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micos3

Diferença entre margens oferecidas

21 publicações neste tópico

Boas!

Tenho um banco que me oferece 0.35% de spread com algumas condiçoes, cartão de credito, ppr, e os seguros, num emprestimo a 40 anos.

Tenho outro que me oferece um spread de 0.75% so com seguros e é garantido, não baixa mais e o emprestimo é por 46 anos.

O valor da mensalidade de um e de outro é igual, sensivelmente, no entanto o ppr do 1º implica mais um acrescimo de cerca de 50€ mensais, tornando a globalidade mais atraente para o banco com maior spread...

Á partida a minha opção seria para o que têm menor mensalidade e que ainda por cima tem menos obrigações, mas, será que se consegue negociar algumas das condições tais como o acréscimo de anos com facilidade?

É que pelo que sei o mais dificil é obter um spread baixo...

Gostava de uma opinião de pessoas mais entendidas na matéria.

Obrigado

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Acrescento tb outra questão, que me pode ajudar a resolver este assunto.

Como é que funciona exactamente a amortização do emprestimo?

Tenho feito simulações no blog mas gostava de perceber bem como funciona.

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Como é que funciona exactamente a amortização do emprestimo?

Tenho feito simulações no blog mas gostava de perceber bem como funciona.

Tudo começa porque o banco te empresta dinheiro - suponhamos 100.000€. Depois, em função da taxa (suponhamos TAN 3%) e do prazo que acordas para o pagamento (suponhamos 360 meses), e com recurso a uma fórmula um bocado complicada, chega-se ao valor da prestação (neste caso 421,60€).

A fórmula é complicada de calcular à mão, mas não é segredo nenhum e há uma série de ferramentas que te premitem fazer isso - procura no blog pelo mapa de juros, por exemplo.

A fórmula foi construída de forma a que o resultado permitisse fazer o que descrevo a seguir:

- Ao fim do primeiro mês calcula-se o juro a pagar (100.000 * 3% / 12 = 250€)

- O que sobrar desse valor para o valor da prestação subtrai-se (amortiza-se) ao capital em dívida (100.000 - (421,60 - 250) = 99.828,40€)

- Repete-se o processo para cada mês, calculando o juro sobre o novo capital em dívida.

- No final do prazo o capital em dívida tem que ser exactamente igual a 0€

Antes dos computadores, tudo isto era muito chato de calcular à mão pois normalmente obriga a recorrer a iterações para chegar ao resultado final - ainda por cima, em contas com 360 parcelas! Por isso é que o Excel é tão útil: http://www.pedropais.com/utilidades/mapa-de-juros

Sempre que há uma alteração nos dados da fórmula, o valor da prestação é recalculado que é para se manter o pressuposto enunciado na última regra. Assim, há revisão da prestação quando há alteração de:

- taxa do empréstimo - por exemplo, a cada 3 meses, no caso de um empréstimo indexado à Euribor a 3 meses ou quando há revisão do spread

- capital em dívida - após uma amortização extraordinária

- prazo - por acordo entre o banco e o cliente o prazo pode ser aumentado ou diminuído de forma a alterar o valor da prestação mensal.

Quando há uma alteração tudo é recalculado tendo em conta os parâmetros do empréstimo à data do cálculo. Ou seja, se a taxa mudar ao fim de um ano, tens que recalcular a prestação para um capital em dívida de 97.912,22€, um prazo de 348 meses e a nova taxa de juro. Por outro lado, se ao fim de meio ano do início do empréstimo tivesses amortizado 10.000€, nessa altura terias que recalcular o valor da prestação aplicando a fórmula sobre um capital em dívida de 88.963,93€, para a taxa de 3% e um prazo de 354 meses.

Alguns corolários disto tudo:

* Quanto maior o prazo menor a prestação mas mais se paga de juros no fim do empréstimo. Isto é importanto para o início do empréstimo mas também, se se fizerem amortizações extraordinárias de grande valor ou com frequência, vale a pena rever em baixa o prazo do empréstimo junto do banco.

* Quanto maior a taxa de juro mais se paga de juros e mais devagar se vai amortizando (experimenta ver o que acontece ao fim de 180 meses com uma taxa de juro de 3%, 10% ou 100%! - os erros de arredondamento fazem este caso parecer mesmo muito estranho :))

* A menos que se vão fazendo amortizações extraordinárias, a meio da vida do empréstimo ainda vais dever mais de metade do valor inicial. Tão mais, quanto mais elevada for a taxa de juro.

* Quanto mais se puder ir amortizando para lá do valor da prestação, menos juros se acaba por pagar ao banco.

Tenho um banco que me oferece 0.35% de spread com algumas condiçoes, cartão de credito, ppr, e os seguros, num emprestimo a 40 anos.

Tenho outro que me oferece um spread de 0.75% so com seguros e é garantido, não baixa mais e o emprestimo é por 46 anos.

O valor da mensalidade de um e de outro é igual, sensivelmente, no entanto o ppr do 1º implica mais um acrescimo de cerca de 50€ mensais, tornando a globalidade mais atraente para o banco com maior spread...

Á partida a minha opção seria para o que têm menor mensalidade e que ainda por cima tem menos obrigações, mas, será que se consegue negociar algumas das condições tais como o acréscimo de anos com facilidade?

É que pelo que sei o mais dificil é obter um spread baixo...

Como vês, a taxa é importante, mas há também outros factores que podem influenciar os pagamentos a fazer.

No teu caso concreto, não sei quanto estás a pensar pedir.

Mas, para 250.000€, por exemplo, ao dia de hoje (Euribor 3 meses de Maio = 1,282%), essa diferença de 0,4% no spread representa pouco mais de 50€ de diferença na prestação. Ou seja, como referes, o que pagarias mensalmente é sensivelmente o mesmo. Só que esta realidade altera-se caso as taxas subam (e descer muito mais do que isto não devem descer) - caso a Euribor suba 3%, essa diferença passa para 65€ mensais. Portanto, o spread mais baixo parece, à primeira vista, muito mais atraente, e com a vantagem de que o dinheiro do PPR não deixa de ser teu (nem que só o voltes a ver na reforma). Mas toma nota aos comentários finais do exemplo seguinte...

Para 100.000€, no entanto, a diferença na prestação é só de cerca de 20€. Mesmo com a tal subida de 3%, essa diferença pouco aumenta. E aí, o spread mais alto parece fazer poupar dinheiro. Com algumas vantagens adicionais:

* um spread alto pode-se sempre tentar rever em baixa no futuro. Não há garantia que isso aconteça, depende do acordo do banco, mas ao fim de uns anos, é bem possível (nem que seja por transferência para outro banco)

* Para além disso, tudo depende do teu plano de pagamentos - se tencionas fazer muitas amortizações extraordinárias, a taxa de juro vai perdendo importância, como se viu anteriormente. Com os 30€ que não "gastas" no PPR, podes ir acumulando capital para atingir mais facilmente estas amortizações antecipadas - grão a grão...

Portanto, ou o primeiro banco deixa cair algumas dessas obrigações ou, matematicamente falando, é capaz de compensar ir para o segundo...

Mas antes disso, outra coisa a ter em conta e que tu não referes - os custos do empréstimo em cada banco também podem ser bem diferentes. às vezes centenas de euros diferentes... e isso também pesa nas contas finais...

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Ena...Bem assim até parece que é fácil :)



Já percebi como funciona a questão da amortização. Eu fazia as contas de outra forma, mas agora percebi melhor o quadro, penso eu... Eu pensava da seguinte forma, no quadro de amortizações do blog, se o valor da prestação é constante ao longo dos X meses, com o valor constante de Y€, a amortização de K€, sobre o valor inicial (T-K), daria o novo valor da prestação. Em valor, no fundo vai dar ao mesmo (ou não), mas ja percebi porquê. É que como eu fazia é mais rapido fazer os cálculos. 



Já agora, o valor que estou a falar é de 143000€. Spread 0.35 - TAN 1.872% + PPR 50€/mês  + Despesas iniciais de +/-7200€Spread 0.75 - TAN 2.172% + Despesas iniciais de +/-7000



A questão dos juros, pois... eu sei que pago mais se o emprestimo for em mais tempo, mas mensalmente torna-se mais suave. Percebi melhor, fazendo as simulações do mapa-de-juros, que fazendo muitas amortizações, a relação entre os dois não se altera muito, diminuindo sempre a diferença entre os dois, sendo mm assim menor o banco com o maior spread.Penso fazer algumas amortizações, não no imediato, mas daqui a 2 ou 3 anos no maximo. Por isso dava-me jeito o máximo de liquidez acumulada, coisa que com o ppr, não é possivel.Mas por outro lado realmente, o PPR é para mim, logo não é tão bom imediatamente, mas ao fim dos 40 anos, tenho 600€/ano*40=24000.

Penso que percebeste exactamente o meu raciocinio, e a minha dúvida.

Poupa-se no ppr 50€ (que dá para deduzir no IRS), e paga-se menos juros ao longo da vida e em menos tempo, ou paga-se mais juros m mais tempo, mas que se traduzem em 50€ liquidos por mês?

Agora para juntar o barulho, com as ferramentas que me indicaste, fiz uns cálculos que ainda complicam mais... lol

O banco do PPR, dá 200€/mes durante o 1º ano. Se amortizar a soma de 2400€ no final do ano, tenho 2 prestações mensais separadas por 1€... mais ppr ou mais 50€ liquidos...

A longo prazo o que é que é mais dificil para reduzir o valor da prestação, reduzir spread neste ou noutro banco. Ou, aumentar prazo para reduzir valor da prestação?

É que se aumentasse o prazo para 540 meses com ppr o valor era quase o mesmo do banco sem ppr.

Uff!!!

Pode parecer confuso (ou é mesmo!!!), mas não é muito facil esta resolução, porque há várias vantagens e desvantagens que se anulam.

Alguem consegue optar claramente com um quadro assim?

Obrigado pessoal, e realmente este site é fantástico para ajudar pequenas dúvidas que são pormenores muito grandes!

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Ena...Bem assim até parece que é fácil :)

E é! Se não fosse não havia financeiras a nascer quase todos os dias.

A única diferença é que eles não usam a calculadora do blog (penso eu de que... :))

Por isso dava-me jeito o máximo de liquidez acumulada, coisa que com o ppr, não é possivel. Mas por outro lado realmente, o PPR é para mim, logo não é tão bom imediatamente, mas ao fim dos 40 anos, tenho 600€/ano*40=24000.

Espero que não, isso é muito mau sinal. Espera-se que o produto renda alguma coisa de jeito, portanto qualquer coisa menos que o dobro disso é mau. Senão é mesmo de fugir a 7 pés desse empréstimo com o PPR! Já pensaste no que devem valer 24.000€ daqui a 40 anos? Provavelmente cerca de 10.000€ de hoje ou menos ainda...

Poupa-se no ppr 50€ (que dá para deduzir no IRS), e paga-se menos juros ao longo da vida e em menos tempo, ou paga-se mais juros m mais tempo, mas que se traduzem em 50€ liquidos por mês?

Agora para juntar o barulho, com as ferramentas que me indicaste, fiz uns cálculos que ainda complicam mais... lol

Pessoalmente (e isto é a minha opinião pessoal) preferia ter a liquidez do meu lado, à disposição para investir no produto que eu quisesse. Pode até dar-se o caso de acabar por conseguir menos rendibilidade do que conseguiria no PPR, mas pelo menos fui eu que fiz os erros... e não fico dependente da rendibilidade de um produto donde não posso tirar o dinheiro daqui a uns anos, se me apetecer...

A longo prazo o que é que é mais dificil para reduzir o valor da prestação, reduzir spread neste ou noutro banco. Ou, aumentar prazo para reduzir valor da prestação?

Não é preciso pensar muito para perceber que o banco prefere aumentar o prazo a reduzir o spread - ganha mais juros na primeira modalidade ;) Agora, à medida que fores pagando o empréstimo e melhorares as tuas condições, será mais fácil conseguires melhor spread. Nem que para isso tenhas que trocar de banco...

Pode parecer confuso (ou é mesmo!!!), mas não é muito facil esta resolução, porque há várias vantagens e desvantagens que se anulam.

Alguem consegue optar claramente com um quadro assim?

Pensa na compra de um carro ou de uma televisão - também há muitos modelos, uns são mais caros, uns têm mais funcionalidades, uns são mais bonitos, uns têm mais qualidade, uns consomem mais, e é dificil ordená-los a todos rigorosamente do "melhor" para o "pior". Mas alguém consegue optar claramente com um quadro assim? E, no entanto, fazemos esse tipo de decisões com muita frequência (e às vezes arrependemo-nos mas, mesmo assim, aprendemos qualquer coisa com isso).

Pelo menos num empréstimo a maior parte dos factores são puramente matemáticos (claro que, para complicar, há balcões onde somos mais bem atendidos que noutros, há a própria solidez da insituição que podem pesar e que não são factores tão facilmente quantificáveis :P).

Se te enganares, daqui a algum tempo podes sempre recomeçar a procura para tentar pedir a transferência para outro banco...

Na dúvida, há consultores financeiros que te podem ajudar a escolher entre os dois. Melhor, provavelmente ainda te arranjam um terceiro empréstimo com ainda melhores condições para aumentar a confusão! :D

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Já agora esclareço mais uma questão  ;)

Se eu pretender fazer amortizações pode compensar o valor residual?

Porque logo de inicio a prestação é mais baixa, logo acumula mais, e abate mais, é mais ou menos assim?

Aí como é que funciona a amortização?

Obrigado mais uma vez!!!

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Se eu pretender fazer amortizações pode compensar o valor residual?

Porque logo de inicio a prestação é mais baixa, logo acumula mais, e abate mais, é mais ou menos assim?

Aí como é que funciona a amortização?

Vou começar por indicar o ficheiro que anexo como simulador para este caso (Pedro, se quiseres, podes actualizar o simulador do Blog com isto, alterei directamente o que lá estava).

Esta nova versão, contempla a possibilidade de deixar parte da amortização para o fim, o chamado valor residual.

Naturalmente, se fica parte para amortizar no fim, o capital em dívida desce mais devagar, logo os juros vão descendo mais devagar também e acabas por pagar mais juros no total do empréstimo.

Por outro lado, como referes, a prestação é menor e consegues ir acumulando dinheiro mais rapidamente para amortizações extraordinárias (que, aliás, convém fazer que é para não ter que pagar uma pipa de massa de uma vez no fim do empréstimo!)

As amortizações extraordinárias complicam sempre estas contas porque é preciso refazer tudo. Por exemplo, na simulação em anexo, começa-se com uma dívida de 100.000€ de que se deixam 30.000€ para pagar no final. Se, ao fim do primeiro ano, amortizares 10.000€ de uma vez, tens que refazer a simulação, desta vez com os seguintes dados - 3,25%; 89.132,80€; 468; 20.000€ (as amortizações abatem também ao valor residual).

Podes imaginar, quão mais depressa consegues "poupar" o dinheiro com esta prestação mais baixa e, no fim do ano, por exemplo, ir simulando amortizações parciais com o dinehiro que juntaste, tomando nota ao lado dos novos dados, etc (um dia, se tiver paciência faço uma simulação que permita introduzir amortizações lá pelo meio, para facilitar estes cálculos).

Sinceramente não fiz as contas (nem tenho muita disponibilidade agora) mas desconfio que mesmo assim é capaz de compensar não entrar com o valor residual. É preciso não esquecer que, para a comparação ser justa, tens que simular as amortizações extraordinárias que farias no cenário sem valor residual, também...

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Obrigado mais uma vez!!!

Fiz diversas contas, e pode compensar em determinados apertos, de resto mais vale a amortização normal. Acho que serve mais para uma aflição do que outra coisa.

Portanto já vi que para baixar a prestação nada melhor que a pequena mas segura amortização.

No caso do emprestimo que estou prestes a contrair, penso realmente optar pela liquidez do dinheiro apesar de o emprestimo ser mais longo. O mais engraçado é que pelas minhas contas se conseguir fazer um abate de 1000€ todos os anos, dá cerca de 84€/mês, coisa que com o PPR era mais dificil, apesar de até poder ser mais benéfico a longo prazo.

Apesar de não ter muito a ver já com este tema, mas relativo ao mesmo problema, para os juros do banco entrarem para IRS tenho que domiciliar lá a minha morada fiscal, apesar de pretender ter a casa para arrendamento e não para habitação propria permanente. Que problemas advém daí? Posso ter lá a minha morada fiscal e morar noutro lugar ou nem por isso?

À partida a cartas  das finanças serão o meu único problema, ou não?

Obrigado!

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  Quanto a este último aspecto da morada fiscal, pode ser um problema se quiseres registar o contrato nas finanças, de forma totalmente legal, e passar os respectivos recibos, pois isso vai entrar em contradição quando no IRS tiveres de declarar os rendimentos prediais auferidos e, simultaneamente, os juros e seguros pagos no empréstimo para...a mesma fracção! (que também tens obrigatoriamente de declarar...)

  Por isso é q eu acho que não se pode ser excessivamente legalista nestas coisas, como tenho referido noutros tópicos, e que é dificil de fugir à tentação da evasão (sobretudo se quase indetectável) :-\

  Já agora, sobre o empréstimo: nunca chegaste a sondar a opção "buy-to-let" anunciada no site da C.G.D., que se destina supostamente a situações de investimento como aquela que pretendes?

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...quando no IRS tiveres de declarar os rendimentos prediais auferidos e, simultaneamente, os juros e seguros pagos no empréstimo para...a mesma fracção! (que também tens obrigatoriamente de declarar...)

Não sabia que fosse obrigatório declarar benefícios fiscais :)

Sempre achei que era uma benesse, nunca me passou pela cabeça que se pudesse entrar em infracção fiscal se não se quisesse os ditos cujos benefícios :o ("ai tiveste que pagar mais IRS por não ter declarado os juros do empréstimo? Toma lá, pagas multa!" :D)

De qualquer forma, também concordo com o que disseste antes. Se a casa é para arrendar, não se pode ter acesso aos benefícios que se destinem à habitação permanente. Mas fica-me uma dúvida - micos3, não tens já uma habitação permanente onde (continuar) a morar? É que não podes acumular esses benefícios com o que eventualmente tenhas da outra casa... Ou então, porque não comprar agora uma casa para ti e arrendar antes a primeira, se for caso disso?

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Boas!

Obrigado mais uma vez!

Moro numa casa dos meus sogros, não pago 1 centimozinho por mês e estou muito bem como estou. Não tenho casa em meu nome.

E em principio se não der  €€ no inicio, o plano B até melhorar o negócio, é mesmo arrendar o aptm onde moro e ir para casa dos sogros  :o... (convem que dê certo).

Esta situação surge por causa das mulheres, como sempre :D, pois estava sempre a "aspirar por uma casa e com jardim e tal" e eu sempre "pois mas não temos pilim", e por ai adiante...

Com mais um rebento prestes a chegar e o dito pilim sempre a baixar, a questão da casa começou a remoer mas para arrendamento, e quando surgiu a hipotese, estudei a situação e estou prestes a avançar.

Ora agora é que pequenos grandes pormenores, são determinantes, para saber o quadro quando os juros estiverem mais altos, a ocupação da casa não for a 90% e por ai...

Pelas minhas contas quanto menos pagar em IRS mais me fica, como é obvio.

Tendo em conta as despesas mensais para o apartamento, quais são as despesas no IRS que posso colocar?

Obrigado

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Espera aí para ver se eu percebi - como não tendes dinheiro para comprar a casa que querem, vão-se endividar e ficar a pagar uma dívida todos os meses ao banco para comprar uma outra (mais fraca) na esperança de ganhar dinheiro para comprar a casa dos vossos sonhos ???

Espero que tenham feito mesmo muito bem as contas... É que este tipo de investimentos feitos assim é a longo prazo... e até teres dinheiro para comprar a casa "ideal" já a tua mulher te deu cabo do juízo de vez  8)

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Espero que tenham feito mesmo muito bem as contas... É que este tipo de investimentos feitos assim é a longo prazo... e até teres dinheiro para comprar a casa "ideal" já a tua mulher te deu cabo do juízo de vez

LOL

Estou bem como estou, não tenho vida para casa, jardim, etc. À minha mulher apetece-lhe ter alguem que trate da casa, e ficar escravo da casa não me apetece.

E a casa dos sonhos deu no que deu neste pais. Conheço muita gente com a casa dos sonhos, e não sai dela porque tem a casa dos sonhos e não tem pilim para mais. Não sou propriamente uma pessoa necessitada de muitos luxos, e tenho a sorte de me terem fornecido um sitio não o ideal mas o suficiente para uns tempos. Mas neste momento as finanças estão a apertar, as poupanças começam a reduzir e se conseguir aumentar as receitas mensais ajuda. E no sitio que é o imovel o pilim aparece, mas como é lógico não é de borla, têm que ser trabalhado.

O risco é perder as poupanças, mais algum no investimento (com uma ajuda por trás senão não me metia nisso) para a casa, e um terreno para o negócio.

Pelas minhas contas, por baixo, o pagamento do próprio imovel consegue-se, agora o retorno,  do investimento ai sim, têm de ser trabalhado, pois consoante a taxa de juro posso conseguir uma margem que varia entre 1000€, juro alto (+4% que a actual) e nesta altura de juro baixo 5000€/ano. Ora quanto mais reduzir a margem do estado mais fica.

Inicialmente não queria fazer domiciliação fiscal, mas agora já não me importo, quero é saber como conseguir descontar o máximo em irs.

No minimo á margem das finanças, mas já sei que convem ter 2 pessoas sem recibos. mas sem aumentar a margem de desconto, pode ser que não.

Será melhor ter casa para arrendamento, ou habitação propria permanente, ou habitação secundária? Pelo que me disseram, nesta ultima opção, posso deduzir os juros, mas até quantas pessoas posso ter legais?

Obrigado.

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Ufa!! Perdi o "norte" a este tópico! Deve ser problema meu,  deixei de perceber.....

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Paulo,

  Eu admito o meu vício de linguagem, mas decerto concordarás (e daí o sentido da minha expressão) que para quem está a pagar um empréstimo ao banco é quase "obrigatório" na entrega do IRS (não do ponto de vista legal, mas da sua propria saude financeira) aceder aos benefícios fiscais passíveis de deduzir!!

  Daí a impossibilidade de deduzir ambas as componentes em matéria de habitação...

  Mico,

  Tenho a certeza que só podes deduzir os juros de um empréstimo para habitação própria e permanente! Se o declarares para arrendamento, só podes deduzir no anexo F dos rendimentos prediais as obras (com factura comprovativa) de conservação e manutenção, e as despesas com IMI, tarifas municipais e condomínio.

  Agora uma opinião mto pessoal que creio ja te ter dito anteriormente: tu estás a ser muito consciente e razoável nesses cálculos e projecções todas, sem dúvida, mas existem sempre os chamados imponderáveis que ninguém consegue calcular muito bem ou sequer prever (entre eles - e volto a bater na tecla porque tenho algum conhecimento de causa - do incumprimento e uso indevido que os teus arrendatários poderão sempre incorrer no imóvel pelo que te estarás a empenhar)...

  No final de contas,  temo que as mesmas não estejam o suficientemente bem feitas para que atinjas o lucro esperado e ainda, na pior das hipóteses, te arrisques a ter prejuízo a médio/prazo…

Desculpa lá o pessimismo da minha opinião, mas sou muito prudente e defensivo quando me pedem estes conselhos….

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Boas!

Obrigado mais uma vez!

Tenho a certeza que só podes deduzir os juros de um empréstimo para habitação própria e permanente!

No caso de ser habitação propria permanente a quantas pessoas posso passar recibo?

E no caso de ser habitação secundária, o que é que se pode deduzir?

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Paulo,

   Eu admito o meu vício de linguagem, mas decerto concordarás (e daí o sentido da minha expressão) que para quem está a pagar um empréstimo ao banco é quase "obrigatório" na entrega do IRS (não do ponto de vista legal, mas da sua propria saude financeira) aceder aos benefícios fiscais passíveis de deduzir!!

   Daí a impossibilidade de deduzir ambas as componentes em matéria de habitação...

Eu tinha percebido que não querias dizer o que eu tinha lido. Só não tinha percebido era que estavas a usar a palavra "obrigatório" com esse sentido, agora já percebi o que querias dizer :)

No caso de ser habitação propria permanente a quantas pessoas posso passar recibo?

Eu não partilho da opinião do radical_pt. À partida, não me parece haver incompatibilidade entre morar numa casa e alugar quartos nessa mesma casa, portanto porque é que as Finanças haviam de estranhar esta situação?

Mas lá está, isto é a minha opinião pessoal... não sei qual é a definição exacta de "habitação permanente" nem se há alguma coisa no código de arrendamento que entre em conflito com isso, do ponto de vista fiscal. Pode valer a pena perguntar nas Finanças...

E no caso de ser habitação secundária, o que é que se pode deduzir?

Nada. As deduções são criadas para ajudar quem precisa ou para incentivar boas práticas. Não para os "ricos" abusarem delas... E se tens dinheiro para uma segunda casa, és rico ;)

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Boas!

No caso de ser habitação propria permanente a quantas pessoas posso passar recibo?

Eu não partilho da opinião do radical_pt. À partida, não me parece haver incompatibilidade entre morar numa casa e alugar quartos nessa mesma casa, portanto porque é que as Finanças haviam de estranhar esta situação?

Mas lá está, isto é a minha opinião pessoal... não sei qual é a definição exacta de "habitação permanente" nem se há alguma coisa no código de arrendamento que entre em conflito com isso, do ponto de vista fiscal. Pode valer a pena perguntar nas Finanças...

Do diz que diz, podes passar recibos a 3 pessoas, já me disseram 4 pessoas segundo alteração recente, na tua habitação própria permanente, mas gostava de ter confirmação.

Obrigado mais uma vez.

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Em principio vou amanha ás financas na loja do cidadao so para esta ultima questão. Se for, posto aqui, para escarecer.

Mas lá está, isto é a minha opinião pessoal... não sei qual é a definição exacta de "habitação permanente" nem se há alguma coisa no código de arrendamento que entre em conflito com isso, do ponto de vista fiscal. Pode valer a pena perguntar nas Finanças...

Inicialmente quando comecei a estudar este tema, tive um problema com alguns bancos para fazer o emprestimo para habitação mas para arrendar, ora como era habitação para rendimento, não podiam fazer emprestimo maior que 20 anos. Mas se fosse para habitação apenas, e não habitação propria permanente, no registo, era como se fosse 2ª habitação, apesar de não o ser, mas já me permitia alugar sem problemas e não havia problema em relação ao registo.

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Boas!

Segundo as informações prestadas hoje de manha, posso alugar quartos e passar recibos numa habitação propria permanente. Mas segundo o sr. é meio caminho para comprovar que vive realmente lá e portanto poder perder beneficios fiscais que eventualmente tenha beneficiado. No entanto segundo o sr. esses rendimentos seriam declarados no Anexo H. Não me falou de limites de pessoas, mas pelo que me disseram anteriormente julgo que o limite são 3 pessoas.

Depois ele perguntou-me se realmente lá ia morar, eu disse que eventualmente não ::)... e ele disse então é melhor não declarar juros, e não beneficiar dos beneficios fiscais da habitação propria permanente, declarando as rendas recebidas no anexos F, rendas prediais.

Disse alguma calinada ou assim?

Mais uma vez e não canso de agradecer a vossa intervenção tão rica e extensa nestas minhas questões que me permitiram esclarecer imenso todas as pequenas mas confusas dúvidas.

Sem dúvida este forum está 5* e o pessoal também.

Boa Noite!

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Boas!

Segundo as informações prestadas hoje de manha, posso alugar quartos e passar recibos numa habitação propria permanente. Mas segundo o sr. é meio caminho para comprovar que vive realmente lá e portanto poder perder beneficios fiscais que eventualmente tenha beneficiado. No entanto segundo o sr. esses rendimentos seriam declarados no Anexo H. Não me falou de limites de pessoas, mas pelo que me disseram anteriormente julgo que o limite são 3 pessoas.

Depois ele perguntou-me se realmente lá ia morar, eu disse que eventualmente não ::)... e ele disse então é melhor não declarar juros, e não beneficiar dos beneficios fiscais da habitação propria permanente, declarando as rendas recebidas no anexos F, rendas prediais.

Torna-se sempre um pouco embaraçoso, na nossa relação com a administração pública em geral, mas em especial a fiscal, admitir que estamos deliberadamente a tentar cometer fraude, eu pelo menos no teu lugar sentir-me-ia extremamente comprometido...e como as coisas estão no combate à evasão, não me admiraria se os funcionários da DGCI não estivessem mandatados (e incentivados!) pelos seus superiores p sinalizarem de imediato qualquer suspeito de irregularidade no cadrasto do contribuinte em causa para futuras investigações...

De qualquer maneira, se conseguisses compatibilizar as duas coisas (rend.prediais e benefícios fiscais do empréstimo) sem seres penalizado, aí já poderia rever a opinião pessoal que transmiti de achar que não te compensaria o empréstimo c intuito de lucro no arrendamento...

Mesmo assim acho q não compensa o risco, muito sinceramente...deves procurar rentabilizar, ao invés, o que tens em vez de te lançares na fortuna de um empreendimento que te irá sobrecarregar em dívidas para com a banca...

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