rita2015

IRS e agregado familiar

13 publicações neste tópico

Bom dia,

Gostaria que me ajudassem com o preenchimento da minha declaração de IRS. Tenho 2 filhos, com os quais vivo em conjunto com o pai. Na realidade vivemos os quatro na mesma casa e partilhamos as despesas, no entanto não sei se poderemos ser considerados "agregado familiar" pois cada um de nós tem um diferente crédito à habitação e, logo, moradas fiscais diferentes. Assim: 1- Devemos fazer o IRS em separado e colocar os filhos num IRS à escolha?; 2 - Nesse caso como são feitos os descontos nas nossas entidades patronais? (ambos temos descontos para 2 dependentes, foi actualizado automaticamente pela entidade patronal); 3 - Podemos escolher colocar um filho em cada IRS?4 - Para poder pedir abono de familia na segurança social posso considerar os 4 como agragado familiar?

Agradeço a ajuda e dou os parabéns pelo excelente fórum,

Rita Dias

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Se as moradas fiscais são diferentes têm de meter o IRS separado - a união de facto implica partilharem a morada há pelo menos 2 anos.

Relativamente ao IRS em que incluir os filhos, é uma questão de simularem os vários cenários possíveis e ver o que compensa mais. De notar que se as despesas deles (saúde, educação, etc) tiverem sido passadas em nome de um dos pais, isso complica/inviabiliza a inclusão dessas despesas na declaração do outro. Por isso é sempre preferível passar as despesas em nome dos filhos (e, a partir de agora de Janeiro, com o NIF deles).

Tipicamente compensa mais incluir um filho na declaração de quem recebe mais (e, por isso, pode deduzir mais). Sendo dois filhos, tanto pode compensar meter os dois nessa declaração como um em cada uma - mais uma vez, é uma questão de simularem os vários cenários possíveis (já agora, pode não ser indiferente o filho que fica em cada declaração, dependendo de se atingirem os limites de dedução ou não).

Quanto à retenção na fonte, eu diria que podem deixar estar como está. Com a consciência, no entanto, que o facto de a retenção na fonte ser feita a uma taxa mais baixa, provavelmente vai querer dizer que ao ser feito o acerto de contas, após meter a declaração de IRS, aumenta as probabilidades de ainda virem a ter de pagar mais alguma coisa. No final das contas é indiferente - o imposto total pago é exatamente o mesmo, é só uma questão de saber se vão adiantando mais dinheiro ao longo do ano ou se vão pagar mais/receber menos na altura de meter a declaração.

De qualquer forma, podem sempre falar com a entidade patronal para tentar acertar essas contas, se preferirem. Tenham só atenção que não há outros efeitos secundários (por exemplo, há empresas que dão seguros de saúde aos funcionários e os extendem aos filhos; podem não estar preparados para fazer o desconto pela tabela de 1 filho e manter o seguro para os dois).

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muito obrigada pela resposta,

a morada fiscal dos filhos é a mesma do pai (é a casa onde vivemos), mas tendo em conta que eu ganho mais seria preferivel colocá-los no meu IRS, é possível?

seria mais fácil mudar a minha morada fiscal, no entanto tenho receio de não poder colocar a casa no IRS e perder as condições do credito habitação, a realidade é que, embora não viva na minha casa, tenho as prestações mensais a pagar ao banco, o que me aconselha?

e em relação ao abono de familia? poderei considerar o 4 como agregado familiar e pedir o abono?

obrigada

Rita

Se as moradas fiscais são diferentes têm de meter o IRS separado - a união de facto implica partilharem a morada há pelo menos 2 anos.

Relativamente ao IRS em que incluir os filhos, é uma questão de simularem os vários cenários possíveis e ver o que compensa mais. De notar que se as despesas deles (saúde, educação, etc) tiverem sido passadas em nome de um dos pais, isso complica/inviabiliza a inclusão dessas despesas na declaração do outro. Por isso é sempre preferível passar as despesas em nome dos filhos (e, a partir de agora de Janeiro, com o NIF deles).

Tipicamente compensa mais incluir um filho na declaração de quem recebe mais (e, por isso, pode deduzir mais). Sendo dois filhos, tanto pode compensar meter os dois nessa declaração como um em cada uma - mais uma vez, é uma questão de simularem os vários cenários possíveis (já agora, pode não ser indiferente o filho que fica em cada declaração, dependendo de se atingirem os limites de dedução ou não).

Quanto à retenção na fonte, eu diria que podem deixar estar como está. Com a consciência, no entanto, que o facto de a retenção na fonte ser feita a uma taxa mais baixa, provavelmente vai querer dizer que ao ser feito o acerto de contas, após meter a declaração de IRS, aumenta as probabilidades de ainda virem a ter de pagar mais alguma coisa. No final das contas é indiferente - o imposto total pago é exatamente o mesmo, é só uma questão de saber se vão adiantando mais dinheiro ao longo do ano ou se vão pagar mais/receber menos na altura de meter a declaração.

De qualquer forma, podem sempre falar com a entidade patronal para tentar acertar essas contas, se preferirem. Tenham só atenção que não há outros efeitos secundários (por exemplo, há empresas que dão seguros de saúde aos funcionários e os extendem aos filhos; podem não estar preparados para fazer o desconto pela tabela de 1 filho e manter o seguro para os dois).

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a morada fiscal dos filhos é a mesma do pai (é a casa onde vivemos), mas tendo em conta que eu ganho mais seria preferivel colocá-los no meu IRS, é possível?

Pois, esqueci-me da morada dos filhos... o fisco é capaz de olhar para esse "pormaior". O que conta para o fisco é a situação no dia 31 de dezembro. Ou seja, para a declaração a meter agora, já não deve ir a tempo.

O melhor é capaz de ser enviar uma mensagem às Finanças a perguntar se podes incluir os filhos na tua declaração apesar da morada fiscal deles estar igual à do pai e não à tua. Dizes que há um acordo entre vós para que, caso seja possível, ele não incluir os filhos na declaração deles, o fisco não precisa de saber se morais juntos ou não...

seria mais fácil mudar a minha morada fiscal, no entanto tenho receio de não poder colocar a casa no IRS e perder as condições do credito habitação, a realidade é que, embora não viva na minha casa, tenho as prestações mensais a pagar ao banco, o que me aconselha?
As deduções da casa são apenas para o caso de habitação própria e permanente - para o fisco isso coincide com a morada fiscal; se a mudares, perdes o direito a essas deduções, sim. Quanto ao banco não conheço casos que tenham visto as suas condições de crédito alteradas por não morarem na casa; mas convém dar uma vista de olhos ao contrato, por via das dúvidas...

Em qualquer caso, o banco dificilmente descobriria isso...

Por outro lado, daqui a 2 anos podiam passar a meter declarações em conjunto. O que, se os vossos rendimentos são tão diferentes, pode ser bem mais vantajoso do que a perda da dedução dos juros do empréstimo - mas isso só se fizerem as simulações é que podem saber a resposta.

e em relação ao abono de familia? poderei considerar o 4 como agregado familiar e pedir o abono?
O conceito de agregado familiar para a SS e para o fisco são diferentes. Mas a morada da SS provavelmente está igual à do fisco, pelo que é capaz de ser complicado considerar os 4 quando as moradas são diferentes. Aliás, o facto de se considerar só um dos pais até é capaz de garantir mais facilmente o acesso ao abono de família, devido à diminuição do rendimento do agregado familiar. Mas também não me parece correto dizer que só um dos pais contribui para o agregado familiar quando na verdade contribuem os dois.

Talvez seja de perguntar à SS se mesmo tendo moradas diferentes podem/devem ser todos considerados no mesmo agregado familiar...

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muito obrigada pela ajuda.

Rita

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Ao ler este tópico fiquei com uma dúvida, eu vivo com aa minha namorada há uns 8 anos, tivemos sempre a mesma morada fiscal e o IRS foi sempre em separado, quando recebemos a declaração do banco do crédito habitação cada um mete metade do valor total.

O ano passado fomos pais, agora aa minha dúvida é se podemos fazer o IRS em separado?

Metendo a criança agregado a um de nós.

Espero que tenham percebido a minha dúvida. >:D

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O ano passado fomos pais, agora aa minha dúvida é se podemos fazer o IRS em separado?

Metendo a criança agregado a um de nós.

Podem continuar a fazer em separado se assim o entenderem. A criança só pode aparecer numa das declarações, e só nessa podem deduzir as despesas dela...
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Tenho como agregado familiar a mãe (ascendente), como faço para que ela fique agregada à minha conta do IRS. Já a inscrevi para ter uma senha para ela. Que mais devo fazer?

Obrigada

Noémia Godinho

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Tenho como agregado familiar a mãe (ascendente), como faço para que ela fique agregada à minha conta do IRS. Já a inscrevi para ter uma senha para ela. Que mais devo fazer?

O que queres dizer com "ficar agregada à minha conta do IRS"? Qual é o teu objetivo?
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Boa tarde,

O que quero dizer é o seguinte: como fazer para que o meu agregado familiar ascendente seja incluído no meu IRS o que tem acontecido até à data. O meu objectivo é que continue a estar agregada a mim.

Obrigada! :-*

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O que quero dizer é o seguinte: como fazer para que o meu agregado familiar ascendente seja incluído no meu IRS o que tem acontecido até à data. O meu objectivo é que continue a estar agregada a mim.
Em termos de IRS os ascendentes não faziam parte do agregado familiar dos titulares e continuam a não fazer.

Há algumas despesas com os ascendentes que podem ser deduzidas em certas circunstâncias, como é o caso dos gastos com os lares, por exemplo. Essas continuam a ter mais ou menos os mesmos requisitos, não é preciso fazer nada de diferente para as continuar a deduzir.

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Boa tarde!

Há uma família que é composta pela mãe, filha, e três netas: 13, 10, 2 anos. Todas habitam debaixo do mesmo tecto à responsabilidade da avó( reformada). A filha, desempregada, só tem para subsistir o abono das filhas. Gostaria de saber se é possível incluí-las no IRS da avó de 2014, uma vez que fazem parte do agregado familiar.

Obriga, Noémia Godinho

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Há uma família que é composta pela mãe, filha, e três netas: 13, 10, 2 anos. Todas habitam debaixo do mesmo tecto à responsabilidade da avó( reformada). A filha, desempregada, só tem para subsistir o abono das filhas. Gostaria de saber se é possível incluí-las no IRS da avó de 2014, uma vez que fazem parte do agregado familiar.
Se a avó ganha menos do que a pensão mínima do regime geral, pode entrar na declaração da filha como ascendente em comunhão de habitação.

Senão são mesmo dois agregados familiares separados.

Em qualquer dos casos, a filha não tem de meter declaração de rendimentos se não tem rendimentos (o abono não é considerado rendimento tributável).

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