José Ribeiro

Seguros de Capitalização - conceitos básicos e cuidados a observar

4 publicações neste tópico

Os seguros de capitalização são aplicações que, apesar do nome seguro, não cobrem qualquer tipo de risco. Antes pelo contrário, os Seguros de Capitalização são produtos financeiros destinados à constituição de poupanças, que garantem, na generalidade das vezes, o capital investido. Possuem ainda algumas vantagens fiscais.

Um Seguro de Capitalização é um contrato de seguro com os seguintes requisitos ou intervenientes:

Entidade Seguradora;

Tomador de Seguro, ou a entidade que celebra o contrato de seguro com a Entidade Seguradora;

Pessoa Segura, ou a pessoa no interesse do qual o contrato é celebrado;

Beneficiário, ou a Pessoa Singular ou Colectiva a favor de quem reverte a prestação da Entidade Seguradora decorrente do contrato de seguro;

Apólice, ou o conjunto de condições na qual é formalizado o contrato de seguro;

Acta Adicional, ou o documento que titula uma alteração à apólice;

Prémio, ou montante entregue pelo Tomador do Seguro por contrapartida das garantias do contrato;

Basicamente, estes são os requisitos de um Seguro de Capitalização, podendo a estes serem acrescentados outros consoante a característica do Seguro de Capitalização.

Um Seguro de Capitalização, além de na generalidade das vezes garantir o Capital Investido em caso de vida, garante ainda o pagamento do Capital investido e respectiva remuneração aos beneficiários do contrato em caso de morte, sendo que, o capital incluindo os rendimentos não estão sujeitos a imposto de selo.

Relativamente ao potencial de remuneração, os juros, estes poderão ser fixos ou variáveis.

Uma das vantagens dos Seguros de Capitalização é a possibilidade de existência de benefícios fiscais, a exemplo disso, ficam os Planos de Poupança Reforma com Benefícios Fiscais no corrente ano.

Ainda relativamente ao Benefícios Fiscais à constituição de Seguros de Capitalização, é de salientar a existência de tributação variável de acordo com o prazo contratado. Condições de tributação em vigor será aplicável desde que o investimento na primeira metade do prazo seja de, pelo menos, 35% do total investido durante o período decorrido e será de acordo com o seguinte:

Prazo até 5 anos – 20% de tributação;

Entre 5 e um dia até 8 ano – 16% de tributação;

Mais de 8 anos e um dia – 8% de tributação.

A vantagem fiscal mais importante nos Seguros de Capitalização, são as dedutíveis em sede de IRS, que para o corrente ano, as poupanças investidas neste tipo de aplicação são dedutíveis à colecta na proporção de 25% comum máximo de 64€ por Sujeito Passivo ou 128€ por Casal, desde que a idade da Pessoa Segura seja, no fim do contrato, igual ou superior a 55 anos e com um prazo mínimo de 5 anos.

No caso do Seguro de Capitalização denominado por Plano de Poupança Reforma as vantagens fiscais ainda são mais expressivas. As poupanças investidas neste tipo de aplicação são dedutíveis à colecta do IRS na proporção de 20% com os seguintes escalões:

Idade do

Sujeito Passivo Dedução Máxima Entrega Mínima

Inferior a 35 anos       400€                   2.000€

Entre os 35 e 50 anos 350€                 1.750€

Superior  a 50 anos     300€                 1.500€

É ainda de considerar que não são dedutíveis à colecta de IRS, neste produto, os valores aplicados pelos Sujeitos Passivos após a data de passagem à reforma.

Seguros de capitalização: comissões devastadoras

Os seguros de capitalização são, em regra, uma má opção de investimento, apesar dos benefícios fiscais, alerta a PROTESTE POUPANÇA. Para o curto prazo e médio prazo, é preferível continuar a apostar em certificados de aforro e depósitos a prazo.

Segundo o boletim financeiro, os seguros analisados têm falta de liquidez, são pouco transparentes e rendem pouco mais do que a inflação.

Em 2007, os produtos analisados pela DECO PROTESTE renderam, em média, 3,6 por cento. Mas se a este valor retirarmos as comissões de subscrição e a inflação (2,5%), apenas 6 ofereceram um rendimento real positivo, conclui a associação para a defesa do consumidor.

Os seguros de capitalização cobram, em média, 1,7% por cada entrega, comissão muito elevada para a PROTESTE POUPANÇA. Mas alguns cobram ainda mais. É o caso do Vivacapi XXI, da Groupama, que retira 4,2% a cada entrega.

Outras alternativas de baixo risco e elevada liquidez, como certificados de aforro ou depósitos, não têm sequer custos. Mesmo os fundos com política de investimento semelhante à dos seguros cobram valores muito inferiores.

Além disso, a maioria dos custos de subscrição são enganadores. Por exemplo, se a comissão for de 3% e fizer uma entrega de € 100, a seguradora retira € 3 para os seus cofres. O subscritor investe só € 97, em vez dos € 100 que entregou. A comissão cobrada é, assim, de 3,1% e não 3% como anunciado.

Se pretende uma aplicação sem risco, opte por um depósito a prazo para o curto prazo. Para investir a médio prazo (5 ou mais anos), prefira certificados de aforro ou seguros de capitalização e outros produtos financeiros.

Espero ter contribuido para clarificar algumas noções sobre seguros de capitalização.

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Deixo alguns links onde se fala, aqui no forum, de seguros de capitalização:

http://www.pedropais.com/forum/index.php/topic,1563.0.html

http://www.pedropais.com/forum/index.php/topic,271.0.html

http://www.pedropais.com/forum/index.php/topic,1155.0.html

Por fim, gostaria de ressalvar que a leitura do prospecto de qualquer Seguro de Capitalização é da máxima importância, pois se um dia mais tarde se arrepender por qualquer motivo, a entidade que "comercializa" esse seguro vale-se das condições que constam nesse prospecto para que o contrato estabelecido seja cumprido na integra, sob pena de se ser altamente penalizado em caso de anulação do Seguro de Capitalização.

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Segundo dados da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), os Portugueses estão a comprar mais Planos de Poupança-Reforma (PPR).

Os Certificados de reforma e depósitos a prazo são os menos escolhidos.

«Pela sua segurança, rentabilidade e grau de liquidez, os PPR estão a funcionar como um complemento aos descontos para a reforma», explica o presidente da APS, Pedro Seixas Vale.

«Além disso, o facto dos PPR passarem a ter dotações mensais, em vez das anuais, aliadas às taxas de garantia e participação dos resultados tornam estes produtos aliciantes», acrescenta o responsável.

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Os seguros de capitalização são aplicações que, apesar do nome seguro, não cobrem qualquer tipo de risco. Antes pelo contrário, os Seguros de Capitalização são produtos financeiros destinados à constituição de poupanças, que garantem, na generalidade das vezes, o capital investido. Possuem ainda algumas vantagens fiscais.

Um Seguro de Capitalização é um contrato de seguro com os seguintes requisitos ou intervenientes:

Entidade Seguradora;

Tomador de Seguro, ou a entidade que celebra o contrato de seguro com a Entidade Seguradora;

Pessoa Segura, ou a pessoa no interesse do qual o contrato é celebrado;

Beneficiário, ou a Pessoa Singular ou Colectiva a favor de quem reverte a prestação da Entidade Seguradora decorrente do contrato de seguro;

Apólice, ou o conjunto de condições na qual é formalizado o contrato de seguro;

Acta Adicional, ou o documento que titula uma alteração à apólice;

Prémio, ou montante entregue pelo Tomador do Seguro por contrapartida das garantias do contrato;

Basicamente, estes são os requisitos de um Seguro de Capitalização, podendo a estes serem acrescentados outros consoante a característica do Seguro de Capitalização.

Um Seguro de Capitalização, além de na generalidade das vezes garantir o Capital Investido em caso de vida, garante ainda o pagamento do Capital investido e respectiva remuneração aos beneficiários do contrato em caso de morte, sendo que, o capital incluindo os rendimentos não estão sujeitos a imposto de selo.

Relativamente ao potencial de remuneração, os juros, estes poderão ser fixos ou variáveis.

Uma das vantagens dos Seguros de Capitalização é a possibilidade de existência de benefícios fiscais, a exemplo disso, ficam os Planos de Poupança Reforma com Benefícios Fiscais no corrente ano.

Ainda relativamente ao Benefícios Fiscais à constituição de Seguros de Capitalização, é de salientar a existência de tributação variável de acordo com o prazo contratado. Condições de tributação em vigor será aplicável desde que o investimento na primeira metade do prazo seja de, pelo menos, 35% do total investido durante o período decorrido e será de acordo com o seguinte:

Prazo até 5 anos – 20% de tributação;

Entre 5 e um dia até 8 ano – 16% de tributação;

Mais de 8 anos e um dia – 8% de tributação.

A vantagem fiscal mais importante nos Seguros de Capitalização, são as dedutíveis em sede de IRS, que para o corrente ano, as poupanças investidas neste tipo de aplicação são dedutíveis à colecta na proporção de 25% comum máximo de 64€ por Sujeito Passivo ou 128€ por Casal, desde que a idade da Pessoa Segura seja, no fim do contrato, igual ou superior a 55 anos e com um prazo mínimo de 5 anos.

No caso do Seguro de Capitalização denominado por Plano de Poupança Reforma as vantagens fiscais ainda são mais expressivas. As poupanças investidas neste tipo de aplicação são dedutíveis à colecta do IRS na proporção de 20% com os seguintes escalões:

Idade do

Sujeito Passivo Dedução Máxima Entrega Mínima

Inferior a 35 anos       400€                   2.000€

Entre os 35 e 50 anos 350€                  1.750€

Superior  a 50 anos     300€                  1.500€

É ainda de considerar que não são dedutíveis à colecta de IRS, neste produto, os valores aplicados pelos Sujeitos Passivos após a data de passagem à reforma.

Seguros de capitalização: comissões devastadoras

Os seguros de capitalização são, em regra, uma má opção de investimento, apesar dos benefícios fiscais, alerta a PROTESTE POUPANÇA. Para o curto prazo e médio prazo, é preferível continuar a apostar em certificados de aforro e depósitos a prazo.

Segundo o boletim financeiro, os seguros analisados têm falta de liquidez, são pouco transparentes e rendem pouco mais do que a inflação.

Em 2007, os produtos analisados pela DECO PROTESTE renderam, em média, 3,6 por cento. Mas se a este valor retirarmos as comissões de subscrição e a inflação (2,5%), apenas 6 ofereceram um rendimento real positivo, conclui a associação para a defesa do consumidor.

Os seguros de capitalização cobram, em média, 1,7% por cada entrega, comissão muito elevada para a PROTESTE POUPANÇA. Mas alguns cobram ainda mais. É o caso do Vivacapi XXI, da Groupama, que retira 4,2% a cada entrega.

Outras alternativas de baixo risco e elevada liquidez, como certificados de aforro ou depósitos, não têm sequer custos. Mesmo os fundos com política de investimento semelhante à dos seguros cobram valores muito inferiores.

Além disso, a maioria dos custos de subscrição são enganadores. Por exemplo, se a comissão for de 3% e fizer uma entrega de € 100, a seguradora retira € 3 para os seus cofres. O subscritor investe só € 97, em vez dos € 100 que entregou. A comissão cobrada é, assim, de 3,1% e não 3% como anunciado.

Se pretende uma aplicação sem risco, opte por um depósito a prazo para o curto prazo. Para investir a médio prazo (5 ou mais anos), prefira certificados de aforro ou seguros de capitalização e outros produtos financeiros.

Espero ter contribuido para clarificar algumas noções sobre seguros de capitalização.

Dá-me a sensação que já li parte disto em algum lado...http://www.produtosbancarios.com/seguros-de-capitalizacao-nocoes-basicas/

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