José Ribeiro

Crédito ao Consumo – Cuidados a Observar

6 publicações neste tópico

O crédito ao consumo atingiu proporções dramáticas em Portugal.

Hoje em dia, pedir crédito a uma instituição já é algo bastante vulgar. Fazem-se créditos para habitações, automóveis, mobiliário e, hoje em dia e, cada vez com mais frequência, para despesas como a saúde e educação.

Com os meios de comunicação, a publicidade assumiu proporções gigantescas, chegando a criar necessidades nos consumidores. Cada vez mais, os consumidores querem mais e de melhor qualidade. Devido à evolução tecnológica, as necessidades vão-se alterando e, desta forma, o que hoje é topo de gama, amanhã já não o é.

O endividamento começa a ser uma realidade bem presente com que muitas pessoas têm de se confrontar. Para além do endividamento, muitas famílias chegam mesmo ao multiendividamento, isto é, ter mais do que um crédito. Como explicação para este fenómeno está o divórcio, a morte de um dos elementos do agregado, o desemprego, insuficiência do rendimento, entre outros. Para casos como estes de endividamento, a DECO presta apoio a estas pessoas, entrando em negociação com as instituições de crédito onde estas famílias o têm, tentando, de algum modo, baixar o valor da prestação.

Conceitos:

Entende-se por endividamento, o saldo devedor de um indivíduo ou agregado familiar e o sobreendividamento a incapacidade de responder a compromissos financeiros por insuficiência de rendimentos.

A palavra crédito deriva das palavras latinas credere, “confiança” e creditum “uma coisa confiada de boa fé”. Significa “uma soma em dinheiro disponibilizada por uma pessoa, uma entidade financeira ou um banco, por um determinado período. O beneficiário deve pagar uma forma de remuneração, designada por juro, como contrapartida da disponibilização do dinheiro. Implica, geralmente, a prestação de uma garantia ao banco, pela quantia emprestada. O crédito ao consumo, geralmente, dispensa esta garantia e consequentemente implica uma taxa de juro mais elevada”.

Por sua vez, consumo “significa a aquisição de bens que podem ser bens de consumo, bens de capital ou serviços”. “Por definição, é a utilização, aplicação, uso ou gasto de um bem ou serviço por um indivíduo ou uma empresa.”

O crédito ao consumo pode ser muito útil mas há alguns cuidados a ter:

- antes de recorrer ao crédito, deve-se verificar e comparar as diferentes Taxas Anuais Efectivas Globais (TAEG) referidas na publicidade – estas representam o custo total de um crédito ao consumidor e cobre as despesas de cobrança, o pagamento de juros e os restantes encargos suportados pela entidade credora;

- negoceie o “spread”, o prazo do empréstimo e consulte várias instituições financeiras;

- faça uma avaliação rigorosa do orçamento familiar, tendo em conta as novas prestações e a sua evolução no tempo;

- contenha as despesas não essenciais e mantenha hábitos de poupança, mesmo que debaixos valores;

- evite recorrer a um crédito para pagar outro crédito quando tiver dificuldades em fazer face a um empréstimo.

Observações:

1. A publicidade mostra os empréstimos como fáceis, acessíveis e baratos. Antes de recorrer ao crédito, deve-se fazer uma avaliação rigorosa do orçamento familiar e do impacto que as prestações do empréstimos podem ter nas despesas.

2. O Decreto Lei 133/2009, de 2 de Junho vem introduzir alterações substânciais ao enquadramento legal para a concessão de crédito ao consumo. Estas alterações reforçam a protecção aos consumidores.

3. Deve-se recorrer apenas e só a instituições que indiquem a TAEG na publicidade ao crédito ao consumo.

4. Em caso de dúvida, recorrer ao GOEC (Gabinete de Orientação ao Endividamento dos Consumidores) ou consultar www.deco.proteste.pt sempre que pretenda contrair um empréstimo.

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uma informação muito interessante, obrigada por partilhares.

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Já agora, reforçando o que foi dito atrás, o Blog do Gabinete de Orientação ao Endividamento dos Consumidores (GOEC) publica algumas orientações/conselhos para quem está endividado:

Dicas para quem está endividado

1. Solicitar apoio independente;

2. Suspender totalmente o recurso ao crédito;

3. Reduzir substancialmente os gastos: elaborar uma lista com a totalidade das despesas e definir aquelas que se podem anular ou reduzir. Este exercício de racionalização dos gastos deve ter uma aplicação imediata, por exemplo, anular de imediato a subscrição de um serviço de internet que mal se usa, ou parar de tomar o pequeno-almoço fora de casa, etc.

4. Elaborar um orçamento rigoroso sustentável e que deve ser aplicado rigorosamente;

5. Manter um contacto apoiado/mediado com os credores por forma a negociar planos financeiros adequados e sustentáveis: nunca aceitar um plano que não se pensa vir a cumprir.

In: Blog do Gabinete de Orientação ao Endividamento dos Consumidores (GOEC)

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Então, já agora, mais um complemento:

O GOEC, presta apoio técnico e acompanha as famílias no recurso ao crédito e aconselha na recuperação de situações familiares de pré-insolvência.

Objectivos do GOEC:

- Assessorar e aconselhar as famílias no recurso ao crédito, enquanto instrumento de gestão do orçamento familiar.

- Assegurar às famílias que recorram ao Gabinete um apoio técnico, profissional e documentado na gestão do orçamento familiar.

O GOEC funciona nas instalações do ISEG e está aberto ao público todos os dias úteis, das 17h às 20h. A morada é a seguinte: Gabinete de Orientação ao Endividamento dos Consumidores, Rua Miguel Lupi, nº 20, Gabinete 2002, 1249-078 Lisboa.

Espero ter contribuido, um pouco, para elucidar os participantes do fórum sobre o "mundo" relacionado com o crédito ao consumo!

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O GOEC funciona nas instalações do ISEG e está aberto ao público todos os dias úteis, das 17h às 20h. A morada é a seguinte: Gabinete de Orientação ao Endividamento dos Consumidores, Rua Miguel Lupi, nº 20, Gabinete 2002, 1249-078 Lisboa.

Só para complementar, sobretudo para quem não é da zona de Lisboa, encontrei esta informação no Portal do Cidadão:

O gabinete funcionará nas instalações do ISEG, em Lisboa, de segunda a sexta-feira, entre as 17:00h e as 20:00h, podendo o contacto ser presencial, por telefone ou fax, ligando para os números 21 392 59 42 e 21 396 79 71, ou por e-mail, através do endereço gac@iseg.utl.pt.

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Alterações ao crédito ao consumo

Cobrança de juros exagerados proibida a partir de hoje (30 de Setembro de 2009)!

Só em Janeiro de 2010, o Banco de Portugal (BdP) definirá juros máximos para o crédito ao consumo, apesar do diploma relativo à proibição da taxa de usura ter entrado esta quinta-feira em vigor.

Segundo o diploma, se a taxa anual efectiva geral (TAEG) exceder em um terço a taxa média praticada no mercado pelas instituições de crédito, estamos perante um «contrato de crédito usurário».

Em vigor desde Julho, o documento impõe novas regras às sociedades financeiras, nomeadamente a avaliação da capacidade de endividamento dos consumidores antes da celebração do contrato, e o consumidor pode recusar, no prazo de 14 dias, sem necessidade de invocar qualquer motivo.

Parece-me que é uma boa notícia para quem tem necessidade urgente e real de recorrer a um crédito desta natureza!  ;)

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