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m.elis

A redução de salários pode ser alternativa ao desemprego?

5 publicações neste tópico

Tenho ouvido falar muitas vezes quer na comunicação social quer a amigos que há quem defenda que nos tempos que correm para que haja garantia (?) de emprego há que aceitar a redução do salário.

A 1ª vez que ouvi falar nisso a sério foi a Belmiro de Azevedo e ao Dr. Silva Lopes, e como admiro bastante este último fiquei a pensar no assunto, mas sempre a afastar a ideia da sua necessidade.

Há dias leio que o jornal Público aceitou, por 12 a 18 meeses, a proposta de redução dos salários, proporcional e temporária, proposta pela direcção. Em troca, durante aquele período não haverá despedimentos.

Desde já devo observar que aprecio este tipo de solidariedade, mas e depois? Será que mesmo assim estão garantidos todos os empregos? O jornal venderá para conseguir pagar a todos? Não será um esforço inútil? Na General Motors da Azambuja os salários baixaram e um ano depois a  fábrica fechou!

No entanto, comeca-se a ouvir por todo o lado que medidas destas vão começar a ser implementadas em força: há empresas que pedem 1 mês de salário aos trabalhadores e outras medidas mais radicais estão em discussão. Por exemplo, em Espanha, o Governo quer reduzir o salário dos funcionários públicos!

Será que com todos estes sacrifícios se garantirá o emprego? E a entidade patronal também terá sacrifícios, espero. E espero também que estas medidas sejam de facto temporárias.

O que pensam do assunto? Serão estas medidas suficientes para combater o desemprego?

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Em termos simplistas, a resposta é não!

Por exemplo, os jornais gratuitos com grandes tiragens sobrevivem como? Á custa da publicidade.

Neste momento estão a decidir fundir-se. Os moldes em que isso se fará ainda está a ser discutido, pois como se haverá de chamar o novo velho jornal? Por "motivos técnicos", a novela segue dentro de momentos!...

Devia-se começar por perguntar, qual é o objectivo final destas alterações/medidas que pretendem fazer? Por que será?

Obviamente que quem começou isto tudo, não está em Portugal, mas algumas multinacionais estão ou estavam, é o caso da General Motors como muito bem foi referido. A propósito, onde anda esta fábrica que supostamente tem sede nos EUA? A última vez que li algo sobre o assunto, estava algures na fronteira com o México. Na mesma localidade onde se fazem os LCD's que muitos portugas têm mas que ficam incomados quando se lhes chama a atenção de como são feitos e à custa de quem e de que sacrificios, mas isso agora não interessa nada!

E para quê?

Ora se nos EUA cada funcionário recebia 10 dólares por hora de trabalho, deslocando a fábrica, revelando uma grande dose de insensibilidade e indiferença, pode pagar 5-10 céntimos à hora a cada funcionário e por vezes está lá a familia toda e não há contemplações e leis que defendam a idade minima para se trabalhar, tudo em nome do lucro da empresa.

Outra empresa, é a NIKE. Aquela que patrocina "grandes" (porquê?) jogadores de futebol... Onde está neste momento? Na Indonésia a pagar 100 dólares por mês a trabalhadores que estão na fábrica de Sol a Sol.

A pergunta correcta a fazer é, estamos no século XXI? Têm a certeza?

O que fazem certos empresários pela Europa fora? Copiam o modelo porque os outros também o fizeram, e protejem-se atrás de fiscalistas, economistas, advogados e raramente dão a cara a não ser no seu circulo restrito de amizades...

Portanto e em suma, não é nestes termos que se combate o desemprego, mas não haja dúvida que os dois nomes que referiu são nomes que dão a cara e o exemplo, mesmo com alguns defeitos pelo caminho mas ninguêm é perfeito. Pena é que não haja mais e com voz para defender quem não a tem!...

Pena também que a maior parte da população ande a dormir de olhos abertos e quando alguém lhe chame a atenção acham tão divertido e larocas...

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Estamos perante uma situação concreta. Claro que é da maior importância saber como se chegou até aqui. Aliás, Portugal já foi muito atractivo: mão de obra barata, condições sociais precárias, etc.

A minha questão/dúvida é, se estivessemos perante uma situação como a que referi, a do Público, aceitaríamos o mesmo para evitar os despedimentos, "Um por todos e todos por um"?

Dirão, cada caso é um caso, e é verdade. Em momentos destes há que pesar tudo: idade, perspectivas de novo emprego, dívidas, família..........Ufa, será/seria uma situação aflitiva  ???

Respondendo por mim, e após análise da situação da empresa/instituição e a minha, se achasse que me davam algumas garantias de superar o problema sem demissão de ninguém, aceitava a redução do salário, temporariamente. Com a minha idade e à procura de emprego, seria um desastre maior!

Bom, não vos quero aborrecer MAIS no fim de semana e se calhar em férias. Sorry.

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Estamos perante uma situação concreta. Claro que é da maior importância saber como se chegou até aqui. Aliás, Portugal já foi muito atractivo: mão de obra barata, condições sociais precárias, etc.

A situação concreta do caso que apresentou, não está isolada da vizinhança que a rodeia! Para sobreviver, precisa da vizinhança que a rodeia e mais alguma.

Recordo-me que ainda à poucos meses, um certo ministro (é inevitável falar em politica), o mesmo que apontou os corninhos, disse numa conferência para empresários chineses/japoneses (não me recordo a nacionalidade deles) que podiam vir para Portugal, que teriam apoios estatais, os trabalhadores em Portugal eram/são altamente especializados, trabalham muito e não se importam de ganhar salários baixos (creio que foi uma palavra mais forte)... Fugiu-lhe a boca para a verdade!...

Neste momento, há muito aproveitamento da situação económica mundial. Muitos empresários aproveitam para despedir apenas porque têm uma diminuição ligeira dos lucros e outros mesmo com lucros acima da média despedem com a desculpa da crise. Veja-se o caso do homem mais rico de Portugal, o "Rei" da Cortiça!...

O exemplo, real e concreto, que referi em relação à fábrica da NIKE tem mais que se lhe diga. O dono desta multinacional ainda não colocou um pé em solo Indonésio para ir visitar as suas fábricas que lá mandou instalar. Por que será?

Creio que este tipo de assunto é deveras importante e devia ser devidamente discutido quer seja período de férias ou não!

Soluções precisam-se, mas não as do costume em altura de campanha eleitoral!

Cumps  8)

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É claro que não é solução. Isso são apenas artimanhas do patronato. Assim como a lay-off e outras coisas do genero. O mal é que os patrões aproveitaram-se da crise para exigirem e manipularem o governo, conseguindo assim por o código do trabalho a maneira deles.

Em relação ao desemprego, isso é um pau de dois bicos. Ainda estes dias contei 19 anuncios de emprego no JN a pedir cozinheiros, ajudantes de cozinha e emp.de balcão de confeitaria. Fora anuncios para outras areas que esses não os contabilizei. Mas então há trabalho ou não? Pois é... eu falei bem... TRABALHO. Porque o mal de tudo isto é que as pessoas querem empregos, e esses é claro que há poucos, mas trabalho não falta.

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