José Ribeiro

IMI

17 publicações neste tópico

Bom dia

Não acham estranho estar a pagar uma casa do qual eu pretendo ser dono e senhor, e a partir de uns determinados anos, ter de começar a pagar o IMI anualmente e para toda a vida?

Porque não associam este valor do IMI ao crédito em si?

Se estou a pagar ao banco para ter uma casa, porque não paga o banco este valor do IMI ou não o associa ao crédito?

Creio que este assunto deveria ser desenvolvido e explicado, pois ainda não o compreendi na sua verdadeira dimensão!...

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O IMI nao tem nada a ver com o credito, talvez seja por isso ;)

Eu nao recorri ao banco para comprar casa e tenho que pagar IMI na mesma (ou terei, quando acabar o periodo de isençao)

O IMI e´ o Imposto Municipal sobre Imoveis. A ideia por tras, julgo eu, e´ o de que quem tem casa deve contribuir para o bem estar do seu municipio.

Nao se começa a pagar apenas ao fim de uns determinados anos - mas desde a compra do imovel. Para facilitar o processo de mudança e de integraçao de quem tem menos posses (medido, neste caso por, quem compra casas mais baratas), e desde que se trate da compra para habitaçao propria, e´ possivel pedir isençao deste pagamento durante alguns anos, dai muita gente ficar na ideia de que ele so´ seja devido ao fim de uns anos (mas se nao se pedir a isençao, a conta aparece logo no ano seguinte ;))

Ha imensas despesas que competem `as camaras - a limpeza das ruas, a manutençao dos jardins, a gestao do parque escolar, organizaçao de eventos culturais, etc, etc, etc. Umas terao outras formas de financiamento por tras (por exemplo, o ME da uma verba para a gestao do parque escolar) mas outras coisas ha que nao sao simplesmente rentaveis e precisam de dinheiro e pronto. E e´ mais facil de gerir a cobrança dessa despesa a quem e´ proprietario (e, tem supostamente dinheiro para a pagar, ou nao comprava uma casa) do que cobrar taxas de portagem por atravessar o municipio, como se fazia antigamente :P

O IMI junta-se assim a outras fontes de receita como as dotaçoes vindas do IRS, por exemplo.

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Nao és dono da casa daqui a alguns anos, quando o crédito estiver pago, es dono desde o momento da escritura de compra e venda da mesma. :)

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Nao és dono da casa daqui a alguns anos, quando o crédito estiver pago, es dono desde o momento da escritura de compra e venda da mesma. :)

Deve ser mais uma verdade de La Palisse!...  :D

Não sei a sua situação de vida, mas caso tenha um crédito bancário e não tenha fiador, experimente faltar aos seus compromissos para com este, que eles explicam-lhe tintin por tintin, quem de facto é dono da casa... Diga-lhes nessa altura, que é dona da casa a partir do momento em que assinou a escritura de compra e venda da mesma e depois venha divulgar o resultado a este forum!

O mesmo se aplica à falta de pagamento do IMI...

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Deve ser mais uma verdade de La Palisse!...  :D

Não sei a sua situação de vida, mas caso tenha um crédito bancário e não tenha fiador, experimente faltar aos seus compromissos para com este, que eles explicam-lhe tintin por tintin, quem de facto é dono da casa... Diga-lhes nessa altura, que é dona da casa a partir do momento em que assinou a escritura de compra e venda da mesma e depois venha divulgar o resultado a este forum!

O Banco responderia que não é ele o dono da casa. Por isso é que precisa de executar a hipoteca judicialmente - se fosse o dono, vendia-a simplesmente sem ter que dar cavaco a ninguém. Claro que a razão está do lado do Banco (afinal, o cliente é que não paga a dívida) portanto o tribunal provavelmente executará a penhora da casa... Mas, se tiveres outros bens, até podes oferecer outra coisa para ser penhorada, desde que o valor cubra a dívida...

Quando se compra uma casa com recurso a empréstimo bancário, dando a casa como garantia, a única coisa que o banco "tem" é o direito a impedir que o dono se livre do que deu como garantia antes de pagar a dívida.

Tu és livre de fazeres tudo o resto que quiseres com ela - podes arrendá-la, fazer obras, deixá-la abandonada. Se a casa arder, por exemplo, é a ti que a seguradora passa o cheque, não ao banco.

O mesmo se aplica à falta de pagamento do IMI...

Naturalmente. Se não se pagar IMI, é o Estado que vem atrás de nós para penhorar alguma coisa, se insistirmos em não pagar. Provavelmente nesse caso o salário ou um carro seria suficiente.

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O Banco responderia que não é ele o dono da casa. Por isso é que precisa de executar a hipoteca judicialmente - se fosse o dono, vendia-a simplesmente sem ter que dar cavaco a ninguém. Claro que a razão está do lado do Banco (afinal, o cliente é que não paga a dívida) portanto o tribunal provavelmente executará a penhora da casa... Mas, se tiveres outros bens, até podes oferecer outra coisa para ser penhorada, desde que o valor cubra a dívida...

Quando se compra uma casa com recurso a empréstimo bancário, dando a casa como garantia, a única coisa que o banco "tem" é o direito a impedir que o dono se livre do que deu como garantia antes de pagar a dívida.

Tu és livre de fazeres tudo o resto que quiseres com ela - podes arrendá-la, fazer obras, deixá-la abandonada. Se a casa arder, por exemplo, é a ti que a seguradora passa o cheque, não ao banco.

A seguradora passa-me o cheque para eu depois o ir entregar ao banco, pois a divida permanece por pagar... ou isso não importa nada?  :D

Naturalmente. Se não se pagar IMI, é o Estado que vem atrás de nós para penhorar alguma coisa, se insistirmos em não pagar. Provavelmente nesse caso o salário ou um carro seria suficiente.

E sem salário ou sem o carro para ir para o trabalho, como cumprimos com o banco?  ;)

Era giro ter esperado pela resposta da alena, visto que a missiva lhe era dirigida, mas o pauloaguia é mais rápido que a própria sombra... pummm  ;D

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Nao és dono da casa daqui a alguns anos, quando o crédito estiver pago, es dono desde o momento da escritura de compra e venda da mesma. :)

Ninguém é dono absoluto de nada.

Nem do nosso cadáver somos donos, porque até esse o Estado  corta e retalha através da autópsia e em nome da justiça...

Mas o pensamento - para já - não há machado que o corte, graças a Deus! :)

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[Nem do nosso cadáver somos donos, porque até esse o Estado  corta e retalha através da autópsia e em nome da justiça...

Ui.....onde a conversa já vai.

Caro Sultão, só estou viva porque uma boa alma me deu um órgão vital para a minha sobrevivência  ;). Portanto, quanto a mim, obrigada ao Estado por legislar nesse sentido  :D

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Caro Sultão, só estou viva porque uma boa alma me deu um órgão vital para a minha sobrevivência  ;). Portanto, quanto a mim, obrigada ao Estado por legislar nesse sentido  :D

Ainda bem que assim foi.

Sabes bem que a minha afirmação reforçava uma outra, mas como cada um interpreta às coisas à sua maneira... tudo bem. :)

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Ainda bem que assim foi.

Sabes bem que a minha afirmação reforçava uma outra, mas como cada um interpreta às coisas à sua maneira... tudo bem. :)

tudo ok  :D

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Sabiam que quem estiver enquadrado no  Art.º 48º do Estatuto dos Benefícios Fiscais se encontra prevista a isenção de imposto municipal sobre imóveis para os prédios rústicos e urbanos pertencentes a sujeitos passivos cujo rendimento bruto total do agregado familiar englobado para efeitos de IRS não seja superior ao dobro do valor anual do salário mínimo nacional mais elevado e cujo valor patrimonial tributário global não exceda 10 vezes o valor anual do salário mínimo

nacional mais elevado.

Para solicitar o reconhecimento deste benefício fiscal, deve o sujeito passivo entregar requerimento, no serviço de finanças do seu domicílio fiscal, até 30 de Junho do ano em que a isenção tenha início, do qual deverá constar a identificação de todos os seus prédios e do seu agregado familiar.

http://info.portaldasfinancas.gov.pt/pt/informacao_fiscal/codigos_tributarios/bf_rep/bf48.htm

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Sabiam que quem estiver enquadrado no  Art.º 48º do Estatuto dos Benefícios Fiscais se encontra prevista a isenção de imposto municipal sobre imóveis para os prédios rústicos e urbanos pertencentes a sujeitos passivos cujo rendimento bruto total do agregado familiar englobado para efeitos de IRS não seja superior ao dobro do valor anual do salário mínimo nacional mais elevado e cujo valor patrimonial tributário global não exceda 10 vezes o valor anual do salário mínimo

nacional mais elevado.

Muito bem Caçote.  :)

A frase está um pouco longa demais, mas vamos a ver se percebi!

Abrir parenteses:

Nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo 198.º da Constituição, o Governo decretou o seguinte:

Artigo 1.º

Valor da retribuição mínima mensal garantida

O valor da retribuição mínima mensal garantida a que se refere o n.º 1 do artigo 266.º do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 99/2003, de 27 de Agosto, é de (euros) 450.

Fechar parenteses.

Traduzido para miúdos, se (450 x 2 = 900€) o rendimento familiar mensal, for igual ou inferior a 900€ essa familia pode pedir isenção de IMI?

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A seguradora passa-me o cheque para eu depois o ir entregar ao banco, pois a divida permanece por pagar... ou isso não importa nada?  :D

Podes usar o dinheiro para reconstruir a casa e continuar a pagar o emprestimo como normalmente (se isso e´ ou nao viavel, e´ outra historia).

Mas cometi um erro, acho eu - normalmente os bancos obrigam a que o beneficiario do seguro seja o proprio banco. Portanto, a seguradora iria entregar o dinheiro ao banco. Mai uma vez, nao quer dizer que a casa nao seja nossa.

E agora vou deixar o topico voltar ao tema do IMI :)

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Sabiam que quem estiver enquadrado no  Art.º 48º do Estatuto dos Benefícios Fiscais se encontra prevista a isenção de imposto municipal sobre imóveis para os prédios rústicos e urbanos pertencentes a sujeitos passivos cujo rendimento bruto total do agregado familiar englobado para efeitos de IRS não seja superior ao dobro do valor anual do salário mínimo nacional mais elevado e cujo valor patrimonial tributário global não exceda 10 vezes o valor anual do salário mínimo

nacional mais elevado.

Traduzido por miúdos, significa que se (450 x 2 = 900€) o rendimento familiar, for igual ou inferior a 900€/mês essa família pode pedir isenção de IMI?

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E insiste o rapazinho...

pauloaguia, desculpa que te diga isto, mas não achas que estás a exagerar um bocado ao continuares com a tua argumentação fútil e inútil?

Já todos sabem que és o maior, mas admira-me que não te apercebas que para o teu "grupo" serás sempre o maior, mas para quem vem de fora e lê esta novela, entre outras, verifica que te estás a entreter à volta do mesmo assunto sem te definires apenas para jogares com as palavras a teu bel prazer e em defesa de quem deveria ter respondido visto que a pergunta não te era dirigida?

Argumenta sim, mas com bom senso, de forma isenta, séria e com moderação.

Estou chocada, é o que consigo dizer.

Nunca tinha lido nada tão inconveniente neste fórum.

Eu não sou de nenhum “grupo”, sou de fora, e quando leio isto, independentemente da argumentação, que quanto a mim é clara, objectiva e moderada (como se exige de um moderador), verifico que o participante JRibeiro está a ser pouco correcto. E, por favor, não se zangue por eu responder antes do PauloAguia!

Parece-me que foi acometido de um ataque de invejite aguda…

Termino com as suas sábias palavras:

Argumenta sim, mas com bom senso, de forma isenta, séria e com moderação.

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JRibeiro, o tom com que se dirige aos restantes utilizadores do fórum é totalmente inaceitável e infelizmente é uma situação recorrente. Se quer contribuir mantendo o respeito pelos outros tudo bem, senão peço-lhe que deixe este fórum.

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Há imensas despesas que competem às camaras - a limpeza das ruas, a manutenção dos jardins, a gestão do parque escolar, organização de eventos culturais, etc, etc, etc. Umas terão outras formas de financiamento por trás (por exemplo, o ME dá uma verba para a gestão do parque escolar) mas outras coisas há que não são simplesmente rentáveis e precisam de dinheiro e pronto. E é mais fácil de gerir a cobrança dessa despesa a quem é proprietário (e, tem supostamente dinheiro para a pagar, ou não comprava uma casa)...

Pegando neste parágrafo devo acrescentar que as câmaras ou autarquias, por vezes se esquecem que o dinheiro proveniente do IMI é dos contribuintes. E se elas se financiam por este processo, onde o contribuinte não é tido nem achado na matéria, deveriam fazer um uso correcto do mesmo, nomeadamente na áreas acima mencionadas.

O que acontece na realidade?

Basta passear por algumas ruas de Lisboa para se observar por onde anda o dinheiro a circular. Ou pelas ruas de outras cidades do nosso Pais à beira mar plantado.

Se houve alguêm que considerou "estúpido" o antigo imposto denominado SISA, que agora é o IMT, creio que não andará muito longe da mesma classificação, o IMI. Aliás, segundo a imprensa publicada, o "Governo quer rever IMI e admite descer as taxas". Aguardemos serenamente pelos novos desenvolvimentos!!!

Em termos de receita de IMI cobrada, este ano atingiu 1007 milhões de euros, mais um milhão do que o valor liquidado em 2008. Foi bem aplicado? Tenho as minhas dúvidas...

Mais uma informação curiosa:

O alargamento dos períodos de isenção de IMI de 3 para 4 anos beneficiou 40 mil contribuintes, e a subida de 6 para 8 anos está a ser usufruída por mais 431 mil contribuintes.

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