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stavares

Pagar IVA

15 publicações neste tópico

Bom dia!

Antes de mais quero felicitar o criador deste fórum pois é bastante útil.

Preciso de uma ajuda relativamente à apresentação do IVA. Passei dois recibos a clientes no primeiro trimestre de 2009 mas ainda não me pagaram. Será que tenho de apresentar na mesma estes valores na declaração trimestral tendo assim de pagar o IVA devido mesmo ainda não tendo recebido pagamento do cliente?

Desde já agradeço,

Sónia

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Eu não tenho experiência com o sistema de IVA mas, a julgar pelos comentários que vão surgindo nos jornais, a criticar o actual sistema, acho que a resposta é sim - tens de pagar o IVA mesmo que ainda não tenhas recebido o dinheiro do cliente...

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Eu não tenho experiência com o sistema de IVA mas, a julgar pelos comentários que vão surgindo nos jornais, a criticar o actual sistema, acho que a resposta é sim - tens de pagar o IVA mesmo que ainda não tenhas recebido o dinheiro do cliente...

É exactamente assim, quer tenhas recebido quer não!

Não me quero imiscuir na tua vida, mas se calhar tens de pressionar, já lá vão dois meses......

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É exactamente isso. É essa a grande injustiça no IVA. Mesmo que não se tenha recebido do cliente terá de se entregar IVA que o cliente ainda não pagou.

Pelo contrário, o cliente que não paga e tem direito a deduzir o iva suportado na compra, mas que não tenha pago ao fornecedor...

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É exactamente isso. É essa a grande injustiça no IVA. Mesmo que não se tenha recebido do cliente terá de se entregar IVA que o cliente ainda não pagou.

Pelo contrário, o cliente que não paga e tem direito a deduzir o iva suportado na compra, mas que não tenha pago ao fornecedor...

Este problema tem estado em discussão já há uns tempos.Há quem consider injusto! Não tendo propriamente opinião formada, questiono-me como é que deveria ser.

As empresas pagam IVA ao fornecedor quando compram e recebem IVA quando vendem aos clientes. Acho que de forma muito simples é assim que funciona. Será que o Estado tem culpa de que haja maus pagadores? As empresas é que "escolhem" os clientes e os fornecedores, ou não?

A título de exemplo, se os clientes não pagarem, as empresas não têm possibilidade de criar provisões para cobranças duvidosas e assim diminuir os seus lucros?

As empresas não vendem somente, também compram, logo, só entregam ao Estado a diferença entre o recebido e o pago. Não funciona assim? Se souberem, esclarecm-me por favor  :)

Obrigada

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As empresas não vendem somente, também compram, logo, só entregam ao Estado a diferença entre o recebido e o pago. Não funciona assim? Se souberem, esclarecm-me por favor  :)

É como dizes, mas o impacto que isso tem no IVA já depende do tipo de negócio. Por exemplo, um intermediário que acrescente pouco valor ao produto, ao fazer o balanço entre o IVA a pagar e o IVA a receber é capaz de ver um abatimento razoável, pelo menos a dar para cobrir os pagamentos em falta. E, no limite, atrasa alguns pagamentos a fornecedores.

Agora, também há muitos casos em que a diferença entre o preço dos produtos vendidos e o das matérias primas é brutal. Ou em que compram produtos com IVA a 5% mas vendem produtos com IVA a 12% ou mesmo 20%. Ou então prestadores de serviços aos quais se aplica IVA a 20% mas poucos ou nenhuns custos têm com a sua actividade, logo não há IVA a receber do Estado. Aí é muito difícil não ter uma grande conta de IVA a pagar, no fim do trimestre...

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Este problema tem estado em discussão já há uns tempos.Há quem consider injusto! Não tendo propriamente opinião formada, questiono-me como é que deveria ser.

As empresas pagam IVA ao fornecedor quando compram e recebem IVA quando vendem aos clientes. Acho que de forma muito simples é assim que funciona. Será que o Estado tem culpa de que haja maus pagadores? As empresas é que "escolhem" os clientes e os fornecedores, ou não?

A título de exemplo, se os clientes não pagarem, as empresas não têm possibilidade de criar provisões para cobranças duvidosas e assim diminuir os seus lucros?

As empresas não vendem somente, também compram, logo, só entregam ao Estado a diferença entre o recebido e o pago. Não funciona assim? Se souberem, esclarecm-me por favor  :)

Obrigada

Sei que é uma matéria bastante difícil de resolver. O que os críticos desta hipótese defendem é que o Estado receba apenas quando os compradores pagarem aos vendedores. É injusto que o vendedor tenha de entregar IVA ao Estado, que é por conta do comprador, mas que este não lhe pagou. Da mesma forma, o mesmo comprador que não pagou as mercadorias tem direito a deduzir o IVA supostamente suportado naquela compra. Esta é a grande injustiça...

m.elis, quando diz que se os clientes não pagarem, os fornecdores podem deduzir aos seus lucros os custos decorrentes com o não recebimento de um cliente, em parte é verdade, mas não assim tão directo quanto isso..

Para que a dívida seja aceite como custo é necessário que sejam atingidos 24 meses de dívida ou que seja esteja em diligência judicial. na prática, com a enorme concorrência, os fornecedores são obrgados a esperarem sempre mais um pouco pelas dívidas, sob pena de perderem "ainda" mais um cliente....

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É como dizes, mas o impacto que isso tem no IVA já depende do tipo de negócio. Por exemplo, um intermediário que acrescente pouco valor ao produto, ao fazer o balanço entre o IVA a pagar e o IVA a receber é capaz de ver um abatimento razoável, pelo menos a dar para cobrir os pagamentos em falta. E, no limite, atrasa alguns pagamentos a fornecedores.

Agora, também há muitos casos em que a diferença entre o preço dos produtos vendidos e o das matérias primas é brutal.

Então, vamos supor que uma empresa industrial compra matérias-primas, transforma-as e vende o produto final. Essa empresa quando compra vai pagar IVA ao fornecedor e quando vende o produto final, por um valor muito superior, recebe o IVA. Como recebe muito mais do que pagou, entrega ao Estado a diferença. Parece-me claro, ou estou a fazer deduções erradas? Sempre supus que, regra geral, o IVA não era custo nem ganho para as empresas, que eram intermediárias no processo.

Pelo que concluo, é absolutamente necessário que as empresas tenham uma política muito bem pensada de prazos de pagamento/recebimentos.

Quanto aos prestadores de serviços  parece-me uma injustiça. Manifesto o meu desconhecimento, mas da forma como é não se pode falar de dupla tributação? É que ainda têm que pagar o IRS ???

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Sei que é uma matéria bastante difícil de resolver. O que os críticos desta hipótese defendem é que o Estado receba apenas quando os compradores pagarem aos vendedores. É injusto que o vendedor tenha de entregar IVA ao Estado, que é por conta do comprador, mas que este não lhe pagou. Da mesma forma, o mesmo comprador que não pagou as mercadorias tem direito a deduzir o IVA supostamente suportado naquela compra. Esta é a grande injustiça...

Pois, parece ou é injusto. Mas então o Estado é que tem de se "responsabilizar" pelo facto dos clientes não pagarem?  Ainda não tenho uma opinião definida, interrogo-me simplesmente e ouço as pessoas que têm mais conhecimentos/experiência do que eu. Continuo a achar que esse fornecedor que comprou mercadorias e deduziu IVA sem pagar a sua dívida, também é vendedor e depara com o mesmo problema, não?

Então as empresas não podem fazer provisões para cobranças duvidosas antes dos 24 meses de atraso de recebimento? Então para que servem as taxas de 25%, 50%, 75%? Do que estudei, há muito tempo, recordo que a taxa de  25% aplicava-se ao valor das dívidas com atraso compreendido entre 6 meses até 12 meses, 50% para as dívidas de 12 a 18 meses, 75% para as dívidas de 18 a 24 meses e a provisão no valor total da dívida, os 100%, quando estava em mora, há mais de 2 anos!!

Estarei assim tão mal informada?  :D

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Pois, parece ou é injusto. Mas então o Estado é que tem de se "responsabilizar" pelo facto dos clientes não pagarem?  Ainda não tenho uma opinião definida, interrogo-me simplesmente e ouço as pessoas que têm mais conhecimentos/experiência do que eu. Continuo a achar que esse fornecedor que comprou mercadorias e deduziu IVA sem pagar a sua dívida, também é vendedor e depara com o mesmo problema, não?

Não necessariamente. Eu posso pagar todas a minhas obrigações mas os outros não me pagam a mim. Nota que o IVA é um encargo por conta do comprador e nunca do vendedor. Por isso é que contabilisticamente o IVA não vai a uma conta de custos, mas apenas de terceiros. Por isso quando pago IVA ao Estado, este IVA é o IVA pago pelo meu cliente. Se ele não me pagou, porque tenho eu de entregar ao Estado?

Então as empresas não podem fazer provisões para cobranças duvidosas antes dos 24 meses de atraso de recebimento? Então para que servem as taxas de 25%, 50%, 75%? Do que estudei, há muito tempo, recordo que a taxa de  25% aplicava-se ao valor das dívidas com atraso compreendido entre 6 meses até 12 meses, 50% para as dívidas de 12 a 18 meses, 75% para as dívidas de 18 a 24 meses e a provisão no valor total da dívida, os 100%, quando estava em mora, há mais de 2 anos!!

Estarei assim tão mal informada? 

Não estás mal informada, é assim mesmo. Mas em qualquer caso, o forncecedor terá de provar que fez diligências para freaver a dívida. Como disse atrás, com esta enorme competitividade, os fornecedores apenas fazem as diligências quando não tiverem mais nenhuma via, sob pena de perderem mais um cliente, e outro e outro....

Voltemos ao princípio: porque tenho eu de entregar ao Estado o IVA que o meu cliente me entregou, se ele não me entregou?

É que o vendedor, no IVA, serve apenas de intermediário entre o seu cliente e o Estado. Ou seja, recebe o IVA do seu cliente e entrega-o ao Estado. Se o cliente não lho entrega, deverá o vendedor entregá-lo na mesma ao Estado? - É aqui que surgem as injustiças...

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Hum....... esta questão merece que me dedique mais a ela. Há na verdade situações que não contemplei no meu raciocínio....

J. Pinto e Pauloaguia, muito obrigada pelos vossos esclarecimentos. Este fórum, como já disse muitas vezes, é pedagógico :)

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Então as empresas não podem fazer provisões para cobranças duvidosas antes dos 24 meses de atraso de recebimento? Então para que servem as taxas de 25%, 50%, 75%? Do que estudei, há muito tempo, recordo que a taxa de  25% aplicava-se ao valor das dívidas com atraso compreendido entre 6 meses até 12 meses, 50% para as dívidas de 12 a 18 meses, 75% para as dívidas de 18 a 24 meses e a provisão no valor total da dívida, os 100%, quando estava em mora, há mais de 2 anos!!

Estarei assim tão mal informada? 

Não estás mal informada, é assim mesmo. Mas em qualquer caso, o forncecedor terá de provar que fez diligências para freaver a dívida. Como disse atrás, com esta enorme competitividade, os fornecedores apenas fazem as diligências quando não tiverem mais nenhuma via, sob pena de perderem mais um cliente, e outro e outro....

Voltemos ao princípio: porque tenho eu de entregar ao Estado o IVA que o meu cliente me entregou, se ele não me entregou?

É que o vendedor, no IVA, serve apenas de intermediário entre o seu cliente e o Estado. Ou seja, recebe o IVA do seu cliente e entrega-o ao Estado. Se o cliente não lho entrega, deverá o vendedor entregá-lo na mesma ao Estado? - É aqui que surgem as injustiças...

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E este tipo de sistema um pouco "cego" à realidade, acaba por propiciar que o próprio Estado seja lesado, por que motiva os fornecedores a não declararem IVA, para supostamente favorecerem o cliente, ao mesmo tempo que, por sua vez, vão ocultando rendimentos...

Um combate sério à evasão fiscal teria de passar por uma política de tributação mais flexível também neste tipo de situações...

Nunca tinha pensado nesta questão, mas na sequência do que já foi dito parece haver motivos para reformar o sistema fiscal!

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Eu nunca pensei muito a fundo nesta questão. A minha reacção inicial, quando comecei a ouvir falar deste assunto, foi também a de que não fazia muito sentido. Mas se o IVA só fosse devido depois do pagamento por parte do cliente, o Estado ficava com parte do ónus de ter que andar atrás dos devedores... o que tem uma legitimidade duvidosa porque eles não devem dinheiro directamente ao Estado. E assim como está, o vendedor fica com mais um motivo para pressionar o cliente no sentido de pagar o que deve  :-\

Como disse, nunca pensei muito a fundo nisto, mas cheguei a uma conclusão - prefiro ir analisando as opiniões que os especialistas emitem. E, se muitos concordam que o sistema merecia ser revisto, não me parece que haja um consenso sobre qual seria uma alternativa melhor. Aliás, julgo que na maioria da Europa o sistema é parecido com o nosso, em que o IVA é exigível após a emissão da factura, poucos são os países em que isso só ocorre depois da emissão do recibo...

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Este é um problema muito delicado e de dificil resolução por parte do estado. Sei que se o estado mudasse a actual legislação e o IVA apenas fosse pago ao Estado quando o cliente pagasse, o Estado ficaria prejudicado, pois ficaria muito tempo sem receitas de que precisa, assim como iriam haver muitos "não pagamentos" concertados para que não não fosse pago o respectivo IVA. A verdade é que este sistema é injusto.

Uma forma inteligente seria de resolver seria fazer depender a dedução do Iva do pagamento da compra . É que da forma como está o sistema, o vendedor terá de entregar IVA ao estado (IVA que o cliente por não ter pago a compra não lhe entrega), enquanto o comprador pode deduzir o IVA suportado, mas que não pagou. Mais, se o vendedor não entregar o IVA ao Estado porque o seu cliente não lhe pagou, perante o Estado é o vendedor que está em falta e é este que terá de responder perante aquela dívida ao estado. Da mesma forma, o comprador que deduziu IVA do Estado que não pagou, não está, perante o Estado, em falta.

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