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luisinho

IRS simulador


9 publicações neste tópico

Estava a fazer o meu IRS e usando o simulador após preencher tudo, no resultado da simulação aparece calculo sem imposto com --€

é normal ?

 

 

irs.PNG

Editado por luisinho
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Publicado (editado)

Sim é normal. Acontece sempre que as finanças riscam com cor azul todos os valores...:blink:

É difícil ajudar quando tapas tudo não te parece?

De qualquer forma isso significa que não pagas nem recebes. Provavelmente não descontaste nada.

Editado por Wakka
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Como diz o Wakka, sem valores é difícil opinar...

Mas dá para ver que não houve retenções na fonte, portanto nunca haveria reembolso. Se o rendimento for baixo o suficiente para que as deduções anulem a coleta, então também não há nada a pagar...

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Bom dia.

Existe algum quadro que explique cada um dos pontos presentes nas simulações?

Eu não domino a maior parte dos pontos presentes na simulação acima, e muito menos a relação de uns com outros.

Aliás, acho uma falha da AT, não ter uma explicação para cada um dos pontos da simulação.

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O que pretende exactamente? Saber quais as contas a fazer para chegar a cada parcela? Hehe, se for isso penso que ninguém o vai fazer porque é impossível fazê-lo por texto.

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Talvez alguns cálculos sejam complicados, mas devem existir alguns pontos em que os cálculos são simples.

De qualquer forma, uma opção como a ajuda ao preenchimento que existe na própria declaração de preenchimento, onde se explica cada ponto do preenchimento seria suficiente.

É que deste modo, uma pessoa olha para as folhas salariais, para as despesas, e depois olha para o simulador, e não se associa nada com nada. Pelo menos para quem não tem formação na área.

 

Já agora outra questão:

De que forma, podemos aferir a vantagem que temos em pedir factura por itens que não saúde ou educação. Em 2015, gastei mais de 15000€ em obras em casa, com tudo facturado ao cêntimo e pela simulação, não consigo vislumbrar o tão apregoado beneficio.

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há 1 hora, CIVISMILES disse:

Talvez alguns cálculos sejam complicados, mas devem existir alguns pontos em que os cálculos são simples.

De qualquer forma, uma opção como a ajuda ao preenchimento que existe na própria declaração de preenchimento, onde se explica cada ponto do preenchimento seria suficiente.

É que deste modo, uma pessoa olha para as folhas salariais, para as despesas, e depois olha para o simulador, e não se associa nada com nada. Pelo menos para quem não tem formação na área.

 

Já agora outra questão:

De que forma, podemos aferir a vantagem que temos em pedir factura por itens que não saúde ou educação. Em 2015, gastei mais de 15000€ em obras em casa, com tudo facturado ao cêntimo e pela simulação, não consigo vislumbrar o tão apregoado beneficio.

Sim, há alguns cálculos que são simples lógicamente mas existem sempre muitas "manhas" para se conseguir chegar ao valor de simulação, só vendo caso a caso até porque todas as declarações são diferentes e penso eu, ninguém sabe todos os cálculos a efectuar. Muitas vezes é preciso pesquisa.

Quanto à segunda questão, essas obras não são dedutíveis em IRS como "obra", se é que me faço entender. Todos esses 15.000€ devem ter entrado na categoria de despesas gerais familiares que só contabiliza até 700 e poucos euros, o que da direito a uma dedução de 250€.

Tudo o resto, só serviu para tentar ganhar o audi...

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há 46 minutos, CIVISMILES disse:

Aliás, acho uma falha da AT, não ter uma explicação para cada um dos pontos da simulação.

Isso concordo. Não sei se há algum sítio onde seja feita uma explicação em condições. Certo é que uma explicação detalhada de como se chega a cada um dos valores é, em muitos casos, uma dor de cabeça ainda maior... Mas aqui fica um resumo do significado de cada uma das linhas e da sua origem. Agradecem-se correções ou melhores explicações. 

1. Rendimento global - grosso modo corresponde à soma dos rendimentos declarados em cada um dos anexos. Os rendimentos que são taxados a taxas especiais não aparecem aqui exceto se se optar pelo seu englobamento.

2. Deduções específicas - soma das deduções específicas de cada categoria. Nuns casos são calculadas com base na informação declarada (caso dos rendimentos prediais, por exemplo), noutros com base em valores definidos na lei (caso da categoria A ou B, por exemplo - aqui é preciso consultar o CIRS para saber com o que contar para os rendimentos de cada categoria)

3. Perdas a recuperar - algumas categorias podem prejuízos em vez de rendimentos (por exemplo, na categoria B se o negócio deu prejuízo ou na categoria G se houve menos valias ao vender ações). Nos casos previstos para tal essas perdas podem ser subtraídas ao rendimento global e aparecem aqui somadas.

4. Acréscimos ao rendimento - não sei se alguma vez vi uma demonstração com isto preenchido mas há campos com este nome pelo menos no quadro 4 do anexo B e no quadro 8 do anexo H. Mais uma vez, deve ser a soma dos acréscimos ao rendimento das várias categorias.  

5. Rendimento coletável = 1 - 2 - 3 + 4 - o rendimento sobre o qual vai ser calculado o imposto.

6. Quociente de rendimentos de anos anteriores - sei que há campos com isto no anexo B, não sei se pode vir de mais algum lado

7. Rendimentos isentos sujeitos a englobamento - Há 

8. Quociente familiar - calculado em função do número de titulares e do número de ascendentes e dependentes ((0,15 por cada dep. ou asc. + 1) * número de titulares)

9. Rendimento para apuramento da taxa = 5 + 7 - 6

10. Taxa - consultar as tabelas de escalões do IRS (artigo 68º do CIRS) para saber que taxa corresponde ao rendimento obtido no ponto 9.

11. Importância apurada = 9 : 8 * 10

12. Parcela a abater - O IRS é um imposto progressivo. Isso quer dizer que o rendimento correspondente ao primeiro escalão é taxado a 14,5%, o rendimento correspondente ao segundo escalão taxado a 28,5% e por aí adiante. Em vez de calcular as coisas escalão a escalão pode-se multiplicar o rendimento total pela taxa do último escalão e subtrair as diferenças para os escalões anteriores. Esta parcela a abater é isso que representa.

13. Imposto de rendimentos de anos anteriores - Acho que isto tem a ver com o artigo 74º mas não tenho a certeza. Na maioria dos casos aparece a zero e imagino que se aparecer preenchido a alguém deve ser mais ou menos óbvia a origem dos valores.

14. Imposto de rendimentos isentos - Acho que isto tem a ver com o ponto 7 - esses rendimentos foram usados para efeitos de determinação de escalão mas o imposto correspondente a eles vai ter de ser deduzido porque... são isentos.

15. Taxa adicional - Não faço ideia o que é isto, mas fiquei curioso... Acho que é mais um daqueles casos em que quem não tem isto a zero provavelmente sabe porquê, de qualquer forma...

16. Excesso limite quociente familiar - não sei o que é

17. Imposto de tributações autónomas - imposto de rendimentos que são taxados autonomamente como é o caso, por exemplo, dos rendimentos prediais (a menos que se opte pelo englobamento)

18. Coleta total = (11 - 12) * 8 + 13 - 14 + 15 + 17 -  este é o valor de imposto efetivamente apurado para todos os rendimentos do ano anterior. Imagino que o 16 também entre para as contas...

19. Deduções à coleta - aqui entram as despesas do eFatura, benefícios fiscais, etc.

20. Benefício municipal - Uma parte da coleta é distribuída pelos municípios (5%). Cada município pode optar, no entanto, por abdicar de uma parte desse rendimento, devolvendo-o a quem lá mora. As taxas de IRS que são entregues a cada município podme ser consultadas em https://www.portaldasfinancas.gov.pt/pt/consultarTaxasIRSMunicipios.action . O cálculo deste ponto basicamente corresponde a subtrair a taxa lá presente aos 5% e multiplicar pela coleta total. 

21. Acréscimos à coleta - Por exemplo, em caso de incumprimento das condições de alguns benefícios fiscais (último quadro do anexo H). É possível que haja outras origens para este campo.

22. Coleta líquida = 18 - 19 - 20 + 21 -  este é o valor de imposto que os titulares são efetivamente responsáveis por pagar.

23. Retenções na fonte - adiantamentos por conta de imposto que foram sendo feitos no ano anterior. Podem vir de várias categorias.

24. Pagamentos por conta - se o fisco chega à conclusão que os rendimentos de certas categorias fazem com que o contribuinte tenha todos os anos imposto a pagar, pode passar a pedir ao contribuinte para fazer pagamentos por conta de imposto em intervalos regulares ao longo do ano (uma espécie de retenção na fonte mas não associada a nenhum pagamento em especial). Esses montantes vêm parar aqui

25. Sobretaxa - Rendimento - o rendimento que efetivamente está sujeito à sobretaxa. Em 2015 correspondia, grosso modo, a subtrair o salário mínimo anual (7070€) ao rendimento coletável. Há mais pormenores que podem ser consultados no artigo 72º-A

26. Sobretaxa - Crédito - não sei de onde isto venha...

27. Sobretaxa - Deduções - deduções referentes ao número de dependentes. mais uma vez, os detalhes estão no artigo 72º-A

28. Sobretaxa - Retenções na fonte - retenções na fonte que já tenham sido feitas no ano em causa para efeitos de pagamento da sobretaxa

29. Sobretaxa - Cálculo da sobretaxa = 25 * 3,5% - 27 - 28 - este é o valor de imposto a pagar por causa da sobretaxa extraordinária. Não sei bem de que forma o ponto 26 entra nas contas...

TOTAL = 22 - 23 - 24 + 29 - este é o valor de imposto que vai ser devolvido ou que ainda falta ser pago depois de tido em conta o que já foi sendo pago por conta de imposto.

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Só para agradecer ao Paulo Águia pela explicação. Já imprimi e tenho estado a analisar. 

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