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aluguer de quartos

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Boa Tarde

Tenho um t3 que comprei para habitar mas como decidi vir pra aldeia pretendo alugar a estudantes.Fiz as contas e 3 quartos a 200e cada são 600 euros. Até aqui tudo bem, agora vamos aos pormaiores, que me parece que escapam aos nossos legisladores e a alguns utilizadores do fórum. Os estudantes preferem despesas incluídas, então vejamos-imposto 28%-168€+luz 130€+agua 60€+ gás 60€+condom. 55€+net 25€+IMI 50€+seguro 10€. Ora se eu fiz bem as contas isto dá 558€. Então pergunto será então a mina de que alguns falam? Estarei eu na disposição de substituir o estado oferecendo alojamento gratuito aos estudantes? Porque raio exigem contrato se os estudantes que me contataram preferem sem contrato e sem caução para poderem mudar quando lhes apetecer, ou não estiverem bem? Muitas mais considerações poderia tecer mas fico-me por aqui e vou é tentar vender o ap. e colocar o dinheiro debaixo do colchão que talvez seja onde está mais seguro.Só pra concluir, um dos principais males do nosso país é o mal de inveja, não podem ver um pobre com uma camisa lavada que já dizem que é rico !!!!!

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Há aí algumas contas menos bem feitas.

O imposto é calculado sobre o lucro - se o contrato inclui essas despesas todas, podes deduzi-las todas à renda antes do cálculo do imposto - 600€-130€-60€-60€-55€-25€-50€-10€=210€. 28% disso são 56,8€, já ficas com um lucro de mais 110€ por mês.

Por outro lado, também podes dizer "são 200€ sem consumos de luz, água e gás incluídos, que serão pagos à parte; se quiserem incluídos passam a ser 250€ ou 300€". Pessoalmente prefiro a primeira opção - não só liberta o senhorio de ter que pagar uma conta exorbitante porque alguém demora 1h por dia a tomar banho ou decide usar a máquina de lavar com dois ou três pratos todos os dias, ou manter o aquecimento ligado 24h/24h, como também incute algum espírito de poupança nos jovens, uma vez que lhes passa a sair diretamente do bolso. Mas se eles querem as despesas incluídas, o incremento no valor da renda dá para cobrir esses "sustos".

Concordo que arrendar imóveis não é a mina de ouro que muitos pensam. Mas os senhorios também sabem fazer bem o choradinho para pintar o cenário pior do que aquilo que muitas vezes é...  ::)  (não desfazendo daqueles que efetivamente continuam a receber rendas que não lhes chegam nem para pintar umas paredes ao fim do ano)

Artigo 41.º

Deduções

1 — Aos rendimentos brutos referidos no artigo 8.º deduzem -se, relativamente a cada prédio ou parte de prédio, todos os gastos efetivamente suportados e pagos pelo sujeito passivo para obter ou garantir tais rendimentos, com exceção dos gastos de natureza financeira, dos relativos a depreciações e dos relativos a mobiliário, eletrodomésticos e artigos de conforto ou decoração.

2 — No caso de fração autónoma de prédio em regime de propriedade horizontal, são dedutíveis, relativamente a cada fração ou parte de fração, outros encargos que, nos termos da lei, o condómino deva obrigatoriamente suportar e que sejam efetivamente pagos pelo sujeito passivo.

...

8 — Os gastos referidos nos números anteriores devem ser documentalmente comprovados.

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O que me disseram é que as despesas de água, luz, gás e net não poderão ser deduzidas.

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O que me disseram é que as despesas de água, luz, gás e net não poderão ser deduzidas.

De notar que a legislação mudou este ano. A que transcrevi acima é o novo Código do IRS. Até ao fim do ano passado (e que ainda vale para a declaração a meter este ano) o mesmo artigo dizia o seguinte:

Artigo 41.º ANTIGO

Deduções

1 - Aos rendimentos brutos referidos no artigo 8.º deduzem-se as despesas de manutenção e de conservação que incumbam ao sujeito passivo, por ele sejam suportadas e se encontrem documentalmente provadas, bem como o imposto municipal sobre imóveis e o imposto do selo que incide sobre o valor dos prédios ou parte de prédios cujo rendimento seja objeto de tributação no ano fiscal.

2 - No caso de fracção autónoma de prédio em regime de propriedade horizontal, deduzem-se também os encargos de conservação, fruição e outros que, nos termos da lei civil, o condómino deva obrigatoriamente suportar, por ele sejam suportados, e se encontrem documentalmente provados.

Ou seja, mudou-se de "despesas de manutenção e conservação" para " todos os gastos efetivamente suportados e pagos pelo sujeito passivo para obter ou garantir tais rendimentos", muito por pressão dos senhorios (a meu ver, com razão).

Parece-me a mim que, como para garantir que alguém arrende a casa é preciso água, luz e gás, estas despesas passam a ser dedutíveis. Desde que o senhorio prove que foi ele que as pagou. Mas, claro, não há nada como enviar um mail às Finanças para confirmar a interpretação que eles fazem (e que é a que interessa).

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