Visitante JCruz

Arrendamento Imóvel

16 publicações neste tópico

Bom dia,

Ignorando as questões legais, alguém me consegue elucidar com números, sobre a vantagem de arrendar um imóvel por 300 Eur. com recibo ou 250 Eur. sem recibo de arrendamento?

Um abraço.

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Bom dia,

Ignorando as questões legais, alguém me consegue elucidar com números, sobre a vantagem de arrendar um imóvel por 300 Eur. com recibo ou 250 Eur. sem recibo de arrendamento?

Um abraço.

Não pode ignorar as questões legais... A autoridade tributária anda a cruzar dados e a verificar a quem pertence os contratos de água, luz...

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Não pode ignorar as questões legais... A autoridade tributária anda a cruzar dados e a verificar a quem pertence os contratos de água, luz...

E com os dados dos inquilinos também. Mesmo sem os recibos, se o inquilino se lembra de tentar deduzir as rendas no IRS, depois pode sempre alegar que te pediu os recibos e tu é que não passaste - depois é a tua palavra contra a dele.

Ficas atravessado com uma renda de 250€ e a pagar impostos sobre esse valor, quando podias estar a receber os 300€.

Dito isto, a diferença é que os 300€, mesmo assim, rendem menos que os 250 "por fora".

O lucro líquido num caso será de

      300 * 12 - IMI - obras - condomínio[anual] - (300*12 - IMI - obras - condomínio[anual]) * 28%

e no outro de

      250 * 12 - IMI - obras - condomínio[anual]      * (admitindo que consegues fugir ao imposto)

O primeiro caso só rende mais se a parcela IMI + obras + condomínio[anual] for superior a cerca de 1450€.

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Não pode ignorar as questões legais... A autoridade tributária anda a cruzar dados e a verificar a quem pertence os contratos de água, luz...

Colocando as questões morais/legais à parte. Não sabia que era obrigatório ter como titular dos serviços contratados o possivel arrendatário. Inclusive ha contractos de arrendamento em que agua/luz ficam ao cargo do senhorio.

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Colocando as questões morais/legais à parte. Não sabia que era obrigatório ter como titular dos serviços contratados o possivel arrendatário. Inclusive ha contractos de arrendamento em que agua/luz ficam ao cargo do senhorio.

Não é obrigatório... Mas se a casa está em nome de um e as contas são todas pagas por outro, nada os impede de investigar.

Eu tenho é curiosidade em saber como é que eles vão fazer o cruzamento - os contratos de serviços não costumam ter o artigo do registo predial, que é o identificador do imóvel para as Finanças...

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Colocando as questões morais/legais à parte. Não sabia que era obrigatório ter como titular dos serviços contratados o possivel arrendatário. Inclusive ha contractos de arrendamento em que agua/luz ficam ao cargo do senhorio.

Não se guie pelo passado...

Em breve, até meados do final do primeiro semestre, terá de passar a emitir recibos eletrónicos (via portal das finanças) e a fiscalização passa pelo cruzamento de dados entre o proprietário do imóvel e as empresas de água, luz e gás.

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Realmente gostava de ver como fazem este cruzamento de facturas de água/luz com as rendas. Não poderei eu emprestar a casa a um amigo (sem receber rendas) deixando o contrato de serviços ao cargo dele?

Respondendo a pergunta inicial do tópico:

Se não me engano para 2015 o valor máximo de dedução de rendas é de 15% do valor até a um tecto de 502 euros. Considerando o exempo em causa. Se declarar: Irá pagar 12*300=3600 euros e poderá deduzir no IRS: min ( 3600*0.15, 502) = 502 euros. Considerando que conseguia deduzir os 502 euros, daria uma renda média de 258€.

Estas contas são um bocado à merceeiro, as deduções podem ser diferentes dependente do nível de rendimento colectável. Mas por uma diferença de 8€ vale a pena enganar o estado?

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Realmente gostava de ver como fazem este cruzamento de facturas de água/luz com as rendas. Não poderei eu emprestar a casa a um amigo (sem receber rendas) deixando o contrato de serviços ao cargo dele?

Podes. E as Finanças também vos podem chamar para confirmar que é o caso. Da mesma forma que chamam muita gente por outras razões, algumas só porque lhes calhou a elas a fiscalização aleatória desse ano...

Não há nenhum critério à prova de bala para apanhar quem foge aos impostos. Mas quem não deve também não tem nada a temer, excepto talvez uma ida adicional às Finanças...

Respondendo a pergunta inicial do tópico:

Se não me engano para 2015 o valor máximo de dedução de rendas é de 15% do valor até a um tecto de 502 euros. Considerando o exempo em causa. Se declarar: Irá pagar 12*300=3600 euros e poderá deduzir no IRS: min ( 3600*0.15, 502) = 502 euros. Considerando que conseguia deduzir os 502 euros, daria uma renda média de 258€.

Engraçado que parece-me que estás a ver a questão na ótica do inquilino enquanto o ABCD e eu a vimos como se tivesse sido um senhorio a colocá-la. Só o JCruz pode esclarecer qual é efetivamente o caso, mas o que achei piada é que ao reler a questão ela pode efetivamente ser interpretada dos dois lados :)
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Tens toda razão :) Vi a questão na perspectiva de inquilino. Normalmente é sempre o inquilino q se tem q sujeitar a estas questoes (declarar / nao declarar ). Nunca pensei que um senhorio tivesse ainda duvidas se devia declarar ou não. :P

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Efectivamente coloquei a questão na óptica do inquilino, e pelas respostas dadas a poupança correspondente ao arrendamento sem recibo, não compensa o risco.

Já agora, na óptica do senhorio, pelo que percebi nas vossas explicações, consegues ganhar uns trocos adicionais arrendando sem recibo para o exemplo em causa.

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Não se guie pelo passado...

Em breve, até meados do final do primeiro semestre, terá de passar a emitir recibos eletrónicos (via portal das finanças) e a fiscalização passa pelo cruzamento de dados entre o proprietário do imóvel e as empresas de água, luz e gás.

Mas colega ABCD,se um senhorio não emitir recibos, quer em papel, quer em suporte informático, como é que vão efectuar o cruzamento dos dados?

Um abraço e obrigado.

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Mas colega ABCD,

1. se um senhorio não emitir recibos, quer em papel, quer em suporte informático, como é que vão efectuar o cruzamento dos dados?

Um abraço e obrigado.

Colega?

Pela conversa até pensei que JCruz e palex eram um e um só... a tentar esclarecer dúvidas!

1. Por exemplo, através da denúncia a partir do inquilino que "involuntariamente", ou voluntariamente, declara as rendas no seu IRS...

Por outro lado, a autoridade tributária vai ter acesso às contas da água, luz e gás e pode cruzar dados entre os gastos na residência habitual com a residência secundária...

Mas vamos supor que se arranja inquilinos e estes até não se importam de pagar menos a "troco" da ausência de recibos. O facto de colocar anúncio a publicitar o arrendamento é o suficiente para a fiscalização intervir. A primeira coisa que eles vão querer ver será o contrato que deve estar autenticado pelas finanças... E se não tiver certificação energética - criei um tópico sobre este tema mas foi "deslocalizado" para diversos... se tiver curiosidade faça uma pesquisa e pode ser que encontre... - faz ideia do valor da multa? Para particular, será algo entre 250 a 3700€. Para empresa, será entre 2500 a 45000€. Valores bem superiores ao eventual ganho por "acordar" em não passar recibos...

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Caro ABCD,

Agradeço imenso os seus esclarecimentos, mas esse seu primeiro parágrafo é perfeitamente disparatado. Quem precisa de se esconder, quando já está escondido à partida atrás de um nick de um fórum pergunto eu? Deixe-se disso.

O "colega" que aparentemente feriu a sua suceptibilidade, foi completamente amistoso, anda muito susceptível. De qualquer forma e se o ofendi, deixo desde já expresso o meu sincero pedido de desculpas.

Adiante, e vamos ao que interessa, parecem-me muitos "se" para ser apanhado nesse cruzamento de dados, só lhe falta dizer que vão levantar o sigilo bancário sobre as contas bancárias de  inquilinos/senhorio para comprovar a transferência de dinheiro para pagamento de rendas.

Se a coisa for feita sem anúncio, entre pessoas de confiança, com as contas em nome do senhorio, parece-me muito difícil correr mal, mas isto é a minha opinião pessoal.

Um abraço e mais uma vez extremamente agradecido pelos esclarecimentos.

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Caro ABCD,

Agradeço imenso os seus esclarecimentos, mas esse seu primeiro parágrafo é perfeitamente disparatado.

0. Quem precisa de se esconder, quando já está escondido à partida atrás de um nick de um fórum pergunto eu? Deixe-se disso.

1. O "colega" que aparentemente feriu a sua suceptibilidade, foi completamente amistoso, anda muito susceptível. De qualquer forma e se o ofendi, deixo desde já expresso o meu sincero pedido de desculpas.

2. Adiante, e vamos ao que interessa, parecem-me muitos "se" para ser apanhado nesse cruzamento de dados, só lhe falta dizer que vão levantar o sigilo bancário sobre as contas bancárias de  inquilinos/senhorio para comprovar a transferência de dinheiro para pagamento de rendas.

3. Se a coisa for feita sem anúncio, entre pessoas de confiança, com as contas em nome do senhorio, parece-me muito difícil correr mal, mas isto é a minha opinião pessoal.

Um abraço e mais uma vez extremamente agradecido pelos esclarecimentos.

0. A observação foi no sentido da similaridade das questões... sinal de que o assunto interessa!...

1. Foi uma interrogação apenas... Não é lá muito comum tratarem-se dessa forma pessoas que não se conhecem...

2. Adiante, isso mesmo... não lhes dê ideias...

3. Há muitos negócios que funcionam bem no modelo "boca a boca"...

Embora possamos tergiversar um pouco sobre o tema, acredite que a informação que prestei tem por base as novidades que vão saindo dos conselhos de ministros. Se será assim na prática ou o modelo proposto parece algo complexo, teremos de aguardar pelos despachos e portarias que devem sair em breve.

Espero que tenha ficado minimamente esclarecido.

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...

Adiante, e vamos ao que interessa, parecem-me muitos "se" para ser apanhado nesse cruzamento de dados, só lhe falta dizer que vão levantar o sigilo bancário sobre as contas bancárias de  inquilinos/senhorio para comprovar a transferência de dinheiro para pagamento de rendas.

Se a coisa for feita sem anúncio, entre pessoas de confiança, com as contas em nome do senhorio, parece-me muito difícil correr mal, mas isto é a minha opinião pessoal.

Ainda relativamente a este assunto, eis o ponto da situação do "governo" em relação a esta matéria:

O Fisco detetou mais de 17 mil situações de rendas não declaradas em IRS, recebidas por senhorios e provenientes de arrendamento de imóveis.

    O valor das rendas não declaradas nos últimos quatro anos e agora detetadas rondam os 200 milhões de euros, com um imposto em falta correspondente a cerca de 60 milhões.

1.  Os contribuintes detetados em falta vão ser notificados pelo Fisco para corrigirem voluntariamente a situação, seguindo-se a realização de ações de inspeção em caso de persistência do incumprimento.

São os primeiros resultados do apertar da fiscalização aos incumpridores, neste caso no setor do arrendamento e consequência de algumas alterações que permitem o cruzamento dos dados:

    . Os recibos verdes passam a ser emitidos no Portal das Finanças (como já são os atuais recibos verdes). Os proprietários que auferem rendas de menor valor deverão comunicar até 31 de janeiro de cada ano as rendas recebidas no ano anterior. No caso do proprietário não emitir as rendas no Portal das Finanças ou não as comunicar até final do ano, o inquilino é obrigado a comunicar as rendas pagas (sistema e-fatura), de forma a poder deduzir estas despesas no respetivo IRS

. Maior controlo e monitorização dos contratos de arrendamento via liquidação e pagamento do Imposto do Selo, através do Portal das Finanças

. As empresas de água, luz e gás passam a estar obrigadas a comunicar a administração fiscal, por via eletrónica, de 3 em 3 meses, dos dados dos detentores dos respetivos contratos, de forma a permitir a comprovação automática dos proprietários dos imóveis e respetivos inquilinos

. Reforço das ações de fiscalização por parte dos inspetores não identificados da AT, de forma a combater as situações de arrendamento clandestino. 

. Manutenção, no âmbito da reforma do IRS, da possibilidade de dedução das despesas de arrendamento, ao contrário do que estava inicialmente previsto

1. ... e ficam sujeitos a coimas!...

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Boa tarde a todos, 

Gostaria que me dissessem, se possível, apenas o seguinte, de forma resumida: no caso de um inquilino denunciar o senhorio às finanças por não emitir os recibos, quais as consequências? Paga coima, se sim, qual? Tem que emiti-los e entregar declaração de substituição de IRS (em anos passados)? Obrigada.

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