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m.elis

Arrempra-se

7 publicações neste tópico

Vi há dias uma publicidade num orgão de comunicação escrita intitulada " Arrempra-se".

O que me achamou à atenção foi a palavra, que considero feia (estes publicitários!!!) e é nada mais nada menos que uma nova forma de aquisição de habitação na Alta de Lisboa. O folheto que promove o produto diz que 1º arrenda-se e depois compra-se ou não!!!

Eles "apregoam" que parte das rendas pagas pelo aluguer ficam guardadas para abater no preço final da habitação no momento da compra!!!

Já alguém viu este anúncio e sabe como isto funciona?

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Nao e´ novo, embora so´ agora o tenha visto anunciado em larga escala por causa do tal empreendimento da Alta Lisboa.

E´ como dizes - no inicio faz-se um contrato de arrendamento segundo o qual o inquilino tem, acho eu, a exclusividade da opçao de compra durante alguns anos (5, por exemplo). E, se quiser exercer essa opçao, o senhorio obriga-se a vender-lhe a casa (ja´ ouvi dizer que pelo preço fixado no inicio do contrato). Ainda nao percebi bem se nestes contratos o inquilino fica obrigado a comprar a casa ao fim desse prazo ou se tem a opçao de desistir facilmente. Mas ja´ ouvi dizer que, em alguns casos, pode vender a sua opçao de compra, ou seja, pode conseguir recuperar parte das rendas entretanto pagas.

Nesse prazo o inquilino vai pagando a renda como num contrato normal de arrendamento. Em qualquer altura pode simplesmente dizer que quer comprar a casa e passa-se a uma normal operaçao de compra e venda. A diferença e´ que ao valor acordado inicialmente e´ deduzida uma parte das rendas entretanto pagas. Acho que na propaganda que anda ai´ agora se fala em ate´ 40% da renda contar para esta deduçao. Outras imobiliarias dizem que ja´ fizerem negocios em que mais de metada da renda contava para a compra - tudo depende daquilo a que o senhorio e o inquilino estiverem dispostos a acordar entre si.

Por exemplo, imagina que "arrempras" um apartamento de 150.000€ e que ficas a pagar uma renda de 500€ mensais em que 30% da renda conta para a compra. Se ao fim de 50 meses decides comprar o apartamento, so pagas 150.000-500*0,3*50 = 142500€

So nao sei bem se os impostos e afins sao calculados sobre os 150.000 ou sobre os 142.500. Imagino que sobre o primeiro valor, uma vez que e´ esse, supostamente, o valor do imovel transaccionado.

Acho que esta modalidade tem claras vantagens para quem compra - pode experimentar a casa antes de se decidir a compra-la (conhecer a vizinhança, os defeitos da casa, etc) e sair mais em conta que um emprestimo habitaçao - nos primeiros anos, e a menos que as taxas sejam mesmo muito baixas, e´ normal a prestaçao ser sobretudo juros.

Para quem vende, nao entra logo o dinheiro todo de uma vez, o que pode pesar um bocadinho na carteira. No entanto, em principio, tem um comprador quase certo, e vai tendo um rendimento regular que lhe da´ uma ajuda para ir pagando um segundo emprestimo doutra casa, naquelas situaçoes de troca de casa, por exemplo.

Como disse, ainda ha´ alguns pormenores que desconheço. Mas tambem ja´ ouvi dizer que as imobiliarias sao muito flexiveis neste tipo de contratos, desde que as partes estejam de acordo pode-se mexer em muitas variaveis (que parte da renda entra para a compra? o inquilino e´ obrigado a comprar a casa ao fim do prazo ou nao? quando e´ calculado o valor da venda? etc)

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Na realidade agora aparece anunciado em todo o lado. É, na verdade, uma forma criativa de arrendar ou vender um imóvel.

Pelo que dizes e li, há opção de compra mas não vi em lado nenhum se é possível desistir facilmente. Acho interessante que haja possibilidade de vender essa opção de compra e recuperar parte (?) das rendas até então pagas.

Pelo que me é dado compreender a grande vantagem, para o inquilino, potencial comprador, é poder “experimentar” a casa antes de comprar, com defeitos e virtudes. Acho que outra vantagem será um teste a muita gente, para ver se conseguem pagar um determinado valor de renda e se o conseguirem sem muita dificuldade,  reúnem condições para posterior compra , em vez de  partirem para um pedido de empréstimo, às cegas, para depois não o poderem pagar.

Não gosto muito de ver anúncios, quer seja de imóveis ou de outros produtos, dizerem que, as rendas pagas podem ser deduzidas até 40%. Mas, se como dizes, as imobiliárias podem negociar esta percentagem, então, será como noutros contratos, a negociação deve ser bem estudada.

Dependendo da renda, o valor pago em 5 anos ainda é uma soma considerável e se 40% ou mais vão para deduzir ao valor da casa, parece também uma vantagem relativamente aos empréstimos normais em que inicialmente quase só se pagam juros.

Parece-me que as vantagens são maiores para o inquilino, potencial comprador, do que para o senhorio/vendedor. Este só tem a certeza (?) que recebe a renda, o que lhe vai, como dizes, dar uma renda a ele também.

Julgo não ser obrigatório a compra da casa ao fim do prazo, senão não se chamaria Arrempra-se. Se a opção não for a compra não sei como se fará, haverá com certeza outra negociação.

Tenho ainda muitas interrogações com este processo de compra. Como por exemplo, a renda não será muito elevada para se poder "guardar" uma parte?

Alguém já recorreu a esta modalidade de compra versus arrendamento que queira contar a sua experiência?

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Nunca recorri efectivamente a esta modalidade, mas tenho feito algumas pesquisas sobre o assunto, pois pretendo alugar, comprar ou mesmo arremprar uma casa brevemente.

No que diz respeito às rendas, existe um empreendimento perto da Avenida da Boavista no Porto que, nesta modalidade, cobra rendas a partir de 398 euros - já mobilado e equipado - , mediante a tipologia e o piso que o utilizador pretender. Ora, considerando que o valor de 398 corresponde a um loft, e considerando outros empreendimentos de qualidade semelhante no Porto (Antas e Senhora da Hora)onde o aluguer de um T0 ou de um T0 Duplex ronda os 500-600 euros, as rendas estão na média.

De facto, a grande vantagem é poder experimentar a casa e ver como nos adaptamos a uma série de factores. Se as percentagens forem posteriormente negociáveis e se conseguir um desconto razoável ao preço inicial, acho que pode ser uma boa alternativa ou que pelo menos confere maior segurança a quem está nos primeiros anos de carreira e não tem ainda uma situação estável.

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Alguém está por dentro dos valores praticados na arrempragem  :P no caso da alta de Lisboa?

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http://www.arremprar.com/altadelisboa/

CONTACTOS

Morada da Sede da SGAL:

Rua Manuel Marques, nº 10 D

1750-171

Tel: 21 7520700

Fax: 21 7520701

Email: geral@altadelisboa.com

Morada da Sede Mediadora:

Rua Agostinho Neto, nº. 50-A

1750-007 LISBOA

Tel.: 21 757 52 78

Fax: 21 757 52 79

 

Pavilhão de Vendas:

Praça D. António Ribeiro

Alta de Lisboa – Malha 22.1

Tel.: 21 758 20 36

Fax: 21 753 02 03

 

Horário de Atendimento:

De Segunda Feira a Sexta Feira, das 10:00h às 19:00h

Aberto aos Sábados e Domingos, das 10:00h às 19:00h

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Na altura da venda, eles calculam o que o inquilino já pagou de rendas porque sabem que o inquilino vai fazer o mesmo. Suponhamos que são 2500 euros. Eles tem em mente obter 100000 euros pela casa. Ora muito bem, pedem 104500 por exemplo, o futuro comprador tenta negociar e consegue um desconto ao qual o vendedor diz:

- muito bem. Tiro-lhe 2000 euros e não posso tirar nem mais um cêntimo. Sendo assim são 2000 de desconto mais 2500 das rendas que você já pagou. O comprador pensa que poupou dinheiro mas não. Apenas pagou 2500 euros enquanto a casa era arrendada e depois pagou os 100000 que era o que o vendedor tinha em mente. Ninguém da nada a ninguém, isso são apenas estratégias de marketing 

Cumprimentos

Daniel Moreira

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