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Partilhas / Herança

41 publicações neste tópico

Boa tarde,

Tenho algumas dúvidas relativamente à situaçao da minha casa.

Passo a explicar, eu vivo numa casa que é da minha avó (que já faleceu) com a minha mãe (que é filha).

Ainda não foram feitas partilhas, contudo existe um testamento deixado pela minha avó, onde deixa a maior parte

da cota da casa à minha mãe (parte do pai + parte de ser filha), sendo o restante distribuido pelos outros 5 filhos.

Aquilo que queria saber era, no caso de a minha mãe querer comprar a casa, terei de "puxar partilhas" certo?

Isso implica custos, o que pretendia esclarecer era se quem puxa partilhas é quem paga ou é repartido por todos os filhos? 

Sabe se o valor será muito elevado?

Relativamente ao valor do imóvel, a minha Mãe ao comprar dará o valor patrimonial que a mesma tem na atualidade, contudo

os Irmãos podem não aceitar a oferta? Ou são obrigados, tendo em conta que o valor é o justo?

Não sei se é relevante mas a minha mãe é cabeça de casal.

Obrigado,

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1º Devem fazer uma habilitação de herdeiros. Documento necessário para efectuar a escritura de  habilitação de herdeiros;

2º Certidão narrativa de óbito do autor da herança (falecido);

3º Documentos justificativos da sucessão legítima (certidão de casamento, caso o autor da herança tenha sido casado, e certidões de nascimento dos respectivos herdeiros);

4º Certidão comprovativa do pagamento do imposto do selo previsto na Tabela Geral do Imposto do Selo, quando este não tiver  sido pago no cartório notarial e no caso de haver testamento. De pais  para filhos não há lugar a  pagamento.

Morrendo uma pessoa, dá-se a chamada abertura da sucessão. Os herdeiros  são então chamados a herança dos bens dessa pessoa. Haverá que apurar  quais são os bens que constituem o património de tal herança e quem são  os herdeiros.

A partilha dos bens da herança entre o cônjuge e os filhos faz-se por cabeça, dividindo-se aquela com tantas partes iguais quantos forem os herdeiros. Mas a quota-parte do cônjuge não poderá ser inferior a da herança. Se só existirem filhos, cada um receberá uma parte igual.

O cônjuge sobrevivo tem o direito de ficar nas partilhas com a casa de  morada de família (a casa onde o casal residia) e de usar o recheio da  casa. Assim, se a casa lhe for atribuída, mas o valor desta exceder o  valor do quinhão hereditário do cônjuge, deverá então pagar tornas aos  demais herdeiros.

No caso de uma herança em que apenas existam os filhos do falecido, a herança será distribuída, em princípio, em tantas partes iguais quantos os filhos. 

Os herdeiros podem escolher entre si os bens que ficarão para  cada um. Na falta de acordo, decidirá o tribunal, a pedido de qualquer  herdeiro, através do inventário.

A herança deve ser administrada pelo cabeça-de-casal até ao momento da sua partilha entre os herdeiros (momento em que cada herdeiro leva aquilo que herdou). É o cabeça-de-casal quem administra a herança. Havendo cônjuge sobrevivo, será este o cabeça-de-casal (a sua mãe).

Pode requerer no Balcão das Heranças: http://www.rcc.gov.pt/Directorio/Temas/ServicosCidadao/Paginas/Balc%C3%A3o-das-Heran%C3%A7as.aspx

É possível requerer um procedimento junto das Conservatórias do Registo Civil.

Precisa de apresentar uma lista com o nome de todos os herdeiros e respectivos números de contribuinte. Fazer um levantamento de todos os bens e direitos que eram do falecido, para, caso a caso, a Conservatória o informar sobre quais os documentos que ainda deverão ser entregues.

Custos (a confirmar na conservatória):

Habilitação de Herdeiros: € 100 Euros;  Habilitação de Herdeiros + Registos de Bens: € 250;  Partilha de Herança + Registos dos Bens: € 250;  Habilitação de Herdeiros + Partilha de Herança + Registos: € 300.

 

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Boa tarde,

Desde já obrigada pela rápida resposta.

Apartir do momento em que existe um testamento por parte da minha avó a dividir os bens (que no caso é a casa), esse documento é que prevalece certo?

Logo não serão feitas partilhas em partes iguais como falou! O testamento está nas finanças selado, sendo portanto válido.

A ser assim, e havendo este testamento os irmãos não podem contestar a divisão de bens correto?

Se a minha mãe pretender pode comprar a casa correto? Para tal tem é de puxar partilhas, e depois apresentar proposta para compra e ai é feita a divisão do valor da casa pelos irmãos, excluindo o valor dela, pois será ela a comprar, estou correta?

Obrigado

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O testamento é que prevalece. Agora, da maneira que está escrito parece-me que os irmãos podem contestar, sim.

Havendo vários herdeiros legitimários (cônjuge e/ou filhos), estes têm direito a pelo menos 2/3 da herança (a legítima). Só o resto pode ser disposto em testamento (parte disponível).

Acresce, pelo que percebi, que só a mãe tinha testamento? E o pai faleceu primeiro, é isso? E a casa era um bem comum do casal?

Assumindo que a resposta às minhas perguntas é afirmativa, então as partilhas fazem-se da seguinte forma:

* Por morte do pai:

** 50% da casa continuam a ser da mãe. Só os outros 50% fazem parte da herança do pai.

** Não havendo testamento do pai cada um dos herdeiros (a mulher e 5 filhos) herdam em partes iguais, sendo que a esposa tem direito a ficar com pelo menos 1/4 da herança.

** A mãe fica assim com 50% + 50%*25% = 62,5% da casa

** Cada filho com 50%*75% / 6 filhos = 6,25% da casa cada um

* Por morte da mãe:

** Os 62,5% da casa que eram a parte da mãe fazem parte da herança.

** A quota disponível é de 1/3 da herança - 62,5% / 3 = 20,8(3)%

** Cada filho (incluindo a filha preferida) tem direito à sua quota parte da legítima - (62,5% * 2/3) / 6 = 6,9(4)%

** A filha preferida pode ficar assim com, no máximo, 6,25% (pai) + 20,8(3)% (quota disponível da mãe) + 6,9(4)% (legítima da mãe) =  34,02(7)% da casa

** Cada um dos 5 irmãos fica com 6,25% (pai) + 6,9(4)% (mãe) = 13,19(4)%

Ora, deste ponto de vista, a falecida não pode deixar a parte da casa que era do pai à filha porque isso ultrapassa a quota disponível. Ou seja, o testamento é válido, sim, na medida em que a filha vai continuar a herdar mais que os outros por causa da existência do testamento; mas pode ser contestado pelos outros irmãos por interferir com a sua legítima.

Isto faz sentido?

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Sim faz sentido..e de facto o pai da minha mãe faleceu primeiro, sendo que este não tinha qualquer testamento e a casa era bem comum dos 2 (mãe e pai)!

Mas diga-me uma coisa, é possivel o testamento estar mal feito? isto é, com a divisão mal efetuada? Nas finanças não tiveram de verificar a ver se estava tudo em conformidade?

De facto eu já não me lembro de ler o testamento, o que tenho dito, tem sido pelo que a minha mãe me tem contado... de qualquer das formas vou ler a cópia que penso ter lá por casa para ver melhor.

Outra situação, se a minha mãe quiser comprar a casa, o valor a dar pela mesma deverá ser no máximo o valor patrimonial calculado entretanto pelas finanças certo?

Se dermos o valor patrimonial dela (avaliado pelas finanças ou o que for), os irmãos não podem contestar a compra e o valor pois não? Ou podem se quiser não aceitar vender?

Obrigada

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Mas diga-me uma coisa, é possivel o testamento estar mal feito? isto é, com a divisão mal efetuada? Nas finanças não tiveram de verificar a ver se estava tudo em conformidade?

De facto eu já não me lembro de ler o testamento, o que tenho dito, tem sido pelo que a minha mãe me tem contado... de qualquer das formas vou ler a cópia que penso ter lá por casa para ver melhor.

O testamento não é registado nas Finanças, é no Registo Civil. E acredito que não tenha sido mal feito, provavelmente está lá qualquer referência à parte disponível, quase que aposto.

Esta questão só se vai colocar quando forem feitas as partilhas e, como disseste, ainda não foram feitas.

Outra situação, se a minha mãe quiser comprar a casa, o valor a dar pela mesma deverá ser no máximo o valor patrimonial calculado entretanto pelas finanças certo?

Se dermos o valor patrimonial dela (avaliado pelas finanças ou o que for), os irmãos não podem contestar a compra e o valor pois não? Ou podem se quiser não aceitar vender?

O valor é aquele que todos os herdeiros acordarem. Como todos sabemos nem sempre o valor patrimonial calculado pelas Finanças corresponde minimamente aos valores de mercado - apesar de ser por esses valores que as Finanças fazem as contas.

A coisa pode ser feita de duas formas: ou logo na altura das partilhas acordam que a casa fica só em nome da tua mãe e ela tem de lhes dar tornas pela quota parte deles em função do valor que todos acordarem pela casa.

Ou então as partilhas são feitas, a casa fica em nome de todos (nas devidas proporções) e ela vai comprando a parte de cada um aos poucos, negociando com cada um individualmente.

Se não houver acordo quanto ao valor da casa nas partilhas, o valor pode ser decidido em tribunal (na prática é uma espécie de leilão, onde cada um diz quanto acha que vale cada bem, e depois aquele que licitar mais alto fica com ele - sendo que tem que compensar os restantes da diferença, se for caso disso).

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Depois de verificar o testamento o que diz é que, a minha avó deixou a quota disponível dela à minha mãe! Isto está correto, certo? Isto quer dizer resumindo o que? Se me poder explicar agradeço..

Obrigado

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Depois de verificar o testamento o que diz é que, a minha avó deixou a quota disponível dela à minha mãe! Isto está correto, certo? Isto quer dizer resumindo o que? Se me poder explicar agradeço..

Obrigado

Um testamento, no que se refere ao conteúdo, nunca está correto ou incorreto. O testador declara o que bem entender no testamento. O que consta no testamento é que pode, ou não, ser possível de ser cumprido...

Isso significa que a casa foi deixada à sua mãe. É preciso agora calcular o valor de toda a herança (a casa e outros bens que existam). E depois fazer as partilhas.

As contas já o pauloaguia as fez.

Se o valor da casa for superior ao montante que a sua mãe teria direito na herança, a sua mãe deverá pagar tornas aos restantes herdeiros.

Ainda tem dúvidas?

 

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Boa noite,

Aproveito o tópico, pois está relacionado com o assunto.

A minha atual residência foi construída num terreno que ainda está no nome do meu falecido avô, sendo, no fundo, igualmente propriedade do meu pai (e seus irmãos) por questões de herança. A casa, por sua vez, também não está no nome de alguém do meu agregado, mas sim, ainda, no nome do meu avô.

Na caderneta predial registada no NIF do meu pai, que é o cabeça de casal (paga o IMI na totalidade), surge, de facto, todos os detalhes relativos à casa, incluindo o seu valor específico. Porém, tal como já referi, apenas aparece o nome do meu avô como titular.

A minha questão é se, no que diz respeito à bolsa de estudo da DGES, é considerado casa própria, ou não?

Ou, por outro lado, aos olhos das finanças, vivo debaixo da ponte, pois também não pagamos qualquer renda?

Até que ponto é que esta situação poderá prejudicar/beneficiar na atribuição da respetiva bolsa de estudo?

Mais uma dúvida, o subsídio de desemprego conta como um rendimento/prestação social?

A DGES, na análise da candidatura, saberão que um elemento do agregado está desempregado, certo?

Agradeço a vossa atenção e eventual resposta.

Cumprimentos

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A minha atual residência foi construída num terreno que ainda está no nome do meu falecido avô, sendo, no fundo, igualmente propriedade do meu pai (e seus irmãos) por questões de herança. A casa, por sua vez, também não está no nome de alguém do meu agregado, mas sim, ainda, no nome do meu avô.

Na caderneta predial registada no NIF do meu pai, que é o cabeça de casal (paga o IMI na totalidade), surge, de facto, todos os detalhes relativos à casa, incluindo o seu valor específico. Porém, tal como já referi, apenas aparece o nome do meu avô como titular.

A casa vai continuar em nome do teu avô até serem feitas as partilhas. O teu pai, enquanto cabeça de casal, tem a responsabilidade de gerir a herança (por exemplo, pagando os impostos sobre a mesma) mas na prática não é ele que paga, é a herança - ele deve registar todas essas despesas e eventuais receitas como sendo deduzidas/adicionadas ao património que será distribuído nas partilhas.

A minha questão é se, no que diz respeito à bolsa de estudo da DGES, é considerado casa própria, ou não?

Ou, por outro lado, aos olhos das finanças, vivo debaixo da ponte, pois também não pagamos qualquer renda?

Aos olhos das Finanças não moras debaixo da ponte pois tens uma morada fiscal, certo? Mas não, aos olhos das finanças a casa não é tua. Nem das finanças nem de ninguém - quando o teu pai ou irmãos fizerem as partilhas, o facto de lá viveres não te confere direitos nenhuns especiais - se quiserem correm contigo daí para fora.

Agora eu não sei o que é que conta para efeitos da atribuição dessa bolsa, é o facto de teres casa em teu nome? Ou é a casa onde habitas? De qualquer forma, casa própria tua essa não é.

Mais uma dúvida, o subsídio de desemprego conta como um rendimento/prestação social?

A DGES, na análise da candidatura, saberão que um elemento do agregado está desempregado, certo?

É uma prestação social.
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Boa noite,

Desde já agradeço a sua resposta.

A casa vai continuar em nome do teu avô até serem feitas as partilhas. O teu pai, enquanto cabeça de casal, tem a responsabilidade de gerir a herança (por exemplo, pagando os impostos sobre a mesma) mas na prática não é ele que paga, é a herança - ele deve registar todas essas despesas e eventuais receitas como sendo deduzidas/adicionadas ao património que será distribuído nas partilhas.

Sinceramente, não sei onde é que ele foi arranjar o documento desta casa, pois, pelo portal das finanças (NIF dele), não tem qualquer património imobiliário registado.

Ou seja, isto confirma o que você disse, tem é responsabilidades por ser o cabeça de casal, certo?

Aos olhos das Finanças não moras debaixo da ponte pois tens uma morada fiscal, certo? Mas não, aos olhos das finanças a casa não é tua. Nem das finanças nem de ninguém - quando o teu pai ou irmãos fizerem as partilhas, o facto de lá viveres não te confere direitos nenhuns especiais - se quiserem correm contigo daí para fora.

Sim, claro que tenho.

O meu pai construiu a casa de raíz, dificilmente o vão tirar isto, mas isso são outros quinentos.

Agora eu não sei o que é que conta para efeitos da atribuição dessa bolsa, é o facto de teres casa em teu nome? Ou é a casa onde habitas? De qualquer forma, casa própria tua essa não é.

O que é analisado são as propriedades/património imobiliário (qualquer bem imóvel que pertença a qualquer membro do agregado familiar). E suponho que as casas/residências entrem nesse campo, não é?

O facto de não ter casa própria, confirmando-se, penso que ajudará nesta questão, pois o meu agregado não tem qualquer imóvel.. só heranças, mas está tudo por fazer as partilhas (terrenos, essencialmente).

É uma prestação social.

E isso entra nos rendimentos do agregado familiar ou não? Como é que isso funciona?

Muito obrigado,

Cumprimentos

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Quem puder ajudar, agradeço.

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Gostava que me esclarecessem sobre o seguinte:

Somos 3 irmãos, faleceu a minha mãe, meu pai ficou como cabeça casal na herança e em conluio com dois filhos não permite que se faça a divisão dos bens e impede o acesso aos bens por parte de uma herdeira permitindo o acesso e usufruto aos outros dois filhos que o apoiam, pergunto:

1- O cabeça de casal pode impedir que um herdeiro seja impedido de frequentar um bem que também é seu, beneficiando uma parte e prejudicando outra?

2- O herdeiro prejudicado pode nas partilhas exigir uma compensação pelo prejuízo causado derivado ao impedimento, já que não usufruiu dos bens (casa de laser, árvores de fruto, quinta etc?

3- Como agir nestas situações?

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Gostava que me esclarecessem sobre o seguinte:

Somos 3 irmãos, faleceu a minha mãe, meu pai ficou como cabeça casal na herança e em conluio com dois filhos não permite que se faça a divisão dos bens e impede o acesso aos bens por parte de uma herdeira permitindo o acesso e usufruto aos outros dois filhos que o apoiam, pergunto:

1- O cabeça de casal pode impedir que um herdeiro seja impedido de frequentar um bem que também é seu, beneficiando uma parte e prejudicando outra?

2- O herdeiro prejudicado pode nas partilhas exigir uma compensação pelo prejuízo causado derivado ao impedimento, já que não usufruiu dos bens (casa de laser, árvores de fruto, quinta etc?

3- Como agir nestas situações?

O cabeça de casal tem a responsabilidade da gestão dos bens. Creio que isso inclui decidir quem pode ou não aceder. Os bens não são ainda de nenhum dos herdeiros, a sua administração está ao cuidado do cabeça de casal.

Havendo benefícios dos bens (por exemplo, um pomar, em que os frutos sejam vendidos ou distribuídos por alguns dos herdeiros) ou encargos com os mesmos (impostos, por exemplo) devem esses mesmos ser registados de forma a que se acertem as contas na altura das partilhas.

Agora, de acordo com o Código Civil, qualquer herdeiro pode pedir as partilhas. E o cabeça de casal pode ser afastado por má gestão.

Sugiro que leias o Livro das Sucessões do Código Civil (a partir do art. 2024º) para conhecer melhor os teus direitos: http://www.pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra_articulado.php?ficha=2001&artigo_id=&nid=775&pagina=21&tabela=leis&nversao=&so_miolo=

P.S: Dava menos trabalho se a mesma mensagem não fosse repetida noutros tópicos - escusava de andar a apagar e mover mensagens...

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O cabeça de casal tem o apoio de dois irmãos, logo parece-me ser difícil a sua substituição.

Os irmãos apoiam-no porque são precisamente aqueles que são beneficiados, tem acesso e desfrutam dos bens existentes, casa de laser quinta etc. a outra herdeira está impedida pelo cabeça de casal de frequentar ou tirar proveito dos bens.

O cabeça de casal não tem condições para o cargo, não tem conhecimento, é manipulado, tem muita idade, por isso não passa de uma figura decorativa só serve para pagar despesas almoços, combustível etc. aos dois irmãos e impedir o meu acesso aos bens.

O cabeça de casal viola a lei, porque já foi pedido por mim em carta registada a partilha dos bens, só que ele recusa a partilha, recusa mostrar extractos da conta bancária à data da morte da minha mãe, recusa o acesso a todos os bens existentes por mim, mudou fechaduras da porta da residência onde existia valores em ouro.

1-Pelo exposto gostava  que alguém me esclarecesse como agir perante esta situação?

2-Posso quando se vier a realizar as partilhas mesmo após a morte do cabeça de casal, exigir ser ressarcida pelo prejuízo causado ao não desfrutar dos bens que são de todos?

3- Como posso substituir o cabeça de casal, quando ele viola sistematicamente a lei, (código civil).

Muito obrigado pela atenção disponibilizada.

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Avança para tribunal

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Pretendia esgotar todas as soluções que a lei me possa oferecer antes do tribunal e com o mínimo de custos.

É essa a razão que tento encontrar aqui no forum opiniões, esclarecimentos. sugestões para o assunto.

Continuo a aguardar respostas credíveis, obrigado.

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boa tarde

sou cabeça de casal, após ter ficado a cuidar do meu pai até falecer, e temos bens por partilhar com o meu irmão que não responde ao pedido de partilha. Tenho tido custos para liquidar e ele não me paga nada. Fiz várias propostas ao advogado dele e não responde a qualquer proposta apesar de ter tido vários compradores.

O meu pai antes de falecer fechou a conta que tinha com todos e abriu uma conta comigo para que pudesse pagar algmas despesas, já ciente de que isso podia acontecer. Agora o meu irmão diz que quer metade dessa conta apesar de eu também ter colocado dinheiro. 1)Ele tem direito a quê desta conta, uma vez que da outra ele só do meu pai ele terá metade.

2)Como cabeça de casal tenho obrigação de mostrar as despesas ou mais valias após o falecimento do meu pai, e as outras despesas antes do falecimento também contam ?(com internamento etc).

Tenho muito interesse em fazer partilha, quais são as vias para o fazer se não conseguir amigavelmente?

3) Posso alugar as casas para ter rendimento na função de cabeça de asal par gestão de património?

4)enviei hoje um mail ao advogado dele para conferência de interessados?tenho de registar a carta ou basta o mail?

5)posso eu pedir uma sessão ao tribunal para partilha ou sempre com advogado?Obrigada pela vossa ajuda

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boa tarde

sou cabeça de casal, após ter ficado a cuidar do meu pai até falecer, e temos bens por partilhar com o meu irmão que não responde ao pedido de partilha.

Tenho tido custos para liquidar e ele não me paga nada. Fiz várias propostas ao advogado dele e não responde a qualquer proposta apesar de ter tido vários compradores.

O meu pai antes de falecer fechou a conta que tinha com todos e abriu uma conta comigo para que pudesse pagar algmas despesas, já ciente de que isso podia acontecer. Agora o meu irmão diz que quer metade dessa conta apesar de eu também ter colocado dinheiro.

1)Ele tem direito a quê desta conta, uma vez que da outra ele só do meu pai ele terá metade.

2)Como cabeça de casal tenho obrigação de mostrar as despesas ou mais valias após o falecimento do meu pai, e as outras despesas antes do falecimento também contam ?(com internamento etc).

Tenho muito interesse em fazer partilha, quais são as vias para o fazer se não conseguir amigavelmente?

3) Posso alugar as casas para ter rendimento na função de cabeça de asal par gestão de património?

4)enviei hoje um mail ao advogado dele para conferência de interessados?tenho de registar a carta ou basta o mail?

5)posso eu pedir uma sessão ao tribunal para partilha ou sempre com advogado?Obrigada pela vossa ajuda

Deveria ler o que foi escrito neste tópico sobre o assunto: http://www.forumfinancas.com/index.php?topic=10803.msg97933#msg97933

Guarde os comprovativos das despesas por forma a ser "ressarcido" nas partilhas da herança.

Já efetuou a habilitação de herdeiros?

Se da parte dele (e do seu advogado) não há resposta às suas solicitações, o que "exige" o advogado dele?

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Bom dia,

A minha dúvida é a seguinte:

Quando numa situação de partilhas, os herdeiros diretos chegam chegam a acordo, vai-se partir para escrituras e o marido de uma herdeira não quer assinar.

Há maneira de dar a volta á situação ou não se consegue resolver nada assim?!

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Quando numa situação de partilhas, os herdeiros diretos chegam chegam a acordo, vai-se partir para escrituras e o marido de uma herdeira não quer assinar.

Há maneira de dar a volta á situação ou não se consegue resolver nada assim?!

Em primeiro lugar, o marido só é chamado para o assunto se estiver casado em comunhão geral de bens, mas imagino que isso já tenha sido visto...

Se os herdeiros não chegam a acordo, então podem levar as partilhas a tribunal para ser o tribunal a decidir. É muito mais simples se conseguirem chegar a acordo entre vocês...

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Em primeiro lugar, o marido só é chamado para o assunto se estiver casado em comunhão geral de bens, mas imagino que isso já tenha sido visto...

Se os herdeiros não chegam a acordo, então podem levar as partilhas a tribunal para ser o tribunal a decidir. É muito mais simples se conseguirem chegar a acordo entre vocês...

Já chegamos a acordo mas para se fazer escrituras tem que assinar e esse também tem que assinar...

Há maneira de dar a volta? Por via judicial?

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Já chegamos a acordo mas para se fazer escrituras tem que assinar e esse também tem que assinar...

Há maneira de dar a volta? Por via judicial?

Já lhe perguntaram porque é que ele não quer assinar? É possível satisfazer as pretensões dele e manter os demais herdeiros em acordo? E se a esposa é que é a herdeira, e pelos vistos está de acordo com os demais, ela não o consegue pôr na ordem? :D

Se não se entenderem, o melhor é perguntarem na Conservatória quais podem ser os passos seguintes - eles encontram situações dessas com frequência, de certeza.

Se decidirem fazer as partilhas pela via judicial (sim, é possível) haverá custos acrescidos, como é óbvio. Mas, no limite, pode ser a única solução.

Não deixem é de fazer as partilhas - se já há desentendimentos agora, a coisa provavelmente só se irá agravar à medida que o tempo for passando...

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boa tarde

venho desta forma pedir um esclarecimento.

A minha mãe ficou como cabeça de casal após o falecimento do meu pai, o meu irmão pode vir pedir para que seja destituída desta função? Ela tem tratado de tudo sozinha porque a herança ficou por dividir, nunca apresentou contas, melhor dizendo despesas visto ser ela a pagar sempre tudo sozinha com o dinheiro dela dado que o dinheiro da herança já nos foi dado, ficaram por dividir os imoveis e recheios.

obg

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