Eurico, o presbítero

Criar uma empresa para gerir património imobiliário

47 publicações neste tópico

Recebi de herança, há uns anos, 2 prédios com uma loja comercial e um pequeno armazém.

Estão em meu nome e, por consequência disso, tenho recebido as rendas, feito obras, etc. tudo "à custa" do meu IRS. Desde esse tempo que tenho vindo a pagar muito mais IRS ...

Disseram que talvez valesse a pena eu constituir uma empresa e passar para ela os imóveis. Dessa forma, poderia "abater" mais custos, nomear um gerente, até usar uma viatura, etc e assim retirava esses bens da minha esfera privada e "aliviava" o meu IRS.

Será assim? Ou será que existem entraves/inconvenientes nessa solução?

Alguém aqui tem conhecimentos técnicos para me dar uma resposta fundamentada?

Obrigado.

Eurico

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Tudo o que disse é verdade e pode ser mais vantajoso gerir esses imoveis a partir da empresa.

Mas existe um senao muito importante:

* Eu apenas passaria para a empresa o direito de gestao e nunca a propriedade, pois se por algum acaso esta empresa vier a ter algum problema, pode vir a ficar sem os imoveis.

* se um dia quiser fechar a empresa, possivelmente tera que pagar impostos para voltar a passar os imoveis para o seu nome.

Assim, apenas passaria uma "procuraçao" de gestao de patrimonio a essa empresa a criar.

Claro que se nao estiver a pensar em pedir emprestimos e tiver um seguro contra eventuais prejuizos contra terceiros, nao precisa de se preocupar com isso, a nao ser os impostos para as devidas transmissoes.

lynce

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Amigo Lynce, agradeço a sua resposta, embora, confesso, não a tivesse compreendido muito bem. Importa-se de ser um pouco mais claro ...

Admitamos a hipótese que colocou ser a ideal ...

a) Constituo uma empresa XPTO (em meu nome e no da minha mulher, por exemplo) cujo objecto social é a "gestão de património imobiliário" (não sei se a designação é exactamente esta).

B) Depois, através de uma "procuração" (será mesmo uma "procuração"?), dou a gestão dos meus imóveis a essa empresa que acabo de constituir.

c) Essa empresa de gestão de imóveis será como uma empresa "normal", terá custos ... pagará salários mensalmente - ao "gestor" (eu!) e à secretária (a minha mulher!) -, terá que comprar um carro para visitar os imóveis e os fornecedores/clientes, terá custos de expediente, gasolina, telefone, etc. etc. Como proveitos, receberá uma comissão sobre as rendas (será assim?).

d) Dada essa comissão (que será, penso eu, uma % sobre o valor das rendas) o valor que efectivamente vai ser entregue ao senhorio dos prédios (eu!) será manifestamente inferior ao valor das rendas efectivamente recebidas. Isso, pergunto eu, não seria um bocadinho ... "um gato escondido com o rabo de fora"?...

e) E como entrega essa empresa, ao dono dos prédios (que por sinal é o mesmo), as rendas que vai recebendo? Mensalmente (menos a tal "comissão de gestão")? Anualmente?

e) E fiscalmente, como seria tratado para efeitos de IRS esse meu rendimento que me passaria a ser pago pela (minha) empresa de gestão? Seria um normal rendimento predial?

f) Claro que a empresa de gestão imobiliária NUNCA teria lucros, portanto fiscalmente não seria uma grande preocupação (digo eu) ...

Foram todas estas dúvidas que me levaram a pensar, numa primeira análise, transferir para a empresa a propriedade real dos imóveis. Mas se os técnicos me aconselham a proceder de outra forma ... será isso que farei!

É que me custa muito estar a pagar um IRS tão elevado, já que estou a juntar aos meus rendimentos do trabalho (e aos da minha nulher), as rendas destes 2 prédios em Lisboa.

Se houvesse forma LEGAL de pagar menos impostos, eu estaria muito interessado. Atenção, não quero praticar nenhuma ilegalidade. Quero tudo na mais estrita legalidade, pois sou e sempre fui um cidadão honrado. Agora, não sou é tanso! De certeza que eu cuido melhor do meu dinheiro do que o Estado ...

Agradeço desde já todas as sugestões que me possam dar.

Eurico.

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Quando eu disse que a empresa "não é para da lucro" (nem prejuízo), referia-me à empresa de gestão imobiliária que foi a sugestão apresentada pelo nosso colega Lynce.

Porque, pelo visto, tenho 2 hipóteses sobre a mesa:

- ou criar essa empresa de "gestão de imóveis" e, formalmente, entregar a gestão desses meus 2 prédios a essa empresa. [o que não será mais do que uma operação de cosmética pois, verdadeiramente, nada acontecerá de estruturalmente relevante, já que os prédios continuarão a pertender-me e, na prática as coisas continuarão como até aqui - só caminharei para esta hipótese (de fachada) se puder lançar custos para essa empresa imobiliária e for compensador em termos fiscais]

- ou avançar para uma solução mais "profunda", que será a constituição da empresa, passando para ela todo o meu património imobiliário - até poderia passar para ela, para além destes 2 prédios em prop. horizontal que tenho alugados, as minhas 2 residências em Lisboa e Sintra, não?

Esta alternativa, por ser mais radical e onerosa, terá de ser, naturalmente, muito bem pensada. Tenho quase 60 anos e custa-me que património para o qual trabalhei uma vida e que sempre esteve em meu nome, passe agora para o nome de uma empresa. Isso mexe comigo ...

Será caro obter uma parecer qualificado sobre este assunto? Como não percebo nada de contabilidade, depois teria de andar "atrelado" a um TOC, não?

Se calhar, em vez de dar dinheiro ao Estado como agora acontece (através do IRS que pago), passaria a entregar esse dinheiro a terceiros como pagamento de serviços. No final, em termos líquidos, o meu benefício em toda esta "engenharia" será quase nulo, não?

Este assunto terá de ser muito bem pensado, repito, e estudado por quem sabe da matéria. Pelo visto, terei mesmo de entregar essa análise técnica, devidamente fundamentada, a uma empresa idónea de consultadoria fiscal.

Eurico.

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Ora deixa lá ver se entendi.

A questão que está em debate é a criação de uma empresa que irá gerir NADA mas que tem que ter custos para assim reduzir o IRS.

Provavelmente não estou a entender bem, mas as empresas de fachada, sem aspas, não são ilegais?

Permita-me a observação, mas nunca pensei que ser possuidor de património fosse problema.

E já agora permita-me outra observação: é bem verdade, o ser humano nunca está contente!!!

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Amigo Lynce, agradeço a sua resposta, embora, confesso, não a tivesse compreendido muito bem. Importa-se de ser um pouco mais claro ...

Admitamos a hipótese que colocou ser a ideal ...

a) Constituo uma empresa XPTO (em meu nome e no da minha mulher, por exemplo) cujo objecto social é a "gestão de património imobiliário" (não sei se a designação é exactamente esta).

B) Depois, através de uma "procuração" (será mesmo uma "procuração"?), dou a gestão dos meus imóveis a essa empresa que acabo de constituir.

c) Essa empresa de gestão de imóveis será como uma empresa "normal", terá custos ... pagará salários mensalmente - ao "gestor" (eu!) e à secretária (a minha mulher!) -, terá que comprar um carro para visitar os imóveis e os fornecedores/clientes, terá custos de expediente, gasolina, telefone, etc. etc. Como proveitos, receberá uma comissão sobre as rendas (será assim?).

d) Dada essa comissão (que será, penso eu, uma % sobre o valor das rendas) o valor que efectivamente vai ser entregue ao senhorio dos prédios (eu!) será manifestamente inferior ao valor das rendas efectivamente recebidas. Isso, pergunto eu, não seria um bocadinho ... "um gato escondido com o rabo de fora"?...

e) E como entrega essa empresa, ao dono dos prédios (que por sinal é o mesmo), as rendas que vai recebendo? Mensalmente (menos a tal "comissão de gestão")? Anualmente?

e) E fiscalmente, como seria tratado para efeitos de IRS esse meu rendimento que me passaria a ser pago pela (minha) empresa de gestão? Seria um normal rendimento predial?

f) Claro que a empresa de gestão imobiliária NUNCA teria lucros, portanto fiscalmente não seria uma grande preocupação (digo eu) ...

Foram todas estas dúvidas que me levaram a pensar, numa primeira análise, transferir para a empresa a propriedade real dos imóveis. Mas se os técnicos me aconselham a proceder de outra forma ... será isso que farei!

É que me custa muito estar a pagar um IRS tão elevado, já que estou a juntar aos meus rendimentos do trabalho (e aos da minha nulher), as rendas destes 2 prédios em Lisboa.

Se houvesse forma LEGAL de pagar menos impostos, eu estaria muito interessado. Atenção, não quero praticar nenhuma ilegalidade. Quero tudo na mais estrita legalidade, pois sou e sempre fui um cidadão honrado. Agora, não sou é tanso! De certeza que eu cuido melhor do meu dinheiro do que o Estado ...

Agradeço desde já todas as sugestões que me possam dar.

Eurico.

Penso que percebeu bem a ideia, mas no seu caso, voce nao receberia o valor das rendas, mas sim os lucros da empresa.

Pode receber os lucros da empresa, pagando irs sobre eles.

Pode ter benesses da empresa sem pagar mais por isso(por exemplo um carro, despesas de representaçao(hoteis e afins)).

Ate pode conjugar o recebimento desses lucros com o seu irs de modo a nao ultrupassar os escaloes de irs de um determinado ano.

Obviamente, isto tem um custo, como ja foram referidos(TOC, PEC, etc), mas vai dar-lhe um planeamento fiscal melhor.

Se fosse eu, eu não passaria o imobiliario para a empresa, mas talvez é por receio de nao ser um profissional da area(afinal de contas nem tenho nenhuma empresa!)

Afinal de contas, todos aqueles que arrecadam bom dinheiro e qualidade de vida, parece ser sempre a custa de empresas. Por algum motivo deve ser.

Espero ter ajudado.

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Ora deixa lá ver se entendi.

A questão que está em debate é a criação de uma empresa que irá gerir NADA mas que tem que ter custos para assim reduzir o IRS.

Provavelmente não estou a entender bem, mas as empresas de fachada, sem aspas, não são ilegais?

Permita-me a observação, mas nunca pensei que ser possuidor de património fosse problema.

E já agora permita-me outra observação: é bem verdade, o ser humano nunca está contente!!!

Senhor m.elis,

1º Não penso haver nada de ilegal eu criar uma empresa de gestão imobiliária.

2º Se usei o termo "fachada" foi porque o objectivo dessa empresa será gerir unicamente o meu património imobiliário. Não tem outra finalidade. Também aqui não vejo nada de ilegal.

O "problema", meu caro amigo, é eu considerar pagar uma exorbitância de IRS! Com o englobamento dos rendimentos, o escalão do imposto sobe, e sinto-me verdadeiramente delapidado pelo Estado.

Ter casas e arrendá-las é uma actividade económica. Portanto, no meu entendimento, faz todo o sentido constituir uma empresa com essa finalidade.

Naturalmente, só o farei se me for economicamente rentável. Se beneficiar com isso.

Aliás, esta prática é já corrente no sector imobiliário de arrendamento.

Sinceramente, não vejo o que tenha isto de transcendente para o senhor não compreender ...

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A questão que está em debate é a criação de uma empresa que irá gerir NADA mas que tem que ter custos para assim reduzir o IRS.

Provavelmente não estou a entender bem, mas as empresas de fachada, sem aspas, não são ilegais?

A questao que esta´ em debate e´ a criaçao de uma empresa que ira´ gerir patrimonio imobiliario, nao e´ NADA. Por isso nao e´ de fachada.

Imagina que eu vendia bolos e passava um recibo verde a quem mos comprasse (sendo tributado em IRS por esse rendimento). Seria ilegal abrir uma empresa de bolos quando o negocio crescesse?

Ou que faço uns biscates a arranjar computadores e passo recibos por isso. E um dia vejo que chegou a altura de avançar com o negocio e abro uma loja de reparaçoes informaticas...

O Eurico gere imoveis para arrendar. O negocio esta a crescer de tal forma, que acha que chegou a altura de transformar o negocio numa empresa. Qual e´ a diferença?

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Quando eu disse que a empresa "não é para da lucro" (nem prejuízo), referia-me à empresa de gestão imobiliária que foi a sugestão apresentada pelo nosso colega Lynce.

Mas uma empresa que gere patrimonio que nao e´ seu, entrega todos os seus rendimentos a uma terceira pessoa e nao faz lucro com isso acho que ja´ começa a cair na definiçao de empresa de fachada contra a qual a m.elis se insurgiu e, como disse o FORR€TA, atraira´ a atençao das Finanças. Afinal, uma empresa e´ suposto dar lucro ;)

Alem disso, se a empresa te entrega os lucros todos a ti, nao serias na mesma tributado em IRS? Nao ia dar ao mesmo?

Mas tambem, eu percebo pouco desses assuntos :P

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Em primeiro lugar, agradeço todos os comentários.

A minha ideia de criar uma empresa apenas de gestão imobiliária (que iria gerir os meus imóveis) era fazer reduzir o montante das rendas que eu efectivamente iria receber, já que uma parte ficaria na empresa, como pagamento dessa gestão.

Mas admito ser uma ideia peregrina, pois teria depois de pagar a 3ºs (nomeadamente a um TOC) e não sei até que ponto os rendimentos dessa empresa (que viriam de uma % das rendas) dariam para suportar as despesas de manutenção.

Parece que então que, das hipóteses que falámos, apenas uma tem consistência técnica: será criar uma empresa imobiliária (não sei exactamente como se chama esse domínio) e transferir para ela todo o meu património - não só os edifícios que tenho arrendados como também as minhas 2 residências.

Ora esta é uma decisão ... de peso! Terei de pedir aconselhamento a peritos neste domínio (advogados/econonistas) pois não vai ser brincadeira: esta transferência patrimonial envolverá, com certeza, uma despesa considerável (não só nos honorários a esses especialistas como no pagamento de impostos/IMI e não sei se algumas mais-valias). E depois, tudo orbitará em torno da empresa ... com os encargos respectivos (embora, depois, também possa imputar alguns custos - muitos mais do que agora).

Enfim, vou ter de reunir a família e pensar muito bem. Mas primeiro vou ter de ouvir a opinião dos técnicos/especialistas. Será deles a última palavra.

Eurico

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Caro forr€ta,

Agradeço-lhe o reparo. Pensava que os advogados também sabiam desses assuntos técnicos relacionados com a constituição das empresas. Também fui levado por alguns comentários que aqui surgiram sobre a (i)legalidade de alguns actos, daí ter pensado nos advogados.

Mas fez muito bem em fazer a observação. Obrigado.

Será então um gabinete de Técnicos Oficiais de Contas que eu irei contactar. Lembro-me agora que a minha mulher tem uma parente afastada que trabalha na Deloite & Touche no Saldanha ... não sei se ainda lá está (com todas estas mudanças) ou se percebe destes assuntos dos imóveis. Também não faço ideia dos honorários que me podem levar por este estudo, mas é algo que tem que ficar claro logo na 1ª consulta.

Bem, seja como for é a um gabinete de Técnicos Oficiais de Contas que eu irei recorrer. É ponto assente!

Obrigado.

Eurico

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Agradeço a atenção, mas eu acho que a minha mulher tem o número do telemóvel da sobrinha  :)

Eu falo com ela pessoalmente e verei o que tem para me dizer. Isso já está na minha agenda para o próximo fim-de-semana.

Mas obrigado pelo pormenor.

Eurico

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Senhor m.elis,

1º Não penso haver nada de ilegal eu criar uma empresa de gestão imobiliária.

2º Se usei o termo "fachada" foi porque o objectivo dessa empresa será gerir unicamente o meu património imobiliário. Não tem outra finalidade. Também aqui não vejo nada de ilegal.

O "problema", meu caro amigo, é eu considerar pagar uma exorbitância de IRS! Com o englobamento dos rendimentos, o escalão do imposto sobe, e sinto-me verdadeiramente delapidado pelo Estado.

Ter casas e arrendá-las é uma actividade económica. Portanto, no meu entendimento, faz todo o sentido constituir uma empresa com essa finalidade.

Naturalmente, só o farei se me for economicamente rentável. Se beneficiar com isso.

Aliás, esta prática é já corrente no sector imobiliário de arrendamento.

Sinceramente, não vejo o que tenha isto de transcendente para o senhor não compreender ...

Eurico,

Após leitura mais cuidada dos seus posts e dos respectivos comentários devo concluir que respondi de uma forma menos própria. Pelas minhas palavras inadequadas apresento as minhas desculpas.

Esse tipo de negócio apanha-me sempre de surpresa, misturo a legalidade com a ética. No entanto, estou  realmente interessada em aprender. Afinal, como diz, é uma prática corrente nas imobiliárias.

Já agora, vou desfazer um equívoco, sou uma Senhora (m. de maria e elis de elisabete)  ;)

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Cara senhora Elisabete,

Desculpe mas também não se trata de uma questão de (menos) ética, como pretende insinuar.

Se, ao constituir-me em empresa - e, exactamente para mesmo património/rendimento - eu vier a pagar menos impostos (e obtiver um maior rendimento líquido) do que na situação actual (ter os prédios em meu nome), então não vejo como possa ser "condenado" por ... falta de ética.

Estou apenas a analisar as duas possibilidades existentes (manter os prédios em meu nome pessoal ou, com eles, constituir uma sociedade/empresa), para depois desse estudo económico/financeiro, optar por aquela que maximiza o meu rendimento.

Sabe, eu ainda sou do tempo antigo. Daqueles para quem as palavras honra, dignidade e ética ainda significam muito! Estou perto dos sessenta, tenho uma vida de trabalho, filhos, netos, muitos cabelos brancos ... Nunca na minha vida fiz algo de menos sério de que me possa envergolhar.

Dispor-me a analisar o que pago actualmente em impostos/IRS e colocar a hipótese de constituir uma empresa tendo em vista minimizar este impacte fiscal - sempre no estrito cumprimento das leis do país -, não me parece nada de reprovável, seja em que plano for.

Portanto, minha senhora, quando diz que mistura "legalidade com a ética" não será, propriamente, a analisar este assunto.

Eurico

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Caro Eurico,

Se não fosse pedir demais, agradecia que publicasse (em termos gerais) a informação que a empresa de consultoria lhe prestou, visto que é um assunto que me interessa também.

Obrigado desde já.

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Boas,

Reforço o pedido do Spirit, se não for insistir demasiado.

Obrigado

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Desculpem não ter respondido, mas deixei de consultar este site com regularidade. Houve uma intervenção, de um "frequentador/a" deste espaço, sobre a minha pessoa, de que não gostei e, sinceramente, desliguei ...

Mas respondo ao que me perguntam com todo o gosto.

De facto, tive uma reunião com 3 responsáveis da DT. Foi na semana passada. Expus a minha situação concreta, as dúvidas (naturais) que me percorriam e pedi um conselho. Levava já comigo um pequeno dossiê que lhes entreguei (com a descrição dos prédios que possuo, valor matricial e das rendas, etc).

Tivemos uma conversa agradável e, logo ali, pela minha descrição, todos concordaram da pertinência da constituição da sociedade. "Só peca por tardia..." foi o que afirmaram. Aliás, de uma forma delicada, foram-me dizendo que fui/tenho sido "um granda parvo!" Ao longo destes últimos 30 anos da minha vida, dei "de mão beijada" ao Estado centenas de milhar de euros em impostos, totalmente "oferecidos", sem qualquer retorno. Tudo teria sido muito diferente se tivesse constituído essa empresa, com a minha mulher, nos anos 70, quando me casei. Só com os "capitais próprios" podia ter duplicado o património com novas aquisições! E sendo um empresa, podia imputar custos, recuperar iva, etc e propiciava uma gestão mais agressiva dos activos, criando uma outra dinâmica. Foi uma oportunidade perdida. Senti-me um idiota!... Ouvir de 3 tecnocratas engravatados de que fui, ao longo de toda a minha vida, um verdadeiro otário na gestão do meu patromónio ... deprime  :)

Errei por nada ter feito. Sei-o agora. Só me resta ... corrigir o erro. Mais até para que os meus filhos, que um dia vão ficar com os prédios, possam dizer que os seus pais, embora tarde, tiveram a "visão" de lhes deixar as coisas melhor encaminhadas ...

Estou já perto dos sessenta e, claro, já não me sinto completamente livre para tomar decisões desta monta. Como disse, tenho filhos (e netos) e é neles que agora penso.

Os técnicos ficaram de me entregar o estudo no próximo dia 30 de Setembro - ainda hoje falei ao telefone com um deles e ele reforçou a ideia que (só) faz todo o sentido avançar! Mas vou ter de ler o relatório e as análises. Estou consciente que os principais "custos" se situam exactamente no momento da constituição da sociedade, com a passagem do património para a esfera desta. Vou ter de gastar alguns milhares ...

Mas eu já pensei com a minha mulher no assunto e chegámos a um entendimento. Se os técnicos concluírem que - sem margem para dúvida - e a médio prazo, há um claro benefício para a família na constituição/passagem do património para a sociedade, então ... nós pagaremos todos os encargos relativos aos impostos devidos e deixaremos, assim, a sociedade "limpa" de qualquer ónus para os nossos filhos.

Vamos aproveitar o feriado do dia 5 de Outubro para termos um "conclave" familiar onde tudo ficará decidido.

A empresa até será um bom pretexto para, quando nós - os velhotes - fecharmos os olhos, eles (os nossos filhos) continuarem juntos, na gestão dos interesses comuns.

Mas até lá, é evidente, serei eu que estarei ao leme! Até será um entretenimento para a minha reforma, daqui a 6 anos .... se eu lá chegar.

Darei notícias.

Eurico

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Vai no sentido da ideia que tinha.

Esperamos mais noticias suas sobre esta aventura e para que possamos todos nós aprender com quem esta no "meio".

Da minha parte o meu obrigado pela partilha.

So mais uma questao:

- A nivel da sucessao deste patrimonio para os seus filhos, a empresa sera mais vantajosa? Ou seria preferivell faze-lo em nome individual?

Lynce

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Obrigado!

Aguardamos depois a informação relativamente ao relatório

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Claro que a questão "sucessória" estará salvaguardada na solução encontrada.

Quando eu falei aqui desta questão pela primeira vez, "caiu o Carmo e a Trindade" porque falei em "advogados" e não em "TOC's"... Mas claro, sem pretender desconsiderar os contabilistas/economistas, naturalmente, tive também conversas com o meu advogado - amigo de longa data - e este assunto ficará acautelado.

Afinal, o que eu vier a fazer é, única e exclusivamente, a pensar nos meus 4 filhos. Por eu ter perdido, estupidamente, tanto dinheiro a favor do estado - esse grande despesista! - não pretendo que os meus filhos incorram no mesmo erro.

Vou preparar tudo, com a ajuda dos técnicos.

Depois darei informações.

Eurico

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Caro "forr€ta",

Já disse aqui e repito. Não tinha intenção subvalorizar a profissão dos TOC's ou ROC's. Por amor de Deus! Não leve a mal essa referência.

Os doutores com quem falei na DT (um claramente "sénior", os outros 2 mais jovens), naturalmente, serão profissional encartados da área das finanças e extramamente competentes. E naturalmente serão esses que irão elaborar o estudo económico do meu caso.

Só falei com o advogado por ser meu amigo de longa data (e já marcamos um almoço para o início de Outubro) e por estarem envolvidos os meus filhos na chamada "questão sucessória". Só por isso. Aliás, como compreenderá, a conversa foi mais para "desabafar" com um velho amigo do que para outra coisa. Ele faria o mesmo comigo ... Somos compadres! :-)

Quanto aos valores, não tenho ainda números precisos. Terei-os no final do mês, no relatório. Referiram-se a "grandezas" na ordem das várias dezenas de milhar de euros (não queria estar aqui a refrir valores). Mas é muito dinheiro, claro, mas perfeitamente recuperável no médio prazo. No fundo, estamos a falar naquilo que habitualmente pago em ... 4,5 anos de Irs (média). Não mais.

A empresa ficará sediada na minha casa de Sintra (que passará também para o nome da empresa). Claro que, até aqui, sempre tive que suportar "do meu bolso" todas as despesas directamente relacionadas com os imóveis. Também nunca pude imputar outro tipo de despesas.

Depois de ter a empresa activa, tudo será diferente, penso ... A maioria das despesas/compras passarão para a esfera da empresa (carro(s), combustiveis, água, luz, empregada(s), jardim, telefone(s), seguros, mobiliário, computadores, despesas de representação, etc). Pelo que fui informado, o benefício irá ser significativo, no médio prazo, claro, e comparativamente com a situação actual.

Mas o amigo "forr€ta" tem uma opinião diferente?

Pelo que me disseram, eu ficando apenas com os rendimentos do trabalho (meus e da minha mulher), verei o nosso Irs descer significativamente (já sem o rendimento dos prédios).

Depois, em termos de IRC, a empresa vai conseguir imputar um nível de custos bem mais substâncial e assim reduzir o montante de imposto. Acrescido a isso há o facto de poder beneficiar de "ajudas" destinadas ao fomento de novas (pequenas) empresas e até fazer novas aquisições com créditos bonificados.

Mas se o amigo tem uma opinião diversa, p.f., expresse-a. Seriam (bons) argumentos/questões para eu apresentar aos técnicos da DT no próximo dia 30. Ajudar-me-ia bastante.

Obrigado.

Eurico

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Muito obrigado pela actualização sobre o assunto e ficamos a aguardar novos dados.

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Claro que a questão "sucessória" estará salvaguardada na solução encontrada.

Afinal, o que eu vier a fazer é, única e exclusivamente, a pensar nos meus 4 filhos. Por eu ter perdido, estupidamente, tanto dinheiro a favor do estado - esse grande despesista! - não pretendo que os meus filhos incorram no mesmo erro.

Vou preparar tudo, com a ajuda dos técnicos.

De toda esta conversa, parece-me que o Eurico está a fazer agora o que já devia ter feito umas décadas atrás, e que as despesas que agora tiver, só vão ser ressarcidas dentro de alguns anos, talvez entre 5-8 anos.

Mas como alguêm já disse no passado, mais vale tarde do que nunca;)

Em relação à idade, é melhor não pensar nisso pois até por aqui há quem esteja prestes a comemorar as bodas de prata e ainda anda com muita energia!...  :D

Cumps  8)

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Amigo "forr€ta",

Antes de mais, quero agradecer-lhe os seus comentários e as ajudas que aqui deixou. Muito obrigado. Naturalmente, vou levá-las para a minha reunião do dia 30 e espero, nesse momento, esclarecê-las cabalmente junto dos peritos da DT.

Eu não tenho conhecimento específico das matérias que me permitam responder às questões permitentes que colocou.

Agora posso (e devo) reprodizir aqui, exactamente, o que esses técnicos me disseram na primeira reunião que tivemos (eu ainda não estou "xé-xé" ... lembro-me bem de tudo o que me disseram!...):

1) Que todas as despesas "correntes" com carros/gasolina, luz/água/telefone, compra de computadores, etc passariam para a empresa (até me falaram da despesa dos jardineiros que cuidam do jardim da minha casa - que será a "sede" da empresa). A maioria destes custos têm conexão com a vida da empresa (tendo bens imobiliários em Lisboa, Sintra e em Barcarena/Oeiras, tenho de me deslocar entre elas, não?, preciso do carro, de computador, internet, uma sede condigna, já agora com jardim ... ;D).

2) Que poderia, para além de mim próprio, "coletar" (não sei se é esta a expressão) mais 2 funcionários, retirando, portanto, 3 salários mensais.

3) Ficaram de estudar, exactamente, qual será o objecto social da empresa. Deram-me a ideia que queriam colocá-lo o mais alargado possível (Eu até escrevi uma das sugestões que me apresentaram, vou citar: "gestão dos seus próprios imóveis, compra e venda de imóveis e a revenda dos adquiridos, o arrendamento dos imóveis próprios, a administração e exploração de imóveis próprios ou de terceiros, bem como a prestação de serviços na área do imobiliário e actividades afins"). Mas, repito, esta foi apenas uma sugestão. Disseram-me que ainda iriam pensar no assunto, por forma a ser o mais "abrangente" possível. 

4) Que teria, INEGAVELMENTE, um proveito líquido com a constituição da empresa. Foram claros ao alertarem-me para o "impacto" das despesas com a passagem de alguns bens para a empresa. No entanto, disseram-me que 2 prédios que recebi de herança há cerca de 40 anos ... não vão pagar mais valias!! Como já eram meus antes da entrada em vigor de uma determinada lei (não sei qual, a do iva?), não vou pagar imposto sobre esses imóveis. Foi o que me disseram ... e acrescentaram "isso é que é ter sorte" ... (??)

5) Disseram-me também, "preto no branco", que como empresa, poderia recorrer a benefícios fiscais. Até um dos presentes me falou que tinha esses benefícios se empregásse um sobrinho meu (que conhecia do rugby do Agronomia) que é um "jovem à procura do 1º emprego"... Falaram-me também em taxas de juro mais vantajosas, se a empresa resolvesse adquirir mais prédios (tenho essa ideia). Repito, foi o que me disseram lá ...

Mas seja como for, caro "forr€ta", agradeço muito as suas palavras, que me parecem muito conscenciosas. Vou ponderar no que me disse e em todos os elementos que o amigo aqui trouxer. Só tenho que lhe agradecer.

Nesta questão dos "números", não pode haver 2 opiniões, acho eu. Eles (os números) têm que falar por si! Há que ter (profundo) conhecimento do enquadramento legal e ... fazer as contas.

A minha análise, como disse, é a médio prazo. Se dentro de 4 ou 5 anos eu tiver, em termos líquidos, um claro benefício financeiro por "meter" os prédios que possuo numa empresa, então não hesito!!! Mesmo que tenha de dispender, no presente, algumas dezenas de milhares de euros.

O Estado já me levou largas centenas de milhar de euros durante toda a minha vida, para o país chegar à situação que está - de rastos!!

Já chega! Não me venham mais ao meu bolso!!!!!!...

Eurico

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