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Impostos e comissões sobre dividendos de acções individuais dos EUA

16 publicações neste tópico

Boa tarde.

Por norma só invisto em ETFs mas parece-me boa ideia alocar algum dinheiro extra em acções individuais de empresas norte-americanas que me pareçam sólidas. Antes de o fazer, gostaria de vos perguntar o regime tributário e comissões a que vou estar sujeito na altura de pagamento de dividendos. Os meus ETFs fazem reinvestimento de dividendos pelo que acabo por não pagar impostos sobre os mesmos.

TL;DR: Têm experiência com acções norte-americanas na DeGiro? Que comissões e impostos devo esperar?

Obrigado

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Os impostos que se aplicam às ações são os mesmos do que os ETFs. 28% das mais-valias (pagas em Portugal). 30% dos dividendos (retidos na fonte) mais 28% (a pagar em Portugal). Se a corretora permitir aplicar o acordo para a dupla tributação entre EUA-Portugal (a DeGiro já o permite), a retenção dos dividendos nos EUA é reduzida para 15%

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Os impostos que se aplicam às ações são os mesmos do que os ETFs. 28% das mais-valias (pagas em Portugal). 30% dos dividendos (retidos na fonte) mais 28% (a pagar em Portugal). Se a corretora permitir aplicar o acordo para a dupla tributação entre EUA-Portugal (a DeGiro já o permite), a retenção dos dividendos nos EUA é reduzida para 15%

1- Então pagarei 28%(lei portuguesa)+15%(lei norte-americana), ou seja, fico sem 43% do total das mais valias realizadas?

2- A proibição da dupla tributação não impediria a totalidade? Porque é que no caso reduz para metade?

Obrigado.

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Mais-valias é uma coisa. Impostos sobre os dividendos são outra. Mais-valias resultam da diferença entre o preço de compra e venda. Nunca é aplicada nenhuma taxa do país de origem, apenas existe o IRS em Portugal.

Quanto à razão porque a eliminação da dupla tributação dos dividendos não é total, é porque o acordo estabelecido com os EUA assim o determina. Tudo depende do país em causa. Por exemplo, rendimentos de capitais de um país da União não tem qualquer dupla tributação. Não se paga retenção na fonte no país de origem, apenas em Portugal.

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Mais-valias é uma coisa. Impostos sobre os dividendos são outra. Mais-valias resultam da diferença entre o preço de compra e venda. Nunca é aplicada nenhuma taxa do país de origem, apenas existe o IRS em Portugal.

Quanto à razão porque a eliminação da dupla tributação dos dividendos não é total, é porque o acordo estabelecido com os EUA assim o determina. Tudo depende do país em causa. Por exemplo, rendimentos de capitais de um país da União não tem qualquer dupla tributação. Não se paga retenção na fonte no país de origem, apenas em Portugal.

Sim, esqueci-me de discriminar os dividendos. E quando a comissões sobre os dividendos de acções, a DeGiro não cobra nada? As ETFs que tenho reinvestem-nos por isso não tenho ideia como se processarão neste caso.

Dada a carga fiscal, dirias que compensa sequer a um Europeu investir em acções individuais dos EUA?

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Se os ETFs reinvestem, não há dividendos. Ninguém cobra nada.

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Dada a carga fiscal, dirias que compensa sequer a um Europeu investir em acções individuais dos EUA?

Diria que não vale muito a pena se for para investir em ações que paguem bons dividendos, já que os rendimentos deste tipo são os mais penalizados. Se for para investir em ações onde o rendimento potencial seja quase todo devido a valorização das ações (que tenham um dividendo baixo ou não paguem dividendos), então a carga fiscal está em pé de igualdade com ações de qualquer outro país, Portugal incluído.

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Diria que não vale muito a pena se for para investir em ações que paguem bons dividendos, já que os rendimentos deste tipo são os mais penalizados. Se for para investir em ações onde o rendimento potencial seja quase todo devido a valorização das ações (que tenham um dividendo baixo ou não paguem dividendos), então a carga fiscal está em pé de igualdade com ações de qualquer outro país, Portugal incluído.

A Apple era a que mais tinha em vista. Penso ter potencial para valorizar mas também paga um bom dividendo. Se a cobrança dos mesmos for automática não me faz muita confusão embora a incidência me soe um pouco excessiva.

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Sim, a cobrança dos impostos é automática, pelo menos a retenção na fonte do país de origem. Em Portugal é necessário declarar os dividendos no IRS (para os 28% locais).

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Sim, a cobrança dos impostos é automática, pelo menos a retenção na fonte do país de origem. Em Portugal é necessário declarar os dividendos no IRS (para os 28% locais).

Ok. As mais valias também têm que ser declaradas no IRS, não? Não é o meu caso mas como é que um day trader processa isso?

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Ok. As mais valias também têm que ser declaradas no IRS, não? Não é o meu caso mas como é que um day trader processa isso?

Sim, claro.

Quanto ao daytrader, penso que agrupe muitas operações a ums tantos valores mais/menos valias.

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O re-investimento dos dividendos é realmente importante, como já foi aqui referido. Encontrei este link que dá outra perspectiva, quer do re-investimento dos dividendos, quer de ir acrescentando sistematicamente um valor ao longo do tempo:

http://www.joshuakennon.com/it-did-not-take-25-years-for-the-stock-market-to-recover-from-the-peak-of-the-1929-crash/

Ainda sobre os títulos domiciliados nos Estados Unidos, li isto, que me deixou muito mais apreensivo do que o imposto sobre os dividendos:

"If you are NOT a US person (US citizen, US permanent resident), then you should completely avoid US-domiciled ETFs & funds. If a non-US citizen / non-US person invests in US-domiciled funds & ETFs, then if they die, the US government will impose a brutal estate tax, up to 40% on amounts over $60,000."

https://www.bogleheads.org/forum/viewtopic.php?t=165478#p2487313

Alguém sabe mais sobre isto, aplicado a Portugal?

 

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há 4 horas, pfonseca disse:

O re-investimento dos dividendos é realmente importante, como já foi aqui referido. Encontrei este link que dá outra perspectiva, quer do re-investimento dos dividendos, quer de ir acrescentando sistematicamente um valor ao longo do tempo:

http://www.joshuakennon.com/it-did-not-take-25-years-for-the-stock-market-to-recover-from-the-peak-of-the-1929-crash/

Ainda sobre os títulos domiciliados nos Estados Unidos, li isto, que me deixou muito mais apreensivo do que o imposto sobre os dividendos:

"If you are NOT a US person (US citizen, US permanent resident), then you should completely avoid US-domiciled ETFs & funds. If a non-US citizen / non-US person invests in US-domiciled funds & ETFs, then if they die, the US government will impose a brutal estate tax, up to 40% on amounts over $60,000."

https://www.bogleheads.org/forum/viewtopic.php?t=165478#p2487313

Alguém sabe mais sobre isto, aplicado a Portugal?

 

Para quem morre é indiferente. Estando dentro do caixão, os impostos já não interessam :D

 

Além do mais, sabe lá o fisco dos US quem és tu, ou se morres ou se vives...

 

Isso não interessa para nada. 

 

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A 25/06/2016 at 16:00, atlas disse:

Para quem morre é indiferente. Estando dentro do caixão, os impostos já não interessam :D

 

Além do mais, sabe lá o fisco dos US quem és tu, ou se morres ou se vives...

 

Isso não interessa para nada. 

 

É uma maneira de ver, mas estou a pensar em quem fica cá :)

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A 30/08/2015 at 18:20, ruicarlov disse:

Mais-valias é uma coisa. Impostos sobre os dividendos são outra. Mais-valias resultam da diferença entre o preço de compra e venda. Nunca é aplicada nenhuma taxa do país de origem, apenas existe o IRS em Portugal.

Isto faz-me pensar que, sempre que quisermos vender uns títulos para re-balancear o portfólio, vamos ter de pagar mais-valias.

Ainda por cima, para re-balancear, vamos vender os títulos que subiram, para comprar os que desceram, por isso é certo que vamos ter de pagar mais-valias. A solução será re-balancear comprando novos títulos, mas exige dinheiro em caixa. Para um portfólio de baixo valor é possível mas se já tiver um valor alto é mesmo complicado.

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Em alternativa, pode-se também vender os títulos que desceram para serem recomprados logo de seguida. Paga-se comissão a dobrar, mas num boker com bons preços (como a IB) esse valor é insignificante face a podermos abater nas mais-valias geradas por vender posições vencedoras.

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