dos 2100€, o que dá 29400€ ao ano de rendimento e de 5292€ de desconto de IRS, fazendo a simulação sem quaisquer tipo de despesas dá á volta de 670€ a pagar  :P

O que acontece é mesmo isso que o Pedro falou, todos os anos as Finanças divulgam as tabelas de retenções na fonte, nessas tabelas as finanças actualizam o intervalo das remunerações e não só, este ano reduziram mesmo as taxas, por exemplo, um individuo solteiro sem filhos com um vencimento de 1000€ em 2007 a taxa foi de 9.5%, ou seja descontou 95€ ao mês, total de 1330€ no final do ano, em 2007 o mesmo vencimento desconta 8% ou seja 80€, total de 1120€ na prática tem mais 15€ no fim do mês, mas quando fizer o IRS nunca poderá receber mais do que os 1120€, enquanto que em 2007 poderia receber até 1330€, é uma faca de dois gumes, ou se desconta menos no final do mês e tem-se mais dinheiro disponivel ou recebe-se menos de IRS  :D

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Nunca tinha pensado nas coisas dessa maneira. Dito assim, quem saiu prejudicado com a actualização das tabelas foi quem tem muitos descontos, nomedamente as pessoas cujas despesas de saúde têm um peso muito grande no seu orçamento... até agora só tinha conseguido ver vantagens para o contribuinte, mas parece que também há algumas desvantagens :(

Seja como for, continuo a achar que a aproximação das taxas a valores mais realistas é genericamente positiva. Mesmo para o caso que referi, aumenta a fatia do salário que as pessoas efectivamente recebem e sempre ficam com mais uns trocos para gastar (ou poupar) todos os meses...

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Seja como for, continuo a achar que a aproximação das taxas a valores mais realistas é genericamente positiva. Mesmo para o caso que referi, aumenta a fatia do salário que as pessoas efectivamente recebem e sempre ficam com mais uns trocos para gastar (ou poupar) todos os meses...

É o eterno problema das estatísticas, mas também considero que é uma solução <em>menos</em> injusta.

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Obrigada pelos esclarecimentos. Aprendi convosco algumas coisas importantes.

Na minha opinião há mesmo algumas desvantagens, nomeadamente a identificada pelo Pauloaguia, na questão dos reembolsos de despesas de saúde.

E parece-me também que quem não tem despesas a apresentar não tem vantagens com este sistema de redução de taxas. É verdade que durante o ano paga-se ligeiramente menos mas depois no Verão quando houver os acertos paga-se tudo de uma vez só. Logo parece-me que não se fica com mais dinheiro. O dinheiro fica do "nosso lado" apenas temporariamente mas depois terá de ser devolvido para o estado na mesma.

Estes meus colegas que falei ficam sem grande parte do subsídio de férias. O melhor é ir fazendo um porquinho mealheiro durante o ano para depois não custar tanto a pagar. E talvez investir num DP para obter algum lucro.

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E parece-me também que quem não tem despesas a apresentar não tem vantagens com este sistema de redução de taxas. É verdade que durante o ano paga-se ligeiramente menos mas depois no Verão quando houver os acertos paga-se tudo de uma vez só. Logo parece-me que não se fica com mais dinheiro. O dinheiro fica do "nosso lado" apenas temporariamente mas depois terá de ser devolvido para o estado na mesma.

Estes meus colegas que falei ficam sem grande parte do subsídio de férias. O melhor é ir fazendo um porquinho mealheiro durante o ano para depois não custar tanto a pagar. E talvez investir num DP para obter algum lucro.

É aí que eu acho que reside a maior vantagem - no facto de o dinheiro ficar do nosso lado durante mais tempo. Senão vejamos - no total o que se paga de IRS (retenções na fonte ao longo do ano + ajuste de contas no ano seguinte) é exactamente o mesmo, certo? Penso que isso ninguém discute (mas se houver dúvida, podemos confirmar isso também).

Agora depende do perfil do contribuinte - se for um perfil do tipo "chapa ganha - chapa gasta" então realmente vai custar a pagar, sejam 20€, sejam 300€. Se for do tipo que vai poupando e pondo o dinheiro a render, nem que seja num simples depósito a prazo, quando finalmente chegar a altura do acerto de contas, os 300€ que foi acumulando ao longo do ano já não são 300, se calhar são 310€... portanto, até fica com mais uns trocos para comprar mais uma lembrança nas férias para os colegas, eu acho que é uma vantagem ;)

Já agora, o "porquinho mealheiro" deve existir sempre, não é só por causa dos acertos do IRS. Quer dizer, um acerto de contas no IRS nem é uma despesa tão inesperada como isso (ainda por cima metem-se os papeis em Março / Abril e só se paga efectivamente depois do Verão, dá tempo de nos prepararmos). Agora, imagine que (salvo seja) ao atravessar a rua o seu colega é atropleado e tem que ser hospitalizado e andar em tratamentos; ou é despedido; ou que a mãe tem uma trombose e que não há mais ninguém para ficar a tomar conta dela em casa senão ele. São tudo imprevistos que ocorrem todos os dias a alguém, nunca se sabe quando vamos precisar de um dinheiro de emergência que tenhamos posto de lado... se já houver esta prática de poupar algum dinheiro, pagar um acerto de IRS não vai ser nada do outro mundo.

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Acho que sempre pensei da seguinte forma em relação a este tema do IRS. Se desconto a percentagem certa mensalmente então mesmo que não apresente despesas não tenho de pagar nem receber nada no acerto de Verão.

Mas na prática não é assim. Mas também foi o primeiro ano que fiz a simulação sem despesas de nenhuma natureza. É provável que tenha sido sempre assim.

Seja como for, se para o ano a taxa mensal descer vou pôr esse "excesso" de parte....

Obrigada

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Bem eu em relação ao IRS vejo desta maneira simples, o dinheiro que nos é descontado mensalmente é SEMPRE nosso, apenas não o "vemos" nas prática ao fim do mês, a entidade empregadora tem de o entregar todos os meses até ao dia 20 do mês seguinte, mas isso para nós nem nos interesa, pelo menos por enquanto, quando vamos fazer o IRS, após o cálculo do fisco em relação ao nosso rendimento e despesas, chega-se ao imposto liquidado, a esse valor é descontado as retenções que fizemos durante o ano, é depois aí que se chega a um valor apurado, se tivermos mais de retenção iremos receber a diferença ou mesmo o valor todo, se for menor teremos de pagar. 

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Acho que sempre pensei da seguinte forma em relação a este tema do IRS. Se desconto a percentagem certa mensalmente então mesmo que não apresente despesas não tenho de pagar nem receber nada no acerto de Verão.

Mas na prática não é assim. [...]

Susan,

Não é assim porque a retenção mensal já pressupõe uma determinada média de despesas (a deduzir a colecta) que cada contribuinte declara. Pelo menos é o que penso  :)

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Pedro

Se é assim faz sentido. E é mais justo também. Obrigada.

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